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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Profissão: astrólogo?
Profissão: astrólogo?
Por Marcelo Gleiser
Regimentar a astrologia em curso superior é uma volta à Idade Média, quando o natural e o sobrenatural se misturavam sob o véu do medo, da superstição e da ignorância
Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover, EUA. Artigo publiado no caderno 'Mais!' da 'Folha de SP':
Durante minha recente visita ao Brasil, fiquei sabendo do projeto de lei nº 43 de 2002, de autoria do senador Artur da Távola (PSDB-RJ), que visa a regulamentar a profissão de astrólogo.
Tendo em vista que o senador foi membro de comissões especiais que elaboraram importantes leis e estatutos, incluindo a lei de defesa do consumidor e a lei de diretrizes e bases da educação nacional, confesso que fiquei muito surpreso e decepcionado com o presente projeto.
Ao ler a justificativa para tal proposta, minha decepção transformou-se em choque: o projeto propõe que a astrologia seja ensinada nas Universidades, incluindo graduação e pós-graduação, com currículo regulamentado pelo MEC.
Segundo o texto do projeto, a sua elaboração contou com 'pensamentos e caracterizações de autores ligados à práxis, mantendo-se o pragmatismo inerente a uma conceituação legal'. Aparentemente, nenhum cientista foi consultado.
Sem dúvida alguma, a astronomia deve muito à astrologia: já os babilônios, dois mil anos antes de Cristo, olhavam para os céus em busca de mensagens enviadas pelos deuses.
O céu, sendo a morada dos deuses, era sagrado. Os movimentos dos corpos celestes e das constelações eram interpretados como sendo a escrita divina, carregada de significado e prognósticos para nós aqui embaixo.
Portanto, para os babilônios - e todas as outras culturas que olhavam para cima em busca de mensagens e revelações -, os céus eram uma entidade sobrenatural, regida pela poder divino.
Como os prognósticos dependiam da posição relativa entre os planetas (os cinco conhecidos até então) e as 12 constelações do Zodíaco, quanto mais precisas as medidas das posições dos corpos, mais 'precisas' seriam as previsões.
Essa busca por uma precisão cada vez maior das posições planetárias levou ao desenvolvimento de modelos extremamente sofisticados, como o dos epiciclos e equantes de Ptolomeu, proposto em torno de 150 d.C., no qual as posições planetárias futuras poderiam ser determinadas com uma precisão equivalente a uma ou duas luas cheias.
Esses modelos combinavam a crença astrológica na existência de uma significado sobrenatural para os céus com os seus movimentos regulares, transformando o cosmo em uma máquina repleta de engrenagens as mais complexas.
O próprio Ptolomeu escreveu um tratado dedicado à astrologia, o 'Tetrabiblos', no qual dizia que a prática astrológica 'acalma a alma por meio do conhecimento de acontecimentos futuros, como se eles estivessem ocorrendo no presente, e nos prepara para receber com calma e equilíbrio o inesperado'.
Ou seja, o aspecto mais importante da prática astrológica é a sua capacidade de prever o futuro, para que se possa recebê-lo de forma calma e equilibrada. Na linguagem mais moderna, isso se chama 'calcular os trânsitos', usando as posições futuras dos planetas para prognosticar o futuro.
Santo Agostinho, no século 4º, condenou firmemente a astrologia, pois ela interferia no livre-arbítrio e na onipotência divina: se tudo está já escrito nas estrelas, nós não podemos optar pelo bem ou pelo mal e a fé em Deus se torna irrelevante.
A resposta oferecida pelos astrólogos de então, muito usada ainda hoje, foi que 'as estrelas não determinam, apenas sugerem'.
O ingrediente fundamental que estava faltando nos modelos de Ptolomeu e outros era a física, que descreve as relações causais que regem os movimentos celestes.
Quando Galileu, Kepler e Newton desenvolveram as bases da ciência moderna, descrevendo os movimentos celestes como sendo consequência da força da gravidade, a astrologia começou a se divorciar da astronomia: em um Universo regido por forças causais entre objetos materiais, não havia espaço para relações sobrenaturais entre corpos celestes e pessoas que violassem o conceito mais fundamental da física, a causalidade.
Ou seja, é impossível, segundo tudo o que conhecemos hoje sobre o Universo e as suas propriedades físicas, obter informações sobre eventos futuros na vida de uma pessoa lendo os céus.
Mais ainda, não existe nenhuma evidência quantitativa de que planetas e estrelas possam influenciar o comportamento de pessoas aqui na Terra. A astrologia não é uma ciência, é uma crença. O mesmo se aplica à quiromancia, à leitura de cartas de tarô, à numerologia, aos búzios.
Por que não regulamentar também essas profissões, ensiná-las nas Universidades? Isso não significa que cientistas sejam bitolados ou fechados para novas idéias. Muito pelo contrário: nós dedicamos a vida ao desconhecido.
Mas, em ciência, o processo de validação empírica é fundamental. Tudo bem que as pessoas gostem de ler o seu horóscopo no jornal ou ter o seu 'mapa astral' analisado por um astrólogo. Isso até leva a uma auto-reflexão, que pode ser muito positiva.
Tudo bem que alguém escreva uma tese sobre astrologia, por exemplo, sob o tema história das religiões ou arqueoastronomia.
Mas regimentar a astrologia em curso superior é uma volta à Idade Média, quando o natural e o sobrenatural se misturavam sob o véu do medo, da superstição e da ignorância.
(Folha de SP, Mais!, 28/7)
Astrologia não é Ciência... Nem de Longe...
A astrologia relaciona a posição dos astros no céu,
tanto no nascimento quanto diariamente, com fatos na Terra, incluindo os
humores e destinos das pessoas. Ela assume que há ação dos corpos celestes
sobre os objetos animados e inanimados e que os ângulos aparentes entre os
planetas no céu afetam a humanidade. Astrologia não deve ser confundida com Astronomia, a ciência que verdadeiramente estuda os
astros e seu funcionamento, isto é, sua física.
