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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Café com Bertrand...



Café com Bertrand...

Acabo de tomar o meu café da manhã, em uma varanda debruçada sobre o 'verde de São Paulo', na companhia ilustre de Sir Bertrand Russell... Nascido 'Arthur William Russell 3º - Conde Russell -, em  Ravenscroft (País de Gales), em 18 de Maio de 1872; e morto em Penrhyndeudraeth (País de Gales), em 2 de Fevereiro de 1970... Russell foi um dos mais influentes pensadores de todos os tempos, matemático, filósofo e lógico, liberal, ativista, critico contumaz da corrida armamentista, da Guerra Fria, da indústria bélica nuclear, da Guerra do Vietnam, e um grande popularizador da filosofia... Russell praticou o seu pensamento, honrou suas palavras e foi respeitado por sua 'Integridade Intelectual'... Russell morreu de gripe aos 98 anos, e 'deus teve compaixão' deste meritoso ateu, que em quase um século de vida, deixou um legado maravilhoso de ceticismo e racionalismo... Tendo sido ainda, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1950, "em reconhecimento aos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento"... Uma distinção especial, ao conjunto de toda a sua obra, e à magnitude de sua HUMANIDADE e ÉTICA... Um reconhecimento do seu exemplo para a posteridade... Russell, honrou a oportunidade de viver, neste hiato da inexistência...

Mas este escrito não é uma obra de ficção, e ainda pratico o ceticismo que aprendi com Russell, de forma que toda forma de 'mediunidade' continua sendo para mim fonte de preocupação neurológica, psiquiátrica ou criminal... De forma que tomei o meu café da manhã na companhia de Russell, como tenho feito ao longo de minha vida, com outros pensamentos imortais... Estive na seleta companhia das idéias de Russell, pousando os meus sedentos olhos em suas inigualáveis palavras, no clássico "A Conquista da Felicidade"... Fico sempre estupefato, quando leio as palavras de um homem que cruzou dois séculos, em um século de vida, mas que continuam absolutamente atuais e jovens... De fato... Não como a falácia da atualidade bíblica por exemplo, um livro repleto de preconceitos, de falso moralismo, cinismo, e chafurdado no lamaçal sombrio do tempo... Não, Russell, sua obra, é eterna... Estará inspirando a outros humanos, muito depois de que o meu 'hiato' esteja findado, e muito depois que a bíblia esteja finalmente reduzida à caricatura do terror que é, pelo entendimento...

Mas refletia 'com Russell', está manhã, sobre a natureza humana... Nos caraterizamos como espécie, pela complexidade no pensar e no sentir, pela possibilidade de abstrair a partir de emoções puras para conformar o prazer, e exprimi-lo... Ousei refletir ainda, que a capacidade de compartilhar tais emoções é 'demasiado humana', convidando a opinião de Nietzsche... Com Wittgenstein, me aventuro ainda mais, e conjecturo sobre a importância de nossas 'linguagens' - fala, escrita, música, poesia, televisão, cinema, rádio, dança, pintura, moda - neste compartilhar, e os signos da semiótica estariam assim dispostos sobre a farta mesa de meu dejejum... E se é válido pensar que o prazer, a emoção pura, e a nossa igualmente complexa capacidade de comunicação são características demasiadamente humanas, é fácil pensar então que negá-las ou reduzi-las terminará por encolher nossa humanidade...

De forma que, meus convidados e eu, 'discorremos' por um par de horas sobre as tradições ditas espirituais ou religiosas, e seus respectivos mestres, que teimaram em sugerir a 'iluminação' ou 'salvação' através da renúncia ao prazer, da renúncia às emoções puras, e sobretudo da renúncia no 'compartilhar'... Posto que todos eles - Siddhartha, Cristo, Maomé -, nas tradições mais arraigadas em nossos dias, propuseram um caminho de isolamento e privação do contato e convívio humano... Uns isolaram-se em si, outros isolaram-se de todos, abandonando famílias, entes queridos, e o convívio social tão necessário, sob o pretexto contraditório do seu desenvolvimento pessoal... Somos humanos, e devemos nos desenvolver como humanos... Renunciar ao que nos torna humanos, é como renunciar à nossa humanidade... Uma forma de eutanásia...

