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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Crença de Botton...

07 maio de 1794, Robespierre estabelece os 'princípios de moralidade política'. A Convenção Nacional decreta então que "o povo francês reconhece a existência do um Ser Supremo e da imortalidade da alma"... É mole ou quer mais?


Alain de Botton está mais perdido do que cego em tiroteio, entre 'algum racionalismo' e uma necessidade arraigada de ser devoto de alguma coisa ou de algo... Trata-se de um Reductio ad Absurdum categórico... Botton achou um filão de mercado mas tem prestado um enorme desserviço à 'Pensabilidade'...

Ateísmo é uma bandeira a mais... 
Ateu sim, Ateísta não... 

Devemos nos centrar em questões bem mais importantes do que a mera negação de deuses, de qualquer espécie... Esta iniciativa estapafúrdia de Botton lembra a revolução francesa de Robespierre, que após abolir as religiões, trata de originar um outro culto à Deusa da Razão, e de quebra a si mesmo... Mas em 6 de junho de 1794, o rolar das carroças silenciou e a guilhotina ficou imóvel... Robespierre promulgara um novo feriado religioso: o Festival do Ser Supremo... Ele queria substituir o antigo deus judaico-cristão-islâmico-espírita, por um novo, a Deusa da Razão... Falácia Nomotética...


“Ele patrocinou esse culto ao Ser Supremo em junho de 1794, com coros de gente vestida de branco e uma montanha de papel machê no centro de Paris. E num momento crítico da cerimônia, o próprio Robespierre emergiu do topo dessa montanha trajando uma toga, e descendo.” - David Bell


Liberdade, Igualdade e Fraternidade, como princípios, devem ser pensados, proferidos, mas sobretudo praticados... Se o 'processo' revolucionário começa a não praticar as palavras que proferiu, alguma coisa está cheirando mal; e não é o queijo Roquefort...


O Comunismo trilhou caminho similar, mas bem piorado e macabro, na URSS e na China, assim como os seus regimes subsidiários no Vietnam, Korea, e Cuba... Trata-se de uma Falácia Nomotética, um novo nome para o mesmo fim, a crença na crença, mesmo recheada de algum racionalismo e intelectualismo, mas em flagrante atentado e contraste com os próprios fundamentos da lógica, do racionalismo e de COERÊNCIA - ou Ética... A ditadura, a supressão dos direitos individuais, através da prestidigitação pseudo-racional, pseudo-intelectual, não passou e não passa de Falácia... O racionalismo e o ceticismo, são atitudes em prol da Ética, e não uma bandeira, uma militância, ou fim utópico... Sempre haverão diferenças e nossa sociedade deverá acomodá-la, dentro do âmbito das leis...

Ético, logo Cético... 

Carlos Sherman

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