Quando a astrologia começou, no vale dos rios
Eufrates e Tigris, no atual Iraque, cerca de 3000 a.C., os mesopotâneos e os
babilônios acreditavam que os planetas, incluindo o Sol e a Lua, e seus
movimentos, afetavam a vida dos reis e das nações. Os chineses tinham crenças
similares por volta de 2000 a.C. Quando a cultura babilônica foi absorvida
pelos gregos, por volta de 500 a.C., a astrologia gradualmente se espalhou pelo
ocidente. Por volta do segundo século antes de cristo, os gregos democratizaram
a astrologia, desenvolvendo a tradição de que os planetas influenciavam a vida
de todas as pessoas. Eles acreditavam que a configuração planetária no momento
do nascimento das pessoas afetava sua personalidade e seu futuro. Esta forma de
astrologia, conhecida como astrologia natal, alcançou se ápice com o grande
astrônomo Claudius Ptolomeu (85-165 d.C.). Seu trabalho de astrologia, Tetrabiblos, permanece como a base da astrologia ainda
hoje.
A chave da astrologia natal é o horóscopo, uma
carta que mostra a posição dos planetas no céu no momento do nascimento (e não
da concepção!), em relação às doze constelações do Zodíaco, definidas naquela
época como cada uma ocupando 30 graus na eclíptica, e chamadas signos. As
posições são tomadas em relação às casas, regiões de 30
graus do céu em relação ao horizonte.
Uma variante popular da astrologia é baseada no
signo solar, que usa somente um elemento, o signo ocupado pelo Sol no momento
do nascimento da pessoa. É esta que aparece nos jornais e revistas.
A necessidade de conhecimento da posição dos
planetas levou ao desenvolvimento da astronomia.
A astrologia não é uma ciência.
Assim como a astronomia, ela floresceu na Antiguidade, muito antes da
formulação da teoria gravitacional e da teoria eletromagnética e do
conhecimento de que todos os astros são compostos da mesma matéria existente
aqui na Terra. Não existe matéria “celeste” como acreditava Aristóteles
(384-322 a.C.). Mas ao contrário da Astronomia, ela não incorpora as teorias
científicas e assume que a Terra está no centro do Universo, rodeada pelo
Zodíaco, e a definição dos signos ignora a precessão
do eixo de rotação da Terra.
Devido à precessão dos equinócios, o Sol atualmente
cruza Áries de 18 de abril a 12 de maio, Touro de 13 de maio a 20 de junho,
Gêmeos de 21 de junho a 19 de julho, Câncer de 20 de julho a 9 de agosto, Leão
de 10 de agosto a 15 de setembro, Virgem de 16 de setembro a 30 de outubro,
Libra de 31 de outubro a 22 de novembro, Escorpião de 23 de novembro a 28 de
novembro, Ofiúco de 29 de novembro a 16
de dezembro, Sagitário de 17 de dezembro a 18 de janeiro, Capricórnio de 19 de
janeiro a 15 de fevereiro, Aquário de 16 de fevereiro a 11 de março e Peixes de
12 de março a 17 de abril.
Tanto a teoria gravitacional de Newton e Einstein quanto
a teoria eletromagética de Maxwell comprovam que o efeito dos astros nas
pessoas é completamente desprezível, isto é muito menor do que o efeito dos
outros corpos na própria Terra. Naturalmente não estamos falando da luz do Sol,
principal fonte de energia na Terra, nem dos efeitos de maré da Lua, e em menor
parte do Sol, sobre a Terra. Também não estamos falando do efeito real da
colisão de um asteróide ou meteorito com a Terra, que muitas vezes tem
consequências catastróficas. O obstetra que realiza o parto de uma criança
exerce uma atração gravitacional sobre ela seis vezes maior do que o planeta
Marte, pois embora a massa de Marte seja muito maior do que a do obstetra, o
planeta está muito mais distante. O efeito de maré do obstetra sobre a criança
é ainda 2 trilhões de vezes maior do que o de Marte.
Por falar em distâncias, a astrologia, ao calcular
os horóscopos, assume que o efeito dos planetas, como Marte, é o mesmo quando
Marte está do mesmo lado do Sol que a Terra e quando ele está do outro lado do
Sol, cinco vezes mais distante! Todas as forças conhecidas (gravitacional,
elétrica e magnética, força fraca e força forte) dependem da distância. Se o
efeito não depende da distância, então qual é o efeito das estrelas, galáxias e
quasares?
Os sinais de rádio emitidos pelo Sol e por Júpiter,
e em menor quantidade por todos os outros planetas, também sinais
eletromagnéticos, são muito menos intensos que os sinais emitidos por uma
pequena emissora de rádio de 1 kilowatt a 1000 km de distância. Todos os
efeitos eletromagnéticos e gravitacionais caem com o quadrado da distância.
A característica fundamental da ciência é basear-se
na observação da natureza e na experimentação. Os efeitos das posições dos
planetas e da Lua em qualquer pessoa na Terra nunca foram desmonstrados em
qualquer estudo sistemático. Nas últimas décadas vários cientistas testaram as
previsões da astrologia e comprovaram que não há resultados:
1. O psicólogo Bernard
Silverman, da Michigan State University, estudou o casamento de 2978 casais e o
divórcio de 478 casais, comparando com as previsões de compatibilidade ou
incompatibilidade dos horóscopos e não encontrou qualquer correlação. Pessoas
“incompatíveis” casam-se e divorciam-se com a mesma frequência que as “compatíveis”.
O psicólogo suíço Carl Jung (1875-1961), em seu livro “A Interpretação da
Natureza e da Psique”, chegou a mesma conclusão.
2. O físico John
McGervey, da Case Western University, estudou a biografias e datas de
nascimento de 6000 políticos e 17000 cientistas e não encontrou qualquer
correlação entre a data de nascimento e a profissão, prevista pela astrologia.
3. Um teste duplo-cego
da astrologia foi proposto e executado pelo físico Shawn Carlson, do Lawrence
Berkeley Laboratory, Universidade da Califónia. Grupos de voluntários
forneceram informações para que uma organização astrológica bem estabelecida
produzisse um horóscopo completo da pessoa, que também preenchia um
questionário de personalidade completo, pré-estabelecido de comum acordo com os
astrólogos.
A organização astrológica que calculava o horóscopo completo da pessoa, juntamente com 28 astrólogos profissionais que tinham aprovado o procedimento antecipadamente, selecionavam entre 3 questionários de personalidade aquele que correspondia a um horóscopo calculado. Como haviam 3 questionários e um horóscopo, a chance de acerto aleatório é de 1/3 = 33%.
