Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Fazer o Bem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fazer o Bem. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de janeiro de 2013

Sobre o discernimento...


Para Haru.

A religião não define - em absoluto - o que viria a ser certo ou errado... Estabelecer uma distinção segura entre o que possa estar certo ou errado é uma característica humana, e antecede a religião; podendo até mesmo ser vista como uma proto-religião, se considerarmos a tentativa de estabelecer a moral dentro de um grupo como a busca por um caminho certo a seguir... 

Mas o 'cristianismo abraâmico' sempre atacou esta distinção entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, ordenando a SUBMISSÃO desde os preâmbulos de seus anais:

Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Gênesis 2:17 


Tal ordenança, no entanto, não se coaduna com a natureza humana; afinal, somos livres por natureza... Tatear em busca do que seja 'certo' é um instinto humano... Ao contrário do que dizem aqueles que nada sabem, somos uma espécie genuinamente solidária... Por outro, e em função de nossa complexidade neuropsicológica, convivemos com a diversidade comportamental... 

Tal distribuição genética e comportamental, assegurará que alguns dentre nós serão irremediavelmente obcecados pelo poder - e naturalmente... Esta sanha ambiciosa, e ao longo da história, gestou homens capazes de manipular as massas através da religião... O "rebanho" não poderia ser uma figuração mais adequada, enquanto os lobos-humanos pastoreiam...

Em determinado ponto perdido em nossa proto-história, também por causação natural e evolutiva, assim como pela convergência cultural de ideias, substituímos o 'crer' pelo' saber'; e ao fazê-lo provocamos a duplicação da expectativa de vida, e a diminuição drástica da mortalidade infantil, enquanto apaziguamos a violência... 

Enquanto a sina do poder inescrupuloso opera a manipulação sombria das massas, por meio da infusão da ignorância, estimulando a crendice tácita,  que desemboca na misologia - seja por meio do fascismo de fundamentação judaico-cristã-islâmica, freudiana, 'marxiana' [neologismo meu], seja por meio do narcisismo despótico de fundamentação astrológica, ou da dita 'espiritualidade', ou da crença na crença; o melhor que podemos fazer para aplacar o sofrimento humano decorrente, é entender sempre mais e mais - objetivando a ética e a justiça... Por isso "ético, logo cético"...

As nossas melhores práticas decorrem do Iluminismo, do Humanismo, e do Positivismo - apenas para citar 'ismos'; e estão impressas em nossas leis e acordos sociais... Vivemos muito mais, e multiplicamos por 5 a nossa população em 150 anos - pela adaptabilidade; vivemos mais e melhor, por que reduzimos a mortalidade infantil em 40 vezes; e vivemos de forma menos violenta, dividindo por 100 a eventual volição para matar... 

Levamos 50.000 anos, desde o Homem de Cro-magnon até o fim da Idade Média para chegar a 1 bilhão de habitantes; e 150 anos para chegar a 6 bilhões, e agora '7'... A nossa adaptabilidade, a tecnologia, e a Ciência Médica, são as chaves para este sucesso...

Dizer não à condenação à ignorância imposta pela misantropia do Gênesis bíblico foi um passo essencial... E foi deflagrado pela mulher, representada por "Eva" - personagem mítica a quem dediquei meu primeiro livro publicado...

Agora, em tempos de UltraLuzes, é hora de rever os planos, corrigir a trajetória, iluminar o caminho para aqueles que não podem ver - por natureza... Sendo a tomada de consciência o primeiro e certeiro passo para a tomada de controle sobre nossas vidas... Nem Homo Angelicus, nem Malignus, mas umanos, troppo umanos, até o fim... 

Carlos Sherman

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Generosidade Espírita...




Um jovem bem intencionado publicou:

Tenho um professor de História que é incrivelmente íntegro. Mesmo ele sendo espírita, eu o admiro muito pelos seus projetos sociais, pela iniciativa que ele teve de criar um lar pra abrigar pessoas necessitadas (e hoje atente mais de 2000 pessoas). Assim como ele existem ateus que tentam de fato ajudar a sociedade. Por isso que, independente de religiao, devemos prezar pelo cárater e pela capacidade de fazer algo concreto ao mundo, algo que vá além do que existe na famosa Bíblia, que nao passa de palavras pregadas como se fosse a verdade absoluta e que nunca se provou útil às pessoas mais carentes.

Excelente... Em meu voluntariado e ações filantrópicas, objetivo apenas fazer o bem a outros humanos... Não ganho nada com isso, apenas o prazer que fica retido na fonte... E levo orgulhosamente comigo...

O problema é relacionar isso com uma determinada crença, e com a crença de que fazendo isso será purificado, recompensado, ajudado?

Faça o bem pelo bem que se faz....

Abrigo e alimento ajudam muito, mas viagens na maionese atrapalharão muito também... Trata-se de um bem relativo... 

Mas repito, valorizo a iniciativa dele, e aplaudo... Aplaudiria de pé se não houvesse recompensa a posteriori...

Carlos Sherman

Fazer o bem...

Fazer o bem 'só' pelo bem de fazer...


Faça 'o bem' pelo 'bem que se faz'...
'O bem' de 'fazer o bem',
Fica primeiro retido na fonte, 
E naquele que 'o bem faz'... 


É pessoal e intransferível... 
Depois, estará depositado
Naquele que 'o bem recebe'...
E que poderá então amplificá-lo... 
Ou não... 


Fazer o bem é uma arte, 
Uma capacidade, um privilégio... 
Um sinônimo apropriado para Amor... 
Talvez a sua melhor tradução...


Sim, fazer o bem é Humano... 
Demasiado Humano


Fazer o Bem faz Bem...


Carlos Sherman