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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Feito Pelas Estrelas...




"NOSSO POVO FOI FEITO
PELAS ESTRELAS"

-Mito Pawnee Pitahawirata
Grandes Planíceis, América do Norte

[todos os povos, toda a vida, todo o Sistema Solar, e todo o Universo... é constituído ou decorrente dos elementos químicos 'fabricados' no interior das estrelas, a partir da fusão do hidrogênio em toda a gama de elementos da Tabela Periódica - grifo meu...]

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O Poder do Mito...



Uma amiga disparou:


"Oi, Carlos. A necessidade do homem pelo mito existe?"

Respondi:

Querida, de certa forma sim... A distribuição genética produz mais liderados do que líderes... A figura do rebanho é bem representativa em termos do comportamento de massa... Some isso à tendência de encontrar padrões, e sobretudo padrões simplistas... E adicione o animismo e o antropomorfismo, ou a nossa tendência a ver 'homens' e 'seres animados' em tudo... Deste complexo surge uma genuína afinidade por mitos... Confira Campbell (Joseph) em 'O Poder do Mito', e 'As Máscaras de Deus', e sobretudo Shermer - meu amigo - nos imperdíveis 'Por que acreditamos em coisas estranhas', e no recém lançado 'Cérebro e Crença'... Sagan também é fundamental nesta área, no fora de catálogo 'Os Dragões do Éden' - que posso passar em PDF -, e no ainda não editado no Brasil - mas editado em Portugal - 'Sombras de Antepassados Esquecidos...

Ela seguiu:

"Você não poderia ver o mito como um modelo de construção psicológica, um campo morfogenético para moldar o crescimento das escolhas mentais?"

Segui também:

É mais simples do que isso - e mais complexo do que isso, rsrsrs... Nos dedicamos ao reconhecimento de padrões... E a inteligência é a medida de nossa capacidade em reconhecer padrões... Diante do que não conhecemos tendemos a 'acreditar' - falsos padrões... Estes falsos padrões podem ser atribuídos a um ser antropomórfico, só que com mais poder, um poder 'sobrenatural', acima da natureza... A medida que descortinamos os padrões e registramos o conhecimento, menos deuses são requeridos... O mundo caminha para a predominância da descrença... 

E os mitos são realmente construções psicológicas, e sem sombra de dúvidas... Existem em nosso cérebro, na psiquê humana... Mas os 'arquétipos' freudianos não passam de mais uma viagem na maionese do finado vienense, rsrsrs... Lamento dizer... Não sei se entendi a questão 'morfogenética', mas se mal entendi perdoe-me... Não vejo como justificar gene orientado ao mito, posto que é possível eliminar a devoção aos mitos... Sou um exemplo disso... Um fervoroso crente em mitos, que se tornou um 'iconoclasta' de carteirinha, rsrsrsrs... As evidência sugerem então, uma interação entre fatores e não uma causa genética específica... Explico, se existe um 'centro mitológico' neural, decorrente de uma ou muitas instruções genéticas, seria bem mais difícil alterar o nosso ser 'mitológico' em um ser humano cético... Mas se são interações se dão por meio de características ou partes menores, componentes de um sistema, podemos quebrar estas interações e retroalimentações... Estas partes ou componentes,  por sua vez, podem ser decorrentes de instruções genéticas... Por exemplo, componentes como a tendência - maior ou menor - ao 'animismo', aplicado ou não aos mitos... Vemos coelhos em nuvens, cavalos em rochas, escorpiões de constelações... O 'antropomorfismo' seria outro componente, e por exemplo, podemos nos referir a um celular dizendo 'esse cara não está funcionando'... A tendência a reconhecer padrões, e os subsequentes riscos de nos equivocarmos, seriam um outro componente, além de nossa tendência 'etológica' para incorrer em falsos positivos - mais do que em falsos negativos... De forma que, todo este sistema composto de partes neurais que redundam em comportamentos associados, e decorrentes da genética, podem funcionar em favor da crença em mitos - sejam eles ETs ou deuses... E tal sistema pode ser desconstruído, estando sua resultante externada no comportamento cético... 