Os astrólogos tinham previsto antecipadamente que a taxa de acerto deveria ser maior do que 50%, mas em 116 testes, a taxa de acerto foi de 34%, ou seja, a esperada para escolha ao acaso! Os resultados foram publicados no artigo A Double Blind Test of Astrology, S. Carlson, 1985, Nature, Vol. 318, p. 419.
A organização astrológica que calculava o horóscopo completo da pessoa, juntamente com 28 astrólogos profissionais que tinham aprovado o procedimento antecipadamente, selecionavam entre 3 questionários de personalidade aquele que correspondia a um horóscopo calculado. Como haviam 3 questionários e um horóscopo, a chance de acerto aleatório é de 1/3 = 33%.
Os astrólogos tinham previsto antecipadamente que a taxa de acerto deveria ser maior do que 50%, mas em 116 testes, a taxa de acerto foi de 34%, ou seja, a esperada para escolha ao acaso! Os resultados foram publicados no artigo A Double Blind Test of Astrology, S. Carlson, 1985, Nature, Vol. 318, p. 419.
4. Os astrônomos Roger
Culver e Philip Ianna, que publicaram o livro Astrology: True or False,
(1988, Prometheus Books), registraram as previsões publicadas de astrólogos bem
conhecidos e organizações astrológicas por 5 anos. Das mais de 3000 previsões
específicas, envolvendo muitos políticos, atores e outras pessoas famosas,
somente 10% se concretizaram. Esta taxa é menor do que a de opiniões
informadas.
5. Uma pesquisa
coordenada pelo Prof. Salim Simão do Departamento de Produção Vegetal da
Universidade de São Paulo, durante sete anos, comprovou que a fase da Lua não
tem efeito no crescimento das plantas. (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127).
6. O médico
dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos
do Cabelo conclui: “Independentemente da fase lunar, a média de crescimento
mensal do cabelo é de 1 centímetro.” (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127).
Portanto, embora mais de 50% da população acredite
em astrologia, trata-se somente de uma crença, sem qualquer embasamento
científico.
Mais informações:
Mais informações:
·
“Astrology – Its principles and relation and nonrelation to science”,
George Abell,The Science Teacher, Dec 1974, p. 9.
[Fonte: UFRGS]
CATEGORIA:
OUSAI SABER, OU CALAI...
Alguém publicou no Espaço OUSAI SABER:
A Astrologia é um "problema científico"
ou uma pseudociência ?
http://www.youtube.com/watch?v=2Sou8seAUbI
Com um vídeo, uma pérola escatológica, de Olavo de Carvalho, ..., ele, sempre ele... O mair boçal em atividade no Brasil:
Astrologia
www.youtube.com
Olavo de Carvalho fala sobre Astrologia...
Alguns riram, como 'João Paulo Andrade': "eu ri"!!!
Mas temos um empertigado 'olaviano', um ser vivo, mamífero, fanático seguidor, ferrenho defensor, do ex-astrólogo e quase-filósofo, VGM [viajante geral na maionese], fumadaço, Olavo de Carvalho... Olavo de Carvalho é um lixo humano, quase-humano, ou ex-humano, sei lá..., um escroto... Olavo de Carvalho é indefinível, assim como Inri Cristo, Zé do Caixão..., só que ele leva a si mesmo à sério...
Não se trata de um ataque Ad Hominem, porque Olavo não pertence à nossa espécie, rsrsrsrsrs... Perdão, rsrsrsrs, não se trata de um ataque Ad Hominem porque é rigorosamente verdade, rsrsrs, este pústula é um louco, irresponsável, chauvinista, canastrão, etc e tal... E seus argumentos vão de mãos dadas com a sua figura patética e doentia...
Gabriel Marques, o olaviano, mandou de lá:
"Na verdade, a astrologia é de fato interessante", "E eu concordo quanto a ela ser um problema científico", "Me refiro a os escritores que já seguem tradições milenares das ciências ocultas. Temos coisas REALMENTE interessantes aí."...
Desembainhei, pesado:
"Escritores"??? Tipo Paulo Coelho??? "Temos coisas muito interessantes"??? Sim, mas na BIOLOGIA DE QUEM ACREDITA EM ASTROLOGIA, embora tenha concluído o ensino médio... Astrologia é uma crendice bizarra e infantil, e Olavo de Carvalho um fanfarrão inescrupuloso... Um grande circo... Assuntos e personagens que não merecem o meu tempo e nem o meu respeito...
A astrologia está inteiramente fundada sobre falsas proposições e equívocos... Mas vale estudar a biologia de tais crenças - e o código penal... Estelionato perpetrado por uns, devaneios de outros... A neurociência explica, o segredo se esconde entre os lobos temporais e parietais, com desvio de confirmação sediado na parte anterior do córtex pré-frontal e no córtex cingulado...
Mas o nosso crente astrológico seguiu, olavianamente:
Gabriel Marques, o olaviano:
"Confundiu o processo com a causa, afirmou coisas sem provas e ainda atribuiu um estudo das ciências ocultas como crime"...
Objetei:
Gabriel, não há nenhuma confusão, embora você insista na nuvem de fumaça... (1) O processo de 'crer em qualquer sandice' está devidamente relacionado com suas respectivas causas 'neurológicas', e pode ser provado e reproduzido em laboratório... (2) Sobre provas devo alertá-lo de que quem as deve é você... Mas questionar a existência de montes de provas sobre a ineficácia da astrologia é sinal de que você não se preparou para o tema... E é exatamente por isso que a CIÊNCIA não leva a astrologia minimamente à sério... (3) E 'sim', isso você conseguiu entender, a esmagadora maioria daqueles que, fantasiosamente ou desonestamente, chamam de 'ciências' ao 'ocultismo fanfarrônico', não passam de estelionatários, bandidos, trambiqueiros, e isso é um fato: búzios, leitura de cartas, tarô, numerologia, médiuns, cristais, astrologia, etc e tal... A esmagadora maioria são criminosos, os demais são, de alguma forma, deficientes neurologicamente, ou não possuem instrução básica... Não há escapatória... (4) Depois, chamar astrologia de ciências é a prova cabal do pleno desconhecimento sobre os rudimentos do método científico...
