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segunda-feira, 27 de maio de 2019

O ABISMO E O AMOR




O ABISMO E O AMOR
Por Carlos Leger Sherman Palmer Junior

Clive Wearing passou para História como um dos casos mais espetaculares de amnésia já registrados, além de figurar no top-five na lista de estudo de casos da também espetacular trajetória profissional e neurocientífica de Oliver Sacks - ele mesmo, um caso “espetacular” da Síndrome de Charles Bonnet. Não bastassem esses atributos “espetaculares”, Clive também protagonizaria uma espetacular estória de amor... que resiste à memória – ou quase isso.
Sacks registraria o caso em um memorável artigo para o The New Yorker, intitulado: O Abismo – Música e Amnésia... ao que agregaria: AMOR. Em março de 1985, Clive Wearing, um eminente músico e musicólogo inglês de quarenta e poucos anos, foi atingido em cheio por uma infecção no cérebro - uma encefalite herpética -, afetando especialmente regiões relacionadas com a memória, e deixando-o subitamente com apenas alguns segundos de memória – sendo assim o caso mais devastador de amnésia já registrado. Novas experiências eram pulverizadas quase que instantaneamente - como sua esposa, Deborah, escreveria em seu livro de “memórias”: "Forever Today" – ou, Para Sempre Hoje (2005)...
De maneira muito peculiar, a sua capacidade de perceber o que havia visto ou ouvido não era prejudicada; mas ele não era capaz de reter qualquer impressão de algo por mais tempo do que um piscar de olhos. Na verdade, se Clive piscasse, suas pálpebras se abririam sempre para revelar um novo filme.  A visão, antes do piscar de olhos era totalmente esquecida. Cada piscada, cada olhar para longe e para trás, trazia-lhe uma situação inteiramente nova.
Podem imaginar a angústia de Clive? Como se sua vida passasse como um filme defeituoso, com problemas de continuidade, o copo meio vazio, depois cheio, o cigarro de repente mais comprido, o cabelo do ator agora despenteado, agora liso. Mas esta era a vida real deste homem, uma sala transmutando em formas, em uma dança que era fisicamente impossível.
Além incapacidade de preservar novas memórias, Clive foi acometido de um tipo amnésia conhecida como retrógrada, com a supressão de praticamente todo o seu passado. Quando foi filmado em 1986 para o documentário também “espetacular” de Jonathan Miller, “Prisioneiro da Consciência”, Clive mostrou uma solidão desesperada, além de medo e perplexidade. Ele estava agudamente, continuamente, agonizantemente consciente de que algo bizarro, algo terrível, estava acontecendo... Sua queixa, constantemente repetida, entretanto, não era de uma memória defeituosa, mas de ser privado - de algum modo misterioso e terrível - de toda e qualquer experiência; em suma, privado da consciência em relação à própria vida - como Deborah descreveria:
Era como se todo momento de vigília fosse o primeiro momento de vigília. Clive estava sob a impressão constante de que acabara de sair da inconsciência porque não tinha nenhuma evidência em sua mente de ter estado acordado antes... "Eu não ouvi nada, ou vi qualquer coisa, ou toquei em algo, ou cheirei qualquer coisa", ele dizia. "É como estar morto."
Mas observem que Clive podia falar, expressar em língua inglesa, bom vocabulário, construções lógicas, e entendimento semântico sobre ouvir, ver, tocar, cheirar... morrer. Os únicos momentos em que se sentia vivo era quando Deborah o visitava. Mas no momento em que ela saia, ele ficava desesperado... e quando ela chagava em casa, dez ou quinze minutos depois, encontrava repetidas mensagens dele em sua secretária eletrônica: “Por favor, venha me ver, querida - faz muito tempo desde que eu vi você. Por favor, voe aqui na velocidade da luz.”
Passaram-se vinte anos antes, e Clive estava mudado pela insistência de Deborah em amar... Nada restava do homem assombrado e em agonia, do filme de Miller, que emergiu para uma figura elegante e borbulhante de vida, no verão de 2005. Clive e Deborah seguiam apaixonados um pelo outro, apesar de sua amnésia. O livro de Deborah tem o subtítulo “Uma memória do amor e da amnésia”. E cada vez que ela chegava, ele a cumprimentava carinhosamente, com extrema dedicação, como se ela sempre acabasse de chegar. Deve ser uma situação extraordinária, enlouquecedora e ao mesmo tempo lisonjeira, ser vista sempre como nova, como única... repetidas vezes, e sempre mais... como um presente, com se Deborah representasse a própria vida.
Certa feita, em visita a Clive, Sacks notou dois volumes de "Quarenta e Oito Prelúdios e Fugas" de Bach em cima do piano e perguntou a Clive se ele tocaria alguma coisa. Ele então alegou nunca haver tocado nenhum deles antes, e começou a tocar o Prelúdio 9 em Mi Maior dizendo: “Eu me lembro deste aqui”. Ele não se lembrava de quase nada a menos que estivesse realmente fazendo aquilo... e então ele pode chegar até lá, até o fundo. Sacks conta ainda que Clive inseriu uma improvisação minúscula e encantadora em algum momento, uma espécie de “final de Chico Marx, com uma enorme escala descendente”. Com sua grande musicalidade e humor, ele podia facilmente improvisar, brincar, tocar qualquer peça musical... até o fim.
[Stanno cercando un gran finale... estou seguro de que me concederam 200 palavras mais para contar esta linda estória!]
Já se passaram vinte e quatro anos desde a doença de Clive e, para ele, nada mudou. Pode-se dizer que ele ainda está em 1985 ou, dada sua amnésia retrógrada, em 1965. De certa forma, ele não está em lugar nenhum; ele abandonou completamente o espaço e o tempo. Ele não tem mais nenhuma narrativa interna; ele não está levando uma vida no sentido que o resto de nós faz. E, no entanto, basta vê-lo no teclado ou com Deborah para sentir que, nessas ocasiões, ele é ele mesmo de novo e totalmente vivo. Não é a lembrança das coisas passadas, “de uma vez”, que Clive anseia ou pode alcançar. É a reivindicação, o preenchimento do presente, o agora, e isso só é possível quando ele está totalmente imerso nos momentos sucessivos de um ato. Sacks escreveria: “É o “agora” que atravessa o abismo.” Deborah escreveria: “a proximidade da música de Clive e seu amor por mim são onde ele transcende a amnésia e encontra a continuidade; não a fusão linear de momento após momento, ou baseada em qualquer estrutura de informação autobiográfica-, mas onde Clive e qualquer um de nós está finalmente onde estamos, e sendo quem somos.”
Sacks faleceu em 2015, deixando um vazio que não poderá ser facilmente preenchido... seja pelo vigor intelectual, seja pela qualidade humana... Deborah e Clive continuam juntos, embalados pela música do amor, que finalmente prova ser capaz de transpor qualquer abismo... tempo, memória...

