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sábado, 5 de janeiro de 2013

Mais Sobre 'Certezas, Relativização e Conhecimento'...



Mais Sobre 'Certezas, Relativização e Conhecimento'...

Posso afirmar, sem o risco que tropeçar em qualquer armadilha epistemológica, que o conhecimento disponível e organizado pela humanidade, está muito mais próximo do conhecimento 'total' - se possível fosse estabelecê-lo -, do que o conhecimento médio efetivo de um indivíduo se encontra em relação à este conhecimento disponível - de cátedra; em qualquer área do conhecimento... As pessoas, na média, estão muito mais distantes do conhecimento disponível, do que imaginam... E por conseguinte, e por completa ignorância, inferem que o conhecimento disponível pode ser reduzido à total relativização; i.e., por pura ignorância, e amiúde, questionam as 'certezas' científicas abjurando sobre a existência de 'certezas'... Trata-se de um desvio de confirmação, um recurso mental, o mesmo recurso responsável por todo o tipo defesa em favor de crenças e alusões ao sobrenatural... O recurso da ignorância, do tipo que pouco se importa com a verdade... Quem nada sabe em tudo crê, e a abjura que outros possam saber... A confusão se estende aos confins, até a fronteira entre o inexplicável e o inexplicado... Estudar é preciso... Calar e aprender antes de subir em palanque e discursar, imperioso... Triste e recursivo destino...

Carlos Sherman

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Freud Um Delírio...

Michel Onfray 'Crepúsculo de um Ídolo, a Fábula Freudiana'...

"Há um século, Sigmundo Freud [...] , 'acreditava' que por trás de cada caso de histeria havia uma lembrança reprimida de abuso sexual na infância. Mas acabou mudando a sua 'explicação', para afirmar que a histeria é causada por FANTASIAS - nem todas desagradáveis - de ter sofrido abuso sexual quando criança. O peso da culpa foi então transferido por Freud do pai e a da mãe para a criança. [...] A razão para Freud ter 'mudado de ideia' ainda está em discussão - as explicações vão desde ele ter provocado escândalo entre seus colegas vienenses do sexo masculino de meio idade, até TER LEVADO MUITO À SÉRIO AS HISTÓRIAS DOS HISTÉRICOS." - Carl Sagan, Um Mundo Assombrado por Demônios, p. 157...

"Um paralelo assustador com a caça as bruxas na Idade Média é o 'resgate de memórias'. Memórias resgatadas são supostas memórias de abuso sexual na infância, reprimidas pelas vítimas, mas lembradas décadas depois pelo uso de técnicas psicanalíticas 'especiais', como pergunta sugestivas, hipinose, regressão de idade por meio de hipnose, visualização, drogas, interpretação dos sonhos. [...] Ausentes no início da terapia, as memórias de abuso sexual na infância são logo criadas por meio de semanas e meses de aplicação de tais 'técnicas terapêuticas especiais'. Então aparecem os nomes - pai, mãe, avô, tio, irmão, amigos do pai e assim por diante. A seguir vem a confrontação com o acusado. O resultado são famílias destruídas (ver Hochman, 1993). [...] O escritor Richard Webster em seu fascinante 'FREUD ESTAVA ERRADO. POR QUÊ?' (Campo das Letras, 2002), [...]" - Michael Shermer, 'Porque as pessoas acreditam em coisas estranhas', p.138,139...

‎"O comentário social contemporâneo fundamenta-se em concepções arcaicas da mente. Vítimas explodem sob pressão, os meninos são condicionados a fazer isto, as mulheres sofrem lavagem cerebral para valorizar aquilo, as meninas são ensinadas a serem de tal e tal modo. De onde vêm essas explicações? DO MODELO HIDRÁULICO OITOCENTISTA DE FREUD, dos cães salivando e ratos apertadores de botões do behaviorismo, das tramas para controlar a mente nos filmes de segunda categoria da época da Guerra Fria, dos filhos ingênuos e obedientes de 'Papai Sabe-Tudo'" - Steven Pinker, Como a Mente Funciona, p.65...


