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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os males da religião?



Grandes amigos meus versavam sobre 'os males da religião', considerando as ofensas dirigidas por crentes a ateus:

"Será que essas pessoas são tão ofensivas assim por causa da religião? Será que é mesmo a religião o grande problema? Porque parece que tem pessoas tão cruéis e que colocam comentários tão desumanos, que ouso pensar que mesmo num mundo em que todas as religiões fossem exorcizadas, essas pessoas continuariam a agir assim. Não sei... A religião faz sim muitas coisas ruins, mas acho que ela não é a 'Raiz de todo o Mal'. O que vocês acham?"

Brothers, e escrevendo desde São Carlos, minha nova morada, o problema é outro... Comportamentos obsessivos, defensivos, agressivos, etc e tal, tem origem em nossa genética... Religião, política e futebol são oportunidades para expressar a adesão a toda sorte de bandeiras... Defender bandeiras e agir de forma dogmática é uma impulsão genética, que pode ser estimulada ou não por nosso sistema educacional... O 'mal' é o dogma... O 'mal' é defender o seu grêmio ou grupo sem se importar com a justiça... O mal é discriminar 'eles' e 'nós'... Embora tais 'programas' em nossa mente tenham desempenhado importante papel em nossa sobrevivência em tempos idos... Sempre digo que no debate honesto perder é ganhar... Ganhar em novos conhecimentos... Na disputa sombria perder é perder mesmo... E vale tudo para ganhar, até perder-se... Este é o mal do dogma... Atropelar a verdade, a justiça e a ética em prol do 'NÓS' - contra ELES -, custe o que custar... Por isso insisto amigos, ´ÉTICO, LOGO CÉTICO'... Ser cético, ou seja, olhar os detalhes, olhar de perto, olhar detidamente, é um dos pré-requisitos da liberdade e da honestidade...

Carlos Sherman

Bernard Shaw





Um cérebro fraco transforma a filosofia em loucura, a ciência em superstição, e a arte em pedantismo” 


George Bernard Shaw

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Enfrentando a Ai Apaec...




Hoy estuve visitando más una vez las 'Huacas del Sol y de la Luna', en el complejo arqueológico Moche en Trujillo (Perú), centro de la cultura de mismo nombre, que ahí floreció entre los siclos I y VIII de la Era Común – ya no se dice más ‘antes o después de Cristo’... 

Ahí me detuve mirando el altar de donde se presentaban los sacrificios de decapitación humana, perpetrada por los sumos sacerdotes del templo de La Luna, y en honor a su deidad preferida Ai Apaec – ‘el que hace’, en idioma moche… Ai Apaec era un dios muy vengativo, malgeniado  y castigador – como por ejemplo el dios cristiano -, y también era el más temido y adorado por los mochicas… Y no había como ser diferente, puesto que le llamaban ‘el decapitador’... 

El rostro aterrorizante de Ai Apaec está por toda parte en los murales de la huaca de La Luna… Un rostro antropomorfo con colmillos de felino y olas marinas rodeándolo… Ai Apaec fue representado de varias formas al largo de los tiempos, dentro de la cultura Moche, pero siempre de forma intimidadora y agresiva…

Los sacrificios humanos eran impuestos a los prisioneros en batallas, y a los perdedores de contiendas o juegos, en los cuales los perdedores, después de tomar una sustancia alucinógena, eran decapitados, y su sangre era derramado para la gloria de Ai Apaec, y para que, ‘el que hace’, hiciera llover…

Pensé en cuanto sufrimiento hubiéramos podido evitar a todos estos ‘decapitados’, si el estudio da la meteorología hubiera avanzado en los tiempos moches… En esta época, en la Europa cristiana, vivíamos el terror de la Edad Media, pero al menos ya sabíamos que dioses no coordinaban las lluvias, aunque acreditábamos – equivocadamente – en brujas, demónios, y que 'un dios' estaba encargado de otros aspectos de la vida humana, y aun muchos siguen acreditando… Hasta nuestros días muchos creen en dioses, aunque decapitar ya salió de moda… También siguen, muchos, creyendo en supersticiones, astrologia, espiritismo, búzios, numerologia, homeopatia y psicanálisis...