Carlos Leger Sherman Palmer Junior

sábado, 12 de janeiro de 2013

Bungee Jumping




Sorva cada momento com delicadeza de quem jamais repetirá o feito, saboreando cada detalhe... Mesmo em um salto de bungee jumping, e sem cordas, para-quedas ou amarras, direto para os braços de um novo amor...

Carlos Sherman

domingo, 6 de janeiro de 2013

O Meu Desabafo...



O Meu Desabafo...

Como podem, mulheres e homens de bem, ler os horrores e absurdos sórdidos da bíblia, o lixo antigo ou novo, e codificar em suas mentes como uma palavra de AMOR??? Trata-se, como diria minha filha, de uma pergunta retórica, pois conheço a resposta...

O dificuldade em discernir entre ilusão e realidade, entre uma mensagem minimamente sã e aforismos doentios, pode ser apenas um truque evolutivo, um bug em nossos cérebros, ou ainda sinal de severas patologias neurológicas... Por inúmeras razões neurais, genéticas, somos mais ou menos suscetíveis a 'crer' em lugar de procurar 'saber' ou entender... Somos mais ou menos suscetíveis a confiar em nossa capacidade de aprender, e esperar para saber, ou aderir, precipitados, à uma nova ou velha causa... Somos mais ou menos suscetíveis a sermos liderados, ou liderar... Somos mais ou menos suscetíveis a buscar a proteção do bando, ou o mero  conforto de mensagens convenientes, embora inteiramente fantasiosas... Somos mais ou menos suscetíveis a repudiar ou até mesmo matar, aqueles que se parecem diferentes, aqueles que não detectamos como parte do 'nós', que parecem pertencer a outro grupo, a 'eles'... 

