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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ETs




Sobre Vida Extra-Terrestre:

(..) Sim Diêgo e Bruno, trata-se de uma questão dedutiva, especulativa e probabilística - Equação de Drake, Paradoxo de Fermi, Hipótese da Terra Rara, Princípio de Mediocridade, etc... E o 'Bruno Kim A. Watanabe' Sintetizou muito bem "a distância é um fator crítico para o contato" - assim como o tempo, as contingências para a vida, e por aí vai... E comparto mais uma vez com o Bruno e com o Diêgo, "a educação é um entrave", para o ôba-ôba ufológico [grifo meu], versus a seriedade das considerações Astronômicas, e mais particularmente Astrobiológicas... 

Estamos muito mais próximos do conhecimento 'último' - se fosse possível abarcá-lo -, referencialmente, do que um homem comum está do conhecimento disponível... Em muitos aspectos, a sensibilidade geral engatinha por volta do fim da Idade Média... Decorrências e intercorrências do processo de convergência cultural, lento, dinâmico, e igualmente contingente... Mas seguimos em frente... 

E uma fronteira que precisa ser associada a toda esta questão: a Biologia da Crenças... Também avançamos muito neste sentido, nas últimas três décadas, graças à Neurociência Cognitiva e à  Genética - apoiadas pela Antropologia e pela Arqueologia, neste particular "ufológico"... 

A disponibilidade de elementos químicos na Terra - Hidrogênio, Oxigênio,  Carbono e Nitrogênio - segue a disponibilidade geral no Universo - com exceção do Hélio, um gás nobre inerte... Podemos então deduzir, ou especular com seriedade, sobre a existência ou não de 'VIDA' extra-terrestre, i.e., seres vivos, inteligentes ou não, vivendo por aí, no Universo, e fora do Planeta Terra... Podemos até calcular as probabilidades para a vida, mas associar isso à VGM - Viagem Geral na Maionese - da Ufologia barata é outra história... No primeiro tópico trata a Astrobiologia, do segundo a Neurociência Cognitiva, capítulo: Alucinações...

Cálculos otimistas, trabalhando sobre parâmetros e versões atualizadas de Equação de Drake, dão conta de cerca de 10 'mundos' com as condições contingentes para a vida extra terrestre em nossa galáxia, e com chances de contato... Enquanto os realistas - ou pessimistas - sugerem a existência de apenas 2 possíveis mundos contactáveis, embora assinalando que existiriam cerca de 200 'mundos' abrigando alguma forma de vida inteligente em nossa galáxia, mas com os quais, e pela distância e tempo de existência, nunca faríamos contato...