Em um vilarejo no Sri Lanka, em uma das inúmeras 'subtradições' dentro do budismo, e todos os anos, são encenadas algumas peças teatrais - linguagem humana -, ilustrando o desapego da natureza humana como caminho para a iluminação - e que teria sido proposto pelo próprio Buda, que por sua vez nada escreveu... E ainda que seja paradoxal utilizar algo tão humano como o teatro, para pregar algo tão desumano quanto a 'negação de sua natureza', o problema se agrava quando analisamos os argumentos de tal representação teatral... Um pai, sai em busca da iluminação, e para isso deixa dois filhos com um homem que irá escravizá-los e vendê-los... Não entendo que espécie de iluminação pode se sobrepor ao amor e ao zelo, humano, por seus filhos... Cristo repete seguidas vezes, 'felizes daqueles que abandonarem tudo para servir a deus'... Isso inclui, textualmente, família, esposa, filhos, e amigos... E mais, o próprio deus ordena o sacrifício humano e de entes queridos, como prova de devoção e caminho para a salvação... Em um episódio que particularmente me embrulha o estômago, Moisés, um importante profeta judaico-cristão-islâmico, ordena, a mando de deus, que todos os homens de sua tribo matem o seu irmão dileto, ou o seu melhor amigo, como prova de sua devoção a deus... E neste dia, de forma lacônica, a bíblia declara: "três mil haviam morto"... Que espécie de caminho para a iluminação busca na escuridão destes exemplos, uma forma de vida superior à simples, porém indelével, condição humana?

Vivemos repletos de nossa humanidade, em nossos corpos, em nossas abstrações conceituais, em nossas relações como o mundo exterior... Não existem bons motivos para contrariar a nossa natureza, e todas aqueles - como Russell - que entenderam este particular, viveram vidas plenas, e efetivamente 'conquistaram a tão relativizada felicidade'... O prazer é uma invenção humana, decorrente de nossa capacidade sem igual de vivenciar e compartilhar emoções maravilhosamente complexas... E buscamos em nossos companheiros e companheiras, não o pênis ou a absolvição das doentias frustrações freudiana, mas sim o testemunho de nossas vidas... Buscamos em nossas relações e obras, o testemunho de nossa existência, ou do 'hiato de nossa inexistência', como gosto de poetizar...

E busquei aqui, compartilhar o meu entendimento, em meio ao que julgo ser, um mar de contradições e desentendimento... Antes de qualquer curso avançado, em qualquer área, e talvez no início do ensino médio, deveríamos ensinar nossos pequenos humanos a pensar... Uma boa dose de conceitos éticos, lógicos, racionais, de retórica, e advertências contra falácias, poderia resultar em mais respeito à nossa exuberante humanidade, e realmente contribuir para a 'iluminação'...

Aceitam mais um café?

Então FIAT LUX...

Carlos Sherman 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Kit de Detecção de Mentiras - Michael Shermer

Eu desisto...



Depois de empenhar várias horas tentando 'desintoxicar' um crente de carteirinha, debatedor - daqueles que tiveram o cérebro lavado e enxaguado em água benta -, explicando didática e pacientemente - e valendo-me de uma argumentação lógica e consistente -, como a vida REALMENTE funciona; finalmente joguei a toalha... Ele insistia em sua ladainha religiosa, em franca atitude de 'ouvido de mercador', no melhor estilo 'malufiano', sem nunca refutar nenhum dos meus argumentos... Porém, sempre, mantendo o tom cordial... Optei também por manter a cordialidade e o bom nível da conversa até o fim... E tenho como objetivo de vida servir a quem precisa de ajuda... Parecia o caso, mas não era... Paciência...

A fé de Jefferson, não explica nada, mas afasta importantes questões, que afetarão não só a sua vida, como todo o seu entorno... Porque na fé, as respostas já estão prontas, antes que formulemos as perguntas... Importantes perguntas jamais serão feitas, e descoberta de sua 'HUMANIDADE', estará para sempre comprometido... 'Foi deus'... 'Fodeu'... Esta cacofonia não poderia ser mais apropriada.... A metáfora 'cabeça de repolho', também me ocorre, como bem apropriada à imagem que montei deste personagem caricato em minha cabeça: Cabeça de Repolho... 

Finalmente, e vendo que Jefferson repetia, autômato, 'o que posso fazer se deus é deus, se existe ou não existe não importa, mas ele é deus, estamos falando de deus, e deus existe'... Em flagrante apelo - por parte de meu frágil debatedor - ao Circulus in Demonstrando (Argumento Circular), Argumentum ad verecundiam ou Magister dixit (ou Apelo à autoridade, ou O Meu Mestre Disse), Reductio ad Absurdum, Argumentum ad IgnorantiamFalacia non causae ut causae (ou Falácia da falsa proclamação de vitória ou tratar como prova o que não é prova), Argumentum verbosium (ou da Prova por Verbosidade), Argumentum ad nauseam (ou Repetição Nauseante),   assim como incorrendo em falácias lógicas como o Egocentrismo Religioso e o Deus das Lacunas, e sem ver nenhum de meus argumentos respondidos, desisti dos trabalhos de desintoxicação... Na verdade, só podemos ajudar a quem procura ajuda... Este não era o caso...