Não escolhemos 'crer', 'cremos' porque somos impelidos naturalmente - e enganosamente - a isso... Assim como aderimos com frequência às explicações simplistas e causais, em lugar de aprofundar nossa compreensão por meio de modelos multivariáveis, complexos ou caóticos, mas sobretudo que modelem a REALIDADE... Mas podemos mudar este destino... Podemos confrontar nossos impulsos, podemos treinar a nossa mente, podemos aprender sobre nós mesmos, sobre o universo, sobre a vida, podemos amadurecer e modificar a resultante de nossas ações...

Sei o que vos entorpece, mas não me conformo, não posso assistir calado, enquanto mulheres e homens de bem, meus amigos e parentes queridos, continuam remando em uma direção tão equivocada... entorpecido pela analgesia da crença vã e insensata...

Pois LEIAM A BÍBLIA... E depois entendam que primeiro aderimos às crenças - bandeiras e estandartes -, por simpatia ou interesse, para depois consultarmos o escapulário, os livros sagrados, na tentativa desesperada de defender com uma retórica aparentemente  sóbria, o que assumimos de forma torpe... Pessoas inteligentes e funcionais, e de bem, defendem causas terríveis por conta deste sombrio mecanismo... 

LEIAM A BÍBLIA... Leiam diretamente, sem intermediários, mas leiam... "Eles" disseram que tudo é muito "metafórico", "misterioso", "insondável"... Pois façam  o teste... Confiem em mim, LEIAM A BÍBLIA...

E à propósito, falando em metáforas, devo informar-lhes sobre a linguagem bíblica, dando algumas dicas: (1) Onde se lê "mortos", deus está dizendo exatamente "mortos", ou seja,"sem vida"... Sendo assim as 2,5 milhões de pessoas assassinadas a esmo por deus na bíblia, e por intolerância religiosa, estão mesmo "mortas" - sem contar o humanicídio do Dilúvio... (2) Na passagem sobre os leprosos, e quando deus os chama de "imundos", devo esclarecer que "imundos" são "imundos" mesmo... (3) E na passagem dos corpos de 42 crianças, estraçalhadas por ursos enviados por deus, e apenas por zombar de um 'careca' - "calvo" -, e como já sabemos que "mortas" são "mortas" mesmo, informo adicionalmente que "crianças" são "crianças" mesmo... 

O que existe de complicado em ler a bíblia, é entender como podem decodificar AMOR em uma mensagem sectária e racista, misógina, cruel e assassina... Ou seja, o complexo na leitura bíblia são os estratagemas da BIOLOGIA DA CRENÇA... Este é o ponto...

A ameaça do humanicídio crístico no apocalipse, me impõe uma questão à mais, e que dirijo à todos os crentes: (1) Um semi-deus sugere que não revidemos uma agressão, oferecendo 'a outra face', ótimo; (2) Mas este mesmo semi-deus comanda pessoalmente, e com horror indizível, o maior ato de vingança já perpetrado em todos os tempos, ou seja, a vingança derradeira do apocalipse; onde ele, comandante em chefe, "o senhor dos exércitos", virá para a desforra, e para mostrar 'a verdadeira face', matando a todos aqueles que teimaram em não segui-lo; (3) Onde está a lógica? A mensagem pacifista e o ranger dos dentes da vingança? Somente acéfalos em cristo podem entender tal "metáfora"? Ou existe alguma forma racional, clássica, para entender tal mensagem de amor? Ou seja, "não revidem uma singela agressão, ofereçam a outra face, mas eu virei para vingar, seja lá o que for, de uma forma nunca antes vista"... Qual é a lógica??? Novamente trata-se de uma pergunta retórica, pois a resposta eu também conheço... 

Não existe lógica na crença, não existe lógica alguma no cristianismo; quem nada sabe está sujeito a crer em qualquer coisa, e muitos são reféns de tradições, por mais grotescas que possam revelar-se, etc e tal, e voltamos ao começo, à neurofisiologia da crença... 