FIAT LUX  

Carlos Sherman

ETs: Não estamos sozinhosNunca estivemos tão perto de pôr um fim na nossa solidão cósmica. Pesquisas recentes mostram que boa parte dos planetas de fora do sistema solar é a cara da Terra. E agora astrônomos contam com um arsenal de novas tecnologias para buscar vida em clones do nosso planeta.por Pedro Burgos
Você mora na periferia de uma cidade do interior. Em termos cósmicos, pelo menos. Sua casa é uma rocha cheia d’água que gira num cantinho da galáxia, bem longe do movimentado centro. O Sol, esse reator nuclear com diâmetro de 1,4 milhão de quilômetros, é só uma entre os 300 bilhões de estrelas da Via Láctea. Uma galáxia bem pacata, por sinal. A verdadeira megalópole deste pedaço do Universo é Andrômeda, nossa galáxia vizinha, com 1 trilhão de sóis.
Não, não estamos nada sozinhos no Cosmos. Além de Andrômeda, há pelo menos outros 125 bilhões de galáxias no Universo visível. E, se respeitarmos a lógica, o que não falta em cada uma delas são planetas, muitos planetas. Como disse o astrônomo Carl Sagan sobre a vida lá fora: “Deve haver bilhões de trilhões de mundos. Então por que só nós, jogados aqui num canto esquecido do Universo, seríamos afortunados?”
A descoberta de que estamos no meio de um Universo tão vasto e rico é relativamente recente: começou na 2a metade do século 20. E as provas de que, sim, existem mesmo planetas em outras estrelas se trata de algo mais novo ainda. Isso tudo deu uma guinada na ciência, a ponto de a exobiologia, que estuda a possibilidade de vida fora da Terra, ter subido de status. “Quando cunharam o termo exobiologia, [nos anos 60] ele foi ridicularizado como uma ‘ciência sem objeto de estudo’.? Mas a maré científica mudou e hoje há um entusiasmo crescente em tentar achar vida em outros lugares do Universo”, diz a astrônoma Jill Tarter, da Universidade da Califórnia, no livro The Search for Life in the Universe, (“A Busca da Vida no Universo”), inédito em português.
Outros vão mais longe e apostam que não só a vida é inevitável lá fora mas civilizações tão ou mais avançadas que a nossa também. Como já disse o físico de Harvard Paul Horowitz: “Vida inteligente no Universo? Garantido. Na nossa galáxia? Extremamente provável”.
De onde vem tanta empolgação?
Condições para a vida
As apostas de que, sim, há muita vida lá fora começam com duas novas certezas. Primeiro, a de que não faltam planetas fora do sistema solar.
Até anteontem não havia prova de que outras estrelas, fora o Sol, tivessem mesmo planetas. A astronomia dizia que sim: estudos sobre a formação de estrelas mostram que elas costumam nascer carregando um séquito de pequenos astros. Mas o ponto final na questão só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra detectaram um planeta gigante feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela parecida com o Sol, a 51 Pegasi.
De lá para cá a década de 1990 teve uma média de 3,4 planetas extra-solares descobertos por ano. E agora, com instrumentos mais precisos, o ritmo explodiu. No ano passado, foram mais 61. Em 2008, só até julho, outros 36. Total: 307. E a conta não pára de crescer.
A segunda certeza é ainda mais determinante: a de que dois ingredientes fundamentais para a vida, água e moléculas orgânicas, são comuns no Universo. Essas moléculas são fáceis de achar no espaço sideral – elas ajudam a formar as nuvens de gás e poeira que dão à luz qualquer estrela (e conseqüentemente qualquer planeta) no Universo. Quanto ao H20, ele também é arroz-de- festa no Cosmos: a própria água que enche os oceanos da Terra chegou aqui na forma de bolas de gelo que caíram do céu (os cometas) durante a formação do sistema solar. E isso pode ter acontecido em qualquer outro ponto do Universo.
Para completar, em 2007 o telescópio Hubble detectou pela primeira vez a existência de água num planeta extra-solar, ainda que em forma de vapor. E neste ano encontrou água e moléculas orgânicas em mais outro. Isso não indica que algum desses dois tenha vida. Ambos são gigantes feitos de gás, como Júpiter – um tipo de planeta pouco amigável a seres vivos. Mas, se houver um planeta parecido com a Terra na região, aquilo que aconteceu aqui pode ter acontecido lá.
“Estamos tão, tão perto de encontrar vida em outros planetas que é só uma questão de continuar procurando. Parece que é só uma questão de tempo”, diz o astrônomo Marc Kuchner, do Laboratório de Exoplanetas da Nasa. Mas como Kuchner e seus colegas estão procurando?
Guia do caçador de planetas
Buscar um astro em volta de uma estrela é como tentar achar um pernilongo ao lado de um prédio em chamas. A olho nu. Simplesmente não dá para ver. O que os astrônomos fazem, então, é detectá-los de formas indiretas. Por exemplo: se o brilho de uma estrela diminui um pouco num ponto da superfície dela, em intervalos regulares, significa que tem um planeta girando ali. Outro jeito de procurar é observar o “balanço” de uma estrela. A gravidade de um planeta é forte o bastante para chacoalhá-la um pouco. Se os observadores apontarem seus equipamentos por muito tempo para ela dá para analisar essas balançadas e deduzir que há um planeta passando por ali. Mais: pelo movimento, dá para calcular a massa do planeta e sua órbita.
Muito bom, mas tem um problema: desse jeito os mundos mais fáceis de detectar acabam sendo os muito grandes e próximos das estrelas. Só que planetas grandes são sempre bolas de gás como Júpiter, um monstro de hidrogênio com massa igual à de 317 Terras. E isso é um tanto frustrante na busca pelo que interessa, que é a vida fora da Terra: a atmosfera desses gigantes gasosos é tão maciça que a pressão lá dentro fica insuportável – seres complexos simplesmente estourariam em ambientes assim. E pior ainda se o planeta recém-descoberto estiver perto de sua estrela. Assim as temperaturas lá dentro ultrapassam 100 ºC, e a água só tem como existir na forma de vapor. Aí não adianta.
Procurar por planetas com vida significa buscar por um que tenha água líquida. Isso não é egocentrismo de cientista terráqueo, achando que a vida em outros planetas tem que ser igual à daqui. É respeito pelas leis da química, que valem para o Universo inteiro. Funciona assim: para ter algo que dê para chamar de vivo, precisamos de moléculas que se juntem para formar coisas complexas. As que melhor fazem isso são as moléculas orgânicas, estruturas que têm átomos de carbono como pilares e que, por sinal, formam o seu corpo. Só que moléculas não andam. Elas precisam de um solvente, de um meio fluido para se locomover e encontrar umas às outras. E a água líquida é a melhor coisa que tem para isso no Universo – não é à toa que a vida por aqui começou nos oceanos.
Isso não quer dizer que ausência de água seja evidência de planeta morto. “A vida como conhecemos é feita de carbono. Mas eu facilmente acreditaria que um ser fosse formado por outro elemento básico, como silício, ou que tivesse amônia como solvente em vez de água. Tenho certeza de que a vida no Universo é bastante diversificada”, diz a astrobióloga mexicana Graciela Matrajt, da Universidade de Washington.
Mesmo assim, os cientistas preferem o certo ao duvidoso, e vão atrás de planetas parecidos com o nosso – relativamente pequenos e com uma temperatura amena, que deixe a água correr.
Só que achar planetas assim por aí é difícil, justamente por causa do tamanho. A própria Terra, em pessoa, seria invisível para os instrumentos que os astrônomos usam hoje. Mas existe um alento: as “super-Terras”, mundos com a cara deste aqui, só que grandes o suficiente para entrar na mira dos equipamentos mais modernos.
A precisão desses instrumentos deu um salto nos últimos anos. A “sintonia fina” na hora de detectar as balançadas nas estrelas, por exemplo, melhorou. Já dá para perceber oscilações mais sutis, causadas por planetas menores. E isso abriu as portas para encontrarmos mundos com massa 10 vezes menor que a de Júpiter – planetas Terra muito, muito grandes. Mas ainda assim amigáveis para a vida.
Já encontraram 11 desses, de 2006 para cá. E a grande notícia veio no ano passado: dois gêmeos da Terra com possibilidades reais de terem água líquida. São os planetas Gliese 581 c e Gliese 581 d (não, os nomes não são nada poéticos: sempre colocam a denominação da estrela que eles orbitam – no caso, a Gliese 581 – seguida de uma letra). O que esses dois têm de mais especial em relação aos outros 9 planetas terrestres é a localização. O 581 c, por exemplo. Ele é o primeiro planeta pequeno, com “apenas” 5 vezes a massa da Terra, dentro daquilo que os astrônomos chamam de “zona habitável”: uma distância em relação à estrela que não deixa o astro nem frio nem quente demais. Ele fica mais perto de Gliese que Mercúrio fica do Sol. Se fosse no nosso sistema solar, isso significaria temperaturas de quase 500 ºC, só que a estrela Gliese é pequena e fria, com 10% da luminosidade do Sol. Então o planeta pode ter um clima equivalente ao da Terra. E só isso já é um indício de que existe água líquida por lá.
Quando o 581 c apareceu, foi uma festa. No mundo da astronomia a sensação era que, se existisse vida em algum lugar, seria ali. Mas então alguns astrônomos teorizaram que, se a atmosfera do planeta for grossa demais, os “raios de sol” de Gliese podem ficar presos no planeta. É o efeito estufa, que pode elevar demais o termômetro e acabar com a idéia de água líquida. A desconfiança ainda perdura entre os especialistas. E, se for isso mesmo, o grande candidato a abrigar seres vivos automaticamente passa a ser o 581 d. Ele fica um pouco mais distante de Gliese, numa região mais fria que a da zona habitável, com temperaturas sempre abaixo de zero. Mas aí o efeito estufa por lá seria um bom negócio. Ele poderia deixar a temperatura tão amena quanto a daqui.
Tudo isso é hipótese, claro. Quando você encontra um planeta pelo efeito que ele causa em sua estrela, como aconteceu com os dois de Gliese, o astro não “aparece na foto”. Então não dá para deduzir como ele é de fato, muito menos cravar que pode existir vida lá ou não. Mas essa limitação está para acabar. Quer dizer: acabou.
Como desvendar as novas Terras
Em fevereiro do ano que vem a Nasa lançará a missão Kepler, um telescópio em órbita que se dedicará exclusivamente a buscar planetas na nossa vizinhança galática. Ele tem duas grandes melhoras em relação ao Hubble. Primeiro, consegue observar mais estrelas em detalhes. Enquanto o telescópio veterano só tem foco para analisar uma de cada vez, o Kepler foi projetado para fazer isso com dezenas ao mesmo tempo. Segundo, fará imagens mais nítidas. Suas lentes ganharam uma espécie de máscara para filtrar o brilho das estrelas. Isso diminui as interferências de luz e permite detectar pelo menos algumas cores dos exoplanetas.
E isso pode dizer mais sobre eles do que parece. Cada elemento químico reflete a luz de um jeito diferente. É graças a isso que sabemos o que tem na atmosfera dos planetas mais distantes do sistema solar sem nunca termos pousado uma nave naquelas bandas.
Mas fazer isso com planetas a anos-luz de distância é outra coisa. O Hubble até fez aquela detecção de água e de moléculas orgânicas, mas só porque se tratavam de planetas gigantes. Agora, com o Kepler, o objetivo é desvendar a atmosfera dos exoplanetas menores. Se encontrarmos bastante oxigênio em algum, por exemplo, teremos um bom indício de vida. Quem encheu a Terra de oxigênio, afinal, foram coisas bem vivas: as algas.
Só com o Kepler, esperam achar e analisar a atmosfera de pelo menos 50 planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis. E vem mais por aí: a Agência Espacial Européia (ESA) prepara 3 telescópios espaciais que trabalharão juntos para encontrar lugares habitáveis, com lançamento agendado para 2015. E a Nasa planeja o sucessor do Hubble, também para a próxima década. Ele será 4 vezes maior e 10 vezes mais preciso. A esperança é que, com ele, consigamos fotos detalhadas de planetas extra-solares.
