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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ETs




Sobre Vida Extra-Terrestre:

(..) Sim Diêgo e Bruno, trata-se de uma questão dedutiva, especulativa e probabilística - Equação de Drake, Paradoxo de Fermi, Hipótese da Terra Rara, Princípio de Mediocridade, etc... E o 'Bruno Kim A. Watanabe' Sintetizou muito bem "a distância é um fator crítico para o contato" - assim como o tempo, as contingências para a vida, e por aí vai... E comparto mais uma vez com o Bruno e com o Diêgo, "a educação é um entrave", para o ôba-ôba ufológico [grifo meu], versus a seriedade das considerações Astronômicas, e mais particularmente Astrobiológicas... 

Estamos muito mais próximos do conhecimento 'último' - se fosse possível abarcá-lo -, referencialmente, do que um homem comum está do conhecimento disponível... Em muitos aspectos, a sensibilidade geral engatinha por volta do fim da Idade Média... Decorrências e intercorrências do processo de convergência cultural, lento, dinâmico, e igualmente contingente... Mas seguimos em frente... 

E uma fronteira que precisa ser associada a toda esta questão: a Biologia da Crenças... Também avançamos muito neste sentido, nas últimas três décadas, graças à Neurociência Cognitiva e à  Genética - apoiadas pela Antropologia e pela Arqueologia, neste particular "ufológico"... 

A disponibilidade de elementos químicos na Terra - Hidrogênio, Oxigênio,  Carbono e Nitrogênio - segue a disponibilidade geral no Universo - com exceção do Hélio, um gás nobre inerte... Podemos então deduzir, ou especular com seriedade, sobre a existência ou não de 'VIDA' extra-terrestre, i.e., seres vivos, inteligentes ou não, vivendo por aí, no Universo, e fora do Planeta Terra... Podemos até calcular as probabilidades para a vida, mas associar isso à VGM - Viagem Geral na Maionese - da Ufologia barata é outra história... No primeiro tópico trata a Astrobiologia, do segundo a Neurociência Cognitiva, capítulo: Alucinações...

Cálculos otimistas, trabalhando sobre parâmetros e versões atualizadas de Equação de Drake, dão conta de cerca de 10 'mundos' com as condições contingentes para a vida extra terrestre em nossa galáxia, e com chances de contato... Enquanto os realistas - ou pessimistas - sugerem a existência de apenas 2 possíveis mundos contactáveis, embora assinalando que existiriam cerca de 200 'mundos' abrigando alguma forma de vida inteligente em nossa galáxia, mas com os quais, e pela distância e tempo de existência, nunca faríamos contato...


