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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fracassa Suicídio Homeopático...




Fracassa suicídio homeopático de céticos britânicos...

Precisamente às 10:23 da manhã do último dia 30 de janeiro, mais de 400 céticos britânicos ingeriram quantidades maciças de remédios homeopáticos buscando uma “overdose” que, se a homeopatia funcionasse, deveria ter causado sérias consequências. Felizmente, como se queria demonstrar, todos saíram ilesos deste protesto público contra a venda de “remédios” homeopáticos que não possuem qualquer efeito comprovado além do placebo. Uma overdose de pílulas de açúcar não tem efeito maior do que uma bala. De doce, claro.

“Pensamos que não se deveria vender pílulas de açúcar a pessoas que estão doentes. A homeopatia nunca funciona melhor que um placebo. Os remédios são tão diluídos que não há nada neles”, declarou Michael Marshall, da Sociedade de Céticos de Merseyside. E nestas declarações, Marshall estava incrivelmente apenas repetindo as declarações de quem vende tais produtos e mesmo daqueles que os receitam. Explica-se.

Um dos principais alvos da campanha 10:23 foi a cadeia de farmácias “Boots”, que oferece produtos homeopáticos em suas prateleiras lado a lado com remédios que realmente possuem algum efeito. O mais impressionante é que há meses o principal responsável pela rede de farmácias, Paul Bennett, já havia admitido que os produtos são vendidos porque são populares, e não porque sejam efetivos no tratamento de qualquer doença.

“Não tenho nenhuma prova de que esses produtos funcionam. Trata-se da livre escolha do consumidor, e um grande número de nossos clientes crêem que são eficazes”, declarou ao Comitê de Ciência e Tecnologia à Câmara dos Comuns em Londres. A rede de farmácias parece feliz em respeitar a livre escolha de seus clientes quando isto significa lucrar vendendo produtos que não funcionam.

Em resposta ao protesto cético contra a venda de produtos inócuos a consumidores incautos, mesmo o Conselho de Homeopatas da Nova Zelândia já foi forçado a reconhecer que seus produtos não contêm “substâncias materiais”. A porta-voz do conselho, Mary Glaisyer, admitiu publicamente que “não resta nenhuma molécula da substância original”. É reconhecidamente apenas água ou açúcar. Vale repetir, como Bennett reconheceu, sem nenhum efeito comprovado.

Mesmo antes da demonstração cética, um episódio no início de dezembro de 2009 que poderia ser trágico terminou cômico quando a filha do músico Billy Joel, Alexa Ray Joel, tentou se suicidar tomando uma overdose de remédios. O detalhe é que as pílulas eram de “Traumeel”, um produto homeopático para tratar dor nas articulações. Alexa Ray Joel ligou para a emergência e foi rapidamente tratada, mas ainda que não o fosse “nada iria acontecer porque não há nada [no produto]”, disse o Dr. Lewis Nelson, toxicologista do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque. Mal sabia ela que estava comprovando a ineficácia dos produtos homeopáticos.

Acima, fábrica de remédios homeopáticos. Não é uma brincadeira, a fotografia vem da Washington Homeopathic Products. É apenas água [com água - nota minha].

A ausência de qualquer efeito, mesmo em “overdoses” como as ingeridas pelos céticos britânicos, pode soar mesmo benéfica para alguns, já que pelo efeito placebo muitos dizem sentir-se melhores. Tentativas de suicídio que terminam cômicas… que mal haveria na homeopatia? Isto é, além de sustentar uma indústria multimilionária feliz em cobrar altos valores por produtos sem qualquer eficácia real?

Resulta que há prejuízo social muito concreto, incluindo sofrimento e mortes desnecessárias nada engraçadas.

Como relata o jornalista Simon Singh, homeopatas podem oferecer aconselhamento de saúde claramente nocivo. Questionados sobre se pais deveriam imunizar seus filhos com a vacina tríplice, de 168 homeopatas consultados, 75 responderam mas apenas dois indicaram a vacinação – os demais estavam ocupados em seu comércio [nota minha]. “É evidente que a enorme maioria dos homeopatas não encoraja a imunização”. Aconselhamentos infelizes como estes contribuíram para o ressurgimento de surtos de sarampo em vários países, incluindo o próprio Reino Unido, onde recentemente os casos passaram de dezenas para milhares.



Vale notar que o surgimento destas milhares de crianças afligidas pela doença muito real e facilmente prevenível está relacionado também com um estudo de 1998 extremamente deficiente supostamente associando a vacina tríplice ao autismo. Andrew Wakefield, autor do trabalho original que espalhou medo e contribuiu para reduzir o número de crianças vacinadas, foi recentemente julgado pelo Conselho Geral de Medicina britânico como tendo agido de forma “desonesta e irresponsável”, com “notório desprezo” às crianças que foram sujeitos de sua pesquisa.

