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sexta-feira, 27 de abril de 2012

FREUD OU FRAUDE?




FREUD ou FRAUDE?
O norte-americano Frank Sulloway mostra um novo Freud, ambicioso e avesso à metodologia científica
por Álvaro Pereira JR. 

Um bombardeio inclemente sobre o edifício freudiano vem do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, nordeste dos EUA. O historiador Frank Sulloway, do MIT, esquadrinhou os relatos de casos tratados pos Sigmund Freud (1856-1939) e concluiu: pelo menos 99% da teoria psicanalítica estão errados. O pouco que se salva, como o conceito de transferência, nada tem de novo - deriva da biologia do século XIX.

Através das lentes críticas de Sulloway, 44, desaparece o Freud gênio solitário, que erigiu uma ciência baseado em dados empíricos e uma heróica auto-análise. Surge o clínico ávido por propagandear sua capacidade de cura, sem pudor de manipular fatos, datas e recorrer a uma enganadora habilidade retórica.

À Folha, Sulloway recusou o rótulo de "basher" (o que bate, em inglês - por extensão, o crítico). "Eu não quero só bater. Quero esmagar". Seu ponto principal: os relatos de casos são os pilares da psicanálise. Se têm furos, todo o campo desmorona. O establishment freudiano refuta o argumento. O psico-historiador Peter Gay disse por telefone, de sua casa em Connecticut (nordeste dos EUA), que as teses de Sulloway "são típicas de sua maneira arrogante de escrever". Gay, 57, professor da Universidade Yale, acha que a psicanálise não se formou só com casos bem descritos, mas "com outros milhares", mal documentados.

Só que de acordo com pesquisador do MIT, nenhum estudo prova que a psicanálise "cura mais do que falar com o cachorro, com o canário, com um tio ou comigo, desde que eu não seja um completo idiota".

Dos seis casos que discute em texto para a última reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), Sulloway reserva acidez máxima ao do "Homem dos Ratos", supostamente a primeira cura freudiana. Em 1908, no 1º Congresso Psicanalítico Internacional (Salzburg, Áustira), Freud alegou ter "curado" o paciente de sua obsessão por roedores. Se fosse verdade, a cura teria surgido em três meses - muito menos do que os métodos psicanalíticos postulam. Uma semana antes do simpósio, Freud escrevera a Carl Jung que não tinha "caso completo que pudesse ser visto como um todo".Gay, autor da volumosa biografia "Freud, uma Vida para Nosso Tempo", garantiu não se lembrar da carta, que está na página 141 do livro americano "The Freud/Jung Letters".

O caso de Anna O. - clássico de histeria psicanalítica - não faz sentido, para Sulloway. Segundo ele, um artigo de 1987, da psiquiatra Alison Orr-Andrawes (da Universidade Cornell), prova que Anna O. tinha uma lesão cerebral. A causa de seus sintomas era não-psíquica.

A auto análise de Freud, quando ele teria descoberto a sexualidade infantil, é desmerecida pelo historiador do MIT, Sulloway afirma que Freud já falava em sexualidade das crianças dez meses antes de começar a auto-análise, em cartas para o médico Wilhelm Fliess, seu amigo de 1887 a 1904.

A amizade Freud-Fliess é um embaraço para os psicanalistas. As teses de Fliess (pai dos biorritmos) são hoje vistas como ultrapassadas, pseudocientíficas. Versão oficial: Freud precisava de um confidente para ajudá-lo na auto-análise. Qualquer um serviria - até Fliess. Para Sulloway, o intercâmbio intelectual entre os dois foi muito intenso e influente sobre Freud.

Os seis casos mais documentados:

Pequeno Hans:
O garoto de cinco anos tinha fobia por cavalos. Freud só o atendeu uma vez. Era filho de Max Graf, discípulo freudiano. Freud tentou explicação edipiana para o caso, ignorando o fator mais óbvio: um acidente de charrete que Hans assistiu.

Mulher homossexual:
Tratamento falhou. Para ela, homossexualismo não era problema. Só procurou terapia forçada pelos pais. A análise não passou da fase de avaliação do caso.Tratamento falhou. Para ela, homossexualismo não era problema. Só procurou terapia forçada pelos pais. A análise não passou da fase de avaliação do caso.

Daniel Schreber:
Achava que sua cabeça estava sendo comprimida, que o peito era esmagado. Freud o "analisou" a partit da autobiografia, concluindo que era homossexual de relacionamento problemático com o pai. Ignorou que as sensações de Schreber eram idênticas às experimentadas quando testava aparelhos de postura inventados pelo pai, ortopedista.

Homem dos Ratos:
Tinha medo obsessivo de ratos. "Curado" por Freud em poucos meses. Uma semana antes de anunciar a "cura" no 1º Congresso Internacional de Psicanálise, Freud tinha escrito a Jung: "Não tenho nenhum caso completo, que possa ser visto como um todo".

Homem dos Lobos:
Longo tratamento com Freud e outros. Ao todo, 60 anos de terapia. Obsessão por lobos. Jamais se curou, entrando em estágio avançado de paranóia.

Dora:
Histérica. Perdia a fala, entre inúmeros outros sintomas. Nenhuma evidência histórica de melhora no curto tratamento. Abandonou a terapia por causa dos "modos enervantes" de Freud.


Censura contribuiu para o mito do herói fundador da psicanálise

O modus operandi que garantiu a mitificação de Freud, segundo Frank Sulloway: a destruição da história. Epígonos e exegetas empenharam-se fundo na censura de detalhes comprometedores - ao menos na visão de seus discípulos - do passado do psicanalista. A correspondência Freud-Fliess foi vítima preferencial. A primeira edição das cartas, sanitizada por Anna Freud e Ernst Kris, rivaliza com a Rádio Bagdá em falsificação histórica.

A frase "eu durmo durante as análises da tarde" , cândida confissão de tédio profissional, sumiu na edição (de 1950) da correspondência. Também volatilizou-se boa parte dos elogios que Freud fazia à atividade científica de Fliess - "Kepler da biologia", em referência ao revolucionário astrônomo. Se dependesse de Anna Freud e Ernst Kris, ninguém saberia também que, para Freud, as pesquisas sobre ritmos biológicos de Fliess - hoje desacreditadas - desvendavam "os mistérios do universo e da vida".

Conversas sobre as teses de Fliess que relacionavam o nariz com distúrbios genitais também foram expurgadas da primeira edição. Um caso especialmente chocante acabou omitido. Fliess achava que podia curar neuroses cauterizando um osso da cavidade nasal. Freud mandou que uma paciente sua fosse operada. Fliess esqueceu meio metro de gaze no nariz da moça, depois da cirurgia. A cavidade infeccionou. A paciente quase morreu de hemorragia.

De acordo com Sulloway, "em vez de admitir que o amigo tinha feito um sério erro médico, Freud atribuiu os sangramentos da mulher a uma necessidade histérica de amor e atenção". Essa história só apareceu na segunda edição das cartas, integral, de 1985.

O pesquisador do MIT qualifica a censura como peça-chave na solidificação do mito Freud-herói, gênio isolado. Sulloway ironiza a obsessão pelo segredo que domina os Arquivos Sigmund Freud. "Uma carta de Joseph Breuer (imagina-se o que ela possa ter de tão especial) deve esperar até o ano 2102 para ser examinada - 177 anos depois da morte de Breuer".