FIAT LUX  

Carlos Sherman

ETs: Não estamos sozinhosNunca estivemos tão perto de pôr um fim na nossa solidão cósmica. Pesquisas recentes mostram que boa parte dos planetas de fora do sistema solar é a cara da Terra. E agora astrônomos contam com um arsenal de novas tecnologias para buscar vida em clones do nosso planeta.por Pedro Burgos
Você mora na periferia de uma cidade do interior. Em termos cósmicos, pelo menos. Sua casa é uma rocha cheia d’água que gira num cantinho da galáxia, bem longe do movimentado centro. O Sol, esse reator nuclear com diâmetro de 1,4 milhão de quilômetros, é só uma entre os 300 bilhões de estrelas da Via Láctea. Uma galáxia bem pacata, por sinal. A verdadeira megalópole deste pedaço do Universo é Andrômeda, nossa galáxia vizinha, com 1 trilhão de sóis.
Não, não estamos nada sozinhos no Cosmos. Além de Andrômeda, há pelo menos outros 125 bilhões de galáxias no Universo visível. E, se respeitarmos a lógica, o que não falta em cada uma delas são planetas, muitos planetas. Como disse o astrônomo Carl Sagan sobre a vida lá fora: “Deve haver bilhões de trilhões de mundos. Então por que só nós, jogados aqui num canto esquecido do Universo, seríamos afortunados?”
A descoberta de que estamos no meio de um Universo tão vasto e rico é relativamente recente: começou na 2a metade do século 20. E as provas de que, sim, existem mesmo planetas em outras estrelas se trata de algo mais novo ainda. Isso tudo deu uma guinada na ciência, a ponto de a exobiologia, que estuda a possibilidade de vida fora da Terra, ter subido de status. “Quando cunharam o termo exobiologia, [nos anos 60] ele foi ridicularizado como uma ‘ciência sem objeto de estudo’.? Mas a maré científica mudou e hoje há um entusiasmo crescente em tentar achar vida em outros lugares do Universo”, diz a astrônoma Jill Tarter, da Universidade da Califórnia, no livro The Search for Life in the Universe, (“A Busca da Vida no Universo”), inédito em português.
Outros vão mais longe e apostam que não só a vida é inevitável lá fora mas civilizações tão ou mais avançadas que a nossa também. Como já disse o físico de Harvard Paul Horowitz: “Vida inteligente no Universo? Garantido. Na nossa galáxia? Extremamente provável”.
De onde vem tanta empolgação?
Condições para a vida
As apostas de que, sim, há muita vida lá fora começam com duas novas certezas. Primeiro, a de que não faltam planetas fora do sistema solar.
Até anteontem não havia prova de que outras estrelas, fora o Sol, tivessem mesmo planetas. A astronomia dizia que sim: estudos sobre a formação de estrelas mostram que elas costumam nascer carregando um séquito de pequenos astros. Mas o ponto final na questão só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra detectaram um planeta gigante feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela parecida com o Sol, a 51 Pegasi.
De lá para cá a década de 1990 teve uma média de 3,4 planetas extra-solares descobertos por ano. E agora, com instrumentos mais precisos, o ritmo explodiu. No ano passado, foram mais 61. Em 2008, só até julho, outros 36. Total: 307. E a conta não pára de crescer.
A segunda certeza é ainda mais determinante: a de que dois ingredientes fundamentais para a vida, água e moléculas orgânicas, são comuns no Universo. Essas moléculas são fáceis de achar no espaço sideral – elas ajudam a formar as nuvens de gás e poeira que dão à luz qualquer estrela (e conseqüentemente qualquer planeta) no Universo. Quanto ao H20, ele também é arroz-de- festa no Cosmos: a própria água que enche os oceanos da Terra chegou aqui na forma de bolas de gelo que caíram do céu (os cometas) durante a formação do sistema solar. E isso pode ter acontecido em qualquer outro ponto do Universo.
Para completar, em 2007 o telescópio Hubble detectou pela primeira vez a existência de água num planeta extra-solar, ainda que em forma de vapor. E neste ano encontrou água e moléculas orgânicas em mais outro. Isso não indica que algum desses dois tenha vida. Ambos são gigantes feitos de gás, como Júpiter – um tipo de planeta pouco amigável a seres vivos. Mas, se houver um planeta parecido com a Terra na região, aquilo que aconteceu aqui pode ter acontecido lá.
“Estamos tão, tão perto de encontrar vida em outros planetas que é só uma questão de continuar procurando. Parece que é só uma questão de tempo”, diz o astrônomo Marc Kuchner, do Laboratório de Exoplanetas da Nasa. Mas como Kuchner e seus colegas estão procurando?
Guia do caçador de planetas
Buscar um astro em volta de uma estrela é como tentar achar um pernilongo ao lado de um prédio em chamas. A olho nu. Simplesmente não dá para ver. O que os astrônomos fazem, então, é detectá-los de formas indiretas. Por exemplo: se o brilho de uma estrela diminui um pouco num ponto da superfície dela, em intervalos regulares, significa que tem um planeta girando ali. Outro jeito de procurar é observar o “balanço” de uma estrela. A gravidade de um planeta é forte o bastante para chacoalhá-la um pouco. Se os observadores apontarem seus equipamentos por muito tempo para ela dá para analisar essas balançadas e deduzir que há um planeta passando por ali. Mais: pelo movimento, dá para calcular a massa do planeta e sua órbita.
Muito bom, mas tem um problema: desse jeito os mundos mais fáceis de detectar acabam sendo os muito grandes e próximos das estrelas. Só que planetas grandes são sempre bolas de gás como Júpiter, um monstro de hidrogênio com massa igual à de 317 Terras. E isso é um tanto frustrante na busca pelo que interessa, que é a vida fora da Terra: a atmosfera desses gigantes gasosos é tão maciça que a pressão lá dentro fica insuportável – seres complexos simplesmente estourariam em ambientes assim. E pior ainda se o planeta recém-descoberto estiver perto de sua estrela. Assim as temperaturas lá dentro ultrapassam 100 ºC, e a água só tem como existir na forma de vapor. Aí não adianta.
Procurar por planetas com vida significa buscar por um que tenha água líquida. Isso não é egocentrismo de cientista terráqueo, achando que a vida em outros planetas tem que ser igual à daqui. É respeito pelas leis da química, que valem para o Universo inteiro. Funciona assim: para ter algo que dê para chamar de vivo, precisamos de moléculas que se juntem para formar coisas complexas. As que melhor fazem isso são as moléculas orgânicas, estruturas que têm átomos de carbono como pilares e que, por sinal, formam o seu corpo. Só que moléculas não andam. Elas precisam de um solvente, de um meio fluido para se locomover e encontrar umas às outras. E a água líquida é a melhor coisa que tem para isso no Universo – não é à toa que a vida por aqui começou nos oceanos.
Isso não quer dizer que ausência de água seja evidência de planeta morto. “A vida como conhecemos é feita de carbono. Mas eu facilmente acreditaria que um ser fosse formado por outro elemento básico, como silício, ou que tivesse amônia como solvente em vez de água. Tenho certeza de que a vida no Universo é bastante diversificada”, diz a astrobióloga mexicana Graciela Matrajt, da Universidade de Washington.
Mesmo assim, os cientistas preferem o certo ao duvidoso, e vão atrás de planetas parecidos com o nosso – relativamente pequenos e com uma temperatura amena, que deixe a água correr.
Só que achar planetas assim por aí é difícil, justamente por causa do tamanho. A própria Terra, em pessoa, seria invisível para os instrumentos que os astrônomos usam hoje. Mas existe um alento: as “super-Terras”, mundos com a cara deste aqui, só que grandes o suficiente para entrar na mira dos equipamentos mais modernos.
A precisão desses instrumentos deu um salto nos últimos anos. A “sintonia fina” na hora de detectar as balançadas nas estrelas, por exemplo, melhorou. Já dá para perceber oscilações mais sutis, causadas por planetas menores. E isso abriu as portas para encontrarmos mundos com massa 10 vezes menor que a de Júpiter – planetas Terra muito, muito grandes. Mas ainda assim amigáveis para a vida.
Já encontraram 11 desses, de 2006 para cá. E a grande notícia veio no ano passado: dois gêmeos da Terra com possibilidades reais de terem água líquida. São os planetas Gliese 581 c e Gliese 581 d (não, os nomes não são nada poéticos: sempre colocam a denominação da estrela que eles orbitam – no caso, a Gliese 581 – seguida de uma letra). O que esses dois têm de mais especial em relação aos outros 9 planetas terrestres é a localização. O 581 c, por exemplo. Ele é o primeiro planeta pequeno, com “apenas” 5 vezes a massa da Terra, dentro daquilo que os astrônomos chamam de “zona habitável”: uma distância em relação à estrela que não deixa o astro nem frio nem quente demais. Ele fica mais perto de Gliese que Mercúrio fica do Sol. Se fosse no nosso sistema solar, isso significaria temperaturas de quase 500 ºC, só que a estrela Gliese é pequena e fria, com 10% da luminosidade do Sol. Então o planeta pode ter um clima equivalente ao da Terra. E só isso já é um indício de que existe água líquida por lá.
Quando o 581 c apareceu, foi uma festa. No mundo da astronomia a sensação era que, se existisse vida em algum lugar, seria ali. Mas então alguns astrônomos teorizaram que, se a atmosfera do planeta for grossa demais, os “raios de sol” de Gliese podem ficar presos no planeta. É o efeito estufa, que pode elevar demais o termômetro e acabar com a idéia de água líquida. A desconfiança ainda perdura entre os especialistas. E, se for isso mesmo, o grande candidato a abrigar seres vivos automaticamente passa a ser o 581 d. Ele fica um pouco mais distante de Gliese, numa região mais fria que a da zona habitável, com temperaturas sempre abaixo de zero. Mas aí o efeito estufa por lá seria um bom negócio. Ele poderia deixar a temperatura tão amena quanto a daqui.
Tudo isso é hipótese, claro. Quando você encontra um planeta pelo efeito que ele causa em sua estrela, como aconteceu com os dois de Gliese, o astro não “aparece na foto”. Então não dá para deduzir como ele é de fato, muito menos cravar que pode existir vida lá ou não. Mas essa limitação está para acabar. Quer dizer: acabou.
Como desvendar as novas Terras
Em fevereiro do ano que vem a Nasa lançará a missão Kepler, um telescópio em órbita que se dedicará exclusivamente a buscar planetas na nossa vizinhança galática. Ele tem duas grandes melhoras em relação ao Hubble. Primeiro, consegue observar mais estrelas em detalhes. Enquanto o telescópio veterano só tem foco para analisar uma de cada vez, o Kepler foi projetado para fazer isso com dezenas ao mesmo tempo. Segundo, fará imagens mais nítidas. Suas lentes ganharam uma espécie de máscara para filtrar o brilho das estrelas. Isso diminui as interferências de luz e permite detectar pelo menos algumas cores dos exoplanetas.
E isso pode dizer mais sobre eles do que parece. Cada elemento químico reflete a luz de um jeito diferente. É graças a isso que sabemos o que tem na atmosfera dos planetas mais distantes do sistema solar sem nunca termos pousado uma nave naquelas bandas.
Mas fazer isso com planetas a anos-luz de distância é outra coisa. O Hubble até fez aquela detecção de água e de moléculas orgânicas, mas só porque se tratavam de planetas gigantes. Agora, com o Kepler, o objetivo é desvendar a atmosfera dos exoplanetas menores. Se encontrarmos bastante oxigênio em algum, por exemplo, teremos um bom indício de vida. Quem encheu a Terra de oxigênio, afinal, foram coisas bem vivas: as algas.
Só com o Kepler, esperam achar e analisar a atmosfera de pelo menos 50 planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis. E vem mais por aí: a Agência Espacial Européia (ESA) prepara 3 telescópios espaciais que trabalharão juntos para encontrar lugares habitáveis, com lançamento agendado para 2015. E a Nasa planeja o sucessor do Hubble, também para a próxima década. Ele será 4 vezes maior e 10 vezes mais preciso. A esperança é que, com ele, consigamos fotos detalhadas de planetas extra-solares.