Mas e aí? E se encontrarmos um planeta com uma atmosfera recheada de oxigênio, sinais de moléculas orgânicas, temperatura amena, oceanos e o escambau? Vamos mandar uma sonda espacial nos moldes dos jipinhos marcianos para ver se existem aliens mesmo no lugar?
Vida no sistema solar
Enviar sondas espaciais é o melhor jeito de entender o que acontece fora da Terra. Que o diga a nave Phoenix. Ela chegou a Marte em junho, ainda está coletando e analisando informações do solo marciano e de cara confirmou que existe água em forma de gelo no pólo norte de lá. A temperatura marciana é muito fria (chega a -140 °C), mas, se essas calotas fossem derretidas, seriam capazes de formar uma camada de 11 metros de profundidade no planeta inteiro, pelos cálculos da Nasa. Outra análise da Phoenix mostrou que o solo do planeta não é tão morto assim: nutrientes importantes para a vida, como magnésio, sódio e potássio, estão presentes nas amostras. É muito difícil haver vida lá? Hoje, é. Mas ontem, nem tanto: fotos aéreas mostram erosões que, ao que tudo indica, são leitos secos de rios que corriam numa época em que o planeta era mais quente. A probabilidade de que Marte tenha tido água líquida é real. Por isso estamos longe de desistir de achar indícios de que já houve pelo menos micróbios lá – e, em última instância, de que a vida é comum em qualquer lugar que ofereça as condições. Uma nave ainda mais equipada que a Phoenix pousará lá no ano que vem, enquanto a Agência Espacial Européia vai lançar em 2013 o ExoMars, carrinho capaz de perfurar profundamente o solo em busca de vestígios orgânicos. Para fechar, tanto os europeus como a Nasa planejam missões tripuladas com humanos antes de 2040.
Outro alvo na busca pela vida é Europa, uma lua de Júpiter. Ela tem uma fina atmosfera com oxigênio e, ao que tudo indica, uma surpresa embaixo de sua camada de 200 quilômetros de gelo: água líquida. É que a forte gravidade de Júpiter pode ter feito o gelo mexer e remexer tanto que ele acabou esquentado, só pela fricção. E onde há água líquida, há chance de vida.
Para ver se tem mesmo, a Nasa planeja mandar uma sonda para a órbita de Europa na próxima década. E a Agência Espacial Russa (Roscosmos) vai mais longe: quer pousar uma nave (não tripulada) em Europa até 2020. Tudo isso, porém, só dá para fazer porque Marte e a lua de Júpiter são logo ali. Se quisermos mandar uma sonda para algum planeta extra-solar, temos um problema. A estrela mais próxima daqui, Alpha Centauri, fica a 4,3 anos-luz da Terra. Isso significa que um raio de luz demora 4,3 anos para chegar lá. Não parece grande coisa, mas são 40 trilhões de quilômetros de distância. Demais para as nossas sondas.
E olha que elas são até rápidas. A Voyager, que já atravessou o sistema solar inteiro, hoje rasga o espaço a 1,4 milhão de quilômetros por hora, 1 000 vezes mais rápido que o som. Só que isso não é nada em termos espaciais: representa apenas 0,000058 da velocidade da luz.
Nesse pique ela demoraria 80 mil anos para chegar a um eventual planeta na órbita de Alpha Centauri. Dureza: nem se os neandertais tivessem lançado uma sonda espacial ela teria chegado...
Se é tão difícil mandar algo ou alguém para conversar, o que poderíamos fazer, então? “Telefonar” para eles é claro! Ou, pelo menos, ficar a postos para uma ligação interplanetária, ouvindo se chega alguma mensagem alienígena aos nossos radiotelescópios, as antenas que captam ondas de rádio vindas do espaço. Só que aí entramos em outro terreno.
Em busca da vida inteligente
Até agora estávamos falando da busca por seres vivos. Aí qualquer bactéria está valendo. Mas, se já é difícil encontrar sinais de vida pura e simples, como uma atmosfera cheia de oxigênio, topar com seres capazes de criar tecnologia é mais ainda. Se a história da vida na Terra, da primeira célula até hoje, fosse um jogo de futebol, o homem só teria entrado em campo faltando 3 segundos para o apito final. Quer dizer, se alguma civilização nos últimos bilhões de anos mandou mensagens para cá para ver se achava algum ser inteligente do outro lado da linha, pode ter cansado de esperar.
E, se a vida inteligente é só uma piscada na história deste planeta, o mais provável é que ela também seja extremamente rara lá fora. Mesmo assim, quem espera pelas chamadas de outros planetas mantém as esperanças.
Quem faz isso é o Seti, sigla em inglês para Procura por Inteligência Extraterrestre. Eles jogam todas as fichas na espera de receber sinais de rádio dos alienígenas. Mesmo com a possibilidade de que haja pouca vida inteligente lá fora, faz sentido: ondas de rádio viajam à velocidade da luz (1,08 bilhão de quilômetros por hora, a maior possível pelas leis da física). Não é o ideal para tentar falar com Andrômeda, a galáxia mais próxima, já que o sinal demoraria 2 milhões de anos para fazer a viagem. Mas dá para tentar aqui pela Via Láctea. Se uma mensagem partisse de um planeta na órbita da estrela Alpha Crucis, a base do Cruzeiro do Sul, levaria 321 anos para chegar aqui. Caso eles tenham mandado uma quando a Terra estava no ano de 1687, o sinal estaria chegando agora. E consideremos: captar um sinal assim nos colocaria em contato com uma civilização extraterrestre de um jeito até mais eficiente do que se tivéssemos mandado sondas.
“Trocar fotos e textos já é suficiente para quem se relaciona via internet, não? Então. Você pode aprender muito sem ter de ir a um planeta extra-solar”, diz o astrônomo americano Seth Shostak, diretor do Seti. O que o instituto faz, então, é alugar radiotelescópios para captar ondas do espaço e ver se aparece alguma que siga algum padrão, que só possa ter sido feita por alguma coisa inteligente. O romance Contato, de Carl Sagan, dá um exemplo prático: lá o Seti detecta uma espécie de código Morse vindo da estrela Vega.
Agora Shostak e sua turma esperam que isso vire realidade logo. É que está em fase final de construção o Allen Telescope Array (Campo de Telescópios Allen), bancado pelo bilionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft. É um campo de 350 radiotelescópios todo dedicado ao Seti. “Não que isso seja caro. Manter os telescópios por um ano é menos do que o governo gasta para comprar um helicóptero militar de última geração [US$ 20 milhões]”, diz Seth. Com o batalhão de radiotelescópios de ouvidos abertos, a busca por vida inteligente será pelo menos 100 vezes mais rápida do que hoje. “Simplesmente por podermos usar o negócio o tempo inteiro, 24 horas por dia, nos próximos 20 anos teremos checado 1 milhão de estrelas.” Além disso, o Seti ficará de olho nas pesquisas das agências espaciais. E os planetas exosolares que podem ter vida serão alvos prioritários dos novos telescópios.
A outra maneira de fazer contato é, em vez de esperar por mensagens, mandá-las ao espaço para ver se algum alienígena capta. A humanidade tentou isso 4 vezes. As últimas foram enviadas pelo astrofísico canadense Yvan Dutil. Ele é uma espécie de porta-voz dos terráqueos e, junto com o colega Stephane Dumas, desenvolveu duas mensagens mandadas para os ETs em 1999 e 2003. A linguagem delas é a matemática (afinal, em qualquer lugar do Universo 1+1=2) e lá estão alguns dos últimos algarismos conhecidos de pi e o maior número primo pra mostrar que, se nós ainda não tivemos chance de viajar pela galáxia, pelo menos já temos uma capacidade computacional bem razoável (veja mais na página 68). No final das mensagens, Yvan propõe algumas questões para os aliens: “Nós nos baseamos na idéia de que, se quisermos sobreviver aqui na Terra, temos de gerenciar eficientemente nossos recursos. As civilizações mais avançadas teriam tido o mesmo problema e poderíamos aprender com elas. Os ETs que responderem podem ser um povo que já viveu por muito tempo, ou seja: que soube manejar a sustentabilidade”.
Não é só Yvan que acredita nisso. Existem modelos sérios de “exo-sociologia” que tentam explicar como seria, afinal de contas, uma civilização anos-luz à frente de nós – em ambos os sentidos. A teoria exo-sociológica que ficou mais famosa, e serve para guiar astrônomos até hoje, foi criada pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev. Para ele, as civilizações extraterrestres poderiam ser divididas em 3 tipos. O primeiro, que ele chama de K1, seria o nosso: relativamente primitivo, e confinado em termos cósmicos – ou seja, só consegue usar os recursos de seu planeta natal para obter energia.
O segundo estágio seria uma civilização que dominasse a energia de sua estrela – o físico americano Freeman Dyson sugeriu que algum povo avançado poderia usar uma espécie de cobertor sobre as estrelas para absorver energia e, de quebra, controlar melhor a luminosidade de seu sol.
Uma civilização K3 seria mais ou menos como o Império de Darth Vader, de Star Wars: uma potência que reina sobre os recursos de várias estrelas e planetas.
Tudo isso é mais ficção do que teoria científica para valer, mas tem sua lógica. Tanto que um grupo de astrônomos japoneses procura distúrbios na luminosidade de algumas estrelas para verificar a existência de um desses “cobertores” de Dyson. Sem sucesso ainda – como tem sido toda e qualquer tentativa de acabar com a nossa solidão, seja buscando vida em planetas parecidos com a Terra, seja em nossos vizinhos, seja com radiotelescópios. Frustrante? Talvez não.
A verdade, lá fora
Mesmo que seja infrutífera para sempre, a busca por vida e por inteligência extraterrestre não deixa de revelar alguma coisa. Se daqui a centenas de milhares de anos jogarmos a toalha, dizendo “Já vimos tudo. Acabou. Somos únicos na Via Láctea”, vamos saber que somos privilegiados por uma série de eventos fortuitos. Primeiro, o Sol mantém basicamente a mesma luminosidade há 4,5 bilhões de anos, algo raro; vivemos em uma vizinhança tranqüila da nossa galáxia, sem estrelas explodindo o tempo todo, como acontece em outras áreas; temos um planeta grande como Júpiter por perto para atrair cometas e meteoros que, de outra forma, bateriam aqui o tempo todo... Seria sorte demais? Essa é a hipótese da “Terra Rara”, batizada pelos astrônomos americanos Peter Ward e Donald Brownlee.
Outra linha para explicar por que não fizemos contato até agora vai por um caminho oposto. Defende que a vida pode, sim, ser bem comum. Inclusive a inteligente. Mas que talvez as civilizações tecnológicas não sobrevivam por muito tempo: mais hora menos hora acabam se autodestruindo. Foi o que imaginou o astrônomo Frank Drake: o Universo tem 13,8 bilhões de anos; a fase tecnológica da nossa civilização, só 100. E já temos armas nucleares para acabar com essa festa a qualquer momento. Se for assim em outros lugares, outras civilizações já tiveram tempo mais do que suficiente para dar cabo de si mesmas (veja aqui em cima). E não teríamos muita “gente” para conversar na galáxia. Pense nisso quando ouvir o silêncio da noite.
“Na verdade a absoluta falta de certeza sobre o que vamos encontrar em outros planetas é o que faz a procura especialmente interessante”, diz Yvan Dutil, que tem uma citação favorita para explicar o seu interesse. “Cristóvão Colombo viajou para o Novo Mundo disposto a achar especiarias, ouro e diamantes. Voltou com batata, tomate e milho. E isso é 50% de nossa alimentação hoje. O que nos impactou não foi o que procurávamos”, dizia o ex-diretor da Nasa Daniel Goldin sobre por que gastar dinheiro procurando vida extraterrestre. A verdade, seja ela qual for, está lá fora.
Uma lua especial
Distância: 44 anos-luz.
O astro grandão ali atrás é o Cancri 55 f, uma bola de gás inóspita. Mas ele pode ter um satélite com água líquida. E vida.
Planeta “vizinho”
Distância: 4,3 anos-luz.
Simulações de computador indicam que pode haver um planeta com as características da Terra na estrela mais próxima daqui, Alpha Centauri.
Trio de super-terras
Distância: 41,3 anos-luz.
Descobertos em 2008 na estrela HD 40307, estes 3 planetas terrestres são quentes demais para a vida, mas indicam que astros como o nosso são comuns por aí.
Terra gigante
Distância: 20,5 anos-luz.
Um planeta igual a este aqui, só que com 5 vezes mais massa e diâmetro 50% maior. Eis o principal candidato a abrigar alienígenas.