Para Sulloway, Freud foi o primeiro a cultivar a redoma de mistério em torno de si. Em 1885 e 1907, o psicanalista mandou para o lixo incontáveis manuscritos, diários, cartas e cadernos. Aos 28 anos, justificou seu rompante de defenestração: "Não poderia amadurecer ou morrer sem me preocupar com quem ficaria de posse desses antigos escritos...Quanto aos biógrafos, deixe que se preocupem, não quero facilitar demais para eles. Cada um deles estará certo em sua opinião sobre 'a formação do herói' e já antecipo vê-los perder o rumo".

Tanta pretensão em um jovem de 28 anos indica só uma coisa: vocação para o mito. Palavra de Frank Sulloway.

Biógrafo recente discorda das acusações

O biógrafo Peter Gay, da Universidade Yale, duvida que Anna Freud e Ernst Kris tenham censurado as cartas de Freud a Fliess (as de Fliess a Freud sumiram; Frank Sulloway diz que Freud as destruiu). No máximo admite que eles possam ter sido "zelosos demais, deixando de fora trechos desagradáveis ou dolorosos".

Incisivo, Gay chama de "modo ridículo de raciocinar" a tese de Sulloway de que houve omissões para preservar Freud de uma influência (Fliess) incômoda na ótica da ciência contemporânea. Sobre os motivos que levaram a cortes específicos, Gay comentou: "E daí? Não vejo que importância isso possa ter".

O professor de Yale contesta a idéia de que, se os relatos de casos têm falhas, a psicanálise, criadad a partir deles, se torna imprestável. Ele julga impossível que uma profissão tenha conseguido se estabelecer a partir de só cinco casos. Para Gay, a influência das observações de pacientes sobre a psicanálise foi menos crucial do que Sulloway supõe. "Quando os relatos de casos apareceram, a teoria já estava quase completa".

O historiador afirma ue boa parte das críticas a Freud vêm "dos próprios psicanalistas". Como exemplo, cita um livro dos anos 70 só com ataques à teoria freudiana da sexualidade feminina. Era uma coletânea de artigos da revista da Associação Psicanalítica Americana. Gay diz que ele mesmo foi um dos que apontaram falhas no relato do caso do "Homem dos Ratos". Segundo ele, as correções pouco mudariam o que Freud concluiu.

Na entrevista, Gay usou várias vezes frases do tipo "eu não sei", "é uma questão muito complicada". Desculpou-se, garantindo não estar "fugindo das perguntas". O historiador acabou não contestando a essência das críticas de Sulloway a Freud. Repudiou as aparentes certezas de seu rival em uma área ainda permeada pela dúvida.

*Publicado na Folha de São Paulo. 5 de abril de 1991.

Sulloway doutorou-se em história da ciência pela Universidade Harvard (EUA) em 1978. Um ano depois, publicou "Freud, Biologist of the Mind" assunto de capa na revista de cultura "The New Republic". Hoje ele é pesquisador no Departamento de Ciência, Tecnologia e Sociedade do MIT. Diz que já esgotou "todas as bolsas entre aqui e Júpiter", desde 1978. Antes do MIT, passou pelo Instituto de Estudo Avançado de Princeton e pela Universidade da Califórnia. De 1984 a 1989, teve bolsa da Fundação MacArthur, conhecida nos EUA como "a bolsa dos gênios".

Leituras sobre o caso Freud/Fraude:

- "Freud, Biologist of the Mind", de Frank Sulloway, Harper Torchbooks, 1983.

- "Freud, the Self-made Hero", de Frank Sulloway, na revista "New Republic", 25 de agosto de 1979.

- "The Case of Anna O.: a Neuropsychiatric Perspective", de Alison Orr-Andrawes, no "Journal of the American Psychoanalytic Association", vol.35, nº2, 1987.

Enquete...



Em uma enquete sobre crenças, Teísta, Deísta, Teísta Convicto, Espiritualista, Agnóstico, Ateísta, Ateísta Convicto, etc., escolhi a opção OUTROS (especificar?)... Especifico:

Sou o Outro... Um homem livre pensante, que vive em um mundo natural, sujeito às leis naturais, e que submete - por uma questão ética - suas ações ao escrutínio da pensabilidade e da epistemologia... 

Ético, logo Cético.... 

Na verdade gostaria de reclamar... Sou o 'OUTRO CONVICTO', mas não havia tal opção... Convicto de não ser convicto de nada senão pelo ceticismo...

Tenho certa admiração por Thor, confesso... Cristo veio para acabar com o mal - dizem eles - mas vejo o mal por toda parte... Thor veio para acabar com os gigantes de gelo... Thor está fazendo um bom trabalho...

P.S.: Não conjugo - pelo exposto - o verbo crer...

Carlos Sherman

O Sorriso...




Publicaram o post acima...

Comentei: Inefável...

Pretendia parar por aí, mas comentaram...

Sorrisos, tem atributos de beleza e perfeição tão superiores aos níveis terrenos que não pode ser expresso em palavras humanas...

Então não pude deixar passar... E isso porque o sorriso é humano, demasiado humano, e bem terreno... E bem conhecido pela neurociência... 

Segui comentando:

Sabe porque, quando é surpreendida por uma pessoa querida, você abre um lindo sorriso? E quando pedem que sorria para uma foto, o sorriso sairá bem diferente? Uma pista, não é vergonha...

Se você surpreender uma pessoa querida, provavelmente receberá um lindo sorriso... Mas se pedir uma pose para a foto, o sorriso fatalmente será diferente... Por quê? Vergonha? Talvez, mas a explicação é bem mais interessante... Embora os dois sorrisos dependam dos mesmos músculos faciais, os comandos virão de regiões diferentes do cérebro... O sorriso espontâneo, e as ações espontâneas vem dos Gânglios Basais, enquanto o sorriso e as ações intencionais vem do Córtex Neuromotor... Esta é a razão... O sorriso e as ações espontâneas, e tão preciosas, dependem dos Gânglios Basais... Viva os Gânglios Basais!!! Um dica para fotos é fotografar as pessoas sem que percebam... Virão muitas caretas até que 'tchan tchan tchan tchan', lá estará, o sorriso perfeito...

Pessoas acometidas de uma derrame na região do Córtex Neuromotor, podem paralisar o 'outro lado' do corpo... Ou seja, derrames do lado direito paralisam o lado esquerdo do corpo e vice-versa... Então lá está aquele querido parente que sofreu um derrame... Na pose para a foto, por mais que se empenhe, o sorriso será dificultoso, uma careta... Mas, se este senhor for surpreendido por você, os Gânglios Basais - lembra deles - que nada sofreram, tratarão de conjurar aquele sorriso simétrico, completo e real... Nunca vivi a experiência, mas deve ser linda...

E o contrário também será verdadeiro, ou seja, pessoas com tumores nos Gânglios Basais, apresentaram a careta apenas nos sorrisos espontâneos... Mas na hora da pose para a foto, o sorriso sairá forçado mas simétrico e amplo...

O sorriso 'perfeito', por ser real e sincero, vem de outra região... Por isso é precioso...

Então um senhor comentou:

Acabei de descobrir que não tenho gânglios basais...

E isso foi o que respondi:

Considero pouco provável... Se você leva um susto, aquele reflexo muscular é prova da existência dos Gânglios Basais... Entre tantas outras reações involuntárias... Pode ser que a função 'sorrir' não esteja sendo utilizada com frequência... E isso nos levaria a investigar outras questões bioquímicas... Mas eles estão lá, prontos para sorrir... Talvez precisem de um cálice de Vinho do Porto, uma boa música, e bons motivos... 