Mas e aí? E se encontrarmos um planeta com uma atmosfera recheada de oxigênio, sinais de moléculas orgânicas, temperatura amena, oceanos e o escambau? Vamos mandar uma sonda espacial nos moldes dos jipinhos marcianos para ver se existem aliens mesmo no lugar?
Vida no sistema solar
Enviar sondas espaciais é o melhor jeito de entender o que acontece fora da Terra. Que o diga a nave Phoenix. Ela chegou a Marte em junho, ainda está coletando e analisando informações do solo marciano e de cara confirmou que existe água em forma de gelo no pólo norte de lá. A temperatura marciana é muito fria (chega a -140 °C), mas, se essas calotas fossem derretidas, seriam capazes de formar uma camada de 11 metros de profundidade no planeta inteiro, pelos cálculos da Nasa. Outra análise da Phoenix mostrou que o solo do planeta não é tão morto assim: nutrientes importantes para a vida, como magnésio, sódio e potássio, estão presentes nas amostras. É muito difícil haver vida lá? Hoje, é. Mas ontem, nem tanto: fotos aéreas mostram erosões que, ao que tudo indica, são leitos secos de rios que corriam numa época em que o planeta era mais quente. A probabilidade de que Marte tenha tido água líquida é real. Por isso estamos longe de desistir de achar indícios de que já houve pelo menos micróbios lá – e, em última instância, de que a vida é comum em qualquer lugar que ofereça as condições. Uma nave ainda mais equipada que a Phoenix pousará lá no ano que vem, enquanto a Agência Espacial Européia vai lançar em 2013 o ExoMars, carrinho capaz de perfurar profundamente o solo em busca de vestígios orgânicos. Para fechar, tanto os europeus como a Nasa planejam missões tripuladas com humanos antes de 2040.
Outro alvo na busca pela vida é Europa, uma lua de Júpiter. Ela tem uma fina atmosfera com oxigênio e, ao que tudo indica, uma surpresa embaixo de sua camada de 200 quilômetros de gelo: água líquida. É que a forte gravidade de Júpiter pode ter feito o gelo mexer e remexer tanto que ele acabou esquentado, só pela fricção. E onde há água líquida, há chance de vida.
Para ver se tem mesmo, a Nasa planeja mandar uma sonda para a órbita de Europa na próxima década. E a Agência Espacial Russa (Roscosmos) vai mais longe: quer pousar uma nave (não tripulada) em Europa até 2020. Tudo isso, porém, só dá para fazer porque Marte e a lua de Júpiter são logo ali. Se quisermos mandar uma sonda para algum planeta extra-solar, temos um problema. A estrela mais próxima daqui, Alpha Centauri, fica a 4,3 anos-luz da Terra. Isso significa que um raio de luz demora 4,3 anos para chegar lá. Não parece grande coisa, mas são 40 trilhões de quilômetros de distância. Demais para as nossas sondas.
E olha que elas são até rápidas. A Voyager, que já atravessou o sistema solar inteiro, hoje rasga o espaço a 1,4 milhão de quilômetros por hora, 1 000 vezes mais rápido que o som. Só que isso não é nada em termos espaciais: representa apenas 0,000058 da velocidade da luz.
Nesse pique ela demoraria 80 mil anos para chegar a um eventual planeta na órbita de Alpha Centauri. Dureza: nem se os neandertais tivessem lançado uma sonda espacial ela teria chegado...
Se é tão difícil mandar algo ou alguém para conversar, o que poderíamos fazer, então? “Telefonar” para eles é claro! Ou, pelo menos, ficar a postos para uma ligação interplanetária, ouvindo se chega alguma mensagem alienígena aos nossos radiotelescópios, as antenas que captam ondas de rádio vindas do espaço. Só que aí entramos em outro terreno.
Em busca da vida inteligente
Até agora estávamos falando da busca por seres vivos. Aí qualquer bactéria está valendo. Mas, se já é difícil encontrar sinais de vida pura e simples, como uma atmosfera cheia de oxigênio, topar com seres capazes de criar tecnologia é mais ainda. Se a história da vida na Terra, da primeira célula até hoje, fosse um jogo de futebol, o homem só teria entrado em campo faltando 3 segundos para o apito final. Quer dizer, se alguma civilização nos últimos bilhões de anos mandou mensagens para cá para ver se achava algum ser inteligente do outro lado da linha, pode ter cansado de esperar.
E, se a vida inteligente é só uma piscada na história deste planeta, o mais provável é que ela também seja extremamente rara lá fora. Mesmo assim, quem espera pelas chamadas de outros planetas mantém as esperanças.
Quem faz isso é o Seti, sigla em inglês para Procura por Inteligência Extraterrestre. Eles jogam todas as fichas na espera de receber sinais de rádio dos alienígenas. Mesmo com a possibilidade de que haja pouca vida inteligente lá fora, faz sentido: ondas de rádio viajam à velocidade da luz (1,08 bilhão de quilômetros por hora, a maior possível pelas leis da física). Não é o ideal para tentar falar com Andrômeda, a galáxia mais próxima, já que o sinal demoraria 2 milhões de anos para fazer a viagem. Mas dá para tentar aqui pela Via Láctea. Se uma mensagem partisse de um planeta na órbita da estrela Alpha Crucis, a base do Cruzeiro do Sul, levaria 321 anos para chegar aqui. Caso eles tenham mandado uma quando a Terra estava no ano de 1687, o sinal estaria chegando agora. E consideremos: captar um sinal assim nos colocaria em contato com uma civilização extraterrestre de um jeito até mais eficiente do que se tivéssemos mandado sondas.
“Trocar fotos e textos já é suficiente para quem se relaciona via internet, não? Então. Você pode aprender muito sem ter de ir a um planeta extra-solar”, diz o astrônomo americano Seth Shostak, diretor do Seti. O que o instituto faz, então, é alugar radiotelescópios para captar ondas do espaço e ver se aparece alguma que siga algum padrão, que só possa ter sido feita por alguma coisa inteligente. O romance Contato, de Carl Sagan, dá um exemplo prático: lá o Seti detecta uma espécie de código Morse vindo da estrela Vega.
Agora Shostak e sua turma esperam que isso vire realidade logo. É que está em fase final de construção o Allen Telescope Array (Campo de Telescópios Allen), bancado pelo bilionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft. É um campo de 350 radiotelescópios todo dedicado ao Seti. “Não que isso seja caro. Manter os telescópios por um ano é menos do que o governo gasta para comprar um helicóptero militar de última geração [US$ 20 milhões]”, diz Seth. Com o batalhão de radiotelescópios de ouvidos abertos, a busca por vida inteligente será pelo menos 100 vezes mais rápida do que hoje. “Simplesmente por podermos usar o negócio o tempo inteiro, 24 horas por dia, nos próximos 20 anos teremos checado 1 milhão de estrelas.” Além disso, o Seti ficará de olho nas pesquisas das agências espaciais. E os planetas exosolares que podem ter vida serão alvos prioritários dos novos telescópios.
A outra maneira de fazer contato é, em vez de esperar por mensagens, mandá-las ao espaço para ver se algum alienígena capta. A humanidade tentou isso 4 vezes. As últimas foram enviadas pelo astrofísico canadense Yvan Dutil. Ele é uma espécie de porta-voz dos terráqueos e, junto com o colega Stephane Dumas, desenvolveu duas mensagens mandadas para os ETs em 1999 e 2003. A linguagem delas é a matemática (afinal, em qualquer lugar do Universo 1+1=2) e lá estão alguns dos últimos algarismos conhecidos de pi e o maior número primo pra mostrar que, se nós ainda não tivemos chance de viajar pela galáxia, pelo menos já temos uma capacidade computacional bem razoável (veja mais na página 68). No final das mensagens, Yvan propõe algumas questões para os aliens: “Nós nos baseamos na idéia de que, se quisermos sobreviver aqui na Terra, temos de gerenciar eficientemente nossos recursos. As civilizações mais avançadas teriam tido o mesmo problema e poderíamos aprender com elas. Os ETs que responderem podem ser um povo que já viveu por muito tempo, ou seja: que soube manejar a sustentabilidade”.
Não é só Yvan que acredita nisso. Existem modelos sérios de “exo-sociologia” que tentam explicar como seria, afinal de contas, uma civilização anos-luz à frente de nós – em ambos os sentidos. A teoria exo-sociológica que ficou mais famosa, e serve para guiar astrônomos até hoje, foi criada pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev. Para ele, as civilizações extraterrestres poderiam ser divididas em 3 tipos. O primeiro, que ele chama de K1, seria o nosso: relativamente primitivo, e confinado em termos cósmicos – ou seja, só consegue usar os recursos de seu planeta natal para obter energia.
O segundo estágio seria uma civilização que dominasse a energia de sua estrela – o físico americano Freeman Dyson sugeriu que algum povo avançado poderia usar uma espécie de cobertor sobre as estrelas para absorver energia e, de quebra, controlar melhor a luminosidade de seu sol.
Uma civilização K3 seria mais ou menos como o Império de Darth Vader, de Star Wars: uma potência que reina sobre os recursos de várias estrelas e planetas.
Tudo isso é mais ficção do que teoria científica para valer, mas tem sua lógica. Tanto que um grupo de astrônomos japoneses procura distúrbios na luminosidade de algumas estrelas para verificar a existência de um desses “cobertores” de Dyson. Sem sucesso ainda – como tem sido toda e qualquer tentativa de acabar com a nossa solidão, seja buscando vida em planetas parecidos com a Terra, seja em nossos vizinhos, seja com radiotelescópios. Frustrante? Talvez não.
A verdade, lá fora
Mesmo que seja infrutífera para sempre, a busca por vida e por inteligência extraterrestre não deixa de revelar alguma coisa. Se daqui a centenas de milhares de anos jogarmos a toalha, dizendo “Já vimos tudo. Acabou. Somos únicos na Via Láctea”, vamos saber que somos privilegiados por uma série de eventos fortuitos. Primeiro, o Sol mantém basicamente a mesma luminosidade há 4,5 bilhões de anos, algo raro; vivemos em uma vizinhança tranqüila da nossa galáxia, sem estrelas explodindo o tempo todo, como acontece em outras áreas; temos um planeta grande como Júpiter por perto para atrair cometas e meteoros que, de outra forma, bateriam aqui o tempo todo... Seria sorte demais? Essa é a hipótese da “Terra Rara”, batizada pelos astrônomos americanos Peter Ward e Donald Brownlee.
Outra linha para explicar por que não fizemos contato até agora vai por um caminho oposto. Defende que a vida pode, sim, ser bem comum. Inclusive a inteligente. Mas que talvez as civilizações tecnológicas não sobrevivam por muito tempo: mais hora menos hora acabam se autodestruindo. Foi o que imaginou o astrônomo Frank Drake: o Universo tem 13,8 bilhões de anos; a fase tecnológica da nossa civilização, só 100. E já temos armas nucleares para acabar com essa festa a qualquer momento. Se for assim em outros lugares, outras civilizações já tiveram tempo mais do que suficiente para dar cabo de si mesmas (veja aqui em cima). E não teríamos muita “gente” para conversar na galáxia. Pense nisso quando ouvir o silêncio da noite.
“Na verdade a absoluta falta de certeza sobre o que vamos encontrar em outros planetas é o que faz a procura especialmente interessante”, diz Yvan Dutil, que tem uma citação favorita para explicar o seu interesse. “Cristóvão Colombo viajou para o Novo Mundo disposto a achar especiarias, ouro e diamantes. Voltou com batata, tomate e milho. E isso é 50% de nossa alimentação hoje. O que nos impactou não foi o que procurávamos”, dizia o ex-diretor da Nasa Daniel Goldin sobre por que gastar dinheiro procurando vida extraterrestre. A verdade, seja ela qual for, está lá fora.
Uma lua especial
Distância: 44 anos-luz.
O astro grandão ali atrás é o Cancri 55 f, uma bola de gás inóspita. Mas ele pode ter um satélite com água líquida. E vida.
Planeta “vizinho”
Distância: 4,3 anos-luz.
Simulações de computador indicam que pode haver um planeta com as características da Terra na estrela mais próxima daqui, Alpha Centauri.
Trio de super-terras
Distância: 41,3 anos-luz.
Descobertos em 2008 na estrela HD 40307, estes 3 planetas terrestres são quentes demais para a vida, mas indicam que astros como o nosso são comuns por aí.
Terra gigante
Distância: 20,5 anos-luz.
Um planeta igual a este aqui, só que com 5 vezes mais massa e diâmetro 50% maior. Eis o principal candidato a abrigar alienígenas.