As outras terras
Uma viagem por dentro de alguns dos astros com mais chances de abrigar vida
1. Pôr-do-sol eterno
Ele é 13 vezes mais próximo de sua estrela que a Terra do Sol. Mas Gliese 581 c pode ter vida porque sua estrela é mais fria. A gravidade, um pouco mais que o dobro da nossa, permitiria poucas montanhas. Por ser tão próximo da estrela, a atração gravitacional prende sua posição, e só um lado do planeta é iluminado. Então dia e noite duram para sempre em cada lado. E nos pólos o pôr-do-sol é eterno.
2. Sol das 3 da manhã
Os habitantes de um suposto planeta em volta de Alpha Centauri, um sistema com duas estrelas, veriam no céu, de manhã, um sol parecido com o nosso. Mas uma espécie de lua gigante, mil vezes mais clara que a daqui, apareceria durante o dia numa metade do ano e à noite na outra, eliminando a escuridão. Ainda não foi comprovado se há planetas ali – o sistema será alvo dos astrônomos a partir de 2009.
3. Terra mirim
Água abundante, um ano de 240 dias e temperatura amena. Quase como a Terra. Só que, no céu de lá, o astro dominante não é uma estrela, mas um enorme planeta, do tamanho de Saturno, o 55 Cancri f. A gravidade do gigante sacodiria o subsolo, criando erupções vulcânicas com quilômetros de altura. A esperança de vida é grande: já mandamos uma mensagem para lá em 2003, que chegará em 2044.