 "Todos somos ignorantes. A diferença é que nem todos ignoramos as mesmas coisas." - Albert Einstein

"Fico chocado com o fato de Freud ambicionar deslindar a psiquê humana desprezando - em seu modelo hidráulico - a Genética, a Neurologia, toda a Bioquímica do Corpo, a Fisiologia, a Endocrinologia... Só por isso mereceria toda a atenção crítica... O grande Lamarck, em dado momento, se equivocou; mas Freud mentiu e enganou... Trata-se - comprovadamente - de delírio, trapaça, fraude, charlatanismo... Caso de polícia - Carlos Sherman


domingo, 15 de janeiro de 2012

Os Meus Hereges Preferidos...



Os meus Hereges preferidos... 
(dedicado à Juliana e ao Ciel)

Charles Darwin,
Voltaire, 
Carl Sagan,
Claude Lévi-Strauss,
Carlos Drummond de Andrade,
Cora Coralina,
Ayn Rand,
Jorge Luis Borges,
Fernando Pessoa,
Mário Quintana,
Friedrich Nietzsche, 
Bertrand Russel,
Drauzio Varella,
David Gilmour,
Richard Dawkins,

Roger Waters,

Pablo Neruda,
Gabriel Garcia Marques,
Albert Eisntein,
Charles Chaplin,
Denis Diderot,
David Hume,
Chico Buarque,
Caetano Veloso,
Richard Feynman, 
Neil deGrasse Tyson,
Hipatia de Alexandria,
Michael Shermer,
Jacob Bronowski, 
Stephen Hawking, 
Carolyn Porco,
Epicuro,
Sócrates,
Demócrito,
Aristarco,
Galileu Galilei,
Jack Nicholson,
Leonardo Da Vinci,
Federico Fellini,
Michel Onfray,
José Saramago,
Vargas Llosa,
Jorge Amado,
Machado de Assis,
Humberto Eco,
Luis Fernando Veríssimo,
Arnaldo Jabor,
Francis Crick,
Stephen Jay Gould,
Steven Pinker,
Eric Kandel,
V.S. Ramachandran,
Daniel Dennett,
James Watson,
James Rand,
Isaac Assimov,
Betinho,
John Lennon,
Dias Gomes
Paul McCartney,
Raul Seixas,
Charles Dickens,
Chico Anysio,
Lima Duarte,
Paulo Autran,
Ferreira Gullar,
Hugh Laurie,
Ernest Hemingway,
Marcelo Gleiser,
Mark Twain,
Monteiro Lobato,
Oscar Niemayer,
Pablo Picasso,
Paul Dirac,
Mario Lago
John Malkovich,
Lance Armstrong,
John Maynard Smith,
Le Corbusier,
João Cabral de Melo Neto,
Karl Popper,
John Stuart Mill,
Lenine
Linus Pauling
Ludwig Feuerbach
Luis Buñuel
Johnny Deep,
Erwin Schrodinger,
Jean-Pierre Lapalce;
Jean-Paul Sartre,
Simone de Beauvoir
James Joyce,
Robin Williams,
Patch Adams,
Rosa de Luxemburgo,
Arthur Schopenhauer,
Auguste Comte,
Thomas Huxley,
Gertrud Stein,
Ingmar Bergman,
Jimmy Wales,
Sam Harris,
Ludwig Wittgenstein,
William James,
Frank Zappa
François Truffaut,
Steve Jobs,
Mark Zuckerberg,
Bill Gates, 
Marlon Brando
Mark Knopfler,
Michel Foucault
George Soros,
Joseph Campbell,
Shlomo Sand,
Thomas Edison,
Albert Camus,
Santiago Ramon y Cajal,
Aldous Huxley,
Alfred Hitchcock,
Alfred Kinsey,
Anaxágoras de Clazômenas,
Hippo,
Anaximandro,
Wilder Penfield,
Galeno,
Hipócrates,
Giordano Bruno,
Gregor Johann Mendel,
Nicolau Copérnico,
Maurice Ravel,
Johannes Kepler,
Isaac Newton,
Nick Mason,
Nikolai Rimsky-Korsakov
Michelângelo,
Martin Heidegger,
Bento de Spinoza,
Claude Bernard,
Sergei Korsakov,
Pierre Paul Broca,
Korbinian Broadmann,
James Parkinson,
Charles Scott Sherrington,
Harvey Williams Cushing,
George Huntington,
Ziraldo
Vinicius de Moraes
William Bradford Shockley,
Thomas Jefferson,
Teodoro,
Steve Allen,
Woody Allen,
Robert Altman,
Richard Strauss
Robert Green Ingersoll,
Serguei Prokofiev,
Warren Buffett,
Xenófanes
Pier Paolo Pasolini,
Pierre Berton,
Phil Collins,
Dr. OZ,
Rowan Atkinson,
Noam Chomsky,
Oliver Sacks,
Omar Sharif,
Oswald de Andrade,
Franz Gall,
Charles Bell,
Walter Campbell,
Carl Wernicke,
Camillo Golgi,
Alois Alzheimer
Leucipo...