Hoy nuestros niños conocen sobre el ciclo de la lluvia, los adultos expertos en el estudio del clima conocen sobre sistemas caóticos y sobre la troposfera, conocemos los fenómenos climáticos como ‘La Niña’, ‘El Niño’, la corriente de Humboldt, responsable por lluvias torrenciales en Asia, mientras someten el Perú  a la más absoluta falta de lluvias…  

El guía, al final de la visita dijo que ‘los diferentes niveles del templo de la Luna, representaban la evolución de las creencias entre los moches’, y que esto sigue hasta hoy, como si dios – o dioses – existieran, y solamente hubiéramos cambiado la forma de describir a ellos… Y arremató: ‘y quien no cree en su dios, o en un dios?’… Yo le dije ‘yo, y los que conocen un poco o mucho sobre ciencia’… En este caso, de los decapitados por Ai Apaec, bastaría un poco de meteorología, o una miradita en el Discovery Science o en el National Geographic Channel… 

Por esto insisto,

Ético, luego Escéptico…

Carlos Sherman

sábado, 23 de junho de 2012

Popper para os íntimos...


Código de Ética? Indígena?



Publicaram a mensagem acima...

Comentei:

Bonito, mas a autoria é vaga e está generalizada... Este é o 'código de ética' de que grupo indígena em especial? 'Índios' norte-americanos são bem diferentes entre si, e deferem de outras etnias ditas 'indígenas' por toda a América Central e do Sul... Coincidentemente estou no Perú, onde muitos índios descendem dos Incas, ou dos Moches, etc... Temos as diversas etnias brasileiras, e diferem muito entre si... Linda mensagem, mas que tem sido proferida por diferentes culturas, e diferentes pesadores, e estava estampada no Oráculo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo -  nosce te ipsum... Uma mensagem bem 'socrática', e que também poderia ser budista, ou russeliana - Bertrand Russell... Peço perdão pelo aprofundamento, mas muito me preocupa a falácia do 'bom selvagem'... Tal conceito equivocado tem produzido toda sorte de descaminho, e por isso apesar da admiração pela mensagem, não pude evitar o comentário... Abraços...


Carlos Sherman

Ubuntu

Publicaram a mensagem acima...

Comentei:

Linda mensagem, 'pero' ubuntu é um conceito... Quer dizer 'lealdade ao grupo'... Não sabia que havia uma tribo com esse nome, mas a palavra provém do idioma 'zulú' - idioma da etnia sul-africana de mesmo nome - e 'xhosa' - uma variação do 'bantú' sul-africano... Os zulús, e o reino Zulú, pode ser considerado como destacadamente guerreiro e agressivo com aqueles que não pertencem ao seu grupo... O conceito de lealdade ou ubuntu, deve ser entendido mais profundamente, posto que se refere ao grupo, e não à 'humanidade'... Os zulús não entendem bem o conceito de 'humanidade'... De forma que a diferenciação entre 'ELES' e 'NÓS', joga um papel crucial aqui... Ainda assim a gradação de nosso impulso em servir ao grupo ou a nós mesmos, tem forte correlação genética... Em uma cultura autóctone, um grupo geneticamente fechado, pode acentuar este papel... Mas os zulús por exemplo tem demonstrado tremendo insucesso em suas relações com outros grupos, e com a diplomacia... Daí pode derivar parte de suas dificuldades em avançar como grupo e como sociedade... Os zulús estão longe de servir como exemplo de humanismo, e mais ainda de conceitos como a democracia, direitos humanos e individuais, respeito à mulher e às diferenças... Em uma variedade genética maior, haverão sempre indivíduos mais competitivos, assim como os líderes e guerreiros zulús... A utopia do altruísmo hegemônico nunca será alcançada... Nenhuma utopia que verse sobre o comportamento humano será alcançada... E não precisamos de utopias... E isso se dá em função da variabilidade genética além de nossa complexidade comportamental... E devemos aprender a viver com isso... Felizes... Lembrando sempre que a falácia do homem como produto do meio, assim como a do bom selvagem, nos levou - e ainda nos leva - por severos descaminhos... Acho uma linda metáfora, mas não constitui um exemplo real... Se quisermos encontrar exemplo de atitude altruísta, humana, ética, podemos voltar a nossa busca para a Nova Zelândia, Canadá, Noruega, Islândia, Finlândia, Suécia, Austrália... Mas nunca nos guerreiros zulús...


P.S.: 


Vi muitas informações na Internet sobre a tal 'Tribo Ubuntu'... Nada muito 'documental'... Estou aprofundando minha investigação sobre eles... Tudo é muito bom pra ser verdade... Principalmente se notarmos que todos são negros... Não entendo porque não existe maior integração com indivíduos de diferentes tonalidades 'melanínicas'... Mas desconfio que os 'ubuntu' estejam pensando em lealdade com o seu próprio grupo, e desconfio tratar-se de um pequeno grupo autóctone, sem absolutamente nenhuma visão humanitária... Como amante da antropologia - e da verdade - será um prazer investigar... Se os Ubunto, a Tribo, existe, e está montada sobre tamanha consciência de grupo e sentido humanitário, será uma honra dar notícia a isso...