Qualquer debate honesto necessita de regras, e um protocolo... Sem o protocolo da argumentação lógica, proposições, refutações, argumentos, contra-argumentos, provas, contra-provas, nada realmente importante poderá ser debatido... Finalizei minha missão terapêutica com os seguintes dizeres:

Rrsrsrsrs... "Discutir com quem renunciou à razão, é como medicar um morto' - Thomas Paine... Não poderá aprender, aquele que 'crê' que tudo sabe, pela bíblia... Não podemos ajudar a quem prefere continuar dormindo e esperando pelo juízo final... Mas a tarefa é árdua... Os que estão despertos, e lutam, aguentam o fardo dos que dormem e sonham com o Paraíso, e a sua absolvição pessoal...

Carlos Sherman

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um tal Paulo Roberto...


Abrão e o sacrifício de seu filho, ordenado por deus...
Valores familiares e arte cristã à toda prova...

Um tal de Paulo Roberto publicou '4 coisas que os ateus podem aprender com as religiões'... E o próprio dito cujo, em resposta a vários argumentos acachapantes apresentados por não crentes, sentenciou: 'como ser ateu vai ajudar em alguma coisa?'... Como se ser ateu fosse como usar uma nova droga... Como se pudéssemos refrear e escamotear a verdade... Terrível, assustador... Pela completa inversão de valores... Pela completa inversão de tudo... Prefiro um ignorante assumido, do que um pseudo-racionalista que atua nas sombras e com desfaçatez...

Indignado, respondi:


Sobre a sua débil indagação de 'como ser ateu vai ajudar em alguma coisa?', seguem algumas pistas... Mas antes, releia a sua bíblia... Não há nada na bíblia, que não seja profundamente atacável, sob o pronto de vista dos Direitos Humanos, dos Direitos dos Animais, do Direito Individual, da Ecologia, do bom senso, da solidariedade, e da Constituição de nosso País LAICO... Não acreditar na fábula bíblica não resume uma vida, é verdade, mas é um bom começo... E o ajudará enfrentar algo que você desconhece:  a REALIDADE... E permitirá que o ceticismo atue, abrindo caminho para um HUMANO - mero humano - melhor, LIVRE, ÚTIL, ÉTICO...  HUMANO, DEMASIADO HUMANO... Vivendo em um mundo natural...

Você acha que seguimos a bíblia em nossas leis e na educação de nossos filhos? Já apedrejou o seu filho hoje? Vivemos na base do 'olho por olho, dente por dente, braço por braço, quebradura por quebradura'? O Código de Hamurabi amplificado... Já matou algum infiel hoje? Traga os seus prepúcios, no mínimo 200, e poderá ser como David, de quem o seu Cristo descende... Já matou algum irmão ou amigo para provar lealdade a deus? Só em uma tacada 3.000 morrem na sua bíblia, e ordenado pelo seu deus... Não, não seguimos esta sandice, seguimos os preceitos do Humanismo... Por isso temos um mundo infinitamente mais civilizado e menos violento que o mundo bíblico...

enquanto o seu deus teima em fingir que não existe, nós e a ciência médica teimamos em confrontá-lo... Nos tempos bíblicos não se chegava com facilidade aos 30 anos de idade, e a mortalidade infantil era de quase 70%... Até a Idade Média, ou Idade das Trevas, nada mudou significativamente... Com o Método Científico, e com as fogueiras cristãs apagadas, enfrentamos uma evolução excepcional, para alcançar 2012 com expectativas de vida entre 60 e 70 anos, para os países mais crentes, e de 80 a 90 para os países mais instruídos, solidários, e desenvolvidos... E seguimos contrariando deus, e diminuindo brutalmente a taxa de mortalidade infantil; que ainda se mantém elevada em países que passam muita fome, sede, e carecem de condições mínimas de higiene, embora sejam majoritariamente religiosos... 

Eu poderia dizer ainda que mais 95% dos presos em nosso país se dizem cristãos... E daí concluir que 'crer leva você à cadeia'... Mas não sou um falastrão mal acabado como você... Sou um homem ético, bem formado, e honesto, embora mortal... E concluirei apenas dizendo que 'não crer em deuses, de alguma forma, seguramente, diminui as suas chances de ir para a cadeia'... Por quê? Melhor instrução, que leva à uma melhor condição de vida, e acabam por revisar os precários conceitos morais religiosos... Se é que existe algum preceito moral 'de fato', e que não esteja correlacionado diretamente com o medo e a negociação da vida eterna, em sua - igualmente - ignóbil religião... 