Seria cômico se não fosse trágico: não só seus resultados não puderam ser reproduzidos por ninguém, havendo indicações de que Wakefield os fraudou. Também se descobriu que o médico estava em verdade tentando patentear sua própria vacina tríplice alternativa, além de ser pago para depor em um julgamento defendendo a ligação da vacina tradicional ao autismo, com algumas das crianças em seu estudo sendo filhas dos mesmos pais envolvidos na ação judicial.

Tudo indica que o suposto médico contra as vacinas queria apenas vender suas próprias vacinas. A saúde pública, o bem-estar de milhões de crianças não foi sua principal preocupação, e como consequência, a taxa de imunização caiu e mais de mil doentes ao ano surgiram onde antes surgia apenas um punhado.

A vacina tríplice é segura e múltiplos estudos independentes da Polônia, Dinamarca, Finlândia, o próprio Reino Unido e Japão provam que e não possui qualquer relação com o autismo – no Japão, a tríplice foi interrompida após 1993, sem qualquer feito sobre os índices de autismo.

Não muito diferentes de Wakefield, as farmácias que produzem e vendem produtos homeopáticos não são iniciativas corajosas contra as grandes indústrias farmacêuticas. Ao invés, a indústria homeopática está mais do que feliz em lucrar com aquilo que não possui efeito comprovado, e reconhecidamente não possui qualquer substância ativa. A medicina alternativa é em grande parte apenas uma forma alternativa de lucrar com doentes sem esperança.

O que só se torna mais revoltante nos casos em que tais doentes podem encontrar esperanças concretas de prevenção e cura na medicina “convencional”. Indo desde a vacinação, um dos mais poderosos recursos médicos a controlar e erradicar moléstias da paralisia infantil à varíola, até casos como o de Daniel Hauser, felizmente curado do câncer pela medicina, ou o de Gloria Sam, infelizmente morta através da homeopatia.

Nada cômico.

Fonte: Ceticismo Aberto

A 'Crença' na Homeopatia...




A CRENÇA na Homeopatia...

Homeopatia está muito longe de ser uma terapia médica, e não dispõe de nenhuma comprovação científica... Aliás, e na verdade, a Homeopatia foi totalmente descartada pela ciência... Só resta a seus seguidores CRER... Mas crer em que e porque?

A homeopatia como um resquício dos tempos do xamanismo, do curandeirismo, e da alquimia... Os resultados atribuídos à homeopatia não passam de efeito placebo... Como amplamente demonstrado... Só não vê quem não quer, e o pior cego é o que pode, mas não quer ver...

James Randi, famoso critico da ‘crença homeopática’, em suas apresentações, toma o ‘medicamento’ homeopático ‘Calms Forte’, tranqüilizante, calmante, para dormir... Randi toma dois vidros inteiros em suas apresentações, 64 cápsulas, e nem boceja... Na bula diz ‘dose máxima 2 cápsulas a cada 8 horas, em caso de overdose ligue para o Centro de Controle de Envenenamento’... Randi já fez isso dezenas e dezenas de vezes... Sem nunca chamar o Centro de Envenenamento... Na verdade, quem acredita em Homeopatia, está padecendo de uma intoxicação severa e clássica: a superstição...

Mas existem pessoas muito mal intencionadas, ou muito mal informadas, ignorantes ao extremo, e que não dispõe sequer, de conhecimentos básicos em Química Analítica – nível ‘Ensino Médio Escolar’ -, que alegam que os medicamentos homeopáticos foram cientificamente testados... Isso não é verdade... Em absoluto... E a verdade diz o contrário...  Em agosto de 2005, a revista científica The Lancet publicou os resultados de análises com produtos homeopáticos ‘placebo-controlados’, e em experimentos médicos convencionais, baseados no "Programa para Avaliação de Medicinas Alternativas" do Governo da Suíça... No artigo os pesquisadores apresentam sua conclusão de que afinal "os efeitos clínicos da homeopatia são nada mais que efeitos placebo"...

O Parlamento da Grã-Bretanha também encomendou uma análise da eficácia de remédios homeopáticos... Os resultados não deixam dúvida de as explicações científicas para a homeopatia não são convincentes... O governo britânico recomendou a interrupção imediata desse tipo de ‘remédio’ no serviço público de saúde daquele país, mas os interesses econômicos em jogo são poderosos, em uma indústria que fatura alto, vendendo nada por muito...

Estes são dois, entre muitos estudos científicos conduzidos por entidades governamentais, instituições acadêmicas, e entidades científicas públicas e privadas, sem nunca, e jamais, atestar minimamente a eficácia dos ‘produtos homeopáticos’... No Brasil, no entanto, a Homeopatia e os ‘remédios’ homeopáticos estão aí, nas prateleiras, nos consultórios, nos catálogos dos planos médicos... E ainda dizemos ser um país laico... Mantendo vários feriados religiosos, permitindo que ‘seitas’ como a Homeopatia figure no quadro de terapias de nossa saúde pública - assim como a ‘psicanálise freudiana-yunguiana-lacaniana’, outra renomada ‘seita’...