Não existem arquétipos mitológicos configurados em nosso sistema neural... Mas existem vetores neurais, interagindo em nosso comportamento, e cuja resultante aponta para os mitos... Mitos, ao contrário do que se pensava, não evocam características humanas, de forma estruturadas... Mitos não evocam padrões morais, e não são as projeções morais do homem... Mitos, acima de tudo, evocam a loucura e o medo do desconhecido... 

Mito é Medo...


Carlos Sherman

sábado, 7 de abril de 2012

Fruuuuuummmm...


Dança para John Frum


Os hindus divergem sobre quem é o Senhor Maior, Vishnu ou Shiva, e muita gente foi e tem sido morta por esta pendenga...  Segundo Klaus Klostermaier (1994), um dos maiors estudiosos em tradições culturais indianas: “Os Lingapurãna prometem o céu de Shiva a quem mate ou arranque a língua de quem insulte Shiva”...

Existe uma Ciência Cognitiva para a Religião... Um clássico nesta área é ‘Repensando a Religião: Conectando Cognição e Cultura e Analisando os Rituais: Fundamentos Psicológicos da Cultura’ – ‘Rethinking Religion: Connecting Cognition and Culture and Bringing Ritual to Mind: Psychological Foundations of Cultural Forms’ - de Thomas Lawson e Robert McCauley... Eles investigam uma enormidade de fenômenos culturais, ritualísticos e religiosos, à luz da Neurociência Cognitiva... Segundo este estudo, por exemplo, os Zulus acreditam que quando uma mulher está grávida e a ponto de dar a luz, uma “serpente-espírito de uma mulher velha” faz aparições, e sempre está muito zangada... São os Xamãs que interpretam estas questões, que normalmente redundam em sacrifícios animais, para que a criança nasça com saúde...

Sam Harris lembra que os Jivaro do Equador acreditam que você tem três almas... A alma verdadeira, que você tem desde o nascimento, regressa ao seu lugar de nascimento depois de sua morte, e se transforma em um demônio que também irá morre e se transformará em uma mariposa gigante, que por sua vez também morrerá transmutando-se em um nevoeiro... A segunda alma é chamada de Arutam, que você obtém através de praticas rituais, jejuando, tomando banho em uma cacheira sagrada ou através de da ingestão de um sumo alucinógeno – que o torna invencível... O engraçado é que esta alma, segundo os Jivaro, tem o curioso costume sair de cena quando você está em dificuldades... E finalmente temos a alma vingadora, ou Musiak, que foge da cabeça das vítimas para matar os seus respectivos assassinos... E é por isso que recomendam, para o caso de você decidir assassinar alguém, que fique fora do alcance da cabeça de sua vítima...

Apesar de espalhadas pelo planeta, e integrando boa parte da cultura de nossos povos, estas crenças bizarras não existem desde de sempre, como bem observa Dennett... Segundo Dennett “Houve uma época ante das crenças e praticas religiosas terem ocorrido a qualquer pessoa”... Examine o curioso caso do Culto à Carga...

Quando as grandes navegações europeias alcançaram as isoladas ilhas do Pacífico Sul, no século XVIII, os nativos – melanésios – que habitavam estas remotas paragens ficaram abismados com a nossa tecnologia... Navios a vela majestosos – ou nem tanto – para os padrões melanésios, artefatos mágicos, inimagináveis, como tigelas de aço, facas, espadas, tecidos, vidros, espelhos... Que se transformaram em presente, e os melanésios, assim como nós, eram loucos por presente... E pensaram, precisamos conseguir mais desta ‘carga’, ou dos ‘poderes mágicos’ destes semi-deuses, ou adorá-los... A conclusão dos melanésio foi simples, os europeus eram seus ancestrais – disfarçados –, que haviam regressado do reino dos mortos com incontáveis riquezas... No final do século XIX, missionários luteranos chegaram a Papua Nova Guiné para converter os melanésios sobre o cristianismo... Encontraram uma resistência obstinada dos nativos, contra aqueles ‘sovinas’ semi-deuses, que não traziam presentes, e insistiam em fazê-los entoar hinos em um dialeto estranho... 