Mas analisando o gesto isoladamente, só existe um predicado para elucidar a ambiguidade cristológica entre 'a outra face' e 'a verdadeira face': DISSIMULAÇÃO... Em qualquer manifestação crente, impõem-se algo de 'dissimulação'... É quase como enganar a si mesmo... Não sejam vítimas deste estado psicológico - histórico - de auto-engano... Questionem a si mesmos... De forma geral, temos o poder de enfrentar as ilusões... Comece já... LEIAM A BÍBLIA...

Nós insistimos, PENSEM!!! Eles respondem, SUBMETAM-SE...

MULHERES E HOMENS DE BEM, LEIAM A BÍBLIA... E ENTÃO, ADOTEM UMA ATITUDE HONESTA - E DE FATO -, JUSTA E RESPONSÁVEL... E ASSUMAM OS SEUS NOVOS PAPÉIS COM, VERDADEIRA CORAGEM, EM MUNDO 'REAL'... QUERO VER COMO CONFRONTAM A MORTE CERTA, SEM A RECOMPENSA DA VIDA ETERNA, MANTENDO A SOLIDARIEDADE E O ALTRUÍSMO EM RISTE... ISTO SIM SERÁ VERDADEIRAMENTE E REALMENTE ÉTICO... E HUMANO, TROPPO UMANO... 

E ENTÃO VOS DIGO, SEJA ÉTICO LOGO CÉTICO, ATÉ O FIM...

Carlos Sherman

sábado, 14 de abril de 2012

Inefável é...


A BÍBLIA DIZ QUE:

Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos,
Ou homem que tiver quebrado o pé, ou a mão quebrada,
Ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impigem, ou que tiver testículo mutilado.
[...]Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porquanto defeito há nele, para que não profane os meus santuários; porque eu sou o SENHOR que os santifico. 
Levítico 21:18-23"

OS ESPÍRITAS DIZEM QUE:

"Sobre os deficientes físicos, a doutrina espírita diz que nascem assim porque pecaram na vida passada. Ou seja, os deficientes são culpados por algo que fizeram em suas vidas passadas, e como não podem voltar atrás para reparar devem pagar nesta vida.

Não podemos libertar aqueles que mataram, estupraram ou roubaram... Devemos cuidar para que cumpram suas penas... O fato de ser deficiente físico é apenas o cumprimento da pena do que fez em vidas passadas. Não só os deficientes físicos mas os deficientes mentais também. Se você não concorda com isso, então está dizendo que devíamos abrir a porta dos presídios."

O NÓS, HUMANOS LIVRES, MORTAIS, DESCRENTES EM DEUSES, ÉTICOS - LOGO CÉTICOS -, DIZEMOS:

QUE LINDO!!!

Carlos Sherman

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DRÁUZIO VARELLA - Pra que serve uma relação?




DRÁUZIO VARELLA - Pra que serve uma relação?

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois!!

Dr. Dráuzio Varella


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Boa noite...




Boa noite...
Desejo muita saúde a todos... E o resto? O resto é o correr da luta... O resto é a vida... Sucesso, paz, amor, dinheiro, façam por merecer... Pelo esforço, pelas ações, e pela capacidade... O resto é com você, rsrsr... Sempre é...

Carlos Sherman



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amar não dói...




Uma grande amiga publicou:

Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...

Comentei:

Querida, o que dói é a falta de lealdade, traição, desconsideração, injúria, injustiça...
Amar, de verdade, nunca dói... Se dói, é sacrifício, obsessão... Amar não dói... Amar cura...

Carlos Sherman

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minha Filha Karol...


Minha Filha KK, Karoline Sherman...


‎Minha filha,

Encontrei o seu olhar pela primeira vez a pouco mais de 5 anos... Você ainda era tão 'pequenina', mas já era valente... Estava sozinha naquela noite... Mais uma noite sozinha... Se agarrava à sua santinha, acendia as luzes, e deitava para ver televisão na sala, com a sua touquinha na cabeça... E pegava no sono... 


Tadinha de nossa formiguinha... Que dó...