As outras terras
Uma viagem por dentro de alguns dos astros com mais chances de abrigar vida
1. Pôr-do-sol eterno
Ele é 13 vezes mais próximo de sua estrela que a Terra do Sol. Mas Gliese 581 c pode ter vida porque sua estrela é mais fria. A gravidade, um pouco mais que o dobro da nossa, permitiria poucas montanhas. Por ser tão próximo da estrela, a atração gravitacional prende sua posição, e só um lado do planeta é iluminado. Então dia e noite duram para sempre em cada lado. E nos pólos o pôr-do-sol é eterno.
2. Sol das 3 da manhã
Os habitantes de um suposto planeta em volta de Alpha Centauri, um sistema com duas estrelas, veriam no céu, de manhã, um sol parecido com o nosso. Mas uma espécie de lua gigante, mil vezes mais clara que a daqui, apareceria durante o dia numa metade do ano e à noite na outra, eliminando a escuridão. Ainda não foi comprovado se há planetas ali – o sistema será alvo dos astrônomos a partir de 2009.
3. Terra mirim
Água abundante, um ano de 240 dias e temperatura amena. Quase como a Terra. Só que, no céu de lá, o astro dominante não é uma estrela, mas um enorme planeta, do tamanho de Saturno, o 55 Cancri f. A gravidade do gigante sacodiria o subsolo, criando erupções vulcânicas com quilômetros de altura. A esperança de vida é grande: já mandamos uma mensagem para lá em 2003, que chegará em 2044.

