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domingo, 15 de janeiro de 2012

A Fábula Freudiana...



Freud, Sigmund Freud, acreditava em Telepatia, Numerologia, Má Sorte, Mal Olhado, Signos Cabalísticos, Espíritos... Freud inventou a 'atenção flutuante', ou melhor, a técnica de executar uma sessão de análise com o psicanalista - literalmente - dormindo, enquanto as suas 'consciências' permanecem em comunicação (Recomendações aos Médicos que Exercem a Psicanálise - Freud), enquanto o paciente pagava EU450 por sessão - corrigido a valor presente... Mas o paciente deveria acordar o psicanalista para efetuar o pagamento antes de sair...

Freud acreditava que, em um relacionamento, um casal, sob a ótica feminina, é a única forma de reabilitar a sua frustração por não ter um pênis... Então ela procura por um parceiro para 'ter um pênis para chamar de seu'... Freud acreditava, basicamente,  que todos os meninos desejavam 'comer a própria mamãe', e temiam o pai, que por sua vez, pretendia evitar o incesto 'castrando o próprio filho'... É mole ou quer mais?

Freud acreditava e redigia tratados, dizendo que o enjoo nos primeiros meses da gravidez decorrem da frustração da mulher em função da rejeição de seu marido; e então a mãe tenta vomitar o feto, ou seja o próprio filho... O organismo não é tão burro assim... Freud baseou absolutamente tudo no comportamento humano em sexo, em em desejos reprimidos - sempre -, além de severamente doentios... 


Freud nutria um desejo doentio por sua mãe - descrito em todas as suas biografias -, e tratava de projetar esta experiência sobre a humanidade como um padrão...


Todos os casos de sucesso e cura relatados por Freud são fraudes... Com destaque para os clássicos: O Homem dos Ratos, Dora, Anna O., Bertha Pappenheim, Fanny Moser, Fräulein Elizabeth von R., Fräulein Katharina, Fräulein Lucy R., O Pequeno Hans, O Homem dos Lobos...



Freud foi um dos primeiros usuários e proponentes da cocaína como medicamento... Ele escreveu vários artigos sobre as qualidades antidepressivas da COCAÍNA... Fliess, amigo de Freud, operou o nariz de vários pacientes de Freud, que ele acreditava estarem sofrendo de "neurose nasal reflexa" - que viagem -, incluindo Emma Eckstein, cuja cirurgia foi desastrosa... 


Utilizar a Navalha de Ockham está fora de questão? Ou seja, as narinas não podem estar sofrendo pela corrosão da cocaína? Simplesmente? Trata-se de 'neurose nasal'? Isso é ofensivo e desonesto, degradante...


Freud achava que a cocaína seria revolucionária para muitos dos seus "transtornos", e escreveu um aclamado artigo dito "científico" sobre sua "descoberta": "On Coca"; ressaltando as virtudes deste poderoso "medicamento", e suas faculdades "curativas"...


Freud dizia que os pobres não poderiam ser curados, porque não queriam ser curados... Somente os ricos desejavam realmente a reabilitação... Sobre a pretensa adesão de Freud a causas como o Feminismo, Homossexualismo e terapias gratuitas, tratam-se de vergonhosas LENDAS... 

Tudo isso está claríssimo e documentado na correspondência de Freud com Wilhelm Fliess e Max Eitingon, e na sua 'obra' A "Interpretação dos Sonhos", "Recomendações aos Médicos que Exercem a Psicanálise - Obras Completas de Sigmund Freud: Vol. 12", entre outras... 

Os argumentos de Onfray, e do Livro Negro da Psicanálise nunca foram contestados... Os brados, das legiões psicanalíticas, que vêem o seu ganha-pão e seu status minguar, é dizer que "existem pacientes por todo o mundo", cursos, profissionais"... E daí? Existem ainda mais crentes, pastores, padres, e igrejas em todo o mundo, e a religião não deixa de ser uma fábula muito mal contada... Não é porque existem adeptos e agremiações em todo o mundo que o comunismo deixará de ser uma falácia histórica, cínica, hipócrita e cruel...


O Argumentum ad populum (ou Apelo à Popularidade ou à Quantidade), assim o Argumentum ad verecundiam (ou Apelo à Autoridade) ou Argumentum magister dixit (ou Apelo ao 'Meu Mestre Disse), estão refutados e assinalados... 