Está amplamente provada a ineficácia da astrologia, cientificamente... Sobre 'ciências ocultas' trata-se de uma falácia nomotética.... Entenda que a atitude científica, tomar ciência, tornar-se ciente, é, por definição, inteiramente oposta ao credo ocultista... Uma contradição em si... Sobre as provas da ineficácia da 'crendice astrológica' favor consultar a Royal Society of London, a fundação Randi, referências a centenas de estudos nas obras de Sagan, Shermer, Dawkins - consultar glossário.... Sobre a biologia da crença consultar Pinker, Dennett, Sacks.... Publiquei vários artigos específicos... Consulte também:
(A) O psicólogo Bernard Silverman, da Michigan State University, estudou o casamento de 2978 casais e o divórcio de 478 casais, comparando com as previsões de compatibilidade ou incompatibilidade dos horóscopos e não encontrou qualquer correlação. Pessoas "incompatíveis" casam-se e divorciam-se com a mesma frequência que as "compatíveis";
(B) O físico John McGervey, da Case Western University, estudou a biografias e datas de nascimento de 6000 políticos e 17000 cientistas e não encontrou qualquer correlação entre a data de nascimento e a profissão, prevista pela astrologia;
(C) Um teste duplo-cego da astrologia foi proposto e executado pelo físico Shawn Carlson, do Lawrence Berkeley Laboratory, Universidade da Califónia. Grupos de voluntários forneceram informações para que uma organização astrológica bem estabelecida produzisse um horóscopo completo da pessoa, que também preenchia um questionário de personalidade completo, pré-estabelecido de comum acordo com os astrólogos. A organização astrológica que calculava o horóscopo completo da pessoa, juntamente com 28 astrólogos profissionais que tinham aprovado o procedimento antecipadamente, selecionavam entre 3 questionários de personalidade aquele que correspondia a um horóscopo calculado. Como haviam 3 questionários e um horóscopo, a chance de acerto aleatório é de 1/3 = 33%. Os astrólogos tinham previsto antecipadamente que a taxa de acerto deveria ser maior do que 50%, mas em 116 testes, a taxa de acerto foi de 34%, ou seja, a esperada para escolha ao acaso! Os resultados foram publicados no artigo A Double Blind Test of Astrology, S. Carlson, 1985, Nature, Vol. 318, p. 419;
(D) Os astrônomos Roger Culver e Philip Ianna, que publicaram o livro Astrology: True or False, (1988, Prometheus Books), registraram as previsões publicadas de astrólogos bem conhecidos e organizações astrológicas por 5 anos. Das mais de 3000 previsões específicas, envolvendo muitos políticos, atores e outras pessoas famosas, somente 10% se concretizaram. Esta taxa é menor do que a de opiniões informadas;
(E) Uma pesquisa coordenada pelo Prof. Salim Simão do Departamento de Produção Vegetal da Universidade de São Paulo, durante sete anos, comprovou que a fase da Lua não tem efeito no crescimento das plantas. (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127);
(F) O médico dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo conclui: "Independentemente da fase lunar, a média de crescimento mensal do cabelo é de 1 centímetro." (Veja, edição 1638, 1 mar 2000, p. 127);
E por aí vai... Dezenas de milhares de estudos... Ineficácia comprovada...
Vale ressaltar ainda que, mesmo que a eficácia empírica fosse provada, o que não foi, ainda precisaríamos de uma hipótese relacionando as causas com os efeitos, e aí a coisa vai feder...
Crianças não leem horóscopos...
E consulte um neurologista... Acreditar em Olavo de Carvalho e astrologia, e simultaneamente, pode indicar problemas nos lobos temporais... 80% dos casos de epilepsia não produzem convulsões, e são diagnosticados através de inexplicáveis afinidades místicas, procedidas por pessoas aparentemente instruídas... É sério.. E este parece ser o caso, a menos que você não seja de fato instruído...
Pessoas inteligentes defendem causas estúpidas porque aderem a tais causas por motivo torpe, e por desvio de confirmação, para só então estruturar a defesa de tais crendices, com argumentos 'aparentemente' racionais... Mas sempre haverá um truque, porque a conta não bate, NUNCA... Gabriel, inventamos a ciência para testar a nossa lucidez.... O que está oculto, pela atitude cética, será posto à prova e à luz do dia...
FIAT LUX...
Mas ele insistiu:
Gabriel Marques:
"Sobre provas devo alertá-lo que quem as deve é você..."... "Eu devo provar que astrologia não é uma crendice bizarra e infantil? Gabriel Marques Quem afirmou isto foi você"... "Fontes?", "Além disso, meu caro, temos sim casos estranhos envolvendo a astrologia que podem ser considerados como um indício de que tem algo de estranho nesta ciência oculta"...
Reagi e chutei o pau da barraca:
Toda essa arrogância patética subverte o ônus da prova... Então sou eu quem precisa argumentar e produzir provas contra a 'Ciência Astrológica' - segundo, pasmem, Olavo de Carvalho -, em um mundo impulsionado pela força das Ciências Ocultas... Somos movidos e governados por cartomantes, numerólogos e oráculos??? Acho que da minha medíocre perspectiva ainda não pude perceber a pujança das ciências ocultas... Em minha próxima visita ao campus San Diego na Universidade da Califórnia, farei questão de procurar pelas 'cadeiras' ligadas às Ciências Ocultas e Astrológicas... As principais agremiações científicas, assim como as principais publicações científicas estão tapadas de artigos astrológicos e ocultistas, não é mesmo??? Gabriel, insisto, o único assunto científico aqui é a BIOLOGIA DA CRENÇA, e nada mais... Uma distância considerável nos separa, e não estamos de acordo, sequer, sobre o tema a ser discutido... Só posso lamentar, e o meu tempo acabou... Posso conduzi-lo com prazer e fascínio pela ATITUDE CIENTÍFICA, e posso instigá-lo com as REAIS fronteiras do conhecimento, mas não posso acordar a quem prefere continuar dormindo... Ousai saber!!!
Vocês não acreditam que a Pepsi fabrica adoçantes com embriões humanos? Sir Olavo de Carvalho em ação - a maior piada no campo da falsa erudição...