Carta de apresentação da humanidade
Em 1999, astrônomos mandaram esta mensagem para algumas estrelas. Agora esperam uma resposta dos Ets
Como falamos
A primeira parte explica o vocabulário da mensagem. São códigos que mostram os números de 1 a 9 como quadradinhos, e depois uma tradução em código binário (tipo, 2=0010), que será usada no resto da mensagem.
O que sabemos
Explicamos a eles como estabelecemos comprimento, área e volume. Mais os 15 primeiros números de pi e os últimos dos 51 539 600 016 algarismos que conhecemos da dízima, mostrando que temos computadores com potência para calcular isso.
Onde estamos
Aqui indicamos nossa localização, dando a posição da Terra no sistema solar. Para que eles nos achem mais facilmente, damos a massa e o raio do Sol e de Júpiter, os dois astros mais detectáveis para quem está longe.
Do que somos feitos
Aqui vão detalhes do que os humanos são feitos. Depois de mostrar os desenhos dos 4 ácidos nucléicos que compõem as bases do nosso DNA (timina, adenina, guanina e citosina), damos a estrutura básica das células e o tamanho delas: 10-5 metro.
Oi!
Dizemos a altura e o peso das pessoas na Terra. Outros gráficos apresentam as freqüências de som e de luz que nossos sentidos percebem. Assim, no caso de os ETs mandarem alguma mensagem de volta, eles terão certeza de que poderemos vê-la e ouvi-la.

Quantos vizinhos nós temos?
O astrônomo Frank Drake bolou uma equação para determinar quantas civilizações existiriam na galáxia neste momento. Veja os resultados otimistas (= O) e os conservadores (= C).
Número de estrelas
Como a comunicação com outras galáxias ainda é impossível – elas ficam tão longe que um sinal demoraria entre milhões e bilhões de anos para chegar –, a equação se restringe ao número de estrelas na Via Láctea: 300 bilhões.
Estrelas com planetas
Estrelas gigantes ou muito pequenas não têm condições de ter planetas habitáveis. Estrelas novas demais também estão fora. O que sobra é a fração de estrelas propícias a ter vida em volta. C: 0,005% O: 100%
Temperatura amena
Toda estrela tem uma zona habitável em sua órbita, onde a temperatura permite a vida. Pegando o exemplo do sistema solar (Marte estaria nessa zona), estimamos o número de planetas viáveis nessa zona. O: 3. C: 1.
Vida
Não é porque o planeta tem condição de abrigar vida que seres vivos irão aparecer. Como não sabemos o que provoca o aparecimento dela estimamos uma fração dos planetas favoráveis que produzam vida de fato. O: 100%. C: 50%
Inteligência
Alguns desses planetas com vida podem ter apenas bactérias e animais – a própria Terra teve só isso por mais de 99,9% do tempo. Aqui entra a fração de planetas onde a vida teria evoluído para uma civilização. O: 100%. C: 33%
Fator autodestruição
É preciso considerar que os seres inteligentes talvez não durem para sempre. Neste último fator dividimos o tempo de vida de uma civilização com capacidade de se comunicar com outras estrelas. O: 10 000 C: 450.
Civilizações aqui e agora
Acabou. Agora dividimos o resultado de todas as variáveis pela idade da Via Láctea (10 bilhões de anos). E o resultado é uma estimativa de quantas civilizações existem na galáxia neste momento. O: 900 000 C: 4
Fontes - Astrônomos Donald Goldsmith e Tobias Owen

Para saber mais
The Search for Life in the Universe
Donald Goldsmith e Tobias Owen, University Science Book, EUA, 2002.
Where is Everybody?
Stephen Webb, Copernicus Books, EUA, 2002.
Rare Earth
Peter D. Ward e Donald Brownlee, Copernicus Books, EUA, 2004.