Sobre o texto, seu tom professoral é patético em face do seu profundo desconhecimento...

Um mar de falácias, desconhecimento e besteiras sem igual, começando pelo Argumentum ad populumm, ou Apelo à quantidade de crentes, e o clássico Argumentum ad verecundiam ou Argumentum magister dixit, mais conhecido como Apelo à Autoridade, assim como a Falácia do Apelo à Antiguidade... E você parte então para alegações cretinas e infundadas:

1) A religião educa melhor? 

Você está brincando? Sim, educa, recomendando apedrejar o seu filho rebelde, pregando a punição, morte aos infiéis... Sacrifícios humanos e de animais, morte aos homoafetivos, opressão das mulheres, incesto, poligamia, racismo, escravidão, estupro... 

2) Nós não somos apenas cérebros, somos também corpos? 

O cérebro acaba de ser retirado da fisiologia do corpo humano, e da biologia humana? Que conjunto impressionante e cínico de asneiras, em tom professoral... 

3) O uso didático da arte? 

Só pode ser piada... A arte foi direcionada para o sofrimento, para a dor, e a amargura da arte sacra cristã... Chamamos de Idade da Trevas, o período onde as religiões dominaram o mundo... 

4) Nós precisamos nos unir? 

Sim, para assassinar quem pensa diferente? Nos precisamos ser éticos, e nossa sociedade será unida, não contrário... Não nos uniremos para arbitrar uma moral... Mas a mensagem proselitista religiosa é essa, unir o rebanho... Releia a bíblia... Um corporativismo obscuro, criminoso, o grupo sobre o racionalismo, e a consciência individual, sobre a opinião... Repetindo incessantemente - e de joelhos - AMÉM... Sem a consciência individual, escondidos no grupo, não haverá chance para a atitude ética... União para endossar o clamor à Guerra Santa, unidos em nome de um senhor, o 'senhor válido', do momento... O seu deus... Aquele que deve ser temido, por virá para julgar e arrebatar... Torturar e matar...

Pobres AUTÔMATOS PELA FÉ CEGA, assinam embaixo de tudo isso...

Incrível... Risível... Triste... Triste Destino...


Carlos Sherman


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Captensula... Argumento Falacioso...




Sofisma [ou Sofismo], Falácia Lógica [do Latim: Fallacia], ou Argumento Falacioso [do Latim: Captensula; derivado do greco 'Capcioso', ou de 'fazer raciocínios capciosos'], é um raciocínio ou argumento filosófico, aparentemente lógico e válido, mas que não realidade embute falsas premissas, e truques retóricos, contrários às leis da lógica; com o objetivo de validar uma proposição falsa... Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda... 

Um sofisma, por definição, tem o objetivo de dissimular a verdade, por meio de truques e da cavilosa projeção da ilusão, disfarçado por esquemas de construção aparentemente lógica... O sofisma tem a função de enganar... O sofisma, em tese, é um ato de má fé... 

Reconhecer as falácias é por vezes difícil... Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica... É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia...

É importante observar que o simples fato de alguém cometer uma falácia não invalida toda a sua argumentação... Ninguém pode dizer: "Li um livro de Rousseau, mas ele cometeu uma falácia, então todo o seu pensamento deve estar errado"... A falácia invalida imediatamente o argumento no qual ela se refere... O que significa que só esse argumento específico será descartado da argumentação, mas pode haver outros argumentos que tenham sucesso. Por exemplo, se alguém diz:

"O fogo é quente e sei disso por dois motivos: 1. ele é vermelho; e 2. medi sua temperatura com um termômetro"... Nesse exemplo, foi de fato comprovado que o fogo é quente por meio da premissa 2. A premissa 1 deve ser descartada como falaciosa, porque nem tudo que é vermelho é quente, mas a argumentação não está de todo destruída...

Tipologia do Argumento Falacioso 

Acidente:
Quando se considera essencial o que é apenas acidental.
Ex.: A maior parte dos políticos são corruptos. Então a política é corrupta.

Inversão do acidente:
Tomar uma exceção como regra.
Ex.: Se deixarmos os doentes terminais usarem heroína, devemos deixar todos usá-la.

Afirmação do consequente:
Essa falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do modus ponens (afirmação do antecedente) nem do modus tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é:
Se A, Então B...
Se B, Então A...
Ex.: Se há carros, então há poluição. Há poluição. Logo, há carros.
Carros são uma causa necessária para poluição, não a única causa.