Gabriel, devaneios sofismáticos são indicativos de pouca ou nenhuma honestidade... Quero a verdade, sou uma pessoa séria, e tenho mais o que fazer... A proposição de que a astrologia é uma ciência é sua, e isso aqui nem é um show de stand-up... E a refutação é minha... Ao invés de Olavo de Carvalho traga um artigo na Science, na Nature, ou na RSL... Pra começar... Aí posso pensar em perder o meu tempo... Mas advirto, o tema aqui é A BIOLOGIA DA CRENÇA... Isso sim é um tema científico... FIAT LUX...
Você deve considerar que 'como estamos cercados pelas ciência ocultas, cursos científicos para levitação, quiromancia, astrologia babilônica', sou ou quem preciso esclarecer porque tamanha revolta??? Mas acontece que a situação é diametralmente oposta... Prometi a mim que só debateria 'ciência' com que demonstrasse conhecimentos rudimentares sobre ciências... Quebrei a minha promessa... Sempre acredito que existe esperança...
Ousai Saber, ou Calai...
Eu posso esperar para saber... CRER em abobrinhas e acentuar a confusão geral não é uma alternativa...
Até que um bobalhão escreveu:
Felipe Souza Fernandes:
"Boa parte dos que se dizem céticos são negacionistas dogmáticos, cheios de crenças."
E tomei uma decisão, e devo isso a vocês, Gabriel e Felipe, que dupla: 'vou parar de debater no Facebook'... Mas não sem antes desabafar:
Ser cético é olhar de perto, olhar os detalhes... É claro que isso não se aplica à unicórnios e astrologia, pois não há nada a ser olhado, senão cérebros no aparelho de ressonância magnético... E Felipe, acho que mal aplicou o neologismo 'negacionistas'... 'Negacionistas' negam a REALIDADE... Como ocultistas, crentes no sobrenatural, astrólogos, e afins... Estes são os negacionistas VGM - viajando geral na maionese... Não ter paciência para o besteirol diário do Facebook, onde estamos expostos - e mais do que nunca - à ignorância vigente, não me habilita como negacionista... Não ter saco, não constituí um DOGMA... O Cristianismo e a Astrologia, ou seja, crenças baseadas literalmente em nada, são dogmas...
Sou representante de outro neologismo, 'o-sem-saquismo', a falta de tempo e paciência para falar merda em rede mundial... Acabo de descobrir que estou exposto à muito mais ignorância do que quando restrito aos meus círculos pessoais... E particularmente hoje, estou cansado de tanto absurdo, e de assistir bandos de 'achólogos', que não sabem nada sobre nada, divagando sobre nada... Dispostos a descrever a natureza a partir de meros 'constructos' fantasiosos, sofismas baratos, e de uma autoridade quem vem 'sei lá de onde'... Não tenho mais saco para esta besteira... Sim, estou quebrando o decoro, enchi o saco, rsrsrsrs...
E o pior de tudo é que, por abnegado estudo, anos à fio, bem sei que vós sois vítimas de vossa própria natureza... Vocês não estão intencionando dizer todas estas besteiras... Estão refletindo apenas o que são capazes de processar... Mas podem melhorar muito... Só que hoje resolvi dar um basta... Peço desculpas pelo desabafo, tenho uma postura firme, mas sempre pautada pela cortesia, e sustentada por argumentos... Mas hoje estou agressivo desde o princípio... Não suporto todo este disparate, e ainda investidos de arrogância...
É por isso que escrevo as minhas últimas linhas à esmo... Não discutirei ciência com quem não tem a mínima ideia sobre o que seja ciência... Não discutirei com quem desconhece o comportamento humano, a neurociência cognitiva, a genética, a antropologia e a etologia... Porque não saberão abstrair suas ilusões do tema em questão... Não discutirei Filosofia com quem só conhece a Filosofia enciclopédica - e Olavo de Carvalho, 'céus'... Não discutirei Matemática com quem acredita em numerologia... Não discutirei astrologia, e muito menos com quem não tem a mínima ideia sobre o que seja o Cosmos, ou as leias da física, assim como sobre o que realmente rege o comportamento humano... E mais uma vez estou aludindo à neurologia... E a Química, entendam, não é uma evolução da alquimia... Assim como a astronomia não nasce dos absurdos astrológicos, como o sol girando em torno da Terra...
Minha paciência acabou aqui, sempre escolhi com quem me relacionar, e o Facebook subverte isso... 'Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder'... Provavelmente sois imortais??? Eu não... Sou um mortal, sem alma, que pretende empenhar de alguma forma, parte do meu tempo em diminuir o sofrimento e a confusão humana... Mas este aqui não é o caminho... Boa sorte, desculpem mais uma vez o desabafo... Já estava em tempo... Já passou do tempo... Estudem antes, ocupem palanques depois... Avaliem vossa personalidade e neurofisiologia... Saúde...
OUSAI SABER, OU CALAI...
Carlos Sherman
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Alea jacta est...
TETÊ ESPINDOLA, que a essa altura deve ser minha 'ex-amiga de luz', e deve ter esquecido de tomar o seu 'Gardenal', publicou a seguinte sandice (abaixo), e a imagem (acima):
O próximo 12 de Dezembro se produzirá um evento sem precedentes na história da Terra. Pela primeira vez se ativarão de maneira definitiva os códigos de luz da alma. Os quais foram desativados faz milhares de anos.
Cumpre-se assim um requisito imprescindível para a chegada da nova Terra: ao ser humano, pois, para ascender, tem que estar completo.
Recuperaremos deste modo o que nos pertence por direito próprio: a lembrança de quem somos e para que viemos, assim como as capacidades que nos são inerentes.
Mas uma coisa é recuperar e outra é saber utilizar.
Para as pessoas que estão despertas, a recuperação dessas lembranças e capacidades pode representar uma bênção. Muitos levam anos desejando-o. Entretanto, os que ainda continuam ancorados na velha energia podem ver-se imersos de repente em um profundo caos interior.
Lembranças aos que não encontram o porque e percepções que não compreendem e que, além disso, assustam-lhes. Será necessário que, depois dessa data, as pessoas que trabalham ao serviço da Luz aumentem seus esforços para ajudá-los a integrar o processo.