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Nota:

Principais temas de pesquisa em Astrobiologia

1. Análise de dados de Titã: As observações de Titã pela Cassini serão analisadas para estudo de sua meteorologia, desenvolvimento de modelos de transferência radiativa, para definir composição da sua atmosfera, para aplicação em outras atmosferas de corpos celestes.

2. Envelopes circunstelares de objetos jovens: Medir fotometrica, espectroscopica e interferometricamente envelopes de estrelas jovens,sobretudo em bandas de moléculas astrobiologicamente interessantes a fim de identificar potenciais sítios de formação biológica favorável.

3. Formação e evolução de CHONs em diversos ambientes astrofísicos: A química da vida terrestre se baseia nos elementos C, H, O, N, os elementos quimicamente ativos com maiores abundâncias cósmicas. É provável que a vida em geral seja baseada em CHONs. O objetivo é a estimativa das abundâncias de compostos baseados em CHONs em diversos ambientes astrofísicos. Será usado o código de evolução quimiodinâmica CHEMODYN e a emissão IR obtida com a interface DUST. As previsões serão comparadas com observações de abundâncias, de galáxias até discos protoplanetários.

4. Identificação de biomoléculas no meio interestelar: O objetivo desta linha é identificar bandas em rádio de biomoléculas no MIS.

5. Investigação das condições de sobrevivência de microorganismos extremófilos em ambientes extraterrestres simulados: Simulações de ambientes extraterrestres em laboratório com o intuito de verificar a sobrevivência de microrganismos extremófilos em condições agressivas e investigar os mecanismos biológicos que podem contribuir para tal sobrevivência. Esse trabalho permite inferir a possibilidade desses microorganismos, ou microorganismos com mecanismos de resistência similares, sobreviverem ao ambiente extraterrestre, seja na superfície de outros planetas, seja em processos de transporte entre planetas.

6. Estrelas astrobiologicamente interessantes: idades, zonas habitáveis e órbitas galácticas: estudo de zonas habitáveis num conceito amplo e levando em conta condições astronômicas conhecidas.

7. Evolução química de biomoléculas no meio interstelar: Busca-se desenvolver equações e modelos que descrevam a evolução das abundâncias de biomoléculas importantes, tais como H2O, CO2, HCN, etc, no meio interestelar, a partir de um formalismo de Evolução Química da Galáxia misturado a considerações de Astroquímica.

8. Influência da atividade solar, da composição atmosférica terrestre e do campo geomagnético na vida da Terra: lições para a astrobiologia: A variação da atividade solar, da composição atmosférica terrestre e da intensidade do campo geomagnético foi registrada em diversas escalas temporais e pode-se relacionar a possíveis influências tanto na origem da vida na Terra como na sua evolução. Estes dados sugerem limite de variabilidade na atividade estelar, na composição atmosférica e nos campos magnéticos exoplanetários, permitindo o surgimento e evolução de vida semelhante a da Terra em exoplanetas a serem encontrados em zonas habitáveis.

9. Influência da incidência de radiação de alta energia em biosferas: Tem-se estudado os possíveis efeitos de radiação de alta energia, eletromagnética ou particulada, proveniente de fontes astrofísicas (flares solares, raios cósmicos, gamma-ray bursts, giant flares de soft-gamma repeaters, etc) sobre biosferas, tanto do ponto de vista de efeitos biológicos na escala molecular quanto na escala de ecossistemas, para o entendimento das possíveis influências na dinâmica ecológica e evolutiva global.

10. Formação de biomoléculas em atmosferas e superfícies planetárias: Pretende-se reproduzir dentro de uma câmara experimental, a química, a temperatura e o campo de radiação (Solar) presente em diferentes atmosferas e superfícies planetárias (ex. Titã, Marte, Vênus, Terra Primitiva, etc...), com o intuito de produzir resíduos orgânicos e novas moléculas consequentes do processo de fotólise na superfície de aerossóis suspensos na atmosfera ou mesmo no solo.

11. Fragmentação de biomoléculas em condições similares às do meio interestelar: Estudos da fragmentação de diversas biomoléculas por fótons energéticos ou partículas em condições de ultra-alto vácuo simulando o ambiente espacial têm sido realizados, de maneira a compreender a resistência das mesmas nessas condições. Tais estudos têm sido importantes para o cálculo do tempo de vida das diversas espécies moleculares, bem como para a geração de modelos químicos com as espécies químicas reativas formadas pelas fragmentações, os quais tem papel fundamental na química de moléculas biologicamente importantes no meio interestelar.


sábado, 14 de abril de 2012

Vida Extraterrestre


http://www.abc.net.au/science/articles/2012/04/13/3476970.htm
http://ijass.org/PublishedPaper/year_abstract.asp?idx=132

E ai quem achava que a vida é ultra rara, acontecimento único que nos faz especiais ao longo do Universo, cadê seu deus agora?!? :D Teremos só que confirmar, e depois achar também em Europa!

www.abc.net.au
New analysis of 36-year-old data, resuscitated from printouts, shows NASA may have found life on Mars.

 ·  ·  ·  · há 5 horas

  • Você curtiu isso.

    • Carlos Leger Sherman Palmer A vida não é rara... De forma alguma... Achamos gelo e vapor de água em Encélado, Lua de Saturno...
      há 5 horas ·  ·  1

    • Pedro Pinheiro E Europa? Com seus oceanos imensos abaixo da crosta congelada deve existir toda uma gama de seres! Tudo é uma questão de tempo, e de procura.
      há 5 horas ·  ·  1

    • Carlos Leger Sherman Palmer Vai rolar geral, rsrsrsrs...
      há 3 horas · 

    • Marcelo Mazocco É igual quando acharam o rosto em Marte, pra não falar da bizarrice de procurar provas matemáticas de vida numa rocha de 38 anos.
      "Critics counter that the method has not yet been proven effective for differentiating between biological and non-biological processes on Earth so it's premature to draw any conclusions."

      A temperatura média de Encélado é de -198ºC e a de Europa é de -171,15ºC, o que tornaria extremamente difícil, senão impossível, uma reação química entre moléculas orgânicas para a sua ploriferação.

      Marte é composto por 95,72% de dióxido de carbono, 2,7% nitrogênio, que são proporções completamente diferentes da Terra e mais difíceis de sustentar a vida. Além que a temperatura média é de -50ºC. Ou seja, se foi difícil surgir vida na Terra, vai ser no mínimo 1000 vezes mais difícil surgir vida em Marte.

