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A CIÊNCIA DO ERRO | Sobre Verdades, Veracidade e Realidade Objetiva - Parte 1: Uma resposta a Marcelo Gleiser

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quinta-feira, 26 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

São Domingos: De Assassino a Santo

SÃO DOMINGOS E A INQUISICÃO
Pedro Berruguete (1450–1504) – Museo Nacional del Prado – Madrid
Por Ana Burke
Neste “Auto de Fé”, presidido por São Domingos, podemos ver duas pessoas, sem roupas, presas nas estacas e prontas para serem queimadas vivas. No pescoco um instrumento de tortura muito usado pela inquisicão, o garrote que servia para prolongar o sofrimento da vítima.
Nunca houve nada tão injusto como a guerra contra os albigenses (OU CÁTAROS). 500.000 homens Languedoc mulheres e crianças foram massacrados – católicos, que os defendiam, bem como cátaros […]
DOMINGOS DE GUSMÃO (MAIS TARDE SÃO DOMINGOS) fundou a Ordem Dominicana, e logo depois a Inquisição , tripulada por seus dominicanos, que foi criada explicitamente para acabar com os últimos vestígios de resistência dos inocentes Cátaros. O aprendizado e a leitura da Bíblia se tornou um crime capital. Dízimos foram aplicadas.
res auto 4

O PAPEL DE SÃO DOMINGOS NA GUERRA CONTRA OS CÁTAROS, SEGUNDO VOLTAIRE:

Segundo Voltaire, em: “Voltaire on the Wars against the Cathars of the Languedoc”, nos conta mais um pouco sobre toda a tragédia pelas quais passaram os inocentes Cátaros e seus defensores:
Simon de Montfort […] dominou grande parte do país, garantindo os castelos dos Senhores suspeitos, sitiando aqueles que não se colocaram sob seu controle, e atacando os hereges que se atreviam a se defender […] acendeu uma fogueira para essas pessoas infelizes, cento e quarenta e um deles se jogaram nas chamas cantando os salmos. […] nunca houve nada tão injusto como a guerra contra os albigenses. As pessoas não foram atacadas por rebelar-se contra o seu príncipe, mas o príncipe é que foi atacado e forçado a destruir seu próprio povo […]
O entusiasmo para ganhar indulgências e riqueza multiplicou os cruzados. Os Bispos de Paris, de Liseux, de Bayeux, cercaram Lavaur.
Oitenta cavaleiros foram presos, juntamente com o Senhor desta cidade, todos eles foram condenados à forca, mas a forca quebrou sob o peso e os cativos foram abandonados aos cruzados que os massacrou […]
A irmã do Senhor dos Lavaur foi jogada em um poço, e em torno do poço, trezentos habitantes que não renunciaram a sua fé foram queimados [..]
SÃO DOMINGOS ESTAVA À FRENTE DAS TROPAS, UM CRUCIFIXO DE FERRO NA MÃO, INCENTIVANDO OS CRUZADOS NA CARNIFICINA. ESTA NÃO ERA A POSIÇÃO DE UM SANTO […]
Por dois anos, todo o prisioneiro foi mandado para a morte, mesmo após rendicão dos habitantes, tudo era reduzido a cinzas […] Finalmente, o Regent, Blanche, e o joven Raymond, cansados de massacres e exaustos por suas perdas, assinaram um tratado de paz em Paris […]
O Conde de Toulouse teve que pagar dez mil marcos às igrejas do Languedoc […] dois mil para os monges imensamente ricos de Cister, quinhentos para os monges ainda mais ricos de Claraval, e mil e quinhentos para outras abadias, além de ser obrigado a sair por cinco anos para fazer a guerra contra os sarracenos e turcos, que seguramente nunca tinham travado guerra contra Raymond, ele abandonou ao rei todas as suas propriedades próximas ao Rhone, sem qualquer compensação, porque todas as suas propriedades lá pertencia ao Sacro Império Romano […]
O jovem Raymond, para obter o perdão de seus pecados, cedeu ao papa em perpetuidade o condado de Venaissin além do condato de Rhone […] logo após essa extorsão, o imperador Frederico II transferiu o pequeno território de Avignon, que o papa tinha roubado, ao conde de Toulouse. Ele fez justiça, como soberano, e acima de tudo como um soberano indignado. Mas, seu filho, Philippe le Hardi, restaurou para os papas o condado de Venaissin […]
Estas cruzadas contra o Languedoc duraram 20 anos. […] O desejo de se apropriar da propriedade dos outros acendeu neles uma luz […] e foi fundada a Inquisição (1204). Esta nova praga, desconhecida até então entre todas as religiões do mundo, recebeu a sua primeiro sob o reinado do Papa Inocêncio III, foi criada na França a partir do ano 1229 em Saint Louis. Um conselho em Toulouse neste ano começou, proibindo os leigos cristãos de ler a bíblia. Foi um insulto para a espécie humana: “Queremos que vocês acreditem, e não queremos que vocês leiam o livro em que se baseia esta crença”.
(1237), mas foi muito pior quando o rei teve a fraqueza de permitir em seu reino um Grande Inquisidor nomeado pelo papa de nome Robert […] Ele foi inquisidor em Paris, em Champaign, na Borgonha e em Flandres, levando o rei a acreditar que havia uma nova seita infectando suas províncias […] Usando esse pretexto, o monstro fez com que fossem queimados todos os suspeitos que não tinham dinheiro para resgatar a si próprios […] as suas iniqüidades e comportamento infame tornaram públicas, mas o que vai chocá-lo é que ele era um condenado à prisão perpétua, e o que vai chocá-lo mais é que o jesuíta Daniel não o mencioná-lo na seu relato da História da France […]
Foi assim que a Inquisição começou na Europa […] o último grau de uma barbaridade absurda e brutal apoiada por informantes e executores da religião de um Deus que foi morto nas mãos dos algozes. Isso também foi uma maneira de tomar para si o tesouro dos povos e reis em nome desse mesmo Deus que nasceu na pobreza e que vivia na pobreza.
Res auto da fe
Infelizmente o povo católico se ajoelha diante de vários santos falsos e historicamente sujos. É uma pena tanta desinformaçao.