Cada um de nós deve preparar-se previamente para esse momento, tal como nos aconselha o Mestre Kuthumi com estas recomendações:
1. Procurar a paz interior. Um momento de silêncio ao dia para escutar a voz do coração.
2. Receber conscientemente a luz do sol, com a intenção de absorver seu poder curador e elevador de freqüências.
3. Manter o rumo na direção indicada pela voz do coração.
Aquilo que somos se manifesta nestes dias mais que nunca. Caem as ataduras que nos cegavam, derrubam-se barreiras que nos limitavam. Por fim, muitos de nós nos animamos a empreender aquilo que devemos realizar aqui, nesta dimensão.
4. Praticar o desapego de velhos padrões limitantes. Abandonar os pensamentos, costumes e reações que alimentam ainda a antiga energia, procurando transformá-los em luz por meio do amor.
5. Fomentar o Amor em todas nossas relações, as que mais amamos e as que nos conectam com o medo. Estas últimas são as que mais nos elevarão se formos capazes de banhá-las de amor e aceitação.
6. Receber a energia da Fonte em meditação.
Sua influência em nossos corpos sutis é imensa. Possui um grande poder transmutador que nos libera e nos conecta.
7. Sentir-nos Um. Praticar em nossas visualizações a União com tudo o que é e com tudo o que existe.
Quando chegar o momento receberemos em nosso interior uma grande luz. Essa luz traz os códigos de ativação que necessitamos para recordar. São códigos de uma vibração muito alta. Quanto mais elevada seja a própria vibração durante esse dia, mais harmônica resultará a entrada da luz e sua ancoragem em cada um de nós.
Podemos nos preparar como nos recomenda o Mestre Kuthumi, mas, além disso, esse dia devemos dedicá-lo especialmente aos cuidados da própria energia, ao equilíbrio interior, a manter a vibração bem alta.
Atividades como meditar, passear ao sol ou estar em contato com a Natureza, são as mais recomendáveis. Terá que evitar especialmente tudo o que nos desconecte de nossa essência.
Deveremos nos alimentar com moderação, procurando não ingerir mantimentos de baixa vibração, como a carne ou os vegetais transgênicos, e realizar algum exercício físico que nos ajude a ativar o fluxo sangüíneo, já que os códigos de luz serão transportados através do sangue, do coração ao resto de nosso organismo.
A ativação se estará produzindo durante todo o dia, mas não perceberemos completamente seus efeitos até o dia seguinte, depois de ter dormido um mínimo de seis horas.
A partir da manhã de 12 de novembro, muitas pessoas sentirão o profundo desejo de dar um giro completo a suas vidas. Outros empreenderão seu caminho com forças renovadas; e outros sentirão uma grande confusão interna.
Os efeitos variarão em função do grau de evolução de cada um, e das resistências que esteja opondo ao processo de mudança, que todos estamos experimentando.
O objetivo desta ativação é acabar com as limitações que, do interior de nós mesmos, estão nos impedindo de evoluir ou despertar.
Não se trata de uma interferencia no livre-arbítrio dos seres humanos. Trata-se de eliminar uma limitação que nos foi imposta ha milhares de anos, quando alguns seres confusos decidiram interferir em nosso processo evolutivo.
Se nos detenemos a explicar o como e o porque daquela ocorrência, seria entrar na velha energia de separação e luta, da que já nos estamos afastando. Já não importa como, quando, onde, quem ou para que, dentro de pouco estará resolvido.
O 12 do 12 do 12 se produzirá uma grande ativação, mas não será a última. Grandes acontecimentos nos esperam à volta da esquina.
Recebamo-los com amor, livres de temores e inquietações, porque chega o reino da Luz à Terra, e isso merece uma grande festa.
Todos Re-unidos em relação a diversidade, uma orquestra sinfônica tem dezenas de instrumentos variados, diferentes, mas juntos soam celestialmente. Assim devemos estar conscientes neste momento. De coração a coração, muita luz.
Maestro Kuthumi
12.12.12 - COMO PREPARAR-SE PARA O PRÓXIMO PORTAL
Acredito que são atitudes que, independente da abertura do portal 12:12:12, devem ser buscadas por nós constantemente. Trata-se de mantermos a nossa integridade como Seres Divinos que somos.
Começando a limpar nossas próprias Vidas amorosamente. Despedindo-se de todos os hábitos e formas de pensar que têm suas raízes na ilusão da separatividade e da negatividade. Revisem seus mundos e desprendam-se. Livrem-se de tudo que não está em consonância com a Verdade de seu Verdadeiro Ser, ou Ser Real. Simplifiquem tudo, até que tudo esteja vibrando de acordo e deixe espaço para o Novo... Terminem tudo o que deixou inacabado, resolvam todas as relações que estiverem pendentes, livrem-se de tudo que os prendem ao passado, tudo que os tornam menor do que realmente é. Organizem suas Vidas de maneira eficiente e equilibrada, dando assim um suporte para o Ser Superior.
Assegurem-se de ter um tempo para cada coisa, para poder então entrar no Silêncio e escutar as Transmissões que a partir de agora estão disponíveis. Reúnam-se com Grupos para apoiarem-se em desenvolvimento contínuo. Reservem um tempo para relaxar e descansar, pois isto facilita a integração com as Frequências mais aceleradas que estão agora ao nosso alcance. Livrem-se de qualquer conceito errôneo a respeito de poderes. Todos nós temos usado de maneira errada nossos Poderes, isto é parte da terceira dimensão. Ponham de lado os conceitos de culpa e se perdoem por todas as transgressões. Recordem-se de quem realmente são e ancorem seu Ser Superior em seu corpo físico. Seus egos aos poucos desaparecerão.
Este Ser Superior é pleno de Amor e Sabedoria e começará a ver pelos seus olhos, a pensar pela sua mente, transformando tudo. Assumam suas novas identidades de Seres Superiores, sem nenhum temor. Centralizem-se no Todo, ao invés de nas partes do Todo. Vejam a Humanidade como um imenso Ser Superior unido em Amor. Sintam-se unos com o Anjo Dourado Solar e deixem-no Servir à sua vida diária e atuar na Consciência da Humanidade, aliviando suas cargas e iluminando seus caminhos. Lembrem-se que não estão sós, somos milhões...