No final ele aceitou a sugestão... Abriu um vinho e sorriu... Abri uma garrafa do lado de cá, e fiz companhia a ele...

Um abraço...

Carlos Sherman

Meia Noite em Paris - Trailer Legendado

Momento Erótico...


Lilith, sem censuras...






Não sou romântica. Sou erótica. 
Gosto do que me provoca febre, transpiração e convulsão.
Não sou morna. Sou como água fervendo. 
Não sou um riacho. Sou um vulcão. 
Sinto-me sem ar, mergulho e volto saindo de um tsunami.
Não sou Eva. Sou Lilith.
Não sou romântica. Sorry!


By Lilith

Forte, pulsante... Vivo...


Somente esclarecendo que Eva só induziu Adão, na fábula bíblica, a ter a curiosidade sobre a "árvore do conhecimento do bem e do mal":



"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás."
Gênesis 2:17



Isso depois de Eva ter sido convencida por uma cobra falante, tipo Castelo Rá-Tim-Bum.... Mas a sexualização deste evento anedótico veio depois, pelas cabeças doentias de Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Freud... 

De qualquer maneira, fui tomado pelas palavras exuberantes de Lilith, seja ela quem for, está em chamas... E isso é muito bom... Mantenha a chama...

Carlos Sherman

53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média




53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média - Pesquisa do economista da FGV Marcelo Neri também mostra que 47,3% dos mestiços pertenciam às classes A, B e C em 2008


Mais da metade dos negros brasileiros, e pouco menos da metade dos mestiços (pardos), pertencem hoje à classe média, incluindo a classe C, a nova classe média popular.

Segundo recente levantamento do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços no Brasil pertenciam às classes A, B e C em 2008. Entre negros e mestiços juntos, 48% são de classe média, e 52% estão nas classes D e E, mais características da pobreza. Os porcentuais incluem também os muito ricos, mas que são estatisticamente pouco significantes.

Esses números, tirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram uma grande evolução nos últimos 15 anos. Em 1993, menos de um quarto dos negros (23,8%) e pouco mais de um quinto dos mestiços (21,7%) pertenciam às classes A, B e C. Tomados em conjunto, apenas 22% dos negros e mestiços estavam na classe média, com quase 80% nas classes D e E.

Os números de Neri revelam que, desde 1993, a proporção de negros e mestiços nas classes A, B e C cresceu cerca de 110%, enquanto a dos brancos expandiu-se em 42%. "Há uma melhora diferenciada dos negros e pardos na classe ABC, já que a proporção deles aumentou mais do que a dos brancos", observa Neri.

André Urani, sócio do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), e diretor do Instituto Natura, tem dados que mostram que a proporção de negros e mestiços, nos últimos 15 anos, cresceu bem mais entre os mais ricos do que entre os mais pobres. Assim, houve um salto de 74%, de 1993 a 2008, na proporção de chefes de família negros e mestiços entre o 1% mais rico do Brasil, e hoje ela atinge 15%. Entre os 10% mais ricos, um em cada quatro chefes de família já é negro ou mestiço.

Para Urani, essa melhora relativa de renda de negros e mestiços se deu antes que a política de cotas pudesse fazer efeito. "Se, de fato, como parece, isso não se deve à política de cotas, então está aberto um campo gigantesco para se investigar as determinantes dessa trajetória e ter políticas públicas que a incentivem."

Mesmo com o avanço de negros e mestiços, a sociedade brasileira ainda está muito longe de ser igualitária em grupos raciais. Os chefes de família negros e mestiços ainda correspondem a mais de 70% entre os pobres e indigentes, segundo a classificação de linhas de pobreza de Urani.

Os dados de Urani e Neri mostram, porém, que, apesar de a situação ainda permanecer ruim, é inegável a tendência de redução da desigualdade de renda de base racial na última década e meia. Hoje, o País já possui uma grande classe média não branca, com 45 milhões de pessoas.

Os dados da série da Pnad revelam que também houve, independentemente da renda, um expressivo aumento na proporção de negros e mestiços no total da população brasileira de 1993 a 2008, de 45% para 50,1% do total.

As possíveis explicações para essa mudança são uma maior disposição das pessoas se identificarem como não brancas (pretos e pardos, na terminologia oficial) nos questionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e um avanço real demográfico de negros e mestiços relativamente aos brancos. Especialistas em estudos raciais, como o economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acreditam que a causa pode ser uma combinação desses dois fatores.

Em todas as faixas de renda houve aumento da participação de negros e mestiços, já que eles cresceram bastante na população como um todo. Porém, quando se examina as mudanças na distribuição de negros e mestiços entre as faixas de renda, de 1993 a 2008, fica claro que aquele aumento foi proporcionalmente maior nas camadas mais ricas da população do que nas mais pobres.

Assim, em 1993, os chefes de família negros e mestiços representavam 68% do total abaixo da linha de indigência definida por Urani, o que subiu para 73% em 2008. O crescimento da fatia, de 8,3%, porém, foi bem menor do que o aumento na proporção total de chefes de família negros e mestiços naquele período, que foi de 23%. Já entre os riquíssimos (1% mais rico da população), a parcela de chefes de família negros e mestiços saiu de 8,8% para 15,3%, o que significa uma expansão de 74%.

Sobre cores e homens...



Um docente alega que só havia um estudante negro no curso de Direito da UFPR, e que isso na opinião dele era argumento suficiente para endossar as cotas RACIAIS... 

Respondi: 

Falando em direito, o STF tem um ministro negro, o senhor Joaquim Barbosa... Sabe quantas mulheres? 2... Pois bem, em termos de cotas para negros vamos bem, porque temos apenas 7,6% de população negra, mas no STF temos 9% de representatividade, segundo o seu critério de avaliação... O que contrapõe acachapantemente o seu argumento... A questão em termos de mulheres é bem mais complicada... Temos 51% de população feminina, contra uma participação no STF de apenas 18%... Vamos pensar em cotas para as mulheres.... Mas os índios, 0,5% estão ausentes, os amarelos, 1,1% também não estão no STF, e não me constam que hajam pardos, 43,13%... De forma que o único grupo, cuja proporção racial, se vê representada no STF, a maior, são os negros... Percebe a estupidez de relacionar raças com cursos universitários e postos no judiciário? A sua amostragem não é nada, para justificar a adesão a tal medida, nem a minha... 

Estamos falando de Constituição, e valores pétreos... Igualdade, liberdade... A sua amostragem é só uma realidade particular, assim como STF... Não deixe de ler - e conferir - os negros não uma esmagadora minoria no Brasil, apenas 7,6%... E estamos legislando sobre a Constituição e falando sobre RAÇA, em 2012? Isso é insano...


(...) Estou respondendo a um argumento igualmente 'raso'... E acrescentei "Percebe a estupidez de relacionar raças com cursos universitários e postos no judiciário? A sua amostragem não é nada, para justificar a adesão a tal medida, nem a minha..."... E insisto, estamos falando de Constituição, e valores pétreos... Igualdade, liberdade... A sua amostragem é só uma realidade particular, assim como STF... Ou se preferir, uma realidade cultural...