Sanctus ignorantia...

Na pesquisa de qualquer fármaco, um trabalho científico deve ter algumas características específicas para ter valor real... Deve, pois, ser:

1. Duplo-cego (ou seja, nem o terapeuta, nem o paciente sabem o que vai ser tomado, placebo ou fármaco);

2. Randomizado (pacientes com mesmo diagnóstico são sorteados aleatoriamente para uso de placebo ou fármaco em estudo; 

3. Preferencialmente multicêntrico (com trabalhos feitos em institutos de saúde diferentes para ver se método é reprodutível);

4. Feito por pesquisadores independentes e sem vínculos de interesse.

O Número de Avogadro, ou constante de Avogadro:




Foi descoberto – brilhantemente – pelo cientista italiano, Amedeo Avogadro, em 1811, e que diz, entre outras coisas, que em uma substância diluída ‘23x’, restará apenas a chance de encontrar uma molécula da substância original... E ele estava correto... Mas a Homeopatia ignora este princípio, assim como outros princípios, amplamente estampado em nosso mundo, em nossa realidade química... A Homeopatia dilui substâncias muito além da Constante de Avogadro, em até 30x, onde nada mais existe, há muito tempo... Não me causa espanto que em seus rótulos, os produtos homeopáticos digam ‘sem efeitos colaterais’... Seria melhor, e mais correto dizer apenas ‘sem efeitos’...

Samuel Hahnemann (reputado como ‘recriador’ da Homeopatia, na transição dos séculos XVIII e XIX), sem qualquer base científica para a época, utilizou um processo de diluições seqüenciais para preparar seus medicamentos... Ele diluía extratos de certas ervas e minerais naturais, à razão de uma parte de medicamente para dez partes de água, o que resultava em concentração (ou diluição) de 1:10; agitava a solução e, então, diluía por outro fator de dez, resultando ao final em uma diluição de 1:100... Uma terceira repetição do processo produzia diluição de 1:1.000 e assim por diante... Cada diluição subsequente adicionaria outro zero à direita... Ele repetia o processo várias vezes... Diluições extremas são rapidamente obtidas por esse método... Por meio da química analítica, sabe-se que o limite de diluição é alcançado quando sobra apenas uma molécula do medicamento no meio veículo... À luz dessa evidência, efetivamente além desse ponto, nada mais pode restar para ser diluído...

Em um sem número de medicamentos homeopáticos, por exemplo, a diluição de 30X é basicamente o padrão... A notação 30X significa que a substância foi diluída em uma parte em dez e 'agitada, e o processo, então, repetido sequencialmente trinta vezes' - ridículo e risível, se não fosse grave... A diluição final é de uma parte de medicamento em 1030 - um nonilhão - partes de água... Isso está - um pouco - além do limite de diluição... Para ser exato, em uma diluição de 30X seria necessário beber 7.874 galões [30 m³ ou 30.000 litros] da solução para se esperar encontrar apenas uma única molécula de medicamento... Sacou?

Comparado a muitas preparações homeopáticas, mesmo 30X é concentrado... O Oscillococcinum, o remédio homeopático padrão para a gripe, é produzido a partir de fígado de pato, mas o seu uso generalizado na homeopatia cria pouco risco à população de patos: a diluição padrão é de ‘200C’... ‘C’ significa que o extrato é diluído em uma parte em cem e agitado, repetindo-se duas centenas de vezes... Isso resultaria em uma diluição de uma molécula de extrato para cada   10400  moléculas de água — isto é, 1 seguido de 400 zeros... Isso é piada... Deveria ser... Mas isso, infelizmente é a Terapia da Homeopatia...

Hahnemann, seguramente, não estava ciente dos limites da ultradiluição, e isso porque ele desconhecia o número de Avogadro... Ele desconhecia muita coisa... Talvez até mesmo o bom senso...

A homeopatia teve sucesso em uma época onde os tratamentos eram particularmente perigosos... Os médicos ainda tratavam os pacientes com sangria, lavagens e freqüentes doses de mercúrio e outras substâncias tóxicas e venenosas... Pura ignorância... Se o ‘nostrum’ - poção - infinitamente diluído de Hahnemann não fazia nenhum bem, ao menos não fazia nenhum mal, rsrsrs, sem efeitos colaterais, e sem nenhum efeito... Os ‘modernos homeopatas’ concordam que realmente não há nenhuma molécula de medicamento em seus remédios, e isso já é um avanço, como diz a ‘Química do Ensino Médio Escolar’... Pergunte ao seu filho, ele deve saber... Mas ainda teimam e dizer que – por milagre - o líquido inexplicavelmente se "lembra" da substância após o processo de diluição... Se vamos nesta linha, então tudo é possível...

Mas, estudos realizados na Universidade de Toronto ‘demonstraram’ existir a tal "memória da água" sem a presença do soluto, embora, persistente por apenas 50 femtosegundos (1/20.000.000.000.000 de segundo)... Acho que não podemos chamar isso, de fato, de memória...