Então, seres de luz, não deixem de tomar o seu GARDENAL - de cada dia -, e ESTUDAR, mas estudar muito... Comecem pela estorinha abaixo:
Ai ai... Ou seja, 'forças cósmicas' poderosa, esotéricas, já estavam conectadas com Rômulo, e o calendário romano, que antes tinha apenas 10 meses e totalizava 304 dias... O que traria problemas para a 'ativação dos códigos de luz da alma'... Mas por sorte, Numa Pompílio deu um tapinha, alterando para 12 meses... Só que tal calendário possuía apenas 355 dias, o que também alteraria a data para a 'ativação'... Isso numa época em que pouco ou nada se sabia sobre a Lua - um simples satélite da Terra e um pálido reflexo do Sol -, e o Sol, uma estrela um milhão de vezes maior do que a Terra - em estado de plasma, fusionando o Hidrogênio em Hélio e toda a gama de elementos químicos mais pesados, assim como fazem as outras 100.000.000.000.000.000.000.000 estrelas do Universo...
Mas o calendário romano era uma tremenda cambiarra, e naturalmente não condizia com a incômoda REALIDADE... Sendo assim, foi necessário, em anos alternados, incluir de um décimo primeiro mês, o 'Mercedônio', composto de 27 dias, e usurpando quatro ou cinco dias de Fevereiro... Tal compensação, procedida por um 'colégio de pontífices' do império romano, estava baseada apenas em conveniências políticas - nada 'luminosas'... Então, outra adaptação foi feita, na tentativa de transformar o calendário em Luni-Solar, com 12 meses totalizando 355 dias... Para dar um tapinha final, era necessário ainda adicionar um mês extra, mensis intercalaris, de dois em dois anos, fazendo com que os anos seguissem uma sequência irregular de 355, 377, 355, 378 dias - e que ainda dependia de ajustes... A decisão de inserir o mês extra era de responsabilidade do pontifex maximus - uau - que tratava de acomodar toda essa zona, e buscar algum sincronismo com eventos sazonais, relacionados - como sabemos - com o movimento de translação da Terra - a 108.000 km/h... Tudo isso de forma muito impressiva, já que muito pouco se sabia sobre astronomia - de facto - e sobre a REALIDADE que nos cerca...
Mas por meio de colegiados romanos e decisões políticas, estávamos no caminho da 'luzes', ou da 'VGM' - Viagem Geral na Maionese... Então, em 46 a.C., Júlio César - conhecidíssimo imperador romano -, percebendo que as festas romanas em comemoração à estação mais florida do ano, marcadas para março (que era o primeiro mês do ano), caíam em pleno Inverno, determinou que o astrônomo alexandrino Sosígenes corrigisse o calendário... As modificações realizadas a partir desses estudos modificaram radicalmente o calendário romano: dois meses, Unodecembris e Duocembris - ou seja dois 'Dezembros' - foram adicionados ao final do ano de 46 a.C., deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano de 45 a.C.. Os dias dos meses foram fixados numa sequência de 31, 30, 31, 30... Assim temos de Januarius a Decembris, à exceção de Februarius, que ficou com 29 dias, e que a cada três anos passaria a ter 30 dias... Só com estas mudanças POLÍTICAS, o Calendário Juliano passou a ter doze meses que somavam 365 dias... E só assim 'a ativação dos códigos' será possível para 12/12/12... Ou seja, todos os erros anteriores, todas as imprecisões, anos bissextos, etc, tudo conflui perfeitamente com o cosmos, para redundar na 'ativação'...
O mês de Martius, por exemplo, que era o primeiro mês do ano, continuou demarcando o equinócio... Foi abandonado o formato Luni-Solar do calendário romano, em favor de um calendário predominantemente Solar... O Cosmos também corrige suas datas... O mês intercalar Mercedonius - de 22 e 23 dias - foi substituído por apenas 'um dia', chamado de 'dia extra', que deveria ser incluso após o 25º dia de Februarius, "ante die sextum kalenda martias"; que, em função da equivocada contagem romana, acabou gerando a necessidade de correção por meio do ano bissexto - de 366 dias -, e que deveria ocorrer a cada três anos... Os anos bissextos definidos no calendário juliano, forma aproximados do calendário trópico por 365,25 dias, incorporando pequenos erros no alinhamento das estações ao longo dos anos...
Tudo isso, fruto do desconhecimento - literalmente - astronômico, e de severas imprecisões, mas a 'ativação do código continua firme'... imperador Augusto, homem de pouca LUZ, acabou corrigindo essas diferenças em 8 d.C., DETERMINANDO que os anos bissextos ocorressem de quatro em quatro anos... Um evento pitoresco e histórico conhecido como 'Ano da Confusão', ocorreu quando toda esta adaptação entrou em curso, e ninguém sabia em que calendário deveriam basear-se...
Em 44 a.C., o líder Júlio César foi homenageado pelo senado, que mudou o nome do mês Quintilis para Julius, um mês de 31 dias... O senado romano decidiu também homenagear seu primeiro imperador através da mudança do nome do mês Sextilis para Augustus... O mês de Februarius passou de 29 para 28 dias, cedendo um dia para o mês em homenagem a Augusto, que passou de 30 para 31 dias... Com mudança também nos demais meses, de 31 para 30 e vice e versa até o fim do ano.... Interferindo diretamente na data da ATIVAÇÃO... Mas tudo isso são detalhes... CRER É O QUE IMPORTA, NÃO É???
Este calendário vigorou até a Idade Média, e importando um dia de erro no alinhamento dos equinócios a cada 128 anos - mas ainda não estava sincronizado com ano trópico, e com a REALIDADE... Em 4 de outubro de 1582, o Papa Gregório XIII, que esteve no papado por apenas 56 dias - o pontifício mais curto de história -, resolveu suprimir 10 dias do calendário juliano e mudou a regra do ano bissexto implementada por Augusto... E sendo assim, o dia da 'ativação' estava cada vez mais confirmado - e pelas mãos pouco luminosas do pontifício católico apostólico romano... Este novo calendário foi adotado por países onde a Igreja Católica era predominante - exemplo, Brasil -, entretanto, a Igreja Ortodoxa não aceitou seguir esta mudança, optando pela permanência no calendário juliano o que explica hoje a diferença de 13 dias entre estes dois calendários... Como será a 'ativação' para os ortodoxos??? E para os judeus, chineses, e indianos, ou seja, para uma enormidade da população da Terra - desta Terra, não da Nova - que seguem outros calendários???