(...) ‎Daniel França, adorei a ideia... Rsrsrsrs, mulheres na Exatas, rsrsrsrs, só que tinha que ter sido a 30 anos atrás, rsrsrsrsrs... Bom, mas força para os companheiros de hoje, que o erro histórico seja corrigido já... Cotas para mulheres nas disciplinas exatas já...

(...) OK, rsrsrsrs... Mas este passado nefasto nas exatas deve ser corrigido... Os caras vivem 'na mão', depois serão desajustados... Viciados em video games...

(...) Querem saber o que funciona? A manutenção da igualdade, valor pétreo de nosso estado de direito... E ensino público de qualidade... Todos na escola pública, como nos Estados Unidos... E mesmo assim, pobres serão vitimados pelas péssimas condições domésticas... Mas não existe outra forma... E escolas públicas de qualidade decorrem de políticas públicas de qualidade, que decorre de administradores de qualidade... Que decorre de um voto de qualidade... Bolsa negro não resolve nada, e cria terríveis precedentes constitucionais... Quantos gays existem no Direito da UFPR? Será que a Alexandre Correa Rodrigues pensa em corrigir também está problemática cultural? Quando virão as cotas religiosas?

(...) respeitosamente, a questão tem um vício de origem, como dito acima... Primeiro, provar que os nosso problemas de desigualdade decorrem de racismo... Mas o é mais importante, é que estamos julgando uma decisão Constitucional, do STF... Se enfrentamos problemas culturais, deveremos enfrentá-los em outras esferas, sempre e tanto, para coibir a discriminação... E estamos fazendo isso, o estado está fazendo o seu papel... A cultura refletirá no tempo estes conceitos... Mas não podemos misturar o estado de direito e a igualdade inerente, a questões históricas e culturais...

(...) temos 7,6% de negros, 43% de pardos... Mas o que são pardos? Eu sou pardo... Posso pleitear uma cota... Fico puto com isso... Uma filha é morena a outra é loira... E aí?

(...)  e são 24% de pobres nas classes D e E... Então vejamos o seu raciocínio... Um senhora, pobre, humilde, mas branca de olhos claros, não pode ver os filhos incluídos nas cotas da UFPR? Pense nisso, pense nas implicações disso...

(...) Poderíamos enfocar pobreza, com muita cautela, mas nunca RAÇA... Este é um retrocesso absurdo, terrível, populista, e ideológico...

(...) Recomendo Justiça de Michael Sandel... Alexandre, o estado deve promover igualdade de tratamento, e não intervir em melhorar a condição de uma pessoa em relação a outra... Sendo assim a primeira medida deveria ser 'fechar as escolas particulares'... Isso interferiria em outros direitos, mas seria a melhor forma de dar igualdade de condições no INGRESSO À UNIVERSIDADE... O que requer, um exame específico...

(...) E os pardos? Como definir pardo... Isso vai na contra-via de nos entendermos HUMANOS... Demasiado Humanos....

(...) Segundo recente levantamento do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços no Brasil pertenciam às classes A, B e C já em 2008... E é mais do que óbvio, que o problema é econômico e não de raça...

(...) O mais interessante, é que os amarelos ganham um pouco mais do que os brancos, na média nacional... E representam 1,1% da população... Isso porque a galera da Santa Efigênia não declara renda... Rsrsrsrs.... Piadinha racista, rsrsrsrs...

(...) Pardo, para o IBGE é mestiço... O foda é ter uma filha loura e outra morena, como é o meu caso, rsrsrsrs... Ai ai... E as cotas raciais para o funcionalismo público, quando virão?



‎(...) Alexandre Correa Rodrigues, primeiramente gostaria de me congratular com você pelo enriquecedor debate... Estou seguro, pela natureza de suas observações, que os argumentos aqui apresentados, sobre os severos riscos de tal 'decisão' de nossa Corte Constitucional, não deixam de encontrar eco em suas preocupações... Mas se você descola pobres de negros, o que sobra? Veja bem, um computador julga as respostas do vestibular, certo? Muito bem, e ele é cego para a cor... Se não é a pobreza que age determinantemente sobre a desigualdade de condições daquele candidato então o que seria? Mas, se a pobreza não está diretamente relacionada com a cor, do que estamos exatamente falando? Mais da metade dos negros e pardos já estão na classe média deste 2008... Do que estamos falando então?


(...) Entendo quando explica sobre o crivo do corpo diretivo da escola, mas sobre a representatividade da 'sociedade civil', e neste caso, soa como o velho e carcomido jargão sociológico; e de onde se origina todo este equívoco... O revisionismo marxista de Palmares como um exemplo de socialismo e harmonia, cristalizado entre as décadas de 50 e 80 - com destaque para Décio Freitas, Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro - é a base de toda está sombria estória de consciência negra e cotas raciais... E a realidade em Palmares foi bem diferente... Assim como na África Centro-Ocidental, de onde os quilombolas - imbangalas, ou senhores da guerra - herdaram sua cultura baseada na guerra, no infanticídio, canibalismo e trabalho escravo... Zumbi era referenciado como rei, e possuía escravos, praticava o sequestro, saques, etc... Não existem provas de que seguisse os demais costumes de seus pares culturais, mas as coisas eram bem complicadas por lá, e bem diferente do que a fantasia revisionista marxista propagou...


(...) Acho que os argumentos estão postos... Antevejo uma questão ideológica de sua parte... Costumo execrar a visão sociológica, resquício de uma era utópica e behaviorista nefasta... Estava tudo errado, mas continuam os devotos... Não estou afirmando ser o seu caso... Mas soa como mais uma crença na crença... São bandeiras religiosas, raciais, sexistas, políticas, sócio-ideológicas, psicanalíticas, OVNis e futebol... O ceticismo que é bom, nada... Ético, logo cético... De qualquer forma, e como você diz, se a "rasgação de seda vai acabar", prefiro deixar que rasgue sua seda em paz... Se quer uma sugestão, enrole e fume... Relaxa... Brincadeira, rsrsrsrs, recomendo terapeuticamente, rsrsrs, neste caso, mas não sou chegado... Tomo um chazinho, um Vinho do Porto, escuto um Blues, sorriu de tudo isso, e incremento mais um capítulo em meu livro: '168. Cotas Raciais: Racismo e Ignorância'... Não pretendo seguir mais do que este ponto... Não creio que valha a pena... Mas mantenha o decoro e educação... Boa sorte com as cotas... Um abraço...

Carlos Sherman

Curto e CLARO...



NÃO COMPARTILHO FOTOS DE NEGRO POR TER AMIGOS NEGROS, ELES NÃO PRECISAM DA MINHA APROVAÇÃO POR SEREM NEGROS PARA TEREM O MEU RESPEITO, HÁ 15 ANOS ATRAS NÃO HAVIA ESTA PALHAÇADA DE COTAS RACIAIS, MEUS PAIS ME EDUCARAM PARA SER EDUCADO PERANTE QUALQUER PESSOA SENDO ESTA DE COR NEGRA OU COR BRANCA, MULATA, AMARELA SEJA O QUE FOR. BURRO OU ESTÚPIDO É VC QUE AJUDA E AUTODESTRUIÇÃO DE VALORES ÉTICOS DE UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA E CHAUVINISTAS.

Daniel Resende

Freeman - Homem Livre

"Considero o mês da História - consciência - Negra RIDÍCULO... E como fica a sua história, qual é o mês da História Branca ou Judaica? Você quer um também? Eu não preciso disso... A História Negra na América é a História Americana... Sobre racismos, paremos de nos tratar de brancos e negros, e não falemos mais nisso..."