Cultos à carga surgiram incontáveis vezes no Pacífico Sul... O mais interessante deles, e principalmente por estar bem documentado, é o culto a John Frum – com as variantes Jon Frum, John From, e também Frumm, Frumme, Fromme... 


Durante a Segunda Grande Guerra, os americanos procuraram estabelecer bases aéreas na ilha Efate, e recrutaram força de trabalho juntos aos nativos nas ilhas de Tanna e Vanatu, ... Quando milhares de trabalhadores regressaram da empreitada, a sociedade inteira foi varrida por uma dramática confusão, e obcecada com as histórias sobre homens brancos e pretos, que possuíam riquezas além dos sonhos dos ilhéus... Vinham dos céus em aves de prata, e podiam voar amarrados a grandes bolsas cheias de ar... 

Os ilhéus então deixaram de ir à igreja e começaram a construir pistas de pouso, armazéns e mastros de rádio de bambu, na crença de que, se tinha funcionado para os norte-americanos, na Efate, funcionaria para eles em Tana...  Modelos esculpidos de aviões, capacetes e rifles norte-americanos foram feitos em bambu e usados como ícones religiosos... 

Os ilhéus começaram a marchar em paradas com as letras USA pintadas, esculpidas ou tatuadas no peito e nas costas... John Frum surgiu como o nome do novo Messias deles, muito embora não haja registros de qualquer soldado norte-americano com este nome... Mas o nome ‘John’ era muito comum, assim como as inscrições ‘From USA’, que podem ter sido modificadas para ‘Frum’... ‘John From USA’... Um pequeno mal entendido pode ter sido suficiente para o reconhecimento de um padrão equivocado...

Também são utilizadas bandeiras aliadas, como a da Inglaterra, e é exibida uma foto do Príncipe Phillip, Duque de Edinburgh... A bandeira e a cruz característica da Cruz Veremelha também é exibida... Os ilhéus guardam muitos artefatos da época, uniformes, fotos, objetos, marcham vestindo calças jeans... 

Quando o último soldado norte-americano deixou o arquipélago no fim da guerra, os ilhéus previram o retorno de John Frum... O movimento continuou a florescer e, em 1957, uma bandeira norte-americana foi erguida na baía Enxofre para declarar a religião John Frum como oficial... Nesse dia, todos os anos, é celebrado o culto a John Frum... Os fanáticos acreditam que John Frum está esperando com seus guerreiros, e escondido no vulcão Yasur, de onde virá para entregar muitos presentes ao povo de Tana...

Monumento a John Frum
Durante as festividades sagradas, os anciãos marcham em imitação do exército americano... Uma espécie de desfile militar com direito a danças tradicionais... O sincretismo e a convergia são marcas típicas do fenômeno da transmutação cultural... O impacto da chegada dos americanos e a respectiva bonança advinda deste evento, deixaram marcas profundas neste povo – autóctone -, que converteu e misturou antigas crenças, às novas especulações, em uma tremenda confusão sincrética, capaz de parir uma nova crença bem diante de nossos olhos...

VIVER É APRENDER!!!


Carlos Sherman

domingo, 26 de junho de 2011

Por outro ângulo... Isso se você quiser ver...




Por outro ângulo...

Quando cessam os argumentos em um debate aberto sobre ‘crenças’, o lado dogmático sempre escolhe um entre dois caminhos: 1. A disputa eloqüente e agressiva, baseando-se apenas no seu fundamento; 2. A alegação de que ‘você não sente’, ‘você não tem fé’...