O Freudianismo, a exemplo de outros 'ismos' - cristianismo, espiritismo, islamismo, comunismo -, tratava de INCUTIR O MEDO PARA VENDER SALVAÇÃO... Este MEDO residia na aparente 'complexidade' de sua teoria... 'Freud explica', este era o jargão... O Freudianismo é uma ofensa a humanidade, promovendo como meio de CURA uma CRENÇA que nunca foi provada cientificamente - e que foi de certa forma plagiada a Josef Breuer, Francis Galton, entre outros... Freud foi um viciado em cocaína, um homem doentio, ambicioso, vaidoso, oportunista e competitivo, que sonhava em ter um busto na escola onde havia estudado... 


Freud foi um mestre sim; um mestre do marketing...

E neste sonho freudiano, um século de nossa civilização ficou imerso em uma caricatura sexual obscura e doentia... 



Carlos Sherman 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Freud, exumado, e com o diploma caçado... Finalmente...


“Freud está sendo exumado por Michel Onfray para ter o diploma caçado... Finalmente...” – Carlos Sherman

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Freud é conhecidíssimo. Virou lugar-comum o bordão “Freud explica…”, e todos já ouviram falar no austríaco esquisitão (deve ser algo na água que faz os austríacos serem meio birutas). Alguns acham que Freud é um gênio, outros que nem tanto, que ele foi superado pelos seus discípulos. Só que agora, Michel Onfray, autor do Tratado de Ateologia, chega chutando o pau da barraca e mete os dois pés no peito dos adoradores do velhinho do charuto. Para ele, Freud não passa de um charlatão, mentiroso, fracassado e defensor de regimes totalitários. Só não chamou de bobo, feio e chato, porque aí era demais (ou não).

Freud era um médico mediano. Teve a “brilhante” idéia de ministrar cocaína aos seus pacientes, escrevendo três artigos onde defendia o uso do referido alcalóide como medicamento. O mais significativo de todos é o seu breve artigo, publicado em janeiro de 1885, “Uma contribuição para o conhecimento do efeito da cocaína”. Infelizmente, Freud cometeu um pequenino erro. Um errinho de nada. Ele apenas prescreveu uma dose de cocaína a uma de suas pacientes. E isso foi fatal para ela. A paciente morreu e Freud largou de mão de usar medicamentos, passando a considerar que poderia tratar pacientes sem nenhum tipo de droga. A bem da verdade, o próprio Freud curtia o uso da cocaína, também, mas deixemos isso de lado. A partir da morte da paciente, surge a Psicanálise que, ao meu ver, é tão científica quanto tarot, astrologia ou jogada de búzios.

Nas palavras de Carl Sagan:
Podemos rezar pela vítima de cólera, ou podemos lhe dar quinhentos miligramas de tetraciclina a cada doze horas. (Ainda existe uma religião, a ciência cristã, que nega a teoria que atribui as doenças a micróbios; se a oração não produz efeito, o fiel prefere que os filhos morram a lhes dar antibióticos.) Podemos tentar a quase inútil terapia psicanalítica pela fala com o paciente esquizofrênico, ou podemos lhe dar trezentos a quinhentos miligramas de clazepina. Os tratamentos científicos são centenas ou milhares de vezes mais eficazes do que os alternativos. (E, mesmo quando os alternativos parecem funcionar, não sabemos realmente se desempenharam algum papel: melhoras espontâneas, até de cólera e esquizofrenia, podem ocorrer sem rezas e sem psicanálise.) Renunciar à ciência significa abandonar muito mais do que o ar-condicionado, o toca-disco CD, os secadores de cabelo e os carros velozes.
- Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demônios.

A verdade é que se formos analisar sob a óptica da epistemologia à lá Popper e Khun, Psicanálise não é, nunca foi, nem nunca será Ciência. Não há reprodutibilidade, não há comprovação empírica, não há falseabilidade. Não há nada senão um blábláblá entre paciente e terapeuta. No livro Le Crepuscule d’une Idole – L’Affabulation Freudienne (O Crepúsculo de um Ídolo – A Fábula Freudiana), Onfray argumenta que há validade nos trabalhos de Freud unicamente no que diz respeito ao próprio Freud, isto é, ali só tem o reflexo de sua vida atormentada. Só isso, nada mais. Não pode ser empregada para servir de tratamento para outras pessoas.

As opiniões de Onfray estão causando um furor nos adeptos do neurótico austríaco. A historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco afirmou em artigo em Le Nouvel Observateur que o novo texto de Onfray está “cheio de erros” e “rumores”, além de acusar Onfray de ter tirado as coisas do contexto. Aliás, eu já estou cansado de ouvir esta ladainha de “texto sem contexto é pretexto, blé!”. Não é à toa que Onfray comparou a psicanálise com o fenômeno religioso.