Guilherme, existe vício na origem, mas não no meu texto... O vício está no próprio conceito das cotas raciais... Nas suas palavras "pq as cotas não foram criadas para pedir desculpas pela escravidão, mas para resolver problemas atuais"... O vício é pensar que a raça está relacionada com "os problemas atuais"... Por isso enfatizei, 7,61% de negros - segundo o IBGE em 2010 - e 24% de pobres classe D e E... Joaquim Barbosa, um negro no STF... 

A questão racial resiste apenas nos resquícios culturais, e não em nosso estado... Estamos versando sobre a Constituição, não esqueça disso e não julgando um eventual pleito Civil ou Criminal... O vício é esse, nossos problemas não tem absolutamente nada a ver com raça... E a questão é política... Infelizmente... Gostaria de vê-la alicerçada pela Ciência Histórica e Econômica, pela Genética e pela Neurociência... Não procede... O nosso estado não precisava revisar a sua conduta atual, posto que não discrimina ninguém por raça... 

O estado está versando sobre um tipo de 'ressarcimento' do passado, a partir de um falso diagnóstico do presente... Não deveria, sob nenhum pretexto, ser assim... Julgamento político, afronta ao princípio da igualdade... E antes que me despeça, sem essa de "não foram criadas para pedir desculpas pela escravidão".... Muito simples, corrigir problemas atuais? Mas o que os problemas atuais tem a ver com raças? Então? Veladamente, e simplesmente só existe uma origem possível... A escravidão... Sem essa... Mas mesmo assim, o vício de origem está claro e límpido: baseado em que, os nossos problemas atuais estão relacionados com a raça? Por que devemos diferenciar pessoas, se o estado em seus princípios pétreos assegura a igualdade de condições?

Sobre Freeman ter tido "Não falem mais nisso", discordo de sua ironia: "então as crianças negras devem tapar os ouvidos e dizer lá lá lá"... Já esteve nos Estados Unidos? Lembra que eles tem um presidente negro? A questão foi superada... Porque devemos seguir com esta besteira de orgulho negro? Freeman sabe do que está falando...

Sobre a sua insistência na discussão do "racismo existente lá e aqui", comento que trata-se da sua opinião... Mas, respondendo ainda sobre Freeman, não é a minha opinião, não é a da maioria esmagadora da opinião pública americana, nem de Morgan Freeman... E aqui, pode até não ter sido superado, mas não confunda estado com cultura... O nosso estado é igualitário quanto às raças, e ponto final... Não temos nada para corrigir em nossa Constituição... Mas podemos ter muito o que corrigir em nossa conduta... Comece fazendo a sua parte... Comece não discriminando... Diga não às cotas - veja bem - RACIAIS...

Carlos Sherman

Sujeito e Protagonista



O negro foi sujeito e protagonistas da escravidão... Haviam quilombos em Angola e no Congo, de onde a escravidão que chegou ao Brasil foi proveniente... Não podemos, sob nenhum pretexto, se não a profunda ignorância dos fatos históricos ou movido por interesses obscuros e corporativos, considerar um dia para a consciência negra - celebrado no dia da morte de Zumbi, que também 'possuía gente'... Zumbi capturava e escravizava pessoas, e também negros... 

A escravidão e o racismo, praticados contra todas as raças e etnias, deve ser entendido no âmbito histórico, para nortear as nossas decisões no presente e o no futuro sobre igualdade de direitos e sobre liberdade... E nunca para a desforra... Não podemos instituir um dia para cada atrocidade histórica, como o dia do orgulho judeu, o dia do orgulho livre-pensante - contra os desmando das Inquisição... Não é justo, não é constitucional, não é inteligente...

Carlos Sherman

Ignorância Pública






Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca - apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela.

Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino.


Daniel Resende

E o problema, é que serão exatamente estes 75% que subiram em palanques, púlpitos, e nas redes sociais para falar sobre o que nada sabem, e postular sobre a vida e o universo, em sua vã achologia, ou em defesa de seus obscuros interesses... Serão aqueles que não sabem que nada sabem que pedirão a palavra... Triste destino...

Carlos Sherman

Morgan Freeman - Mês da História Negra



E (Entrevistador): - Mês da História Negra você considera... 
E Freeman (MF), um homem livre responde, 
MF: - Ridículo... Você quer contar a minha história em um mês? 
E: - Ahhh, o que é isso? 
MF: - E como fica a sua história? Qual mês é o mês da história branca? 
E: Ahh, bem, ops, ahh, o que é isso? Eu sou judeu... 
MF: Ok, qual o mês é o mês judeu? 
E: Não tem nenhum... 
MF: Ohhhh, Por que não? Você quer um? 
E: Não... 
MF: Eu não preciso disso... Eu não quero um mês da História - Consciência Negra... História negra - na América - é a história americana... 
E: E sobre o racismo? 
MF: Pare de falar sobre isso... Eu vou parar de chamá-lo de homem branco... Pare de me chamar de negro... Eu sei que você é mais ou menos branco, eu sei a minha cor...


Espalhe este gesto de HONESTIDADE, ÉTICA E INTEGRIDADE INTELECTUAL, nas palavras firmes de MORGAN FREEMAN... Literalmente um homem livre... A propósito, como me disse um amigo negro esta manhã - igualmente justo e coerente: 


'não, São Benedito não foi canonizado por cotas'...


Carlos Sherman


Atacando os Sintomas




Não podemos esquecer q o Brasil é campeão em atacar o sintoma.

Me lembra um vídeo que perguntaram para o Morgan Freeman oq ele achava da criação do "Mês da história negra". E ele responde "ridículo, vc quer um mês da história branca? ou mês da história judia? A história negra nos EUA é a própria história dos EUA".
E a solução q ele dá para o racismo é mto melhor "Vamos parar de falar disso"
http://www.youtube.com/watch?v=GeixtYS-P3s

Jokasta Oras, se os próprios não se sentem como classe oprimida somos nós q vamos ficar lembrando isso pra eles? Vamos força-los a se sentirem excluídos para satisfazer nosso ego de estarmos fazendo algo pela sociedade?

Não dá pra simplesmente pegar os percentuais de representação da sociedade pra cada cor de pele e querer forçar que esse percentual seja igual nas universidades, sem analisar os dados profundamente, entender suas causas, para daí sim atacar as causas.

Não consigo entender pq a necessidade da cota racial, sendo que quem realmente precisa dessa cota pode ser atendido pela cota social. Isso pode inclusive piorar a auto-estima de pessoas que não necessitariam dela, ou favorecer mais ainda pessoas que tem plenas condições de entrar na faculdade.

1 erro + 1 erro não é 1 acerto. Não é pq temos uma sociedade racista que criando uma cota racista torna ela correta.

Daniel França

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ciência vs Religião - O Quebra-Cabeça da Vida

Igreja admite que a teoria de Darwin é verdadeira

História e Preconceito




Sempre que ouço um suposto ativista do movimento de emancipação negra alegando que a sociedade teria uma dívida secular para com eles por conta do tráfico de escravos africanos, a impressão que me dá é a de que o sujeito está cuspindo nos negros, insinuando que todos os problemas deles ficaram lá atrás nos livros de História. Ora a plena cidadania a que os negros têm direito não decorre de uma suposta "dívida histórica" da sociedade para com eles, mas do simples fato de serem GENTE! Decorre do simples fato de que todos nós somos cidadãos plenos, independentemente de cor da pele. Desviar o foco de discussão do racismo PRESENTE para uma leitura maniqueísta e ideológica da História é inútil e covarde. É muita prepotência querer corrigir injustiças históricas; se conseguirmos consertar as do presente já estará de muito bom tamanho. Paremos com essa masturbação mental babaca, irrelevante e cruel sobre nosso passado colonial violento - que aliás era violento para todo mundo. 