      Então a gente ainda continua sem a menor pista de alguma chance de vida extraterrestre. O resto é crentisse de vocês.

      E toda forma de vida é complexa, a fazendo especial. Qualquer deus terrestre mal previa inúmeros acontecimentos espaciais que só a física do século 20 foi capaz de prever. É evidente que crenças estão restritas ao período histórico em que foram criadas, então podemos tirar deuses da discussão sobre vida extraterrestre.

      há 3 horas · 

    • Marcelo Mazocco Nos oceanos congelados e centros de planetóides não há a influência externa da energia irradiada pelo sol. É consideravelmente impossível gerar vida em sistemas fechados assim, inclusive porque a física prevê o aumento da entropia e não o contrário, quando não há interferência externa.

      E mesmo que haja uma mínima, ínfima chance de ter ocorrido vida em sistemas assim, essa chance é tão radical e difícil que provavelmente demoraria MUITO MAIS TEMPO que demorou pra surgir vida aqui na terra.

      há 3 horas ·  ·  1

    • Pedro Pinheiro E as bactérias extremófilas que sobrevivem nas fossas abissais alimentando-se e aquecendo-se dos vulcões ativos?
      E as estimativas sugerem que a vida surgiu só 500 mi de anos depois da formação da Terra. Isso não me parece algo difícil de acontecer. A passagem de unicelular para pluricelular sim foi algo mais complexo, que demorou 3 bi de anos. O sistema solar existe há 5 bi, acho que é tempo suficiente. Veremos no futuro... quer apostar o que?

      há 2 horas ·  ·  1

    • Pedro Pinheiro ‎:D
      há 2 horas · 

    • Willian Souza Bernardes Seres estritamente rudimentares, até mais do que os que existem aqui na terra, poderiam sobreviver nesses ambientes agrestes. Sabemos que no passado a Terra era bem inóspita também__ por isso no início as formas de vida que existiam eram rigorosamente rústicas, alcançando a evolução com os poucos recursos que estavam disponíveis naquele lapso. Com o passar do tempo a Terra foi se tornando mais hospitaleira, possibilitando a proliferação de formas de vida extremamente complexas. Isso pode ocorrer indubitavelmente em outros mundos.
      há 2 horas · 

    • Marcelo Mazocco Essas bactérias não surgiram lá. Elas foram adaptadas por processos bem complexos, baseadas em bactérias que já haviam surgido na superfície, com todas as condições necessárias ao seu surgimento.

      Vulcões ativos gerando energia suficiente pra que a vida surja em planetoides extremamente menores que a Terra, é algo a ser desconsiderado.

      A vida na terra surgiu por causa de suas condições ideais e a grande fonte de energia, o Sol, além de raios e ventos e tudo mais necessário. Marte é o próximo provável de ter alguma forma de vida, mas como eu já disse, a disposição de elementos lá é algo a ser considerado ao surgimento inicial da vida. Ainda existem fatores agravantes, como as tempestades de areia e os níveis extremos de radiação, por conta da atmosfera rarefeita, por sua vez por conta do tamanho menor do planata.

      Agora pega esses 500 milhões de anos que foram necessários pro surgimento das primeiras moléculas auto-replicáveis e multiplica pelo grau de dificuldade que seria surgir vida num ambiente complexo como o fundo de um oceano congelado num planetoide com tão pouca fonte de energia e gravidade, e tão baixa temperatura. O tempo pro surgimento da vida em si vai ser maior que 5 bi.

      Poucos recursos? Haviam ali todas as moléculas orgânicas necessárias pra a vida, energia vinda do sol e raios e tempo pra que reações aleatórias ocorressem... até onde a gente saiba, é basicamente só isso o necessário pro surgimento da vida. Esses fatores não são presentes nos outros locais levantados por vocês aqui.

      Mas vocês tão com uma certeza enorme que há vida em qualquer pedra voando pelo espaço. Até hoje nenhuma evidência sequer nos levou a crer nisso e vocês tão agindo contra o conhecimento científico. Isso é crentisse. Já existem religiões que rezam pra alienígenas, vcs poderiam se juntar a elas.

      Pedro, eu aposto com você que não há vida no sistema solar, dadas as condições. Considero possível a vida nas mesmas condições da Terra em outros sistemas distantes, mas ser possível não quer dizer que de fato ocorreu. Vale lembrar o quão frágil é manter uma forma de vida por tempo suficiente pra dizer que ela existiu (10 anos não é nada). Uma mudança climática, um cometa, uma variação térmica elevada, radiação intensa, falta de matéria prima, um vulcão, uma tempestade de areia, um período de rotação elevado e diversos outros fatores acabariam com qualquer molécula com potencial à vida no universo.

      Mas enfim... o que importa é que enquanto não existe evidencia alguma, e até especulações mal se sustentam sobre isso. Então podemos só considerar uma probabilidade estatística aleatória e nada mais, como eu já disse. Vcs estão agindo de um jeito que eu não considero racional. Sério mesmo.

      Agora deixa eu estudar q eu ganho mais com isso. Fui.

      há ± 1 hora · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Marcelo para esclarecer, a Terra tem mais CO2 do que Marte, e isso contribuiu para a vida na Terra, porque o CO2 contribuiu elevando a temperatura de nossa troposfera... Só para esclarecer... Os 95,72% não é um dado relevante, pelo fato de Marte ter uma atmosfera muito fina... Somente para esclarecer este ponto... Não estou discordando de sua abordagem... Mas este dado, não interpretado, pode induzir a erro....
      há 44 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Depois, quero pontuar que 'crendisse' se escreve com 'c', mas este 'crendice de vocês', precisaria ser especificado... Não creio em nada... E que isso fique bem claro... Se tem acompanhado as discussões saberá disso... Obviamente que ver 'rosto' na superfície de Marte nada tem a ver com encontrar seres vivos... Sua comparação não procede... Mas, o mesmo ceticismo, e os meus estudos e investigações conduzem à mesma conclusão que você... Existe o 'barato da vida extraterrestre'... Não embarco nessa, mas isso não me impede de consultar a Royal Society of London, ou a Science, Nature, em busca de novas descobertas...
      há 40 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer O artigo publicado é bastante cauteloso, e deixa claro que faltam estudos, investigação, etc... Não vejo problema... Existem algumas evidência, mas precisaremos de provas, e fatos científicos... É diferente da especulação vazia sobre extra-terrestres e rosto em Marte... Espero que reconsidere, porque realmente não procede...
      há 36 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Sobre a excelente argumentação: "Nos oceanos congelados e centros de planetóides não há a influência externa da energia irradiada pelo sol. É consideravelmente impossível gerar vida em sistemas fechados assim, inclusive porque a física prevê o aumento da entropia e não o contrário, quando não há interferência externa.
      E mesmo que haja uma mínima, ínfima chance de ter ocorrido vida em sistemas assim, essa chance é tão radical e difícil que provavelmente demoraria MUITO MAIS TEMPO que demorou pra surgir vida aqui na terra."; coincide com a minha visão... Acho que não existe motivos para especular tanto até que alguma prova seja encontrada...