Colocando o tema sobre outra perspectiva, lembro que os ‘deuses e as crenças vieram de livros ditos sagrados’... Mas como tais livros foram acreditados como sagrados? ‘Bom, são sagrados porque os deuses disseram que são’... Isso constitui um argumento circular, e poderíamos encerrar a discussão por aqui, sendo então que, nada existe a ser discutido... Não existe objeto... Isso porque o ‘sagrado’ é indispensável para ‘sagrar’ um deus como deus... Se não podemos ‘sagrar’ o ‘sagrado’, senão por um deus, como ficamos? Em círculos, e correndo atrás do rabo... Assim não podemos ir a nenhuma parte...

Outro exemplo de argumento circular, ou absurdo, que presenciei enquanto estive no Irã, em uma de minhas 7 viagens ao mundo persa; foi quando o Aiatolá Ali Khamenei conclamou que ‘todos aqueles que querem discutir o relaxamento da pena de morte devem ser executados’... De forma mais suave, sinto como se, por dispor-me a entender a ‘crença na crença’, estivesse sendo sentenciado a ser ‘insensível’... Executado em minha sensibilidade... Na verdade são temas bem distintos como tratarei de ‘demonstrar’, e não são de nenhuma forma 'mutuamente exclusivos'...

Tipicamente, costumo responder a esta questão de ‘você não sente’, lembrado aos ‘crentes’, que enumerem qual dentre os seguintes nomes [com os quais compartilho sentimentos e idéias],  ‘não sentem’ ou ‘não pensam’: Drummond, Pessoa, Mário Quintana, Neruda, Borges, Vargas Llosa, Garcia Marques, Picasso, Da Vinci, Humberto Eco, Jorge Amado, Chaplin, Caetano Veloso, Chico Buarque, David Gilmour, John Lennon? Acho que fica fácil perceber que o sentimento não anula o pensamento e vice-versa...

O conceito filosófico de ‘Reductio Ad Absurdum’ (latim), ou 'redução ao absurdo', tem origem grega; e significaria que podemos reduzir um conjunto de proposições, até chegar a uma ‘redução ao impossível’... Este conceito foi  muito utilizado por Aristóteles... Também é conhecido como argumento ‘apagógico’, ou ‘reductio ad impossibile’ ou, ainda, ‘prova por contradição’... Trata-se de uma argumentação lógica e na qual são assumidas uma ou mais hipóteses e, a partir destas, derivamos até uma consequência dita ‘absurda’ ou ‘ridícula’, e então podemos concluir que a suposição ou proposição original deve ser falsa... Vale-se da ‘Lei da Não-Contradição’, onde ‘uma declaração não pode ser concomitantemente verdadeira e falsa'... Também podemos lançar mão da ‘Lei do Meio Excludente’, onde 'uma sentença não deve ser igualmente verdadeira e falsa'...

Há uma concepção equivocada de que o ‘Reductio Ad Absurdum’ simplesmente denota um ‘argumento bobo’, o que seria por si só, uma ‘falácia lógica’... Na realidade, uma ‘redução ao absurdo’ apropriadamente estruturada constitui um argumento válido e, portanto, uma prova ou demonstração cabal...

Examinemos, pois, à luz do ‘Reductio Ad Absurdum’ as seguintes proposições:
A - ‘A Bíblia é um livro sagrado porque contém verdades';
B – ‘Deus é verdadeiro porque a Bíblia o descreve como verdadeiro’;

Tudo bem até aqui? Acho que sim... A Bíblia é sagrada porque tem autoridade para tal, dizendo apenas a verdade, e Deus é Deus porque a Bíblia diz que ele é Deus... Como a Bíblia está certa, Deus deve ser Deus mesmo, certo?