A memória da água, pasmem vocês, também parece se comportar de forma curiosamente seletiva, pois ‘só se lembra dos ingredientes que o preparador do medicamento deseja’... Supondo que a amostra inicial de água, com a qual se dilui pela primeira vez um medicamento homeopático, contivesse eventuais traços de impurezas (ferrugem de canos ou outros elementos indesejáveis), e sempre existem impurezas, devemos considerar que os seus efeitos também seriam ‘dinamizados’... Mesmo que um preparador atestasse ser pura 100% = sem impurezas - a amostra de água inicial, o próprio argumento da memória da água indicaria que efeitos de contaminações passadas poderiam estar presentes, ainda que nenhuma molécula de impureza fosse detectada... Entendeu?

Dráuzio Varella, renomado médico e crpitico da Homeopatia
Nos últimos anos, cientistas, céticos, e homens de bem, alertaram contra a falácia da Homeopatia, consumindo diante de suas audiências, grandes quantidades de ‘medicamentos’ homeopáticos a fim de demonstrar sua completa ineficácia... Além de James Randi, Richard Saunders, Peter Bowditch entre outros, consumiram caixas e caixas inteiras de pílulas homeopáticas para dormir, no começo de suas palestras públicas, e terminaram suas palestras mais ativos do que começaram... Um grupo de céticos belgas, realizou uma conferência de imprensa na qual tentaram cometer suicídio coletivo tomando diluições homeopáticas de veneno... Ninguém nem passou mal... Os britânicos repetiram a dose, mas não deu certo... Continuam vivinhos para testemunhar a falácia dos produtos homeopáticos...

Fracassou o suicídio homeopático britânico...



Consultas realizadas por homeopatas costumam ser mais demoradas e seus questionários mais extensos do que o convencional... Estas características conferem subjetivamente ao paciente um atendimento mais "humanizado" proporcionando um ambiente de maior confiança e empatia por parte de ambos, fortalecendo a relação médico-paciente... Sabe-se que este tipo de relação aumenta a eficácia dos efeitos placebos de toda e qualquer terapia, seja alopática, homeopática ou outra qualquer, ‘ventopática’ [a cura pelo vento], ‘nadopática’ [a cura por nada], ‘nãoseipática’ [a cura por sei lá o que]...

Outra piada é o diagnóstico homeopático... Se uma pessoa apresenta queixa de dor de cabeça, as causas catalogadas pelos neurologistas podem chegar a mais de uma centena... Ou seja, diversas doenças podem ser a causa de sintomas comuns... É absolutamente impossível e improvável, de que um homeopata – que não conhece a Química Básica - consiga apenas através de uma consulta clínica classificar dentro de estritos critérios médicos todos os pacientes para toda uma vasta gama de queixas (e normalmente sem exames adicionais)... Para tanto os homeopatas se valem de teorias empíricas próprias de funcionamento de órgãos e sistemas orgânicos, o que equivale a desprezar todo o conhecimento médico vigente, e não raro, assassinar, além da Química, a Biologia...  

Evidentemente os pacientes que serão estudados com a finalidade de comprovação científica, deverão ser – naturalmente - catalogados pelas suas doenças e não pelas suas queixas (sintomas)...

A Homeopatia é sem dúvida similar a qualquer tradição religiosa, espiritual, seita, etc, e seus argumentos não passam de práticas consolidadas dogmaticamente, e sem questionamentos, como uma oração ou mantra... Sendo que, o seu dito conhecimento, está pautado apenas nas palavras de seu Messias, ou seja, nas afirmações de Hahnemann...

Acriticamente, clientes da Homeopatia são na verdade, fiéis seguidores...

Um dos piores absurdos, protagonizados por pais inconseqüentes – ou ignorantes -, é de bebês com Homeopatia... E a Homeopatia alega – irresponsavelmente - que os seus ‘tratamentos’ funcionam em bebês, animais domésticos e plantas, o que seria a prova de que a Homeopatia não age por efeito placebo, pois estes não estariam suscetíveis a tal efeito... Além do inegável truque da subjetividade nesta alegação, bebês e animais domésticos estão sim sujeitos aos efeitos benéficos do aumento de cuidados e atenção por parte dos ‘preparados’ homeopáticos... E o efeito placebo não está no bebê ou no cãozinho, está em quem observa... Para alguém ministrar homeopatia em um bebê, tem que ser um crente fervoroso...

Além disso, as evidências a respeito geralmente são baseadas em dados subjetivos por parte de ‘pesquisadores’ cientes do tratamento e interessados em sua comprovação, o que fere os princípios da análise isenta, e sempre acarreta em má interpretação dos resultados... Esses problemas de interpretação seriam eliminados através de estudos aleatorizados, caso-controle, duplo-cegos... Mas tais práticas, científicas, ferem o principio do dogma e da crença homeopática... Afinal, tem que funcionar... Não estão interessados na verdade ululante diante de seus olhos...