Abraços...

Carlos Sherman

Preconceito, Ignorância e Genialidade... Alan Turing...



A genialidade de Alan Turing é homenageada hoje - 23 de Junho - pelo Google - que lhe concedeu um Doodle - e pelo mundo afora, e está simbolizada no dia de seu nascimento... Turing foi o precursor da computação, e transformou o destino da humanidade... Foi também um herói silencioso na Segunda Grande Guerra, tendo usado os seus conhecimentos criptográficos para desvendar mensagens de guerra alemães, poupando os britânicos e o mundo de atrocidades ainda maiores nas mãos dos meninos do Führer... Mas Turing também uma vítima, mas uma dramática e fatal vítima do preconceito e da ignorância... Neste sombrio capítulo e neste caso em particular, Turing foi uma vítima da ignorância 'britânica', na medida inversa das vidas que ajudou a salvar, e pagando com a própria vida, em um gesto de desespero e em face da grotesca e terrível punição à qual foi sentenciado: renunciar à sua liberdade... E isso em 1952... As desculpas 'post morten', proferidas por Gordon Brown, primeiro ministro britânico, em 2009, não atenuam a morte e as circunstâncias da morte de Turing... 

Mas confio que o aprendizado tenha sido assimilado, posto que os ingleses não mais condenam à prisão pessoas que sentem afeto e desejo por pessoas do mesmo gênero, e a Inglaterra pode ser considerada hoje um país na vanguarda do respeito às liberdades individuais... Mas na década de 50, pessoas como Turing eram condenadas à prisão por manifestarem publicamente sua homoafetividade... Cinicamente, o falso moralismo britânico condenou Turing à prisão por ter aderido a 'vícios impróprios'... E isso a pouco mais de 60 anos atrás, em meados do século XX... Para fugir à prisão, Turing aceitou ser submetido à 'castração química', medida terrível e ambígua, posto que tratar-se da administração - criminosa e vergonhosa - de hormônio 'feminino' - o estrogênio - na tentativa de eliminar o desejo sexual... Procedido  pelo estado governado pela 'rainha do jubileu'...  Esta atrocidade produziu o efeito colateral ambíguo e brutal de desenvolver seios em Turing... Humilhado e execrado, Turing decidiu interromper a própria vida em 07 de Junho de 1954, aos 42 anos...

Turing não só mudou a humanidade para sempre com sua participação na invenção da computação moderna, mas decifrou códigos de guerra, ajudou a salvar vidas, e fez uma derradeira incursão pela a química - talvez em uma tentativa desesperada de entender a anatomia e a sexualidade humana -, tendo contribuído no estudo das bases químicas para a morfogênese - desenvolvimento da forma dos organismos, tecidos e sistemas fisiológicos a partir do zigoto -, e tendo antecipado importantes conceitos sobre as reações químicas ditas 'oscilantes'... A química ajudou Turing a escolher a forma de morrer, assim como o clássico de Walt Disney 'Branca de Neve'... Turing declarava possuir "um prazer especialmente mordaz na cena em que a bruxa malvada mergulha a maçã na poção venenosa."... A'bruxa' em questão era o falso moralismo britânico, Turig representava a 'branca de neve', a poção venenosa escolhida foi um tipo de cianeto, e Turing literalmente comeu uma maçã envenenada - encontrada pela metade ao lado de sua cama e leito de morte por seu mordomo... Não houve beijo, nem o milagre disneylandico da ressurreição... Este exemplar HUMANO - troppo umano - estava morto...

Turing pode ter sido um cara esquisitão, mas deixou um legado de enormes contribuições à humanidade, e não fez mal a ninguém... Qual seria o 'Doodle' para o dia 07 de Junho? Como lembrar o martírio de um bom homem, real, que tantos benefícios trouxe de fato à humanidade? Em 07 de Junho os Cruzados cercaram Jerusalém em sua sandice messiânica e fantasiosa pela primeira vez - um legado de moralismo que pressionava o mundo em que Turing viveu... Portugal e Espanha assinaram o tratado de Tordesilhas, dividindo o Novo Mundo em duas partes - enquanto na vida de Turing a coroa britânica dividia 'vícios' em próprios e impróprios...  Estados Unidos e Inglaterra assinam em 07 de Junho um acordo para eliminar a escravidão - mas outro 07 de Junho bem mais recente, mostraria que a Inglaterra ainda não praticava a igualdade entre os homens, nem zelava pelos direitos civis dentro de casa... É assinado o Tratado de Latrão, criando o Estado vaticano -  o falso moralismo, a superstição e o cinismo ganham ainda mais poder... Sim, não há nada melhor para celebrar em 07 de Junho além da grandeza da resposta de Turing ao mundo: BASTA DE MENTIRAS E PRECONCEITOS... BASTA DE BRUTALIDADE, BASTA DE IGNORÂNCIA...