Então temos:
A - ‘A Bíblia é um livro sagrado porque contém verdades’;
B – ‘Deus é verdadeiro porque a Bíblia o descreve como verdadeiro’;

Mas:
C1 – ‘A Bíblia diz que a Terra é plana, a Terra não é plana, pela Geologia, pela Geografia, pela Astrofísica, et coetera’;
C2 – ‘A Bíblia diz que a Terra está no centro do universo, e que foi criada antes do Sol e das demais estrelas, e não é verdade, pela Astrofísica, Física Nuclear, Química, et coetera’;
C3 – ‘A Bíblia diz que a Terra tem um pouco mais do que 6.000 anos, e isso não é verdade, pela Geologia, pela Astrofísica, Arqueologia, História, et coetera’;
C4 – ‘A Bíblia diz que o Homem [assim como todos os demais animais, insetos, invertebrados, microrganismos] foi criado por Deus diretamente, sem etapas intermediárias, há 6.000 anos, e sabemos que não é verdade pela Genética, Biologia, Neurociência, Antropologia, Paleontologia, et coetera’;
C5 – ‘A Bíblia diz que a mulher foi criada da costela do homem, e sabemos que não é verdade, pela Genética, Biologia, Neurociência, Antropologia, Paleontologia, et coetera’;
C6 – ‘A Bíblia diz que TODAS as doenças são possessão demoníaca, e sabemos que não é verdade pela Medicina, Genética, Biologia, Neurociência, et coetera’;

Então, não apensas por uma contradição (‘C’), mas por 6 contradições acachapantes, podemos dizer que a proposição ‘A’ está errado, ou seja, ‘‘A Bíblia é um livro sagrado porque contém verdades’... Ou seja, a Bíblia contém muitas falsidades ou erros, de forma que não podemos reconhecer sua autoridade e o seu ‘sagrado’, por conter verdades... E logo, a proposição ‘B’, de que ‘Deus é verdadeiro porque a Bíblia o descreve como verdadeiro’, também não se sustenta, sem 'A'... Então significa que ‘a Bíblia não é suficiente para descrever a existência de Deus’... Sem contar que,  quem ‘supostamente’ protagoniza a Bíblia é Deus, ou o seu filho, que também é ele mesmo (!?!)... E como acabamos de demonstrar, em 6 questões ESSENCIAIS para a vida, a Bíblia está completamente errada... 

Logo, antes de adotar uma posição arrogante sobre sua crença, seja ela qual for, esteja ciente de que nada sustenta sua crença além da sua vontade, sua fantasia, ou a fantasia da cultura da qual você faz parte... Pode decorrer também de caprichos, interesses, mas não será um argumento racional... Sobre a racionalidade 'vs' a sensibilidade, acho que também ficou bem claro não haver a mínima relação...

Crer não é nobre... É frágil, desesperado... Vazio...

Finalmente, sim, discutir crenças envolve temas objetivos; como ficou demonstrado... Envolve Física, Astrofísica, Astronomia, Química, Biologia, Genética, Antropologia, Paleontologia, Geologia, Medicina (Fisiologia, Endocrinologia, Neoruologia, et coetera), Neurociência Cognitiva, História, Geografia, et coetera...  

Um último 'toque', refere-se ao conceito de 'Mitologia'... Segundo o maior mitologista que já existiu, Joseph Campbell, 'a Mitologia são os deus dos outros... Sim, porque 'o seu deus é sagrado', e o dos outros não... Então repare como, em relação a Thor, Odin, Hórus, Krishna, Ogúm, Oxossi, Yemanjá, Juju da Montanha, somos todos descrentes... Eu e você... A nossa diferença básica está no fato de que eu não acredito apenas em um deus à mais do que você... Eu 'também' não acredito no 'seu deus'... Ou seja, coincidimos em 'não crer' para os milhares de deuses criados e adorados pelo homem, em 150.000 anos de crenças, só que eu não acredito no seu deus também... Diferimos apenas em um deus em quase 4.000... Discordamos apenas em um deus em 4.000... Isso não é nada, não é verdade?

Continue fugindo de entender... Continue, então, fugindo da verdade... Continue agarrada aos seus fantasmas, e reagindo com subterfúgios... Só porque a vida não é como você gostaria que fosse... Solte a corda, deixe-se cair de encontro à liberdade... Esteja de pé e não mais de joelhos... Basta de súplicas, use os seus braços para construir sobre a realidade... Seja útil, tenha uma vida digna... Eternize-se por seus feitos e não por seu medo...

Carlos Sherman




O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
Mário Quintana