A aceitação da homeopatia como uma forma autônoma e válida de medicina depende da legislação de cada país... Eis o panorama em 2010 (segundo o Wikipédia):
- Austrália: à semelhança do que ocorre no Reino Unido, a homeopatia é legalizada como prática médica, por ato do parlamento;
- Bélgica: a homeopatia é reconhecida, desde que praticada por médicos. Cerca de 25% da população belga utiliza por vezes medicamentos homeopáticos;
- Brasil: a partir de 1979 a homeopatia passou a constar no Conselho de Especialidades Médicas da Associação Médica Brasileira e em 1980, do rol de especialidades do Conselho Federal de Medicina, deixando de fazer parte das medicinas alternativas e passando a constituir parte do que hoje se chama medicinas integrativas. O SUS - Sistema Único de Saúde - a inclui em suas rotinas de atendimento e hoje está estabelecida como política de Estado. Há no País médicos veterinários e odontólogos, além de farmacêuticos e psicólogos, que trabalham oficialmente com homeopatia. Há também a formação em homeopatia ministrada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) onde não se exige graduação na área de saúde, e nem mesmo um curso superior, formando os chamados "terapeutas homeopatas", atividade que tem causado muita controvérsia. Todavia são poucas as faculdades de medicina no país que reconhecem a homeopatia como especialidade médica. A maior parte dos cursos de medicina (sobretudo os das universidades públicas e particulares de ponta) não reconhecem esta modalidade e nem a introduzem em suas ementas. Entre as poucas universidades que permitem o ensino de tais práticas, a maioria deixa a critério dos alunos a opção entre estudá-las ou não, ao definirem as disciplinas relacionadas ao método como eletivas;
- Espanha: a homeopatia é reconhecida como especialidade médica, sendo ensinada nas universidades de Sevilha, Valladolid, Múrcia, Barcelona, Bilbao e Málaga;
- EUA: depois de ter sido popular no começo do século XX e ter declinado, a homeopatia ressurge, com escolas de formação em vários estados. Na década de '80 havia cerca de 1.000 médicos homeopatas, e outros três mil profissionais usando homeopatia, inclusive dentistas, veterinários e psicólogos;
- França: a homeopatia segue as regras estabelecidas por Philippe de Lyon, que só aceita as potências até CH30. Estes medicamentos, prescritos por médicos, são reembolsados pelo sistema público de saúde. Quase todas as farmácias francesas vendem medicamentos homeopáticos;
- Índia: há mais de 120 escolas de homeopatia, ligadas a universidades e a hospitais, das quais 19 são mantidas pelo governo;
- Países Baixos: a homeopatia não tem reconhecimento oficial, mas uma lei de 1996 garante o direito de cada pessoa escolher entre o tratamento pela medicina oficial ou por outra forma de terapia;
- Portugal: a Ordem dos Médicos não reconhece a homeopatia como especialidade médica. No entanto, existem duas associações, uma em Lisboa (SPH) e outra no Porto (SPMH), que aceitam apenas médicos como membros. As farmácias em Portugal vendem medicamentos homeopáticos com autorização do Infarmed;
- Reino Unido: a homeopatia é legalizada como prática médica. Um ato do parlamento britânico de 1950 (Ato da Faculdade de Homeopatia) reuniu as leis e regulamentos sobre a prática da homeopatia;
- República Checa: há cerca de mil médicos homeopatas clássicos, que não receitam apenas remédios homeopáticos porque as companhias de seguro não cobrem os gastos;
- Romênia: a homeopatia foi legalizada em 1969, e é exercida apenas por médicos. Há cerca de setecentos homeopatas no país.

É mole ou quer mais... Assim caminha a humanidade... Infelizmente a passos de formiga...

PENSO, LOGO RIO !!!
OU CHORO !!!

Carlos Sherman

ASSUNTOS CORRELATOS

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DR. HOUSE, RSRSRSRS, CRÍTICO MORDAZ DA HOMEOPATIA...

IGNORÂNCIA, QUANDO ESTE ATO SIGNIFICA O SEU PONTO DE VISTA



HOMEOPATIA, PODE PARECER LEGAL, MAS AINDA ASSIM CONTINUA SENDO SOMENTE ÁGUA...


sexta-feira, 27 de maio de 2011

As Borboletas da Alma...




Nota escrita a Drauzio Varella:

Sou um grande admirador do seu trabalho, da sua vida, e da integridade de sua postura... Percebo que nos encontramos na condição ímpar de "Guerreiros da Liberdade Total"... Homens livres e pensantes, que terminam por abraçar causas e reconhecer os padrões, que serão capazes de melhorar a vida... Um forte abraço...
Carlos Leger Sherman Palmer

As “Borboletas da Alma” é uma metáfora poética para descrever neurônios... Este tema, o cérebro e suas funções, é tratado de forma magistral por Drauzio Varella (2006)... Este famoso médico brasileiro, e um grande divulgador da ciência, está na linha de frente contra a ignorância; que tanto prejuízo tem trazido ao progresso da humanidade...


sábado, 30 de abril de 2011

- Ficou com alguém? – Fiquei... – Fiquei com Epstein-Barr...