Carlos Sherman

terça-feira, 5 de junho de 2012

De Botton, O Falastrão do Momento





O falastrão do momento, Alain De Botton, deflagrou o seguinte arsenal de asneiras:

"A sociedade sempre foi dividida entre os que acreditam em uma entidade divina e aqueles que não. A proporção entre os dois grupos no Ocidente sempre foi muito grande, com o primeiro sendo a maioria esmagadora até meados do século XV. Com a chegada do Renascimento e sem o perigo de terminar na fogueira por conta da Inquisição, a elite pensante quis aplicar a racionalidade em todos os aspectos do homem, inclusive nas crenças religiosas. A partir daí, o número de ateus começou a crescer.
Contudo, a “crença” ateísta não evoluiu muito com o passar do tempo. Se ser ateu é não acreditar na existência de um deus, a maioria passa simplesmente a criticar as crenças daqueles que acreditam. Isso é fácil de fazer: pegar um sistema complexo, com milhares de anos de existência, encontrar uma falha na base do sistema (ou pensar que encontrou) e desmerecer todo o resto.
Se você parar para pensar, as religiões estão por aí há bastante tempo. Bastante mesmo. Nelas, há mais do que apenas crença num ser divino superior. É um conjunto de costumes e tradições que vêm se acumulando há muitas gerações. Simplesmente assumir que está tudo errado e não repousar um olhar mais atento à complexidade dessas crenças é cometer o crime do reducionismo. 
Baseado nessa linha de pensamento, o filósofo Alain de Botton sugere, em uma palestra do TED, o nascimento de uma nova versão do ateísmo – o que ele chama de Ateu 2.0. Esse novo perfil de descrente vai além da mesmice de negar, negar, negar. Ele estuda as religiões e tenta entender o que tudo aquilo pode ensinar.
1. A religião educa melhor
2. Nós não somos apenas cérebros, somos também corpos
3. O uso didático da arte
4. Nós precisamos nos unir"

Ridículo...


É simples... Acreditar para quê? Alain De Botton não entende que com o Método, a Epistemologia, e o escrutínio da razão exigindo provas, o verbo crer torna-se totalmente dispensável... Você poderá até ter uma opinião espúria, pessoal, não embasada, mas 'crer', no sentido de nortear a vida e conduzir a milhares através de suas fantasias ou neuroses, isso não será mais útil - nem aceitável... Trata-se de um completo rompimento de paradigma... Além do que, estamos entendendo a genealogia das crenças, começando pela Neurociência e enveredando pela Psicologia Experimental, e tendo a Genética como impulsionador de ambas... Então, quando De Bottom diz que "a sociedade sempre foi dividida entre os que acreditam em uma entidade divina e aqueles que não", trata-se de falácia... Não, a sociedade não é digital - tudo ou nada - no sentido das crenças, e não precisará sequer de tal conceito em um futuro cercano... O Método expõe o motivo por trás de tal afirmação... Vivo sem conjugar o verbo crer... Muitos fazem o mesmo... 

De Botton é um sensacionalista, disposto a chamar a atenção com declarações e teorias bombásticas... Para tangenciar teorias inovadoras e preciso mais do que ambição... De Botton está longe deste 'algo mais'... De Botton insiste em uma 'crença do não-crer'... E isso não procede... O divisor de águas, a quebra de paradigma, insisto, é o Método Científico... Religiões também não são sistemas tão complexos, e tempo e quantidade não levam necessariamente a qualidade... Estamos vivendo a o nascimento da 'Ciência', do 'tornar-se ciente', ao invés de exercitar o mero 'constructo' da 'achologia', e ainda chamar um monte de baboseiras empoladas de 'filosofia'... Teremos tento para viver as consequências de uma atitude Ética, pelo Ceticismo... E mais, as tradições religiosas estão fundadas sobre o desconhecimento, não são realmente grande coisa, e não apresentam a menor utilidade, nem moral nem educativa... As nossas melhores práticas morais e educativas não vieram de livros religiosos, a menos que você considerar apedrejar filhos até a morte uma boa maneira de combater a rebeldia, ou matar animais um boa maneira de aplacar a ira dos deus, ou para que o ciclo da água seja revertido a seu favor, fazendo chover na estiagem... Ou a menos que considere mulheres inferiores a homens, a escravatura normal, e que leprosos são imundos, deficientes físicos abomináveis, e que as doenças - todas - são possessão demoníaca... 