Outro que surtou nas tamancas foi o psiquiatra e psicanalista Serge Hefez. Segundo ele, “o que fazemos todos nós [psicanalistas] em nossos consultórios, centros de terapia familiar, conjugal, nossos hospitais (…) senão ajudar o sujeito a se converter em ator de sua própria história?” Uma frase linda maios vazia por si só. Ainda segundo o bom doutor, “a psicanálise cura, é um tratamento útil e vivo praticado por milhares de terapeutas conscienciosos que conhecem fracassos, sucessos parciais e sucessos.”

Vamos ver… Bem, antes de eu fazer um comentário, vejamos o que foi dito num debate com o filósofo francês e a psicanalista francesa Julia Kristeva. Segundo ela, a psicanálise é um mecanismo para tratar de problemas como histeria etc. Coisa que ela não precisava falar, já que esses são títulos dos livros do Freud. Todos os supracitados “especialistas” partem ara as falácias de apelo à multidão, apelo ao número e apelo à misericórdia. 


Só que o Onfray fuzilou logo, mencionando que a psicanálise não tem resultados efetivos maiores que as terapias tidas como “alternativas”, como magnetismo, radiestesia e até exorcismo, que tudo isso não passa de um simples efeito placebo. E a defesa exacerbada é bem semelhante ao que vemos aqui quando falamos que o Dilúvio é uma grossa mentira, e mesmo assim vem algum tosco argumentando da mesma forma (muitas pessoas viram, a Bíblia mudou a vida das pessoas, não é crendice e coisa e tal.

Talvez Onfray exagere no tocante a ligar Freud com ditadores como Mussolini, mas que a Psicanálise não goza de resultados confiáveis, isso é claro para uma pessoa que examine de perto a situação. No fundo, podem até alegar que Psicanálise é reconhecida no meio acadêmico, mas devemos ter em mente também que aquela palhaçada de beber água pura, chamada de Homeopatia, é até especialidade médica.

Para terminar, temos um “causo”. Freud estava tratando de uma mulher que tinha sempre a impressão de estar sentindo cheiro de pudim de laranja queimado. Acontece que o bom Freud vaticinou que as sensações olfativas da distinta senhorita eram sintomas de histeria crônica. Misteriosamente, a paciente deixa de ir no consultório. Tempos depois, Freud a encontra e pergunta como ela tem passado. Ela diz que muito bem, que descobrira que o cheiro de pudim queimado era devido à vizinha, que sempre deixava o doce queimar, mas jogava pela janela para que o marido não visse. (história contada no livro A Assustadora história da Medicina, de Richard Gordon)

Fontes: BBC Brasil/ Pensata



1 de 2 Michel Onfray vs. Freud Acto II en ONPC

1 de 5 Michel Onfray contra Freud en ONPC

Freud é "froida"...


“Freud está sendo exumado por Michel Onfray para ter o diploma caçado... Finalmente...” – Carlos Sherman


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carta a Onfray...


Carta enviada a Michel Onfray (versão em português), congratulando-me com seu novo trabalho sobre Freud (O Crepúsculo de um Ídolo)... Esta carta chegou ao seu destino e fiquei muito orgulhoso pela acolhida e a pronta resposta de Onfray... Espero que continuemos o bate-papo...


São Paulo, 10 de Abril de 2011.



Prezado Senhor Onfray,

Será uma honra se está mensagem chegar ao seu destino. Sinto-me em boa companhia com a sua integridade intelectual, e sou um leitor de seus livros. Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo magistral trabalho sobre a farsa de Freud, em toda sua dimensão. Humildemente, gostaria de dizer, que venho defendendo, solitariamente, a mesma idéia, ao longo de quase 20 anos; e este livro é como  l'arrivée de la cavalerie ("a chegada da cavalaria"), e muito obrigado por isso.

Humildemente, gostaria de dizer que tenho escrito sobre o tema, e o fenômeno realmente remonta a uma espécie de religiosidade, seita, um misto de charlatanismo e nossa tendência a buscar ídolos. Ainda não li vosso livro, mas acompanhei algumas entrevistas e comentários, e espero ansiosamente para conferir cada uma das 500 páginas desta obra, que presumo ser "prima". Um baluarte da coragem, da liberdade, e da clareza.