- Ficou com alguém? – Fiquei... – Fiquei com Epstein-Barr...

A “ficação” crônica, geral e generalizada, é o barato dos últimos tempos... Mais ou menos como uma competição para ver quem “beija” mais no espaço de uma “balada”... Será que “beija” mesmo??? Será que esse beijo é realmente um beijo??? Será que estes “beijos”, seriados, são como: “seus beijos são de mel de boca, são os que sempre pensei dar, e agora e minha boca toca, a boca que eu sonhei beijar”... Fernando Pessoa tinha outra coisa em mente quando quis beijar... Ou como o “beijo” de Drummond, “Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinito”... Acho que os beijos seriados não são BEIJOS, acho que não são nada... Acho que ditos beijos são um problema de saúde pública... 

Sair por ai lambuzando de estranhos, pelo espaço ínfimo de alguns “amassos”, iniciados antes mesmo da elementar apresentação, “meu nome é”, “muito prazer”, “boa noite”... Pra que??? Perda de tempo... Existem outras pessoas pra beijar... E os “amassos”, não raro, terminam sem o rito básico da despedida educada, “foi um prazer te conhecer”, “boa noite”, ou mesmo um singelo “tchau”... 

Longe de alimentar moralismos, de qualquer espécie, falo aqui de racionalismo... Pra variar... Prezo o respeito próprio... Prezo pela existência de algum sentido, por menor que seja, compartilhar nossa intimidade... Acho que um BEIJO de verdade, é um gesto de entrega semelhante ao glorioso ato sexual... “O seu exército invadiu o meu país”, sentenciou Herbert Viana... O beijo é o desfecho do encontro de um par... O beijo convida a viver, por um tempo, ou uma noite, ou uma vida... Assim como considero o ato de dormir juntos, ainda mais íntimo do que o sexo... O beijo não é o fim... O beijo é parte importante do começo, e será fundamental na manutenção de um bom relacionamento...

Mas o “beijo seriado” não sabe o que é sensibilidade, nem intimidade, e nem entrega... O seu impulso vem da cultura da banalidade geral... Tremenda demonstração de falta de auto-estima, falta de amor-próprio, e descaso com a saúde... Se viver de forma estúpida, está em moda, pouco podemos fazer, a não ser lamentar... "Cada um no seu quadrado"... Mas estamos diante de uma EPIDEMIA... 

“Um dos seus ficantes de ontem” por ter sido o terrível Epstein-Barr... Um pegador implacável... Implacável sim, ele pegou quase todo mundo, e marcará você por toda a vida... Deixará você louca por ele... Molhadinha, de febre... E deixará você inchada por dentro... Amígdalas, fígado, baço... E ao invés de amor, este será mais um caso de MONONUCLEOSE... 


“Quem vê cara não vê Vírus” - Rosinha


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Drauzio Varella, que dispensa apresentações, entrevista o Dr. João Mendonça, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor do Serviço de Moléstias Infecciosas do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, sobre a doença:

Drauzio – É justificada a fama de doença do beijo que a mononucleose tem?

João Mendonça – É uma fama justificada. Tendo em conta que a saliva é um dos veículos de eliminação do vírus, o beijo facilita sua transferência para a pessoa que ainda não foi infectada. Além disso, como a mononucleose tem pico de incidência entre os15 e os 25 anos, ou seja, entre adolescentes e adultos muito jovens, o beijo está diretamente implicado na transmissão do vírus pelo menos nas populações socioeconômicas mais diferenciadas.

Drauzio – Para o vírus ser transmitido é necessário haver contato íntimo entre as pessoas, ou ele pode ser transmitido pelas gotículas de saliva que eliminamos ao falar ou a tossir como acontece na tuberculose, por exemplo?

João Mendonça – O vírus da mononucleose é muito sensível às condições ambientais, de maneira que permanece viável por curto intervalo de tempo, o que dificulta sua transmissão se não houver contato muito estreito entre as pessoas. Essa é a razão pela qual a doença não é vista, a não ser excepcionalmente, em condições de surto simultâneo dentro de uma família. Na maioria das vezes, ocorrem casos esporádicos, com alguns portadores transitórios em determinado meio, de tal sorte que a pessoa com mononucleose não tem notícia de outro caso no círculo em que convive.

Drauzio – Quando um adolescente não infectado entra em contato com a saliva de uma pessoa contaminada pelo vírus, qual caminho esse vírus desenvolve no organismo?

João Mendonça – A porta de entrada é a mucosa da boca e a faringe da pessoa que não teve contato anterior com o vírus, mas as células do tecido linfóide são o alvo da infecção pelo Epstein-Barr, que faz parte da família do herpesvírus Admite-se, também, que ele possa infectar as células epiteliais da faringe e que essa infecção explique por que esse vírus esteja implicado no aparecimento do carcinoma da nasofaringe.