Repito, morremos menos ao nascer vivemos muito mais, e comemos melhor, e sofremos menos... Desde o homem de Cro-magnom até o fim da Idade Média, nada havia sido significativamente alterado, mas com o acender das luzes do Método Científico tudo mudou... De Bottom não entende isso... Mas considero 'ativismo ateu' uma besteira, rsrsrsrs... Devemos educar, sobre Lógica, Epistemologia, História, Física, Biologia, Química, Matemática, Neurociência, Antropologia, etc... Mas não devemos confrontar pessoas geneticamente hipnotizáveis ou com problemas nos lobos temporais com militância...


Vamos aos dogmas de De Botton:

1. Religião Educa Melhor: ridículo, absurdo... As religiões baseadas em desconhecimento e preconceito nada sabem sobre educação... É ridículo... Como a generalização abrange 'religião', vou exemplificar com um religião, um das grandes, o Cristianismo... O Cristianismo exalta aos pais que baterem com filhos nas pedras, e exorta a que apedrejem seus filhos rebeldes até a morte, ordena que metemos nos familiares hereges, e que matemos os nossos entes queridos com espadas, sem maiores cerimônias para mostrar a nossa completa submissão a deus... Se isso é educação bem submetida, acho que precisaremos estabelecer primeiro o que é educação...

2. Não Somos Apenas Cérebros, Somos Também Corpos: dá vontade de rir... Cérebros são corpos... Não existe esta besteira platônica-aristotélica-agostiniana-cartesiana... Não existe absolutamente nenhuma divisão entre corpo e cérebro, ou corpo e mente, nem muito menos existe alma, e portanto também não existe a ignóbil divisão corpo e alma... Absurdo... Devemos pensar em cuidar do corpo, o que fatalmente beneficiará a parte mais importante dele, e que caracteriza a própria vida e a individualidade humana: o cérebro...

‎3. O Uso Didático da Arte: isso é cretino e ridículo... Utilizar imagens assustadoras para criar temor, e corroborar a submissão não pode ser entendido como 'amor pela arte'... Lembrem-se de que as pessoas não sabiam ler, e seria prejudicial se soubessem... Poderiam ler a Bíblia, para descobrir um manual de morte sem igual em nome do non-sense absoluto... Solução: lavagem cerebral 'audio visual'... As torres das igrejas eram as mais elevadas, 'reverb' para que o sermão parecesse vir dos céus, imagens grotescas e assustadoras para ilustrar todo este esquema de dominação e poder sobre a ignorância... Isso não era arte, mas de 'soslaio', impulsionou a arte... E muitos, entre eles Michelangelo e Da Vinci, aproveitaram a deixa para 'algo mais', tendo sido pois, em seguido, monitorados e perseguidos pelo Santo Ofício... É ridículo atribuir este esquema de marketing ao amor pela arte...

4. Nós Precisamos Nos Unir: finalmente trata-se de outra falácia crer que a 'união' depende da religião e da crença no sobrenatural... Absurdo, falacioso, infundado... Ao menos que considere a 'união' entre aqueles que pagam o dízimo na mesma paróquia - enquanto fofocam sobre a vida alheia - e que acreditam, por temor, que irão ao mesmo lugar pelo super-poder da imortalidade, útil a algum propósito prático... A religião JAMAIS uniu a humanidade... Ao contrário... Precisamos prescindir de toda esta falácia religiosa para sermos uma só nação humana... A religião tem dividido e separado... Acordem, estudem, leiam as notícias... A religião destrói e separa... Essa é verdade... O humanismo une a humanidade, a religião une a congregação, pregando a morte daqueles que pensam de forma diferente...

Finalmente tenho dito que não apoio a militância ateísta, e nisso estou de acordo com De Bottom... E também penso que não crer em fantasminhas e em super poderes é só o começo... E precisaremos de muito mais do que isso para nos distinguirmos como humano... De Bottom tangencia o problema, mas o tiro sai pela culatra, em parte porque pretende ser espalhafatoso e inovador, em parte porque tenta manter um política de boa vizinhança com os crentes... E existe um caminho melhor do que esse... Crentes são vítimas, ora de sua neurofisiologia, ora de processos de lavagem cerebral muito bem elaborados... Mas são vitimas... Os pregadores do púlpito seus algozes... E a partir do estudo abnegado, submetendo toda e qualquer matéria ao escrutínio da pensabilidade, devemos entender como a vida realmente funciona, e ensiná-la, para coibir injustiças, buscando o melhoramento contínuo de nossa sociedade... Não existem utopias, sermos sempre imperfeitos, e que bom... O movimento vem da imperfeição e não o contrário... De Bottom alterna certo entendimento com asneiras populistas, e termina mal na fotografia...