E ainda:
André Breton,
Andréa Beltrão,
Angelina Jolie,
Ann Druyan,
Antonio Banderas,
Antônio Fagundes,
Arthur C. Clarke,
Arthur Miller,
Bill Maher,
Brad Pitt,
Brian Eno,
Bruce Willis,
Barack Obama,
Barão d'Holbach,
Billy Joel,
Björk,
Bob Geldof,
Bruce Lee,
Burt Lancaster,
Camila Pitanga,
Cassia Eller,
Christopher Hitchens,
Christopher Reeve,
Cláudia Raia,
Daniel Radcliffe,
David Bowie,
Deborah Evelyn,
Dercy Gonçalves,
Diane Keaton,
Daniel Filho,
Danton Mello,
Dave Matthews,
David Edgar,
David Gray,
Derren Brown,
Diogo Mainardi,
Dmitri Shostakovitch,
Eddie Vedder,
Emma Thompson,
Édson Celulari,
Émile Zola,
Eurípedes
Eva Green
Evêmero
Fernando Alonso,
Fernando Henrique Cardoso,
Fernão de Magalhães,
Frank Miller,
George Carlin,
George Clooney,
Gene Wilder,
George Orwell,
Giuseppe Garibaldi,
Glória Maria,
Graciliano Ramos,
Graham Greene,
Guy Pratt,
H. G. Wells,
Hector Berlioz,
Hélio Schwartsman,
Herson Capri,
Iuri Gagarin,
Ivan Petrovich Pavlov,
James Cameron,
Jodie Foster,
Julianne Moore,
James Callaghan,
Jim Crace,
João Luíz Woerdenbag Filho, Lobão
Johan Cruijff,
Johannes Brahms,
John Doyle,
John Ernest,
John Huston,
Joseph Agassi,
Juca Kfouri,
Katharine Hepburn,
Keanu Reeves,
Ken Follett,
Kevin Bacon,
Larry Flynt,
Lauro César Muniz,
Leila Diniz,
Leon Trótski,
Leonard Susskind,
Monica Bellucci,
Marcelo Rubens Paiva,
Marlene Dietrich,
Marquês de Sade,
Matheus Barbosa,
Matheus Nachtergaele,
Mathias Gonzalez,
Max Cavalera,
Michael Caine,
Mikhail Gorbachov,
Milos Forman,
Nílton Santos,
Noel Gallagher,
Nando Reis,
Nick Cave,
Nick Cohen,
Oscar Filho,
Oswaldino Ribeiro Marques,
PC Siqueira,
Penn & Teller,
Pascual Romero,
Paul Delos Boyer,
Paul Edwards,
Paul Feyerabend,
Paul Gray,
Paulo César Pereio
Paulo Francis,
Peter Greenaway,
Pierre Boulez,
Pol Pot,
Prachanda,
Primo Levi,
Rebecca Goldstein,
Ricardo Boechat,
Raul Pompeia,
Ricky Gervais,
Robert I. Sherman,
Robert Spitzer,
Robin Cook,
Rubem Alves,
Rubem Fonseca,
Salman Rushdie,
Sarah Bernhardt,
Sandro Pertini,
Sean Penn,
Selton Mello,
Simon Le Bon,
Simon Napier-Bell,
Skandar Keynes,
Stephen Edwin King,
Steve Jones,
Steven Soderbergh,
Steven Weinberg,
Theo van Gogh,
Tim Maia,
Tim Minchin,
Tom Wolfe,
Tony Bellotto,
Tracey Thorn,
Trent Reznor,
Uma Thurman,
Ute Lemper,
Wendy Turner Webster,
Will Wyatt,
William B. Davis,
William Bateson,
William Boyd,
William Cooper,
William Golding,
William Thompson,
Zac Efron,