Drauzio – Portanto, o mesmo vírus que provoca a mononucleose, em algumas pessoas mais susceptíveis, pode provocar doenças malignas...

João Mendonça – Como boa parte dos herpesvírus, o Epstein-Barr traz consigo certo potencial oncogênico e relaciona-se com o carcinoma de nasofaringe (mais prevalente nas populações orientais) e com alguns tipos de linfoma. Aliás, esse vírus foi identificado pela primeira vez na África, em crianças com linfoma de Burkitt, ou linfoma africano. Hoje, ele parece estar envolvido com outros tipos de linfomas, como é o caso dos linfomas da célula T.

Drauzio – Depois de atingir a faringe e infectar o tecido linfóide, qual o destino do vírus?

João Mendonça – Nos linfócitos classificados como linfócitos B, há um receptor específico para esse vírus. Neles, o Epstein Barr se prolifera e invade a corrente sangüínea, provocando viremia, pois espalha-se por todo organismo humano onde existam células linfóides. Portanto, a doença dissemina-se pelo fígado, baço, medula óssea e gânglios linfáticos.

Drauzio – Quais são os principais sintomas da mononucleose?

João Mendonça – A febre é sintoma obrigatório da doença. O comprometimento de toda a garganta e da faringe é intenso, com formação de placas brancas e exsudato (líquido com alto teor de proteínas e leucócitos) que lembram as lesões da candidíase (sapinho) e da difteria, doença comum no passado, mas pouco freqüente hoje em dia. Os gânglios linfáticos avolumam-se, particularmente os do pescoço, e a infecção também pode provocar alterações no fígado e no baço.
Característico da mononucleose, porém, é o enorme aumento do número de linfócitos no sangue e, o que é muito sugestivo, a aparência anormal que uma parcela deles adquire. São os chamados linfócitos atípicos que, detectados no hemograma realizado rotineiramente nas doenças infecciosas, valorizam a possibilidade de tratar-se de mononucleose infecciosa.

Drauzio – Em quanto tempo o quadro clínico deve regredir?

João Mendonça - A regressão é lenta. O mal-estar e a indisposição levam algumas semanas para passar e os gânglios, um ou dois meses para retornarem ao tamanho normal.

Drauzio – Por que uma pessoa tem mononucleose quando infectada pelo Epstein-Barr e outra desenvolve câncer por causa desse mesmo vírus?

João Mendonça – A infecção do Epstein-Barr é crônica e latente. Provavelmente, quem se infecta não se livra mais do vírus, que fica seu companheiro ecológico para sempre, o que, aliás é uma particularidade de toda a família dos herpesvírus. Quem vai definir se esse estado de latência irá evoluir para uma doença proliferativa maligna é o próprio indivíduo, sua genética, seu estado de imunocompetência ou de imunodeficiência.

O Epstein-Barr é um vilão temido nos transplantes de medula óssea, uma vez que a deficiência imunológica é séria nos pacientes transplantados e ele é um oportunista perigoso. Confira a entrevista completa antes da próxima balada:

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Equilíbrio Nash...


O escocês Adam Smith, Pai do Capitalismo e um dos Baluartes da Economia Moderna, preconizou que “num ambiente competitivo, as ambições individuas servem ao bem comum”... Será? Em poucas palavras, Smith estava dizendo que os melhores resultados para uma dada sociedade, são obtidos, quando todos fazem o melhor para si... “Cada um por si...”, rsrsrs... Desta forma, e tendo em mente um somatório simples, chegaríamos à performance máxima de um dado grupo... Errado... 

Na próxima vez que forem à praia, lembrem de procurar por uma aglomeração de pescadores... Procure observar o comportamento de caranguejos em uma bacia com a base menor do que a boca... Reparem que os caranguejos no afã de sobreviver pisam uns sobre os outros... Se estes caranguejos dispusessem de tendências genéticas, meméticas, ou conceitos intelectuais, para atuar em grupos, poderiam, por exemplo, “organizar” uma escadinha, subindo “cordialmente”, uns sobre os “ombros” dos outros, encostados à parede, e com o peso, a bacia penderia, permitindo que todo o grupo fosse salvo... Os ditos caranguejos estariam trabalhando em conjunto pela “sobrevivência do grupo”... E de si mesmos... Notem que o dito altruísmo (oposto de egoísmo), ou AMOR, neste caso, é uma decisão inteligente, é pode ser uma decisão de grupo...

Nash, John Forbes NASH, esquizofrênico de plantão, consagrado com o Prêmio Nobel em Ciências Econômicas, encontrou a correção para o modelo de Smith: O Equilíbrio Nash... Devemos trabalhar pela nossa sobrevivência “e” também pela sobrevivência do Grupo... Isso é revolucionário... Quando lutamos avidamente por nossas conquistas individuas, e indo muito além de garantir a nossa sobrevivência, e escalando exponencialmente o pico status social, é inevitável que acabemos por invadir o espaço do outro ou de muitos, e podemos até mesmo subtrair algo de sua subsistência... Ou da subsistência de muitos... Esta exploração inescrupulosa impera em todo o globo... Vemos sinais de mudança e o equilíbrio Nash está na base destes avanços...