Negação do antecedente:
Essa falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do modus ponens (afirmação do antecedente) nem do modus tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é:
Se A, Então B...
Se Não A, Então não B...
Ex.: Se há carros, então há poluição. Não há carros. Logo, não há poluição.
Carros são uma causa necessária para poluição, não a única causa.

Anfibologia ou ambiguidade:
Ocorre quando as premissas usadas no argumento são ambíguas devido à má elaboração sintática.
Ex.:
Venceu o Brasil a Argentina.
Ele levou o pai ao médico em seu carro.
Quem venceu? Que carro?

Apelo à autoridade anônima:
Fazer afirmações recorrendo a autoridades sem citar a fonte.
Ex.: Os peritos dizem que a melhor maneira de prevenir uma guerra nuclear é estar preparado para ela.
Que peritos?

Apelo à emoção:
Recorrer à emoção para validar o argumento.
Ex.: Apelo ao júri para que contemple a condição do réu. Um homem sofrido que agora passa pelo transtorno de ser julgado em tribunal.

Argumentum ad novitatem (ou Apelo à novidade):
Argumentar que o novo é sempre melhor.
Ex.: Na filosofia, Sócrates já está ultrapassado. É melhor Sartre, pois é mais recente.

Apelo à vaidade:
Provocar a vaidade do oponente para vencê-lo.
Ex.: Não acredito que uma pessoa culta como você acredita nesta teoria.

Apelo ao preconceito:
Associar valores morais a uma pessoa ou coisa para convencer o adversário.
Ex.: Uma pessoa religiosa como você não é capaz de argumentar racionalmente comigo.
A pessoa é estigmatizada.

Apelo ao ridículo:
Ridicularizar um argumento como forma de derrubá-lo.
Ex.: Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila!

Argumentum ad antiquitatem (ou Apelo à Antiguidade ou Tradição):
Afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo ou "sempre foi assim".
Ex.: Se o meu avô diz que Garrincha foi melhor que Pelé, deve ser verdade.

Argumentum ad baculum (ou Apelo à Força):
Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
Ex.: Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu salário.

Argumentum ad consequentiam (ou Apelo à Consequência):
Considerar uma premissa verdadeira ou falsa conforme sua consequência desejada.
Ex.:
Se Deus existe, então temos direito à vida eterna. Cobiçamos a vida eterna. Então Deus existe.
Se Deus não existe, não precisamos temer punições no pós-vida. Não cobiçamos penas no pós-vida. Então, Deus não existe.
A premissa é válida porque a conclusão nos agrada.

Argumentum ad Crumenam (ou Apelo à Riqueza):
Essa falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.
Ex.: O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz que é bom, há de ser.

Argumentum ad Hominem (ou Ataque ao argumentador, ao Homem):
Em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Ex.: Se foi um burguês quem disse isso, certamente é engodo.

Argumentum ad ignorantiam (ou Apelo à ignorância):
Tentar provar algo a partir da ignorância quanto à sua validade.
Ex.: Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, logo ele existe.

Argumentum ad lapidem:
Desqualificar uma afirmação como absurda, mas sem provas.
Ex.: João, ministro da educação, é acusado de corrupção e defende-se dizendo: 'Esta acusação é um disparate'.
Baseado em quê?

Argumentum ad Lazarum (ou Apelo à Pobreza):
Oposto ao ad Crumenam. Essa é a falácia de assumir que, apenas porque alguém é mais pobre, então é mais virtuoso e verdadeiro.
Ex.: Joãozinho é pobre e deve ter sofrido muito na vida. Se ele diz que isso é uma cilada, eu acredito.

Apelo ao medo:
Apelar ao medo para validar o argumento.
Ex.: Vote no candidato tal, pois o candidato adversário vai trazer a ditadura de volta.

Apelo à Misericórdia:
Consiste no recurso à piedade ou a sentimentos relacionados, tais como solidariedade e compaixão, para que a conclusão seja aceita, embora a piedade não esteja relacionada com o assunto ou com a conclusão do argumento. Do argumento ad misericordiam deriva o argumentum ad infantium - "Faça isso pelas crianças". A emoção é usada para persuadir as pessoas a apoiar (ou intimidá-las a rejeitar) um argumento com base na emoção, mais do que em evidências ou razões.

Argumentum ad nauseam (ou Repetição nauseante):
É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que, quanto mais se diz algo, mais correto está.
Ex.: Se Joãozinho diz tanto que sua ex-namorada é uma mentirosa, então ela é.