Carta de apresentação da humanidade
Em 1999, astrônomos mandaram esta mensagem para algumas estrelas. Agora esperam uma resposta dos Ets
Como falamos
A primeira parte explica o vocabulário da mensagem. São códigos que mostram os números de 1 a 9 como quadradinhos, e depois uma tradução em código binário (tipo, 2=0010), que será usada no resto da mensagem.
O que sabemos
Explicamos a eles como estabelecemos comprimento, área e volume. Mais os 15 primeiros números de pi e os últimos dos 51 539 600 016 algarismos que conhecemos da dízima, mostrando que temos computadores com potência para calcular isso.
Onde estamos
Aqui indicamos nossa localização, dando a posição da Terra no sistema solar. Para que eles nos achem mais facilmente, damos a massa e o raio do Sol e de Júpiter, os dois astros mais detectáveis para quem está longe.
Do que somos feitos
Aqui vão detalhes do que os humanos são feitos. Depois de mostrar os desenhos dos 4 ácidos nucléicos que compõem as bases do nosso DNA (timina, adenina, guanina e citosina), damos a estrutura básica das células e o tamanho delas: 10-5 metro.
Oi!
Dizemos a altura e o peso das pessoas na Terra. Outros gráficos apresentam as freqüências de som e de luz que nossos sentidos percebem. Assim, no caso de os ETs mandarem alguma mensagem de volta, eles terão certeza de que poderemos vê-la e ouvi-la.

Quantos vizinhos nós temos?
O astrônomo Frank Drake bolou uma equação para determinar quantas civilizações existiriam na galáxia neste momento. Veja os resultados otimistas (= O) e os conservadores (= C).
Número de estrelas
Como a comunicação com outras galáxias ainda é impossível – elas ficam tão longe que um sinal demoraria entre milhões e bilhões de anos para chegar –, a equação se restringe ao número de estrelas na Via Láctea: 300 bilhões.
Estrelas com planetas
Estrelas gigantes ou muito pequenas não têm condições de ter planetas habitáveis. Estrelas novas demais também estão fora. O que sobra é a fração de estrelas propícias a ter vida em volta. C: 0,005% O: 100%
Temperatura amena
Toda estrela tem uma zona habitável em sua órbita, onde a temperatura permite a vida. Pegando o exemplo do sistema solar (Marte estaria nessa zona), estimamos o número de planetas viáveis nessa zona. O: 3. C: 1.
Vida
Não é porque o planeta tem condição de abrigar vida que seres vivos irão aparecer. Como não sabemos o que provoca o aparecimento dela estimamos uma fração dos planetas favoráveis que produzam vida de fato. O: 100%. C: 50%
Inteligência
Alguns desses planetas com vida podem ter apenas bactérias e animais – a própria Terra teve só isso por mais de 99,9% do tempo. Aqui entra a fração de planetas onde a vida teria evoluído para uma civilização. O: 100%. C: 33%
Fator autodestruição
É preciso considerar que os seres inteligentes talvez não durem para sempre. Neste último fator dividimos o tempo de vida de uma civilização com capacidade de se comunicar com outras estrelas. O: 10 000 C: 450.
Civilizações aqui e agora
Acabou. Agora dividimos o resultado de todas as variáveis pela idade da Via Láctea (10 bilhões de anos). E o resultado é uma estimativa de quantas civilizações existem na galáxia neste momento. O: 900 000 C: 4
Fontes - Astrônomos Donald Goldsmith e Tobias Owen

Para saber mais
The Search for Life in the Universe
Donald Goldsmith e Tobias Owen, University Science Book, EUA, 2002.
Where is Everybody?
Stephen Webb, Copernicus Books, EUA, 2002.
Rare Earth
Peter D. Ward e Donald Brownlee, Copernicus Books, EUA, 2004.

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Nota:

Principais temas de pesquisa em Astrobiologia

1. Análise de dados de Titã: As observações de Titã pela Cassini serão analisadas para estudo de sua meteorologia, desenvolvimento de modelos de transferência radiativa, para definir composição da sua atmosfera, para aplicação em outras atmosferas de corpos celestes.

2. Envelopes circunstelares de objetos jovens: Medir fotometrica, espectroscopica e interferometricamente envelopes de estrelas jovens,sobretudo em bandas de moléculas astrobiologicamente interessantes a fim de identificar potenciais sítios de formação biológica favorável.

3. Formação e evolução de CHONs em diversos ambientes astrofísicos: A química da vida terrestre se baseia nos elementos C, H, O, N, os elementos quimicamente ativos com maiores abundâncias cósmicas. É provável que a vida em geral seja baseada em CHONs. O objetivo é a estimativa das abundâncias de compostos baseados em CHONs em diversos ambientes astrofísicos. Será usado o código de evolução quimiodinâmica CHEMODYN e a emissão IR obtida com a interface DUST. As previsões serão comparadas com observações de abundâncias, de galáxias até discos protoplanetários.

4. Identificação de biomoléculas no meio interestelar: O objetivo desta linha é identificar bandas em rádio de biomoléculas no MIS.