Fontes:

sábado, 14 de março de 2015

O valor da clareza...



"Aquele que se sabe profundo esforça-se por ser claro; aquele que gostaria de parecer profundo à multidão esforça-se por ser obscuro. Porque a multidão acredita ser profundo tudo aquilo de que não pode ver o fundo. Tem tanto medo! Gosta tão pouco de se meter na água!" - Friedrich Wilhelm Nietzsche ('A Gaia Ciência'; 1882)


Mais sobre a crença na crença...



A crença e superstições, deuses, religiões, raças, cores, bandeiras... A crença na crença...

O GLOBO

RIO - Mais de 200 supostos feiticeiros e curandeiros foram presos na Tanzânia numa operação para reprimir o assassinato crônico de indivíduos albinos, segundo a agência de notícias AFP. Pessoas com esse distúrbio congênito, caracterizado por ausência se pigmentação na pele, cabelo e olhos, estão sendo mortas no país africano devido à crença de que partes de seus corpos são fonte de saúde e sorte. Feiticeiros e curandeiros são responsáveis por propagar essa crença e até de encomendar mortes.

O presidente Jakaya Kikwete já descreveu o morticínio de albinos como uma "maldade" que envergonha a Tanzânia. Desde o ano 2000, cerca de 80 albinos foram mortos no país, segundo a ONU. A última vítima foi um menino de 8 anos, assassinado no Noroeste da Tanzânia semanas atrás. Albinos são particularmente frequentes no país, com uma em cada 1400 pessoas afetadas. Proporção bem mais significativa do que a de uma pessoa por 20 mil, em países ocidentais.

De acordo com a Cruz Vermelha, feiticeiros pagam até US$ 75 mil (cerca de R$ 210 mil) por "conjunto completo" de partes do corpo de um albino. Segundo a AFP, a polícia do país prendeu 225 curandeiros sem licença pelo país. Alguns deles foram encontrados com itens como pele de lagarto, dentes de javali, rabos de macaco e garras de pássaros.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/governo-da-tanzania-prende-mais-de-200-feiticeiros-por-assassinatos-de-albinos-15576481#ixzz3UO2kdkEa
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