Então, por meio de decretos arbitrados por ambiciosos imperadores romanos, guerreiros e assassinos, chegamos à 'ativação dos códigos de luz da alma', conveniente e infantilmente em 12/12/12 - ou 12/12/2012, que desfaz a simetria... Na realidade, o mais importante em notar que estamos próximos de 12/12, é considerar que faltam poucos dias para o fim do ano, e pouco tempo para procurar um 'neurologista', que deverá diagnosticar alguma anomalia nos lobos temporais, de quem acredita em absurdos como esse... É uma piada de mal gosto...
Mas a questão não acaba aqui... 2012, embora apenas o 12 interesse para os devidos fins 'intergalácticos', só é 2012 porque existem imprecisões e adaptações homéricas sobre a correta data para o lendário nascimento do lendário Cristo... De forma que, a esmagadora maioria dos historiadores, mesmo aqueles que 'acreditam na lenda de Cristo', concordam com no mínimo 8 anos de imprecisão nesta data... Ou seja, 2012 também está em cheque... baboseiras similares, também foram propagadas em 1/1/1, 2/2/2, 3/3/3, e sobretudo em 12/12/12 - 12/12/12 mesmo, ano XII -, e em 12/12/12 - 12/12/0112 -, e 12/12/12 - 12/121012...
E o que dizer de 12/12/1212???
Dia perfeito para 'ativação'!!!
Mas como diria o ambicioso Júlio César: "alea jacta est" - "a sorte está lançada"... Triste destino... ESTUDEM!!!
Carlos Sherman
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Astrologia...
Na última sexta-feira, enquanto peregrinava em meu templo sagrado - ironicamente falando, rsrsrs -, a Livraria Cultura do Conjunto Nacional - onde tenho sido um fiel cliente desde a sua abertura, tendo contribuído em muito para o seu fluxo de caixa estável, enquanto dilapidava o patrimônio familiar, rsrsrsrs -, decidi comer um lanchinho... Estava esperando a minha amada companheira, que entre outras coisas apoia todas as minhas iniciativas, e sem a qual eu não poderia explorar minhas potencialidades criativas, se é que as tenho...
Mas lá estava eu, com uma pesada sacola de livros e uma bandeja na mão, assistindo ao espetáculo do descaso do homem com o homem... Em um espaço diminuto, considerando o afluxo de clientes, várias mesas estavam ocupadas por pessoas que: 1) ou estavam apenas batendo papo e sem consumir nada; 2) ou consumiam um café ou uma água enquanto permaneciam por 3 horas - conforme havia indicado uma das garçonetes; 3) ou simplesmente estavam lá, sentadas, lendo um livro que ainda não haviam comprado... Considero esta conduta, um clássico exemplo da falta de ética, e procuro manter a coerência nestas questões, dando o exemplo e fazendo a minha parte... Trato de comer tranquilo e sem pressa, mas com sobrado respeito, por aqueles que aguardam de pé, e tratando de desocupar a mesa com o máximo de presteza, assim como retirando a minha bandeja para facilitar o acesso de quem está chegando... Simples, educado, e ético...
Mas enquanto esperava uma 'suada' mesa, uma senhora super estereotipada, no melhor estilo 'astral-esotérico', com uma camiseta que já não me recordo a inscrição, mas poderia ter sido algo como 'Woodstock - Eu Fui'; veio chegando de fininho e se interpôs sorrateiramente entre eu - o cara da bandeja e da sacola com vários livros pagos - e a disputada mesa; que neste momento estava sendo desocupada... Então ela se virou, com vários livros de astrologia na mão, e que ela ainda não havia comprado, e me disse:
[Astróloga]: A energia deste lugar não está legal...
[Eu]: Energia? Acho que deve em função da sangrenta luta por uma mesa, ar-condicionado insuficiente, ou porque o espaço está abarrotado e ruidoso...
[Astróloga]: Não sei, sinto algo estranho... Sou sensitiva...
Não respondi...
[Astróloga]: Mas tem algo estranho aqui...
[Eu]: O que vejo de estranho aqui, é o descaso de quem está sentado sem consumir nada, enquanto várias pessoas aguardam de pé, com uma bandeja na mão, enquanto o seu alimento esfria... Considero este descaso, esta falta de solidariedade e cortesia, antiético... Alguns parecem fazer questão de 'cagar solenemente' para o que está acontecendo...
[Astróloga]: Mas falta um lugar para ler...
[Eu]: Sim, mas isso aqui é uma livraria e não uma biblioteca... Comprem um livro, tomem um café, e depois leiam em casa...
[Astróloga]: Mas precisamos folhear e escolher - e exibiu os livros, ou melhor, o lixo que trazia...
[Eu] Então escolham seus livros de pé, ou em outro nicho, sem ocupar a cafeteria, bem acomodados em suas cadeiras, enquanto avançam pelo terceiro capítulo...
Um rápido silêncio... Logrei manter a serenidade, enquanto amargava tremenda indignação... Então ela entrou na minha zona de impacto:
[Astróloga]: Qual é o seu signo?
[Eu]: Não considero questões sobrenaturais...
[Astróloga]: Está bem, mas diga quando nasceu, eu sou astróloga, e direi seu signo...
[Eu]: Sou Libra...
[Astróloga]: Isso é bem libriano, esse seu jeito metódico...
[Eu]: Mas não sou metódico, sou ético... É bem diferente... Preocupo-me com as pessoas...
Ela percebeu a minha contrariedade, e arrematou:
[Astróloga]: É, mais isso é bem libriano...
[Eu]: É? Só que na verdade eu sou canceriano...
[Astróloga]: Mas cancerianos também são assim... Metódicos... São muito parecidos, librianos e cancerianos...
[Eu]: Mesmo? Mas acontece que nasci em 29 de Agosto de 1965...
[Astróloga]: Então você não é canceriano, você é virginiano!!! - exclamou a 'astróloga'...
[Eu]: Pois é... Pode ficar com a mesa... Os astros estão a seu favor... Tchau...
Perdi a mesa, ganhei o dia...
Carlos Sherman
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