5. Investigação das condições de sobrevivência de microorganismos extremófilos em ambientes extraterrestres simulados: Simulações de ambientes extraterrestres em laboratório com o intuito de verificar a sobrevivência de microrganismos extremófilos em condições agressivas e investigar os mecanismos biológicos que podem contribuir para tal sobrevivência. Esse trabalho permite inferir a possibilidade desses microorganismos, ou microorganismos com mecanismos de resistência similares, sobreviverem ao ambiente extraterrestre, seja na superfície de outros planetas, seja em processos de transporte entre planetas.

6. Estrelas astrobiologicamente interessantes: idades, zonas habitáveis e órbitas galácticas: estudo de zonas habitáveis num conceito amplo e levando em conta condições astronômicas conhecidas.

7. Evolução química de biomoléculas no meio interstelar: Busca-se desenvolver equações e modelos que descrevam a evolução das abundâncias de biomoléculas importantes, tais como H2O, CO2, HCN, etc, no meio interestelar, a partir de um formalismo de Evolução Química da Galáxia misturado a considerações de Astroquímica.

8. Influência da atividade solar, da composição atmosférica terrestre e do campo geomagnético na vida da Terra: lições para a astrobiologia: A variação da atividade solar, da composição atmosférica terrestre e da intensidade do campo geomagnético foi registrada em diversas escalas temporais e pode-se relacionar a possíveis influências tanto na origem da vida na Terra como na sua evolução. Estes dados sugerem limite de variabilidade na atividade estelar, na composição atmosférica e nos campos magnéticos exoplanetários, permitindo o surgimento e evolução de vida semelhante a da Terra em exoplanetas a serem encontrados em zonas habitáveis.

9. Influência da incidência de radiação de alta energia em biosferas: Tem-se estudado os possíveis efeitos de radiação de alta energia, eletromagnética ou particulada, proveniente de fontes astrofísicas (flares solares, raios cósmicos, gamma-ray bursts, giant flares de soft-gamma repeaters, etc) sobre biosferas, tanto do ponto de vista de efeitos biológicos na escala molecular quanto na escala de ecossistemas, para o entendimento das possíveis influências na dinâmica ecológica e evolutiva global.

10. Formação de biomoléculas em atmosferas e superfícies planetárias: Pretende-se reproduzir dentro de uma câmara experimental, a química, a temperatura e o campo de radiação (Solar) presente em diferentes atmosferas e superfícies planetárias (ex. Titã, Marte, Vênus, Terra Primitiva, etc...), com o intuito de produzir resíduos orgânicos e novas moléculas consequentes do processo de fotólise na superfície de aerossóis suspensos na atmosfera ou mesmo no solo.

11. Fragmentação de biomoléculas em condições similares às do meio interestelar: Estudos da fragmentação de diversas biomoléculas por fótons energéticos ou partículas em condições de ultra-alto vácuo simulando o ambiente espacial têm sido realizados, de maneira a compreender a resistência das mesmas nessas condições. Tais estudos têm sido importantes para o cálculo do tempo de vida das diversas espécies moleculares, bem como para a geração de modelos químicos com as espécies químicas reativas formadas pelas fragmentações, os quais tem papel fundamental na química de moléculas biologicamente importantes no meio interestelar.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Fotografia de UFO triangular na onda belga é falsa!!!

Fotografia de UFO triangular da onda belga é falsa !!!





Resposta a um 'crente'  em UFOs, e 'conspirações governamentais e militares para esconder as evidência'... Escondem tão bem, que existe nenhuma evidência até hoje:

Eu sou engenheiro Marco, mas o problema aqui é a engenharia da mente humana... Triste é ver, que pessoas como você, tratam de evidência científica, fraudes publicadas no Wikipedia, de onde você copiou este compêndio de besteiras... Sem ter ao menos o cuidado de clicar no link que desmente tudo isso, logo abaixo: 'Fotografia de UFO triangular da onda belga é falsa'... Mas você não clicaria neste link, porque acaba a brincadeirinha... Este é o seu conceito de ciência? Esta é a sua noção de VERDADEIRA CIÊNCIA? Meu amigo, revise os seus conceitos, todos eles... Você não passa de um 'adorador' de mistérios... Estive em Bruxelas no fim de Março, início de Abril, quando toda esta estória estava sendo 'novamente' alardeada, tendo esta foto fraudulenta de um UFO triangular foi estampada na capa dos principais tablóides sensacionalistas europeus... O autor da foto confessou sua fraude, e disse que foi feita com uma maquete de 'UFO', sem requintes de 'engenharia'... Aliás, Patrick, o autor, disse que não esperava tanta credibilidade e repercussão... E eu não esperava tantos 'crentes' em UFOs... Estive 3 vezes na Bélgica em 2011, e minha primeira viagem coincidiu com o reavivamento da 'onda belga'... Nenhum observatório, nenhum cientista credenciado, nenhuma publicação séria, deu a menor bola para esta palhaçada... Mas foram os governos malvadões, e os militares truculentos, clássicos de Avatar, ET, e Contato Imediatos, que acobertaram tudo, não foi? Claro... É clássico... UFOs e ETs tomando cerveja exclusivamente na Bélgica... E só na Bélgica...Não quiseram 'aparecer' em Amsterdam pra fumar unzinho, e preferiram fazer sua 'onda belga'.... Só que foi uma fraude, totalmente desmascarada em Setembro de 2011... Isso não é caso científico, é caso de polícia, ou circense, ou de internação... Pare com tudo isso e pense... E penso... PENSO, LOGO RIO... 

A Sociedade Belga para Estudo de Fenômenos Espaciais - SOBEPS, publicou um livro sobre o assunto... É mole ou quer mais? Piada...



O que é isso meu amigo? Onda belga é foda... Leia este link, com o mesmo 'fervor' e submissão que você devorou as notícias da onda belga... Como vê, tenho pouco tempo para perder com isso, e admito, tenho pouca paciência... Você não é o primeiro em mais de 20 anos detonando fraudes e falácias... Mas penso seriamente em encerrar o´por aqui, e deixar de perder meu tempo com isso... O papo começa parecendo ser sério, mas logo vem o devaneio... Espero que tenha a humildade para reconsiderar, porque se não tiver, nada posso fazer para ajudá-lo... 

Existe uma palavra aqui, que faz toda a diferença: EVIDÊNCIAS... 
E o cuidado com as Evidências nos conduz à Integridade Intelectual... 
E a Integridade Intelectual nos conduz à ÉTICA, à JUSTIÇA e à VERDADE... 

E como sempre digo: 
A Verdade insiste, persiste, resiste, e penetra...

Boa viagem...

Carlos Sherman



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cura e Ascensão...


Cura e Ascensão...



Este é o nome site que publicou um mar cósmico de abobrinhas, que seriam risíveis, se não fossem tão perigosas... Só posso interpretar o nome deste pandemônio, como sendo a ‘cura para a esquizofrenia’, e ‘a ascensão para o ensino médio – completo’...



A ‘matéria’ [fecal]: O CINTURÃO DE FÓTONS, 2012, E AS PLÊIADES...