Enfim, uma asneira quadrangular... Ou uma asneira em quatro lições... Não sei como o TED abriu espaço para um cara tão fraco como De Bottom...

Carlos Sherman



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Asneira Quadrangular...



Um grande asneira em quatro lições...

É simples... Acreditar para quê? Alain De Bottom não entende que com o Método, a Epistemologia, e o escrutínio da razão exigindo provas, o verbo crer torna totalmente dispensável... Você poderá até ter uma opinião espúria, pessoal, não embasada, mas 'crer', no sentido de nortear a vida e conduzir a milhares através de suas fantasias ou neuroses, isso não será mais útil - nem aceitável... Trata-se de um completo rompimento de paradigma... Além do que, estamos entendendo a genealogia das crenças, começando pela Neurociência e enveredando pela Psicologia Experimental, e tendo a Genética como impulsionador de ambas... Então, quando De Bottom diz que "a sociedade sempre foi dividida entre os que acreditam em uma entidade divina e aqueles que não", trata-se de falácia... Não, a sociedade não é digital - tudo ou nada - no sentido das crenças, e não precisará sequer de tal conceito em um futuro cercano... O Método expõe o motivo por trás de tal afirmação... Vivo sem conjugar o verbo crer... Muitos fazem o mesmo... 

De Bottom é um sensacionalista, disposto a chamar a atenção com declarações e teorias bombásticas... Para tangenciar teorias inovadoras e preciso mais do que ambição... De Bottom está longe deste 'algo mais'... De Bottom insiste em uma 'crença do não-crer'... E isso não procede... O divisor de águas, a quebra de paradigma, insisto, é o Método Científico... Religiões também não são sistemas tão complexos, e tempo e quantidade não levam necessariamente a qualidade... Estamos vivendo a o nascimento da 'Ciência', do 'tornar-se ciente', ao invés de exercitar o mero 'constructo' da 'achologia', e ainda chamar um monte de baboseiras empoladas de 'filosofia'... Teremos tento para viver as consequências de uma atitude Ética, pelo Ceticismo... E mais, as tradições religiosas estão fundadas sobre o desconhecimento, não são realmente grande coisa, e não apresentam a menor utilidade, nem moral nem educativa... As nossas melhores práticas morais e educativas não vieram de livros religiosos, a menos que você considerar apedrejar filhos até a morte uma boa maneira de combater a rebeldia, ou matar animais um boa maneira de aplacar a ira dos deus, ou para que o ciclo da água seja revertido a seu favor, fazendo chover na estiagem... Ou a menos que considere mulheres inferiores a homens, a escravatura normal, e que leprosos são imundos, deficientes físicos abomináveis, e que as doenças - todas - são possessão demoníaca... 

Repito, morremos menos ao nascer vivemos muito mais, e comemos melhor, e sofremos menos... Desde o homem de Cro-magnom até o fim da Idade Média, nada havia sido significativamente alterado, mas com o acender das luzes do Método Científico tudo mudou... De Bottom não entende isso... Mas considero 'ativismo ateu' uma besteira, rsrsrsrs... Devemos educar, sobre Lógica, Epistemologia, História, Física, Biologia, Química, Matemática, Neurociência, Antropologia, etc... Mas não devemos confrontar pessoas geneticamente hipnotizáveis ou com problemas nos lobos temporais com militância...

Vamos aos dogmas de De Bottom:

1. Religião Educa Melhor: ridículo, absurdo... As religiões baseadas em desconhecimento e preconceito nada sabem sobre educação... É ridículo... Como a generalização abrange 'religião', vou exemplificar com um religião, um das grandes, o Cristianismo... O Cristianismo exalta aos pais que baterem com filhos nas pedras, e exorta a que apedrejem seus filhos rebeldes até a morte, ordena que metemos nos familiares hereges, e que matemos os nossos entes queridos com espadas, sem maiores cerimônias para mostrar a nossa completa submissão a deus... Se isso é educação bem submetida, acho que precisaremos estabelecer primeiro o que é educação...

2. Não Somos Apenas Cérebros, Somos Também Corpos: dá vontade de rir... Cérebros são corpos... Não existe esta besteira platônica-aristotélica-agostiniana-cartesiana... Não existe absolutamente nenhuma divisão entre corpo e cérebro, ou corpo e mente, nem muito menos existe alma, e portanto também não existe a ignóbil divisão corpo e alma... Absurdo... Devemos pensar em cuidar do corpo, o que fatalmente beneficiará a parte mais importante dele, e que caracteriza a própria vida e a individualidade humana: o cérebro...