Sustentar a defesa da igualdade em "reparação histórica" é temerário, pois trata-se de uma base frágil que pode ser facilmente detonada por releituras e dados estatísticos contraditórios. Só para citar um exemplo, Minas Gerais tinha no século 18 uma população de 60 mil brancos (incluindo homens, mulheres e crianças) e tinha também uma população recenseada de 95 mil proprietários de escravos, donde se deduz que nem todos os donos de escravos eram brancos. De fato 50% deles eram negros e pardos: neste mesmo século 45% das residências de famílias negras em Sabará-MG eram atendidas por escravos. O mito do "anjo negro contra o demônio branco" não passa de um mito. Tão falacioso quanto o de que os europeus teriam migrado para as Américas saltitando serelepes: boa parte dos brasileiros são descendentes de árabes e judeus expulsos da Península Ibérica por intolerantes fanáticos cristãos. Chegaram aqui degradados, perseguidos, sem um único vintém. Vamos exigir agora reparação dos descendentes dos portugueses que supostamente fizeram isso com nossos supostos antepassados? De reparação em reparação secular isso não vai parar nunca! Concentremo-nos no combate ao preconceito do PRESENTE e deixemos os livros de História descansar em paz.


O que mais me choca é a incapacidade das pessoas em interpretar até mesmo textos oficiais simples. Eu me lembro do meu tempo de escola, quando li no texto-base de História que, após um longo movimento abolicionista, finalmente a 12/05/1888 a Câmara de Deputados (com apenas 9 votos contrários) aprovou a Lei Áurea, que revogava definitivamente a escravidão no Brasil, libertando os 600 mil escravos que ainda restavam no país (6% da população brasileira, sendo que um século antes os cativos eram 50%). No dia seguinte a lei foi sancionada também pelo Senado e pela Princesa Isabel (que assinava pelo Executivo enquanto seu pai viajava pela Europa). Conclusão do texto: foi a Princesa Isabel que libertou os escravos! Putz, eu lia e relia o texto e não conseguia chegar a essa conclusão “brilhante”. Percebi então que se não conseguimos compreender sequer um texto didático curto, jamais poderemos acomodar contraditórios no currículo escolar.

Alan Ferreira

COTAS RACIAIS: RACISMO E IGNORÂNCIA...

Esta é a imagem de uma mulher... Tem dignidade no olhar e as marcas de muitas lutas em seu rosto... Não importa a quantidade de melanina em sua pela... Percebo a sua dignidade, imagino a sua luta, e me emociono com o impacto do seu olhar - puro - penetrando o meu, para explodir em meu cérebro...  Uma epifania bioquímica... 


COTAS RACIAIS: RACISMO E IGNORÂNCIA...

Senhores ministros do STF, não os respeito... E já faz algum tempo... Brasileiros, não embarquem nessa onda!!!

Sou frontalmente contra cotas raciais... Um absurdo que me causa indignação e muita preocupação: estamos retrocedendo... Dois índios presentes na sessão do STF, e desconheço a motivação de sua visita, mas poderiam ter aproveitado para perguntar aos palhaços 'populistas' de toga sobre a cota para os índios... Mas índios não estão em alta, e então foram conduzidos - à força, e com truculência - ao olho da rua... Afinal o Olimpo melodramático, espalhafatoso e político, não é lugar para a ralé, as urnas sim... 


Não vamos a nenhuma parte com esta medida, senão em marcha ré e em alta velocidade... 

Por que? Eis os argumentos... Se puder ler até o fim, seremos dois... Talvez três, ou talvez muitos mais... Muitos a abraçar a verdade, e deixando a escuridão da ignorância, do modismo e do populismo, para enfim nos tornarmos conscientes da VERDADE...

A população negra no Brasil é de 7,61%, as classes D e E somam 24%, e estão em queda desde de 2005, quando apontavam 51%... Hoje a classe média no Brasil representa 53%, e chegamos até aqui sem cotas, e democraticamente... Tudo isso parece um juízo religioso, um tipo de condenação pelo pecado original da escravidão... Mas o que temos nós, em 2012 a ver com a escravidão no Brasil inciada em 1500, decorrente de tratativas entre portugueses e africanos do Congo e Angola? 


A própria escravidão não foi exatamente um problema de raça... O termo 'escravos' vem de 'eslavos', homens de olhos azuis e pele clara, capturados e escravizados por outros homens brancos - desta vez de origem germânica ou bizantina - na Alta Idade Média... Mas a escravidão é bem mais antiga e remonta ao início da própria civilização... 


Entre 1500 e 1800, e portanto no mesmo período em que vigou a escravidão no Brasil, estima-se que os reinos árabes do norte da África capturaram cerca de 1,5 milhões de escravos brancos - a maioria proveniente da costa mediterrânea... 

Platão e Aristóteles - dois imbecis endeusados como filósofos - eram francamente favoráveis à escravidão, e a boçalidade de Aristóteles se destaca, e realmente me assombra um pouco mais a cada dia: 

"(...) algumas pessoas por natureza são escravos (...) É correto que os gregos governem os bárbaros, por natureza o que é bárbaro e o que é escravo são a mesma coisa (...) Pois que alguns devam mandar e outros serem mandados é algo não apenas necessário, mas apropriado; a partir da hora de seu nascimento, alguns são marcados para a sujeição, outros para governar. (...) Essa pessoa é por natureza um escravo que pode pertencer a outra pessoa e que só participa do ato de pensar por reconhecê-lo, mas não por possuí-lo. Outros seres vivos (animais) não conseguem reconhecer o pensamento; obedecem apenas os sentimentos. Contudo, há pouca diferença entre usar escravos e usar animais domesticados: ambos fornecem auxílio físico para fazer coisas necessárias.


E toda esta imbecilidade aristotélica, bárbara e ignóbil, falava em escravizar brancos - talvez alguns mongóis amarelos e árabes pardos... Os negros andavam um pouco distantes... 

Brancos, muitos, foram escravizados por brancos; e brancos foram escravizados por negros... Negros escravizaram outros negros, e venderam a grupos de brancos, navegadores e mercadores portugueses, que trouxeram estes escravos para executar trabalhos forçados no Brasil... Estes escravos, por sua vez, uma vez libertos, também possuíam escravos... Negros, no Brasil, possuíam escravos negros... O primeiro passo após conquistar a alforria, pasmem vocês, era comprar escravos... 

Em Sabará, segundo o Arquivo Público, no ano de 1830, haviam mais mulheres negras e pardas donas de escravos do que mulheres brancas: 

"229 morenas e negras com escravos, 223 mulheres brancas com escravos (...) em 1.811 casas, 776 eram chefiadas por pardos e negros (43%)

Em Serro Frio, a análise dos registros fiscais em 1738, mostra que: 

"22% dos 'proprietários de gente' haviam vivido em cativeiro (...) 63% deste grupo eram mulheres (...) os libertos possuíam em média 2 escravos, enquanto os brancos 5"... 