Argumentum ad populum (ou Apelo ao povo ou à maioria):
É a tentativa de ganhar a causa por apelar a uma grande quantidade de pessoas.
Ex.: Inúmeras pessoas acreditam em Deus, portanto Deus existe.

Apelo à temperança:
Recorrer ao meio-termo sem razão.
Ex.: Não temos relógio, mas alguns estão dizendo que são dez horas e outros dizem que são seis horas, então é mais acertado supor que são oito horas.

Argumentum ad verecundiam ou Magister dixit (ou Apelo à autoridade, ou O Meu Mestre Disse):
Argumentação baseada no apelo a alguma autoridade reconhecida para comprovar a premissa.
Ex.: Se Aristóteles disse isto, então é verdade.

Argumentum verbosium (prova por verbosidade):
Tentativa de esmagar os envolvidos pelo discurso prolixo, apresentando um enorme volume de material. Superficialmente, o argumento parece plausível e bem pesquisado, mas é tão trabalhoso desembaraçar e verificar cada fato comprobatório que pode acabar por ser aceite sem ser contestado.

Bola de neve:
Elaborar uma sucessão de premissas e conclusões que conduzem ao absurdo.
Ex.: Se aprovarmos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas e então começaremos a restringir todos os nossos direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas.

Bulverismo:
Argumentar partindo do pressuposto de que o oponente já está comprovadamente errado.
Ex.:
Você está dizendo que a Bíblia é correta? Nem vou discutir com você, parei. Sabemos que a ciência comprovadamente explica tudo corretamente.
Se você não acredita que a Bíblia é infalível, já perdeu o argumento, pois é óbvio que ela é.
É egocentrismo ideológico.

Causa complexa:
Supervalorizar uma causa quando há várias, ou um sistema de causas.
Ex.: O acidente não teria ocorrido se não fosse a má localização do arbusto.
Houve muitas outras causas.

Causa diminuta:
Apontar uma causa irrelevante.
Ex.: Fumar causa a poluição do ar em Edmonton.
A causa maior é a poluição industrial e dos automóveis.

Circulus in Demonstrando (ou Círculo Vicioso):
Ocorre quando alguém assume como premissa a conclusão a que se quer chegar.
Ex: “Sabemos que Joãozinho diz a verdade pois muitas pessoas dizem isso. E sabemos que Joãozinho diz a verdade pois nós o conhecemos."

Complexo do pombo enxadrista:
Proclamar vitória, dando a entender que venceu a discussão, sem ter conseguido realmente apresentar bons argumentos.

Conclusão irrelevante:
Obter uma conclusão com que nem todos concordam.
Ex.: A lei deve estipular um sistema de cotas nas eleições para que as mulheres possam ocupar mais cargos políticos. Os cargos são dominados por homens e não fazer algo para mudar essa situação é inaceitável. Necessitamos de uma sociedade mais igualitária.

Definição circular:
Definir um termo usando o próprio termo que está sendo definido.
Ex.: A Bíblia é a Palavra de Deus porque ela diz que é.

Definição contraditória:
Definir algo com termos que se contradizem.
Ex.: Para serem livres, submetam-se a mim.

Definição muito ampla:
Ex.: Uma maçã é um objeto vermelho e redondo.
Mas o planeta Marte também é vermelho e redondo.

Definição muito restrita:
Ex.: Uma maçã é um objeto vermelho e redondo.
Mas há maçãs que não são vermelhas.

Definição obscura:
Definir algo em termos imprecisos ou incompreensíveis.
Ex.: Vida é a borboleta sublime que bate suas asas dentro de nós.

Deus das lacunas:
Responder a questões sem solução com explicações sobrenaturais e/ou que não podem ser comprovadas.
Ex.: Os passageiros do avião sobreviveram porque Deus interveio no acidente.

Dicto simpliciter (ou Regra Geral, Generalização):
Ocorre quando uma regra geral é aplicada a um caso particular onde a regra não deveria ser aplicada.
Ex.: Se você matou alguém, deve ir para a cadeia.
Não se aplica a certos casos.

Generalização apressada (falsa indução):
É o oposto do Dicto simpliciter. Ocorre quando uma regra específica é atribuída ao caso genérico.
Ex.: Minha namorada me traiu. Logo, as mulheres tendem à traição.

Distorção de fatos:
Mascarar os verdadeiros fatos.
Ex.: O segredo da minha força são os cabelos.
É omissão de informação.

Egocentrismo ideológico:
Realizar um argumento de forma parcial e tendenciosa.
Ex.: O comunismo é o ideal, pois Trotsky disse que...

Ênfase:
Acentuar uma palavra para sugerir o contrário.
Ex.: Hoje o capitão estava sóbrio (sugerindo embriagues).