3. O Uso Didático da Arte: isso é cretino e ridículo... Utilizar imagens assustadoras para criar temor, e corroborar a submissão não pode ser entendido como 'amor pela arte'... Lembrem-se de que as pessoas não sabiam ler, e seria prejudicial se soubessem... Poderiam ler a Bíblia, para descobrir um manual de morte sem igual em nome do non-sense absoluto... Solução: lavagem cerebral 'audio visual'... As torres das igrejas eram as mais elevadas, 'reverb' para que o sermão parecesse vir dos céus, imagens grotescas e assustadoras para ilustrar todo este esquema de dominação e poder sobre a ignorância... Isso não era arte, mas de 'soslaio', impulsionou a arte... E muitos, entre eles Michelangelo e Da Vinci, aproveitaram a deixa para 'algo mais', tendo sido pois, em seguido, monitorados e perseguidos pelo Santo Ofício... É ridículo atribuir este esquema de marketing ao amor pela arte...

4. Nós Precisamos Nos Unir: finalmente trata-se de outra falácia crer que a 'união' depende da religião e da crença no sobrenatural... Absurdo, falacioso, infundado... Ao menos que considere a 'união' entre aqueles que pagam o dízimo na mesma paróquia - enquanto fofocam sobre a vida alheia - e que acreditam, por temor, que irão ao mesmo lugar pelo super-poder da imortalidade, útil a algum propósito prático... A religião JAMAIS uniu a humanidade... Ao contrário... Precisamos prescindir de toda esta falácia religiosa para sermos uma só nação humana... A religião tem dividido e separado... Acordem, estudem, leiam as notícias... A religião destrói e separa... Essa é verdade... O humanismo une a humanidade, a religião une a congregação, pregando a morte daqueles que pensam de forma diferente...

Finalmente tenho dito que não apoio a militância ateísta, e nisso estou de acordo com De Bottom... E também penso que não crer em fantasminhas e em super poderes é só o começo... E precisaremos de muito mais do que isso para nos distinguirmos como humano... De Bottom tangencia o problema, mas o tiro sai pela culatra, em parte porque pretende ser espalhafatoso e inovador, em parte porque tenta manter um política de boa vizinhança com os crentes... E existe um caminho melhor do que esse... Crentes são vítimas, ora de sua neurofisiologia, ora de processos de lavagem cerebral muito bem elaborados... Mas são vitimas... Os pregadores do púlpito seus algozes... E a partir do estudo abnegado, submetendo toda e qualquer matéria ao escrutínio da pensabilidade, devemos entender como a vida realmente funciona, e ensiná-la, para coibir injustiças, buscando o melhoramento contínuo de nossa sociedade... Não existem utopias, sermos sempre imperfeitos, e que bom... O movimento vem da imperfeição e não o contrário... De Bottom alterna certo entendimento com asneiras populistas, e termina mal na fotografia...

Carlos Sherman

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Altos e Baixos



Desfrute os picos, tenha paciência com os vales, aprenda sempre, e continue em movimento; mesmo sabendo que não vamos à parte alguma... Somente para curtir o passeio... 


Carlos Sherman

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fé Cega = Pleonasmo




A fé, não explica nada, mas afasta boas perguntas; por medo... Fé é quando as respostas precedem as perguntas; por medo... O lucrativo negócio das crenças vive de 'incutir o medo para vender a salvação', e o resultado é a fé... Não existe de fato 'motivação na fé', ao contrário, estudos mostram que a fé excessiva produz tensão, na medida em que o crente não sabe ao certo se está atendendo às expectativas divinas... Tal quadro configura severos limites e problemas emocionais na vida de tais crentes... A Universidade de Durham chegou a relacionar a fé extrema com reduções no hipocampo e consequentemente sobre a capacidade de aprender...

Fé cega é pleonasmo...

Carlos Sherman

O Guia



Publicaram o post acima...

Comentei:

Concordo, entendo, mas não é tão simples assim... Este 'guia' pode te levar à missa, ao templo, e ao esoterismo... Não é uma simples questão de escolha... Não somos produto do meio, não existe o livre-arbítrio, e existem impulsões genéticas e neurofisiológicas para a crendice reinante... Mas  existem saídas, e tanto é que o número de crentes está diminuindo... Aqueles que - genética, neurológica e bioquimicamente - dependem do 'bando', da segurança do bando, estão nascendo em países majoritariamente ateus, e estão encontrando segurança em bandos céticos, na ciência, na medicina, na razão... Mas a tendência obsessiva que leva ao fervor não pode ser facilmente revertida, o que poderemos fazer é oferecer outro caminho... John Nash e Wellington Menezes compartilharam a esquizofrenia... Nash, de 'Uma Mente Brilhante' foi 'doutrinado' pela ciência, e dedicou sua obsessão à ela, ganhando o Nobel de Ciências Econômicas; isso enquanto fantasiava a vida com personagens da guerra fria... Menezes, doutrinado por um 'livro à morte' matou crianças em realengo, enquanto fantasiava o seu convívio com personagens bíblicos e ansiava por 'purificação'... 