Em Campos dos Goytacazes, no final do século XVIII, um terço da classe senhorial era composta por "gente de cor"... O fenômeno, além de Minas e Rio, se repetia na Bahia e em Pernambuco... No Vilarejo de São Gonçalo dos Campos, próximo a Salvador, pardos e negros, possuíam 29% de todos os "cativos", contra 46,5% em Santiago do Iguape... 

Agora o choque: 

Zumbi - ou Zambi - tinha escravos!!! Muitos... 

O homem cuja data da morte marca, em nossos dias, a celebração da consciência negra, no século XVII capturava escravos nas fazendas vizinhas para que executassem trabalhos forçados no famoso Quilombo dos Palmares... Os escravos fugitivos que alcançassem o famoso quilombo eram considerados homens livres, mas aqueles que eram capturados - negros - em fazendas vizinhas, eram tratados como escravos... Percebam então, que a atrocidade da escravidão, em um mundo pré-humanista, era encarada com naturalidade, e não tinha relação direta com a cor... 


Não havia uma cor para o opressor e uma cor para oprimido... Essa é uma retumbante falácia... E dizê-lo é bem diferente de negar que milhões de pessoas sofreram terrivelmente ao serem capturadas e comercializadas como objetos, como animais... Mas milhões de judeus também sofreram atrocidades, assim como milhões de pessoas foram mortas por Stálin, Hitler e Mao... Seus descendentes devem sofrer muito por isso... Poderíamos instituir um regime de cotas ainda mais abrangente, ou não instituir nenhum...  

Por volta de 1830, José Francisco dos Santos, escravo, sofrido, capturado e trazido da África, alfaiate de profissão, o "Zé Alfaiate", conquistou a sua liberdade... Enfim estava livre de um sistema que operava sobretudo no Congo e Angola, e onde negros capturavam outros negros, que eram negociados com os portugueses para vir ao Brasil executar trabalhos forçados... Enfim livre... Zé Alfaiate poderia então exercer a sua profissão, certo? Errado... 


Zé voltou para a mãe África e sabem pra quê? Para se tornar traficante de escravos... Um dos negócios mais lucrativos que havia por lá... Casou-se com a filha de Francisco Félix de Souza - ou Chachá -, um negro conhecido como "o maior vendedor de gente da África Atlântica"... Zé passou a operar o negócio do sogrão, mandando ouro, azeite de dendê e negros a toda parte - onde a pressão inglesa pelo fim da escravidão ainda não tivesse chegado... Zé escreve de próprio punho: 

"Por esta goleta [embarcação] embarquei por minha conta em nome do senhor Joaquim D´Almeida 20 balões [escravos] sendo 12 H. e 8 M. com marca '5' no seio direito. Eu vos alerto que a marca que vai na listagem geral é 'V seio' mas, como o ferro quebro durante a marcação, não houve então outro remédio senão marcar com ferro '5'"... 

Esta pérola da sandice humana, supera Aristóteles em imbecilidade escravagista, e assombra pelo desprezo ao ser humano... Todas as vezes que leio isso sinto arrepio pelo sofrimento alheio, seguido de indignação e revolta... Por que não fiz nada? Eu não estava lá, mas estou aqui, e posso fazer a minha parte hoje... Posso lutar e impedir qualquer tipo de opressão... Meto-me em confusões na rua, e pratico esta coerência, lutando contra injustiças de toda ordem... Mas é agora que pretendo dar o cheque mate, subtraindo força do grand finale: 

Você já pararam para pensar - claro que não - que podemos estar separando cotas para os descendentes de Zé Alfaiate e Chachá? A escravidão não foi um problema de raça... 

Negros alforriados, trabalhavam e ganhavam dinheiro com o negócio da escravidão, entre o Brasil e a África... O homem, 'dito civilizado', escraviza outros homens - brancos, amarelos, pardos, índios, negros - desde o início da civilização, a cerca de 15.000 anos... Este terrível quadro só foi alterado com o iluminismo e o humanismo, e agradeça aos ingleses, branquelos, por isso; um século depois da morte de Zumbi, e a 7.000 quilômetros de distância de Palmares... Agradeça também aos americanos, brancos, e à Declaração de Direitos da Virgínia de 1776, donde se lê no artigo primeiro: 

"Todos os homens nascem igualmente livres e independentes, têm direitos certos, essenciais e naturais dos quais não podem, pôr nenhum contrato, privar nem despojar sua posteridade: tais são o direito de gozar a vida e a liberdade com os meios de adquirir e possuir propriedades, de procurar obter a felicidade e a segurança."... 

Nem Aristóteles nem Zumbi pensaram nisso... Mas, o que a nossa sociedade democrática e republicana, o que eu e você, que jogamos o mesmo jogo constitucional, sujeitos aos mesmos impostos e leis, temos rigorosamente a ver com isso? Nós, que nunca manifestamos nenhum tipo de racismo, e não contribuímos para nenhum tipo de desigualdade? Entendam a escravidão, entendam a escravatura no Brasil, entendam a democracia, estudem, aprofundem-se antes de emitir opinião... 

E se leu até aqui, estou certo de que sente a mesma indignação que eu, por tudo isso, por todo o exposto, da violência do conceito e do que foi a escravidão à estupidez aristotélica, da carta de Zé Alfaiate às cotas raciais, privilegiando uns e não outros, mesmo estando sujeitos rigorosamente ao mesmo estado de direito... Não vejo como e onde negros entram sozinhos nesta estória dentro da história... Estamos falando da saga humana, negros, brancos, pardos, índios, amarelos, ou seja lá como rotulemos a distribuição epidérmica da melanina; e um batalhão de ignorantes e criminosos 'capturando e vendendo gente'... 

Não existe portanto a tão propagada "consciência negra" senão a consciência humana... "Todos os homens nascem igualmente livres e independentes (...) tais são o direito de gozar a vida e a liberdade com os meios de adquirir e possuir propriedades, de procurar obter a felicidade e a segurança"... E isso dependerá da luta de cada um, tenha nascido pobre ou rico, negro ou branco... Não pude deixar de notar, apesar do show, como o senhor Joaquim Barbosa, ministro do supremo, negro, durante a sessão no STF - diferentemente de situações anteriores -, teve os olhos fugidios e a voz nem tão firme, denotando a fragilidade de sua posição, racista e corporativista... 


Somos todos humanos, demasiado humanos... Somos diferentes, individuais, mas decidimos viver em pé de igualdade - sem exceções... Não existe valor mais humano e civilizado... Exigir igualdade é uma manifestação do amor e da solidariedade... Lutemos contra toda sorte de desigualdades, comecemos por condenar as cotas raciais...


O que devemos aprender com a escravidão, com as exploração dos 'eslavos', com a ignorância aristotélica, com as atrocidades cometidas pelos reinos estabelecidos no Congo e Angola, com a carta de Zé Alfaiate - que particularmente me embrulha o estômago -, com os registros históricos do que foi a escravatura em todos os tempos e lugares, e afligindo todas as raças, e com a participação portuguesa no negócio, em particular no Brasil, entre os séculos XVI e XIX? A mesma lição que devemos tirar do Holocausto judeu, do leninismo e do stalinismo, do nazismo, e da Inquisição Católica, entre outras tragédias humanas... Devemos aprender o quanto a desigualdade foi opressora e cruel, para não repeti-la... Devemos aprender sobre os recentes valores da igualdade e respeito a vida... 