Vez ou outra explodia alguma coisa na cozinha, e isso você aprendeu com a sua mãe... Passava tanto tempo sozinha... Mas levava numa boa... Naquela noite você abriu a porta para um estranho, com aquela carinha de sono, tadinha... Os cabelos pareciam com os novos baianos - ‘deixa eu cantar, pra esse mundo ficar odara’ - rsrsrsrs... Fiquei com tanto dó... Queria mima-la, protegê-la... E não demorou...

Queria mudar tudo para vocês, e desde o início... Mesmo sem conhecê-la pessoalmente já sentia carinho por aquela menininha valente... Já sabia das estorinhas, e das peripécias e por tudo o que você e sua mãe haviam passado... Me apaixonei loucamente pela sua mãe, mas por você também... Escolhi ser o seu pai, com uma atitude de pai, e sem hesitar em nenhum instante... Viver por vocês era realmente 'uma vida que valia a pena ser vivida'... E tratei de dizer isso com clareza a quem quer que fosse... Senti tanto orgulho de ter mais uma filha... Minha filha...

Você era carente, fofinha, corajosa... E parecia ter esperado por mim, para ser o seu paizinho... Mas faltava que você me aceitasse como pai, e tratei de merecer sua confiança... Acompanhei cada passo da sua vida, em nossa vida... Acordei para cuidar de você quando estava doente, ou quando sentia medo do sobrenatural, agarrada a santinha, rsrsrsrs... Ajudei a caçar os fantasmas que viviam no escuro, e a santinha já não era mais necessária... E vimos juntos quando o medo passou...

Novos desafios vieram, e mudamos você de escola, com apenas dois meses de convívio... E como precisavam estar perto da escola, mudaram para a minha casa, que passaria a ser a nossa casinha, e a sua casa... Curtimos o seu quartinho, e você foi muito feliz em nossa primaira morada... Fizemos uma certidão marital, eu e a sua mãe, para garantir assistência médica pra vocês... E tudo começou assim, meio sem querer, mas tudo por amor...

Queria mudar as suas chances sobre o futuro, para que estivesse forte o bastante para dirigir seu destino, e fazer as suas escolhas... Não queria deixar que o mundo te jogasse de uma lado a outro, como faz com tanta gente, e como fez com vocês... Queria vê-la dona do seu destino... E fomos muito bem sucedidos... Juntos... 


Primeiro veio o Marco Polo, e estudávamos todas as noites, e ás vezes deixava de trabalhar no meio da tarde para ajudá-la com as provas... E logo você passou a cuidar de si mesma... E depois veio o Dante, e você sentiu o baque, mas persistimos, juntos...

Recebi tantas críticas neste período, e de onde não esperava receber... Mas a minha família eram vocês, o Bono (primeiro), você, KK linda, a Isa, e a mamãe... E só isso importava... Lembro com carinho, que antes de sequer beijar sua mãe, saímos juntos, nós quatro (o Bobô ainda não havia nascido), como família... Até hoje, e toda vez que chego em casa, quando vou buscar a Isa em Valinhos, fico muto emocionado com o amor que as une... E penso que este é o meu maior tesouro... Como vocês são amigas, como se dão bem, como se amam...

Mas o Dante estava ali para ser assimilado, e fizemos isso juntos também, mas depois você tratou de seguir em frente, sozinha... Está sempre em constante e exponencial aprendizado... E colhendo os frutos... Não somente da vida escolar, mas de tudo que você pode aprender em casa, e no mundinho que vai aprendendo a explorar... E aprendeu também a ser uma ‘mulherzinha’ especial e para poucos... Feliz de quem cutivar o amor desta minha filha linda... Você é tudo de bom... Inteligentíssima, sensível, honesta, e generosa...

Os seus 17 anos chegaram tão rápido, e não percebi no compasso de nossas vidas, quão grande você se tornou... E sei que esta cartinha não chegará aos pés, da cartinha que você dirigiu a mim, por ocasião do dia dos pais... Mas mesmo que não possa suplantar tamanha beleza, saiba aqui e sempre: eu amo você com a força da minha própria vida... TODA...

Bravo querida... Você é um diamante puro e precioso... Está sendo lapidada pelo tempo, ou está lapidando a si mesma... E estarei por perto sempre que precisar de mim... Sempre... Quando não estiver mais por aqui, posto que a minha vida é finita, sei que estará muito bem preparada e em condições de cuidar muito bem de si mesma, de ajudar a quem precisa, e de amar sua própria família...