Equívoco:
Usar uma afirmação com significado diferente do que seria apropriado ao contexto.
Ex.: Os assassinos de crianças são desumanos. Portanto, os humanos não matam crianças.
Joga-se com os significados das palavras.

Estilo sem substância:
Validar um argumento por sua beleza estética ou pela elegância do argumentador.
Ex.: Trudeau sabe dirigir as massas. Ele deve ter razão.

Evidência anedótica:
Refere-se a uma evidência informal na forma de anedota (conto, episódio, derivado do grego anékdota, significando 'coisas não publicadas'), ou de "ouvir falar". A evidência anedótica é chamada de testemunho.
Ex.: Há provas abundantes de que Deus existe e de que continua produzindo milagres hoje. Na semana passada, li sobre uma menina que estava morrendo de câncer. Sua família inteira foi à igreja e rezou e ela se curou.

Explicação incompleta:
Ex.: As pessoas tornam-se esquizofrênicas porque as diferentes partes dos seus cérebros funcionam separadas.

Explicação superficial:
Usar classificações para tirar conclusões.
Ex.: A minha gata Elisa gosta de atum porque é uma gata.

Expulsão do Grupo (falácia do escocês):
Fazer uma afirmação sobre uma característica de um grupo e, quando confrontado com um exemplo contrário, afirmar que este exemplo não pertence realmente ao grupo.
Ex.:
- Nenhum escocês coloca açúcar em seu mingau.
- Ora, eu tenho um amigo escocês que faz isso.
- Ah, sim, mas nenhum escocês de verdade coloca.

Falácia da divisão (tomar a parte pelo todo):
Oposto da falácia de composição. Supõe que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte.
Ex.: Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos.

Falácia de composição (tomar o todo pela parte):
É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo.
Ex.: Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve.

Falácia da Pressuposição :
Consiste na inclusão de uma pressuposição que não foi previamente esclarecida como verdadeira, ou seja, na falta de uma premissa.
Ex.: Você já parou de bater na sua esposa?
É uma pergunta maliciosa.

Falácia da Probabilidade condicionada:

Falácia de Validação pessoal (efeito Forer):
Avaliar algo ou alguém com critérios genéricos, dando a entender que essa avaliação é individual.

Falácia do Espantalho:
Consiste em criar ideias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex.:
Deveríamos abolir todas as armas do mundo. Só assim haveria paz verdadeira.
Meu adversário, por ser de um partido de esquerda, é a favor do comunismo radical e quer retirar todas as suas posses, além de ocupar as suas casas com pessoas que você não conhece.
O outro é convertido num monstro, um espantalho.

Falácia Genética:
Consiste em aprovar ou desaprovar algo baseando-se unicamente em sua origem.
Ex.: Você gosta de chocolate porque seu antepassado do século XVIII também gostava.
Aponta-se a causa remota como o fator de validade.

Falácia Nomotética:
Consiste na crença de que uma questão pode ser resolvida simplesmente dando-lhe um novo nome, quando na realidade, a questão permanece sem solução.

Falacia non causae ut causae (falácia da falsa proclamação de vitória ou tratar como prova o que não é prova):
Consiste na declaração de vitória, servindo-se de respostas fracas ou incompletamente respondidas pelo adversário, quando efetivamente os argumentos próprios não provaram logicamente a posição. É semelhante à do pombo enxadrista.

Falácias tipo "A" baseado em "B" (outro tipo de conclusão sofismática):
Ocorrem dois fatos. São colocados como similares por serem derivados ou similares a um terceiro fato.
Ex.:
O islamismo é baseado na fé.
O cristianismo é baseado na fé.
Logo, o islamismo é similar ao cristianismo.
É uma falsa aplicação do princípio do silogismo.

Cum hoc ergo propter hoc (ou Falsa causa):
Afirma que, apenas porque dois eventos ocorreram juntos, eles estão relacionados.
Ex: Nota-se uma maior frequência de erros de português em sala de aula desde o início das redes sociais e o uso do internetês. O advento das redes sociais vem degenerando o uso do português correto.
Falta mostar uma pesquisa que o comprove.

Falsa dicotomia (bifurcação):
Também conhecida como falácia do branco e preto ou do falso dilema. Ocorre quando alguém apresenta uma situação com apenas duas alternativas, quando de fato outras alternativas existem ou podem existir.
Ex.: Se você não está a favor de mim, então está contra mim.