A escravidão não foi um flagelo negro, foi um flagelo humano... Não podemos repetir os erros do passado, em uma espécie de desforra, sendo - hoje - desiguais; e favorecendo a uns e não a outros apenas pela cor da pele... Isso demonstra o grau de ignorância histórica e antropológica de nossos - nem tão nobres - magistrados, assim como sobre Genética e Neurofisiologia... Muito além da ignorância marxista e behaviorista, reside a verdade de nossa condição humana... Posso ter muito mais afinidade genética com um negro do que um negro com outro  branco... E isso porque em nossos 30.000 genes, muita coisa é dita além da produção de melanina...


Tenho duas filhas, uma considerada branca e outra considerada parda... E aí? Vamos acabar com o RACISMO da divisão e classificação por raças... Hoje, aqui e agora, JÁ, demonstrando que vamos em uma caminho mais elevado, e não pretendemos repetir os equívocos e atrocidades do passado... Somos todos filhos de uma mesma mãe africana, que há cerca de 200.000 anos pariu as mães das mães de nossas mães, e os filhos que deixaram a África Oriental para colonizar o mundo... Nesta viagem a cor de uns mudou... Esta não é a saga do orgulho negro... Esta é a saga humana - demasiado humana... 

Carlos Sherman

P.S. : 
Não esqueçamos de estender os princípios pétreos de respeito à vida humana, à toda forma de vida...


Confira também:


http://ethosproject.blogspot.com.br/2012/04/ignorancia-publica_28.html


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http://ethosproject.blogspot.com.br/2012/04/sujeito-e-protagonista.html



Fontes:
1. Milton Guran, Agudás: Os "Brasileiros" do Benin, Nova Fronteira 2000, página 47;
2. Joaquim Nabuco, O Abolicionismo, publicado em 1883, página 60, www.dominiopublico.gov.br;
3. Pierre Verger, Fluxo e Refluxo do Tráfico de Escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos: Dos Séculos XVII a XIX, 2a. Edição, Corrupio, 1987, página 264;
4. Pierre Verger, página 251;
5. Ronaldo Vainfas, "Colonização, miscigenação e questão racial: notas sobre equívocos e tabus da historiografia brasileira", revista O Tempo, volume 4, número 8, agosto de 1999;
6. Flávio dos Santos Gomes, História dos Quilombolas, Companhia das Letras, 1995, página 10;
7. Paul E. Lovejoy, A Escravidão na África, Civilização Brasileira, 2002, páginas 128 a 130;
8. Marina de Mello e Souza, "A Rainha Jinga - África Cemtral, século XVII", revista eletrônica ComCiência, número 97, 9 de Abril 2008;
9. Flávio dos Santos Gomes, Palmares, Contexto, 2005, página 104;
10. Andressa Merces Barbosa dos Reis, Zumbi: Historiografia e Imagens, dissertação de mestrado disponível em www.dominiopublico.gov.br;
11. Mary del Priore e Renato Pinto Venâncio, O Livro de Ouro da História do Brasil, Ediouro, 2001, página 79;
12. Dicionário Houaiss, verbete "Escravo"; Merrien-Webster Dictionary, verbete "Slave";
13. Rory Carroll, "New book reopens old arguments about slave raids on Europe", Guardian, 11 de Março de 2004;
14. Eduardo França Paiva, Escravos e Libertinos de Minas Gerais do Século XVIII, Annablume, 1995, página 137 e 138;
15. Eduardo França Paiva, páginas 45 e 147;
16. Francisco Vidal Lima, Herbert S. Klein e Irani del Nero da Costa, Escravismo em São Paulo e Minas Gerais, Edusp, 2009, página 472;

17. Francisco Vidal Lima, Herbert S. Klein e Irani del Nero da Costa, página 456;
18. José Roberto Pinto de Góes, "Negros, uma história reparada", revista Insight Inteligência, número 34, Julho-Setembro de 2006, páginas 52 a 62; 
19. Bert Jude Barickman, Um Contraponto Baiano, Civilização Brasileira, 2003, página 239;
20. Francisco Vidal Lima, Herbert S. Klein e Irani del Nero da Costa, página 472;
21. Lila Moritz Schwarcs, As Barbas do Imperador, 2a, Edição, Companhia das Letras, 1999, página 15;
22. Sidney Chalhoub, "Medo branco de almas negras: escravos, libertinos e republicanos na cidade do Rio", Revista Brasileira de História, volume 8, número 16, páginas 83 a 105;
23. Francisco Vidal Lima, Herbert S. Klein e Irani del Nero da Costa, página 487;
24. J. Michael Turner, "Escravos Brasileiros no Daomé", revista Afro-Asia, UFBA, número 10-11, 1970, página 16;
25. Alberto da Costa e Silva, Um Rio Chamado Atlântico, Nova Fronteira, 2003, páginas 18 e 160;
26. Carolyna Glicério e Silvia Salek, "Vitimização do negro nos livros estimula preconceito, diz historiador", BBC Brasil, 23 de Agosto de 2007, disponível em www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070704_dna_racismo_educacao_cg.shtml;
27. Paul E. Lovejoy, páginas 59 e 240;
28. Wolfgang Döpcke, "O ocidente deveria indenizar as vítimas do tráfico transatlântico de escravos?", Revista Brasileira de Política Internacional, volume 44, número 2, 2001;
29. Pierre Verger, páginas 268, 289 e 291;
30. Bert Jude Barickman, página 251;
31. Pierre Verger, página 289 a 291;
32. Lila Moritz Schwarcz, página 18;
33. Silvia Hunold Lara, Fragmentos Setecentistas, Companhia das Letras, 2007, página 200;
34. Alberto da Costa e Silva, "Fruku, o príncipe-escravo", Aventuras de História, 5a. Edição, Fevereiro de 2004;
35. Mário Furley Smith, Nova História Crítica, 7a. Série, Nova Geração, 2001;
36. Editorial "O MEC acorda tarde", Jornal O Estado de São Paulo, caderno Opinião, 20 de Setembro de 2007;
37. Nelson Pilleti e Claudino Pilleti, História e Vida, Brasil: Do Primeiro Reinado aos Dias de Hoje, volume dois, 23a. Edição, Ática, 2006, página 40;
38. Seymour Drescher, Capitalism and Antisalavery: British Mobilization in Comparative Perspective, Oxford University Press, 187, página 72;
39. Manolo Florentino, "Sensibilidade Inglesa", Revista de História da Biblioteca Nacional, Maio de 2008;
40. Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Leya, 2011;
41. Laurentino Gomes, 1808, Planeta do Brasil, 2007, 1a. Edição;
42. Laurentino Gomes, 1822, Nova Fronteira, 2010, 1a. Edição;
43. IBGE diversos gráficos e informações estatísticas, 2008, 2009, 2010, 2011 - www.ibge.gov.br
44. FGV diversos gráficos e informações estatísticas 2008, 2009, 2010, 2011 - www.fgv.br
45. Governo do Estado de Minas Gerais, Arquivo Público Mineiro;
46. Martin Cohen, Casos Filosóficos, Civilização Brasileira, 2012;
47. Platão, A República, Nova Cultural...
48. Economia e Negócios, "53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média", Jornal o Estado de São Paulo;
49. Michael Sandel, 'Justiça'...
50. Matt Ridley, 'O que nos faz Humanos'...