Já não posso me calar diante de absurdos como esse... Pessoas irresponsáveis, completamente ignorantes em Astronomia - e em física do ensino médio e fundamental -, e sem qualquer comprometimento com a verdade, inventam absurdos simplesmente para aparecer na 'net' ou ganhar dinheiro... Estes irresponsáveis ou ignorantes - tanto faz -, estão utilizando a Internet para assustar pessoas, ou panfletar sobre suas crendices, esquisitices, e NEGÓCIOS... Estamos sim viajando rumo a um destino insólito, muito mais preocupante do que o choque com o Hercólubus - do pirado e oportunista, Joaquín Amortegui Valbuena (mais conhecido como V.M. Rabolú)... O triste destino de nosso planeta é ‘a crença na crença’... Em qualquer crença, em qualquer viagem na maionese, como toda esta estória absurda, infundada, triste... Triste destino... Mas assim caminha a humanidade...

A lenda – do momento - diz que ‘o Sistema Solar gira no sentido horário em torno de Alcyone, a estrela mais brilhante do grupo das Plêiades, e que em volta dela existe um cinturão de fótons, que a radiação do cinturão desintegra os elétrons, que entraremos em breve no campo de influência desse anel luminoso, que toda a matéria vai se transmutar, que a densidade e a gravidade da Terra serão reduzidas, que os seres humanos serão transformados em uma nova raça, que apenas os espiritualmente preparados sobreviverão, que alguns efeitos físicos já se fazem notar, que a luz do Sol já está com um brilho diferente, que as catástrofes naturais estão se intensificando, etc e tal; e tais coisas só podem ser comprovadas através de nosso corpo astral, porque os telescópios dos pseudo-cientistas não nos mostram a realidade, ou seja, o que vemos com os olhos físicos é falso e o que vemos durante os sonhos é real. É dito também que tudo o que foi até hoje descoberto pela Ciência são conceitos primários arcaicos.’ (fonte: http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/alcyone/)...

Pois, quem arbitra tudo isso, não sabe sequer que o ‘sentido horário’, como expressão isolada, não define o sentido de um movimento giratório no espaço... Depende do referencial... De forma que os nossos ‘crentes’ em toda esta baboseira, realmente acham que cientistas especializados que passam a vida estudando e vasculhando detalhadamente o Universo - gastando trilhões de dólares em pesquisas, equipamentos, telescópios extraordinários, e telescópios mais extraordinários ainda que viajam pelo espaço – não sabem nada sobre a Astrofísica que nos cerca? E que as opiniões de quem passa a vida estudando as relações de causa e efeito no mundo físico e Astrofísico, nada podem contra as opiniões ou profecias daqueles que ‘sonham’, interpretam e especulam subjetivamente sobre os seus devaneios? Este tipo da pregação tem partido - normalmente - das mentes e vozes de charlatões, oportunistas e estelionatários... Mas também já vieram de mentes doentes, que na melhor das hipóteses, estão sofrendo de severo surto esquizofrênico, como no caso Heaven´s Gate...



A profecia é assustadora, assim como todas as profecias apocalípticas, e todas objetivam o mesmo fim, VENDER A CURA, INCUTINDO O MEDO... Só que ‘o Sistema Solar afasta-se das Plêiades a uma velocidade acima de sete quilômetros por segundo, o que parece ser motivo suficiente para não nos preocuparmos com a desintegração de nossos elétrons’... É ridículo e é exatamente o oposto... Mas é mais fácil, mais agradável, e mais emocionante, acreditar que estamos na iminência de 'virar seres de luz e parar de sofrer'; porque de pensar muitos já pararam...

PENSO, LOGO RIO...

O problema em tudo isso, para deixar barato, é que não existe nenhuma – absolutamente nenhuma – evidência em nada disso... Somente as ‘revelações astrais’... Por acaso não estamos ameaçados por uma estrela muito distante, e que se afasta de nós, e em torno da qual o Sistema Solar jamais girou, e onde nunca existiu um cinturão de fótons... De forma que, se o 'astral é real', então aqueles ainda encarnados que o visitam de forma consciente, andam conversando com as entidades erradas... Entidades que nunca estudaram Astronomia ou estão se referindo a objetos cósmicos tão sutis, que não estão relacionados com a dimensão física - e densa - do Universo... Quem sabe?

Vá, veja com os seus próprios olhos, mire os céus, lá estarão as Plêiades; verifique, observando dia a dia, se estão de fato se aproximando muito rapidamente de nós... Verifique se estão aumentando de tamanho, porque tudo o que se aproxima parece aumentar de tamanho, a menos que também já tenham conseguido revogar as leis da perspectiva, da ótica, e esse efeito já não esteja em voga nos dias de hoje... Ou não valem no mundo ‘astral’... Quem sabe?

Por que as pessoas acreditam neste tipo de absurdo ensandecido? Se alguma coisa estivesse acontecendo no espaço, os astrônomos seriam os primeiros a perceber... Por que os cientistas não divulgariam essas informações? Todos são mentirosos e participam de conspirações governamentais? Não faz sentido... Eles não estão nos prevenindo sobre nossa entrada no cinturão de fótons, porque estão morrendo de rir de tudo isso... Porque não existe cinturão de fótons... Porque nada semelhante a esta fábula está acontecendo... Astronomicamente falando, tudo continua se comportando exatamente como previsto, e dentro da mais absoluta normalidade cósmica...

‘O Sol não alterou seu brilho e continua girando em torno do centro da Via Láctea, que fica no sentido oposto ao das Plêiades, o eixo da Terra continua inclinado como sempre, os períodos diurno e noturno se mantêm normais, as Plêiades continuam muito distantes, nenhum cinturão de fótons está à vista, e nenhum Planeta Vermelho está invadindo o Sistema Solar... Basta olhar um pouco para cima à noite para perceber a habitual serenidade transmitida pelo Cosmos... Desejam mudar o mundo para melhor? Eu também, mas não acredito que semear o terror seja um método eficiente para atingir esse objetivo. Minha proposta continua sendo a do equilíbrio, da prudência e de tentar manter o mais alto nível de sanidade mental possível, até mesmo diante de uma suposta, e altamente improvável, penetração de nosso planeta em um fantasmagórico, enigmático e metafísico cinturão de fótons, seja lá o que isso for.’ (Fonte: http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/alcyone/)

Mas os ‘criadores’ e incentivadores desta fábula, dizem – no melhor estilo bíblico:

Agora é tempo de ver a face do Criador (que sempre esteve DENTRO DE NÓS). Isto dá no que pensar!
Mas mais do que pensar importa Sentir.
Sentir primeiro, antes de pensar.

Os criminosos, estelionatário, safados, por trás disso são: Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley - depois de estudos e cálculos sobre o cinturão de fótons... Cinturão que, por acaso, não existe... 