Com toda a certeza, os maiores nomes da saga humana estão nesta lista... Faltam muitos, mas os mais importantes estão aí... E seguramente boa parte de seus maiores ídolos... Todos livres, pensantes, e trabalhando pela humanidade... Aceito sugestões e vamos completando a listinha...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

The Last Letter of Einstein...




An abridgement of the letter from Albert Einstein to Eric Gutkind from Princeton in January 1954, translated from German by Joan Stambaugh. Sold at Bloomsbury, London:

... I read a great deal in the last days of your book, and thank you very much for sending it to me. What especially struck me about it was this. With regard to the factual attitude to life and to the human community we have a great deal in common.

... The word God is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can (for me) change this. These subtilised interpretations are highly manifold according to their nature and have almost nothing to do with the original text. For me the Jewish religion like all other religions is an incarnation of the most childish superstitions. And the Jewish people to whom I gladly belong and with whose mentality I have a deep affinity have no different quality for me than all other people. As far as my experience goes, they are also no better than other human groups, although they are protected from the worst cancers by a lack of power. Otherwise I cannot see anything 'chosen' about them.

In general I find it painful that you claim a privileged position and try to defend it by two walls of pride, an external one as a man and an internal one as a Jew. As a man you claim, so to speak, a dispensation from causality otherwise accepted, as a Jew the priviliege of monotheism. But a limited causality is no longer a causality at all, as our wonderful Spinoza recognized with all incision, probably as the first one. And the animistic interpretations of the religions of nature are in principle not annulled by monopolisation. With such walls we can only attain a certain self-deception, but our moral efforts are not furthered by them. On the contrary.

Now that I have quite openly stated our differences in intellectual convictions it is still clear to me that we are quite close to each other in essential things, ie in our evalutations of human behaviour. What separates us are only intellectual 'props' and 'rationalisation' in Freud's language. Therefore I think that we would understand each other quite well if we talked about concrete things. With friendly thanks and best wishes

Yours,  
                                           





terça-feira, 19 de abril de 2011

Einstein e o Fim da Polêmica...



Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião. A carta foi escrita em 1954, um ano antes da morte de Einstein, em resposta ao livro de Gutkind "Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta" (em tradução livre), e passou os últimos 50 anos nas mãos de um colecionador particular. O documento foi leiloado pela casa de leilões Bloomsbury Auctions, em Londres. 
“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis”, escreve Einstein que, apesar de judeu, freqüentou uma escola católica na infância.
(…)
“Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é a encarnação de algumas das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual tenho o prazer de pertencer e com cuja mentalidade tenho grande afinidade, não tem qualquer diferença de qualidade para mim em relação aos outros povos.”
“Até onde vai minha experiência, eles não são melhores que nenhum outro grupo de humanos, apesar de estarem protegidos dos piores cânceres por falta de poder. Mas além disso, não consigo ver nada de ‘escolhido’ sobre eles.”
A carta esclarece finalmente a polêmica sobre as supostas crenças religiosas de Einstein, já que, declarações anteriores haviam sido interpretadas como se o cientista acreditasse em uma espécie de deus ou divindade. Esta é a última correspondência de Einstein, que embora tenha mantido sempre uma conduta política, procurou colocar um ponto final nas especulações.
Fonte: BBC