Ignoratio elenchi (conclusão sofismática) ou falácia da conclusão irrelevante:
Consiste em utilizar argumentos que podem ser válidos para chegar a uma conclusão que não tem relação alguma com os argumentos utilizados.
Ex.: Os astronautas do Projeto Apollo eram bem preparados, todos eram excelentes aviadores e tinham boa formação acadêmica e intelectual, além de apresentarem boas condições físicas. Logo, foi um processo natural os EUA ganharem a corrida espacial contra a União Soviética, pois o povo americano é superior ao povo russo.
Só a conclusão é discutível.

Inconsistência:
Construir um raciocínio com premissas contraditórias.
Ex.: John é maior do que Jake e Jake é maior do que Fred, enquanto Fred é maior do que John.
Qual é maior?

Invenção de fatos:
Consiste em mentir ou formular informações imprecisas.
Ex.: A causa da gripe é o consumo de arroz.

Inversão de causa e efeito:
Considerar um efeito como uma causa.
Ex.: A propagação da SIDA foi provocada pela educação sexual.

Inversão do ônus da prova:
Quando o argumentador transfere ao seu opositor a responsabilidade de comprovar o argumento contrário, eximindo-se de provar a base do seu argumento.
Lembrando que o ônus da prova inicial cabe sempre a quem faz a afirmação primária positiva.
Ex.: Dragões existem, porque ninguém conseguiu provar que eles não existem.
No caso acima, o ônus da prova recairá sobre quem fez a afirmação de que dragões existem.
Ex.: Dragões não existem porque ninguém conseguiu provar que eles existem.
Ausência de evidência não significa evidência de ausência, no entanto o ônus da prova permanece subentendido para quem afirma que dragões existem, enquanto não houver a defesa da tese primária positiva, pois não é necessário nem possível provar que algo não existe se não há demonstração positiva de que exista.

Non sequitur (não segue):
Tipo de falácia na qual a conclusão não se sustenta nas premissas. Há uma violação da coerência textual.
Ex.: Que nome complicado tem este futebolista. Deve jogar muita bola.

Pergunta complexa:
Insinuação por meio de pergunta.
Ex.: Apoias a liberdade e o direito de andar armado?
São duas peguntas numa só.

Petitio principii:
Demonstrar uma tese partindo do princípio de que já é válida.
Ex.: É fato que a Bíblia é infalível, portanto todos devem buscar nela a verdade.
A premissa foi tomada como verdadeira sem prova.

Plurium interrogationum:
Ocorre quando se exige uma resposta simples a uma questão complexa.
Ex.: O que faremos com esse criminoso? Matar ou prender?
É um falso dilema.

Post hoc ergo propter hoc (ou Depois disso, por causa disso):
Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. Porém, correlação não implica causalidade.
Ex.: O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares.

Red Herring:
Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente.
Ex.: Será que o palhaço é o assassino? No ano passado, um palhaço matou uma criança.

Reductio ad absurdum:
Consiste em averiguar uma hipótese, chegando a um resultado absurdo, para depois tentar invalidar essa hipótese.
É um jogo de raciocínios para tentar fazer o primeiro contraditório.
Ex.:
- Você deveria respeitar a crença de C porque todas as crenças são de igual validade e não podem ser negadas.
- Eu recuso que todas as crenças sejam de igual validade. De acordo com sua declaração, essa minha crença é válida, como todas as outras crenças. Contudo, sua afirmação também contradiz e invalida a minha, sendo exatamente o oposto dela.
O outro caiu em contradição.

Redução ao nazismo:
Invalidar um argumento pela comparação com Hitler ou o nazismo.
Ex.: Hitler acreditava em Deus, então os crentes não devem ser boas pessoas.

Reificação:
Ocorre quando um conceito abstrato é tratado como coisa concreta.
Ex.: A tristeza de Joãozinho é a culpada por tudo.

Teoria irrefutável:
Informar um argumento com uma hipótese que não pode ser testada.
Ex.: Ganhei na loteria porque estava escrito no livro do destino.

Terceira causa:
Ignorar a existência de uma terceira causa não levada em conta nas premissas.
Ex.: Estamos vivendo uma fase de elevado desemprego, que é provocado por por um baixo consumo.
Há uma causa tanto para o desemprego como para o baixo consumo.


Tu quoque (ou Você Também):
Falácia do “mas você também”. Ocorre quando uma ação se torna aceitável pois outra pessoa também a cometeu.
Ex:
“Você está sendo abusivo.”
“E daí? Você também está.”


Referências:
- Britannica (em Inglês). Página visitada em 03/05/2009.
- Dicionário escolar de filosofia - falácia ad hominem. Página visitada em 03/05/2009.
- Logical Fallacies and the Art of Debate
- Introduction to Logic Argumentum ad Misericordiam.