E esta pérola do absurdo da ‘crença na crença’, do ‘barato esotérico’ elevado à milésima potência, foi divulgado por: Solange Christtine Ventura (www.curaeascensao.com.br), mestra da picaretagem... Especializada, precisamente em: cura... Método: tudo o que for vago, intangível, etéreo, VAZIO: Terapeuta holística; Mestra Reiki; Curadora Quântica Magnificada Estelar iniciada via canalização pelos Mestres da Fraternidade Branca e da Confederação Intergaláctica; técnicas de Cura e Ascensão através de Merkabas multidimensionais que trabalha todos os corpos, Resgate de Dimensões Paralelas e resgate de contratos cármicos e umbralinos; Correções e Ativações em seu DNA; Códigos de Ativações Interna Ascensional; Apometria Quântica Xamâ, Cura Ascensional Voronandeck e Melchizedeck e reconexão com o DNA SAGRADO do EU SOU...

Solange Christtine Ventura é discípula do MEGA-PICARETA (AVATAR): SAI BABA...


Quer resgatar suas dimensões paralelas ou resgatar seu contrato cármico umbralino? Solange faz este serviço de despachante esotérico para você...


Este tipo de NEGÓCIO, estelionato puro e simples, se baseia no fato de que existem muitas pessoas - despreparadas - e suscetíveis à verborragia, ao argumento circular, emaranhados de palavras bonitas, vagas e incompreensíveis, e tudo isso imerso em MISTÉRIOOOOO... Onde o único mistério que há - parafraseando Mário Quintana - é ver pessoas acreditando em toda esta merda...

Argumentar com uma pessoa que renunciou ao uso da razão, é como administrar medicina a um morto...
Thomas Paine

E tem o tal Rabolú, lembram? De Hercólubus, o planeta que se aproximará novamente da Terra... Ele também diz que a única forma da humanidade se salvar do cataclismo seria a eliminação dos ‘defeitos psicológicos’ e a ‘projeção astral consciente’... Putz é demais para mim... Como é possível alguém viajar tão longe, e gratuitamente... Do nada, ao lugar algum... Mas tem que haver um motivo para tanta sandice... E só posso pensar em dois, clássicos: grana ou severa patologia mental (esquizofrenia)...



Rabolú também faz analogia com a bíblia, viagem geral... Na qual, segundo ele, existem 'várias passagens' narrando sobre este planeta, como no Apocalipse [8:11]: ‘E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amarga.’... Mas está claríssimo, só não vê quem não quer, ou quem PENSA DEMAIS...

Alguns, fiéis seguidores, afirmam que Hercólubus seria a estrela Barnard... Tal estrela dista da Terra, exatos 5,98 anos luz (com uma precisão científica de ± 0.003 anos luz) da Terra... 
A esta distância, Barnad-Hercólubus precisaria estar viajando a uma velocidade de 16 mil quilômetros ‘por segundo’ (uma fração apreciável da velocidade da luz) para atingir a Terra em menos de um século... O que seria impossível... Apesar de estar se aproximando da Terra, a estrela de Barnard vai estar em seu ponto mais próximo do Sol, no ano de 11.700, quando estará a cerca de 3,8 anos-luz de distância... Só que, para aguar a Champagne dos ‘viajandões’, esta distância é praticamente a mesma, da estrela mais próxima do Sol hoje – Proxima Centauri -, aqui e agora... Ou seja, piada...

E para quem não sabe o que é um Ano Luz, por estar viajando no mundo ‘astral’, e não liga para meras medidas ‘mundanas’, aqui vai o esclarecimento:

Um Ano-luz é uma medida de comprimento (símbolo: ly, do inglês light-year), com valor aproximado de 10 trilhões de quilômetros (1016 metros)... Conforme a definição da União Astronômica Internacional (UAI):

um ano-luz é a distância que a luz atravessa no vácuo em um Ano Juliano’...

1 ano luz = 9,4605284 × 1015 metros

E Nibiru está chegando também, ou não? A primeira palhaçada da safra 2012... Vejam o que um Astrobiologista da NASA tem a nos dizer:

Nibiru não existe. A NASA nunca descobriu ou detectou a Nibiru ou nada remotamente semelhante a isso. Um punhado de planetas anões que os astrônomos descobriram, além de Netuno, estão em órbitas estáveis que nunca virão para dentro de nosso sistema solar, e muito menos a ameaçar à Terra. Nada irá acontecer em 2012. Nibiru é simplesmente uma farsa, uma fraude, o resultado de uma pequena seita religiosa que vem, infelizmente, assustando muita gente com estórias totalmente falsas.
David Morrison
NAI Cientista Sênior

Mas qual a importância do comentário de David? Ele faz parte do esquema, que conspira pela ignorância da espécie humana, enquanto Nibiru descreve sua rota fatal em direção à Terra... David não tem ‘sonhos – ou pesadelos – astrais’... David é só um ‘Cientista Sênior da NASA’, ele não sabe nada... Não é isso ‘crentes’? Não foi isso que pensaram?

De crença em crença vagamos no vazio da ignorância... Até quando? Caem os anjos e santos, e entram em cena as crenças espaciais... É mole?

Carlos Sherman

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Carl Sagan - SETI Decida escutar - capítulo 5

Eram os Deus Astronautas?



Seriam as Igrejas cópias de Naves Espaciais, ou seriam as Naves Espaciais cópias de Igrejas?










Ou não seria nada disso? Sendo as abóbadas apenas um estilo arquitetônico intuitivo, de origem babilônica, e que se generalizou no Império Romano?



Ahh, mas esse negócio de envolver História, conhecimento, isso não é legal, não é espetacular, espetaculoso, não é extra-qualquer-coisa, super, mega, não é master, nem plus... Tem que ter algum mistério, ou não? Tem que ter alguma coisa oculta, como nas brincadeiras infantis... Para que possamos desvendar... Tchan, tchan, tchan, tchan...








Seriam os Capitólios espalhados pelo mundo, Washington, Havana, Buenos Aires, etc, provas - inequívocas - das conexões destes povos com alienígenas, ou seriam apenas construções feitas à partir da mesma referência arquitetônica, e outra vez, meta questão de estilo? Mardona, Fidel, Chavez, você crê que são normais, mortais, humanos?





Eram os deuses astronautas? Ou astronautas, sem diploma, drogados ou não, com severos traços de esquizofrenia, estão plantando estes e outros absurdos?










Cristo era um Allien como muitos afirmam - rsrsrsrsrsrs - assim como o Papa - este com certeza -, ou estão usando drogas muito pesadas, e muita maionese foi esparramada no planeta?

Ou alguns tem maionese no lugar de cérebro? Que cérebro?







Mas um site super 'entendido' diz ABRA SUA MENTE, TUDO É POSSÍVEL... Sim, mas tome cuidado apenas para O SEU CÉREBRO NÃO CAIR NO CHÃO...

Apesar das piadinhas, esta paranoia coletiva muito me preocupa... 

PENSO, LOGO RIO...

Carlos Sherman