      há 33 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Mas o Pedro capricha: " E as bactérias extremófilas que sobrevivem nas fossas abissais alimentando-se e aquecendo-se dos vulcões ativos? E as estimativas sugerem que a vida surgiu só 500 mi de anos depois da formação da Terra. Isso não me parece algo difícil de acontecer. A passagem de unicelular para pluricelular sim foi algo mais complexo, que demorou 3 bi de anos. O sistema solar existe há 5 bi, acho que é tempo suficiente. Veremos no futuro... quer apostar o que?"; e eu desconhecia esta informação... Excelente ponto... Mas a aposta é ridícula, rsrsrsrsrs....
      há 32 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Aí, o Marcelo Mazocco capricha mais ainda, e fecha: "Mas enfim... o que importa é que enquanto não existe evidencia alguma, e até especulações mal se sustentam sobre isso. Então podemos só considerar uma probabilidade estatística aleatória e nada mais, como eu já disse. Vcs estão agindo de um jeito que eu não considero racional. Sério mesmo."...
      há 29 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Concordo com o Marcelo Mazocco, vocês sabem que esta também é a minha posição, como base no que entendo, nas evidências e provas que dispomos... Sem evidências, provas, uma proposição não merece ser acolhida, ou estudada... Precisamos de alguma motivo para dedicar tanta atenção a este tema... Existem pesquisas de ponta nesta área, mas enquanto não temos nada, as especulações podem soar vazias... Mais um diálogo de alto nível... Só achei que poderia ter havido mais 'ternura' por parte do Marcelo... Afinal, foi um excelente debate... Aprendemos todos... Aprendi muito...
      há 24 minutos · 



    • Marcelo Mazocco Não precisava ter reescrito tudo q a gente disse Oo

      Eh, eu podia ser mais amoroso. Tenho andado estressado por causa de debates no meu curso atualmente.

      E eu escrevi cren T isse. Coisa de crente. O Chrome não me corrigiu, e ele geralmente tá certo xD
      Quis dizer que parece que vocês tem fé que exista vida alienígena.

      Agora vou fazer meu trampo da facul pq eu to fudido aqui...

      há 16 horas ·  ·  1

    • Sergio Ortiga Bom o problema é que se não encontramos vida em mais lugar nenhum o argumento deles é: "Somos especiais só tem vida aqui e é por causa de Deus - Chupa Ateu!!!!!" mas se a vida for encontrada em abundância, muda para "Tá vendo babaca? Deus é foda!!! Tem vida espalhada pelo Universo todo, a sua ciência é que era incompetente em reconhecê-la. Chupa Ateu!!!!" - neste contexto fica impossível tentar argumentar alguma coisa....
      há 15 horas ·  ·  1

    • Pedro Pinheiro O grande problema é a formação da vida.. eu acho que não é tão difícil assim, com os ingredientes certos. O Marcelão e Carlos acham que é difícil, quase impossível. Só vamos saber quando se procurar fisicamente, com sondas no local. E vamos parar de debater esse tema, não tem como especularmos eternamente sobre algo que é uma das fronteiras do conhecimento humano. E bem lembrado Sérgio. O papa, que é muito esperto, já se pronunciou que se encontrarmos vida em outros planetas, isso só aumentaria a glória de Deus. Eles se aproveitam de todas as situações.
      há 9 horas ·  ·  1

    • Marcelo Mazocco aauhauahuahauha
      Não falei? Eles acreditam nisso, óbvio que vão tentar encaixar o conhecimento novo ao que eles acreditam.
      É só falar pra eles o que eu falei, do contexto histórico da bíblia. Na verdade nem os dinossauros estão previstos nela. Não sei como o povo ignora isso...

      há 8 horas ·  ·  1

    • Carlos Leger Sherman Palmer Isso se chama 'jogar tênis sem rede'... E quem marca os pontos são os 'xamãs', de qualquer agremiação...
      há 10 minutos · 

    • Carlos Leger Sherman Palmer Considero a vida possível e relativamente abundante... Afinal, praticamente toda a massa do universo está composta pelos ingrediente que compõe a vida na Terra - H, O, C, N - de forma que devo considerar que em 10^22 estrelas, possam haver 10^23 planetas e satélites, com elevadíssima chance de vida... Mas a estatística joga no sentido inverso se considerarmos que ele precisaria estar aqui, em nosso Sistema Solar, logo ali, e no mesmo lapso de tempo, e ter passado por caminhos extremamente complexos que conduzem à 'tecnologia complexa'... Isso sim seria achar uma agulha em um palheiro cósmico, com os olhos vendados, e três segundos... Não considero razoável... Não descarto a possibilidade, mas precisarei de mais elementos para dedicar mais tempo ao tema... Por enquanto, como já comentei, me preocupo mais que esta busca frenética - apesar da importância da descoberta, como bem disse o Pedro em outro papo - tenha contornos deveras ficcionais, e porque não dizer 'um rasgo de crença'... É neste sentido que procuro me policiar, porque efetivamente o assunto é bombástico... Só não quero com isso, dinamitar o meu ceticismo... Mas ressalto mais uma vez, o elevado nível deste papo, e obrigado aos dois - Marcelo Mazocco e Pedro Pinheiro - porque aprendi um pouco mais... FIAT LUX...
      há ± um minuto · 


    • Carlos Leger Sherman Palmer Marcelo. reescrevi os melhores momentos - e não tudo - para ajudar a quem está pegando o bonde andando, e não precisar redigitar o que concordava e o que não concordava... Só isso... E sobre o stress isso acontece muito, estamos estressados com uns e descarregamos em outros... Por exemplo posso estar em um debate com um crente, e depois vou a outro debate e mantenho o mesmo tom, e na verdade os interlocutores são outros, o nível do debate é outro... Faz parte da vida, administrar estas situações... Mas você já está fofo e amoroso, rssrsrsrs, além de genial... Valeu brother, valeu galera....
      alguns segundos atrás ·