Derrubar mais este ídolo, mais esta absurda ilusão, está custando e custará a sua paz. Nenhuma luta por romper os paradigmas da história foi fácil. E esta também não será. Tenha-me ao seu lado, respeitados os limites do meu alcance acadêmico. E sem dúvidas, valorosos "guerreiros da liberdade total" virão se juntar.

Por fim, sinto-em impulsionado a prestar algum tipo de serviço à humanidade, na luta pela integridade intelectual; e que convirja para a integridade humana, e a atitude genuinamente ética. Uma luta que transcende os limites do meu cotidiano. Estudei Engenharia Eletrônica, e sou formado em Matemática, sou empresário, mas trabalho a 20 anos em um "projeto" denominado Ethos. Parafraseando Dennett, "encontrei alguma coisa que seja maior do que a minha vida"; e dedico parte importante de meu tempo, um misto de paixão e dedicação profissional, escrevendo sobre a "relação entre a atitude ética e a atitude científica diante da vida". Disto trata o meu "Ethos". Tenho escrito ensaios, cuja pesquisa contribuiu muito na minha formação "não oficial" em diversas áreas. Espero no futuro poder contar com vosso aconselhamento, e busco servir à liberdade humana através do conhecimento.

"O conhecimento e a educação não garantem a utopia de um mundo ´perfeitamente justo´... O conhecimento e a educação são o melhor caminho para um mundo mais justo... E isso basta... Por enquanto... " -- Carlos Sherman 

Perdoe o meu francês. Muito cordialmente.

Carlos Leger Sherman Palmer




segunda-feira, 11 de abril de 2011

Michel Onfray El crepúsculo de un ídolo Parte 1 de10

A ilusão do livre-arbítrio

Etiquetas psiquiátricas de trastornos inventados | Spot del CCHRInt

l'arrivée de la cavalerie



Em resposta ao belíssimo artigo publicado na FolhaOnLine, pelo filósofo Hélio Schwartsman, comentando sobre o recente livro de também filósofo Michel Onfray, "Le Crepuscule d'une Idole - L'Affabulation Freudienne" (O Crepúsculo de um Ídolo - A Fabulação Freudiana), ainda não publicado no Brasil, escrevi:
Bruno, excelente comentário, e gostaria também de elogiar a bela matéria do Hélio. O livro infelizmente ainda não foi lançado em português, também não consigo um exemplar em inglês, e meu francês é muito "petit poá", de forma que pude acompanhar as entrevistas de Onfray pela internet, e tive a honra de trocar alguns e-mails diretamente com ele.

Como disse a Onfray, foi como "l'arrivée de la cavalerie"... Estive durante anos escrevendo sobre o que considero um dos grandes absurdos históricos, Freud... Sou implacável quando se trata de Freud, e mesmo a questão do inconsciente está sendo revista sobre uma nova ótica, menos "compartimentada". A Neurociência Cognitiva, e uma verdadeira revolução em outras área como a Genética e a Biologia, estão reescrevendo o entendimento de "Como a Mente Funciona", parafraseando Pinker. Tudo está mudando, a psicanálise nunca foi ciência como você bem disse, de forma que seus feitos nunca foram comprovados....

O "Complexo de Édipo" é uma falácia, e remonta do desejo doentio de Freud com respeito à própria mãe, assim como um profundo desprezo pelo pai. No famoso caso do "Pequeno Hans", onde Freud estudo a fobia do menino por cavalos; concluindo que o menino considerava os freios do cavalos, similares ao bigode de seu pai, e daí o medo da castração pelo seu pai, em virtude de seu desejo pela sua mãe. Quando apresento semelhante diagnóstico, o pai disse que o trauma decorreu de uma queda de uma cavalo anos antes. E só.

No caso do enjôo nos primeiros meses de gravidez, Freud concluiu tratar-se da tentativa de aborto por parte da mulher, "vomitando o feto", em razão da rejeição sexual do marido. Atualmente sabemos que durante as primeiras semanas de gestação, o organismo rejeita alimentos registrados por nosso cérebro como contendo risco de intoxicação. Passado o período crítico de formação do feto, o organismo sede e a ingestão de alimentos é novamente normalizada. Como Freud não foi confrontado com a questão do organismo confundir o útero com o estômago?

Compartilho da visão de Onfray de que Freud simplesmente projetou a si mesmo em sua psicanálise. E o impacto de seus devaneios são comparáveis ao impacto de qualquer religião. Resta saber como faremos a transposição do conhecimento moderno sobre a mente para os nossos sistemas clínicos e educacionais. E a Onfray desejo boa sorte contra a Inquisição Psicanalítica. Um forte abraço a todos.