As Leis Anti-Truste, impedindo a formação de um único grupo controlador de um setor da economia, ou as leis Anti-Cartel, impedindo acordos comerciais, entre diferentes grupos para controlar e lotear um setor da economia, são avanços do Equilíbrio Nash... Estamos falando de Ética nos negócios, e o impacto sobre a vida no globo... Estamos falando de fair play... De saúde... Notem quantas fronteiras temos para explorar...

Só falta mesmo que o Equilíbrio Nash seja usado para justificar o dízimo imposto pelas diversas seitas ao seu rebanho, rsrsrsrs... Neste caso eu considerarei a possibilidade de desistir... Estamos aqui falando de grupo e não de “indulgências e subornos” a um deus faz-de-conta, em prol do bem individual... Pensem nisso, quando renegarem o racionalismo a segundo plano.... 


Levantem-se do pântano escuro e triste das religiões... Como mulheres e homens livres... Precisamos trabalhar duro, produzir, e deixar um mundo melhor, sem medos e terror para os nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos... Deixe um legado... Na sua casa, no seu bairro, na sua cidade, ou no seu estado, país, continente, planeta... Ou apenas em você... 

Sua Mente também pode Brilhar...


Seja o legado...

P.S.: A vida de Nash, assim como este conceito, com amplo destaque ao seu quadro esquizofrênico e sua recuperação, foram magistralmente retratados no filme “Uma Mente Brilhante”; e tendo Russell Crowe no papel principal...




Equizofrenia: Caso NASH...


Não, este não é mais um artigo sobre Wellington, o esquizofrênico e assassino de Realengo... Falaremos sobre outro esquizofrênico notório e notável, John Forbes Nash, de Bluefield, Virginia, Estados Unidos... 

À diferença do esquizofrênico de Realengo, John Nash estudou em Princenton, e foi educado pela ciência... Ao contrário de Wellington, educado nas religiões abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo)... Nash, recebeu o Prêmios Nobel em Ciências Econômicas, entre diversas outras condecorações pelo seu legado à humanidade... 

Nash foi acometido de alucinações, via pessoas que não existiam, falava com elas, acreditava fazer parte de uma organização secreta, que decifrava códigos secretos russos, que estariam tramando invadir a América.... Percebam que as alucinações de Nash e a dificuldade em separar a fantasia da realidade, também o levaram por caminhos perigosos... O sensacionalismo e o medo impostos pela Guerra Fria tiveram profundo impacto sobre a esquizofrenia de Nash... O “terror comunista” assumiu controle sobre a mente de Nash... Tudo poderia ter acontecido...

Mas Nash venceu e não matou... Ou melhor, matou sim... Nash “matou muitas das charadas” que intrigavam e intrigam o nosso mundo... E ainda desafiam a nossa parca compreensão... Sendo, pois, aclamado como, um dos homens mais importantes do último século...

Como sabemos hoje, pela popularidade da chacina do Rio, a esquizofrenia caracteriza-se, classicamente, por severas alterações no raciocínio, alucinações visuais, sinestésicas e, sobretudo, auditivas... Delírios e dificuldade em apartar a fantasia da realidade... O portador de tal patologia apresenta dificuldades no comportamento social, isolamento, transtornos graves do humor, depressão; entre outros sintomas que tornam a vida de tal pessoa, um enorme fardo... Não raro, tiram a própria vida...

É importante notar a força do meio e dos estímulos recebidos, nas chances e no destino de tais pacientes... Isso quando são descobertos como pacientes... De acordo com algumas estatísticas, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial, cerca de 7.000.000 de pessoas... Vivendo entre nós...


A esquizofrenia manifesta-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, com proporção semelhante entre homens e mulheres, podendo também ocorrer na infância ou na meia-idade... Estudos apontam ainda que, a proporção pode ser bem maior... Certos comportamentos obsessivos, relacionados a crenças e seitas, atividades metafísicas, as ditas espirituais, mediunidades, apresentam boa chance de caracterização esquizofrênica... Embora seja muito difícil apartar auto-sugestão, fanatismo, charlatanismo e esquizofrenia... 

Um paciente, reconhecido e tratado, pode levar uma vida normal, e até mesmo, uma vida Excepcional como no Caso Nash... Sem tratamento estarão a mercê das influências que recebam... Se bem educados, serão homens produtivos... Se doutrinados por religiões seitas que justificam matar pela fé, em nome da purificação, serão assassinos...

P.S.: A vida de Nash, assim como este conceito, com amplo destaque ao seu quadro esquizofrênico e sua recuperação, foram magistralmente retratados no filme “Uma Mente Brilhante”; e tendo Russell Crowe no papel principal...