E saberei neste momento, apenas olhando pra você, que tudo valeu a pena, e que deixei marcas indeléveis na sua vida...

Você chegou até aqui com um brilho tão raro... Nunca deixe que se apague...

Carlos Sherman 

KK, a super sei lá o que...

Carinhas felizes... KK e Isa... Em Valle Nevado, Chile...

Duas bobas-varridas... Maceió...

Isa, Bobô, KK... Búzios...

KK, Isa, satisfeitas em Valle Nevado...

KK, Isa, e o primeiro contato com a neve...

La grande esquiadora... Valle Nevado, Chile...

KK linda, New York - New York...

KK Linda, sessão de fotos...
KK Top Model...


KK New York....

KK Penedo...

Erika Mamãe, KK Linda, Isa Linda... Campos do Jordão...

KK saindo para abalar em uma balada...

Meus tesouro... KK e Isa, felizes, lindas...

AMO TANTO TUDO ISSO!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Oh Girl...




‘Caiaque Hiroshima’, amigo da minha filha, escreveu:
Mulheres se dão valor, meninas se entregam a quem nem conhecem direito.
Mulheres são decididas, meninas são influenciáveis.
Mulheres querem caráter, meninas querem dinheiro.
Mulheres tentam entender os homens, meninas tentam mudá-los.
Mulheres sabem reconhecer um homem, meninas acham que todos sao iguais a um menino que um dia a fez sofrer.
Mulheres vão rir disso, meninas vão se revoltar
devo admitir q achei inteligente

Trata-se de uma cara inteligente, mas decidi comentar, atendendo pedidos, rsrsrs:

Brother, na verdade, quem escreveu isso, ainda não conhece  as mulheres... Rsrsrs... Existem mulheres e meninas que gostam disso e daquilo... Aliás, mulheres gostam mais de dinheiro - em geral -, do que meninas... Meninas - uma boa parte -, gostam de popularidade... Existem mulheres que se dão valor, assim como existem meninas que se dão o devido valor... E em geral, as meninas que se dão valor, serão as mulheres que seguirão valorizando-se... O mesmo vale para o caráter, 'tentar mudar homens', etc...

Meninas são meninas, e podem reconhecer um menino que será um homem... Meninas que rirem disso, serão mulheres que rirão também... Think about... Não generalize... Cada fase da vida, menina, moça, mulher, senhora, guardará o seu próprio encanto... Existem meninas de todo tipo, para meninos de todo tipo...

O que marca esta fase de vocês é a ansiedade... A ansiedade por ser um homem que encontra uma ou muitas mulheres, rsrsrs.. Dependerá de cada homem, ou de cada menino... E tem menino assim, menino assado, e homem assim e assado... Relax, isso vai rolar com o tempo... Quem escreveu isso estava bem magoado, e amargando uma tremenda dor de cotovelo... Não vejo inteligência, e sim despeito, rsrsrsr...

As meninas são pedras em estado bruto... Mas a 'pureza' e a preciosidade já está na pedra; no tipo de pedra... Só falta lapidar... Pela ação do tempo, do meio, da cadeia de eventos da vida... Meninos e Homens seguem o mesmo processo...

Um forte abraço...

Carlos Sherman

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Amar, e ser feliz...




AMAR é sentir-se feliz em fazer outra pessoa feliz; sem ganhar nada com isso além da própria satisfação pessoal... E sentir, mesmo que por um instante, que a vida de outrem é mais importante que a sua...

Carlos Sherman

Jabor e o Amor...




Uma amiga escreveu:

’O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã de MPB. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos ''olham'', pela fragilidade que se revela quando menos se espera.’ - Arnaldo Jabor

Querida amiga, querido e admirado Jabor, desejamos pelo cheiro, pelo som, pela pele... Amamos pelas virtudes... Claro que o significado de uma palavra em nossa linguagem, e mesmo para cada indivíduo passa pela questão semântica... Acho que Jabor concordaria com a observação... E você, o que acha?

Os dois aspectos são essenciais... Amamos pelas virtudes, desejamos pela atração física, e ficamos porque funciona... Assim deveria ser... Rsrsrsrs, beijos....

Carlos Sherman