Crentes são vítimas, insisto, os pregadores sobre o púlpito seus algozes; que de alguma forma também são resultantes de suas genética associada ao aprendizado e às experiências vividas... Talvez um pouco complexo de entender, duro de aceitar, mas ainda assim é a VERDADE... E a verdade não tem adjetivos...

Carlos Sherman

Planeta água?




Quanto do planeta Terra é feito de água? 

Na verdade, muito pouco. Embora os oceanos de água cubram cerca de 70 por cento da superfície da Terra, eles são rasos quando comparados ao raio da Terra. A ilustração acima mostra o que aconteceria se toda a água da superfície do planeta Terra ou logo abaixo dela fosse reunida numa bola. 

O raio desa bola seria de apenas 700 quilômetros, menos da metade do raio da Lua da Terra, mas ligeiramente maior que Reia, lua de Saturno que, como muitas luas em nosso Sistema Solar, é formada, em sua maioria, por gelo de água. 

Foto astronômica do dia: http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap120515.html

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O DIA D - IMAGENS RARAS E INÉDITAS EM CORES (INCRÍVEL)

Ateus de Jeová




HÉLIO SCHWARTSMAN (No Jornal Folha de São Paulo de 15/05/2012)

Ateus de Jeová

SÃO PAULO - Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, escreveu um texto (Folha, 10/5) em que corretamente criticava as novas modalidades de antissemitismo, mas acabou recaindo no mesmo tipo de preconceito que condenava ao incluir o ateísmo entre as novas faces da intolerância.

Afirmar que não existem provas da existência de Deus e sugerir que o fenômeno religioso pode não passar de uma exacerbação de certos vieses da mente humana, como fazemos os ateus, não implica tomar posição contra os judeus ou Israel.

Autoridades religiosas judaicas, porém, andam preocupadas com o avanço do secularismo em geral e do ateísmo em particular pela simples razão de que esses movimentos são particularmente fortes entre judeus.

Como diz Phil Zuckerman em "Invitation to the Sociology of Religion", os judeus talvez sejam o menos religioso dos grupos "religiosos" do mundo. Nos EUA, onde existem quase tantos judeus quanto em Israel, só 22% dizem que a religião é "muito importante" em suas vidas, contra uma média nacional de 60%. Os judeus americanos são a categoria que menos frequenta o templo, reza, crê na vida após a morte e considera que a Bíblia é a palavra de Deus.

Em Israel, oficialmente um Estado judaico, a situação não é muito diferente. O país aparece entre os 20 primeiros na lista de nações com maior proporção de ateus e agnósticos do mundo -entre 15% e 37%. Um trabalho de 1995 indicou que quase 50% da população se classificava como não religiosa ("lo dati", em hebraico), contra 20% de ortodoxos. É fato que estes, por contingências partidárias, têm um poder político desproporcional à demografia.

Para Zuckerman, faz mais sentido hoje classificar os judeus como grupo étnico do que como constituindo uma religião. Isso não resolve o problema dos rabinos, mas "salva" o judaísmo do ateísmo. Eu pelo menos me considero um bom judeu ateu.

helio@uol.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Qualquer maneira de amor vale à pena...



O Drauzio está certo mais uma vez... Mas o conceito de pecado é tremenda besteira, e apenas mais uma face da ignorância religiosa... Evidentemente existem escolhas sexuais que não decorrentes da genética, e este tema está bastante avançado, e de certa fora deixou o espectro do mistério para ser apenas complexo... Mas não precisamos entrar nessa linha, preferencia sexual é um assunto íntimo... Ninguém tem nada a ver com a intimidade e as escolhas individuais... Essa é uma questão de Direitos Individuais... 

Fazemos amor pelo prazer, e raramente para procriar, os padres e freiras nunca... E não pode haver nada mais contrário à natureza humana do que abolir o prazer... Em um mundo superpovoado, e ciente do valor do prazer, vivamos a nossa intimidade em liberdade... E se houverem condições de fato para abrigar, alimentar e amar uma criança, constituiremos famílias de humanos - demasiado humanos...

Buscamos testemunhas para nossas vidas finitas... 'Consideramos justa, toda forma de amor' - Lulú Santos...

Carlos Sherman

Aconteceu agora...



Publicaram esta belíssima e poética 'montagem'... E começou a procissão do proselitismo da auto-ajuda...


(...)
Lá pelas tantas escreveram:
- Porque a força de dentro é maior que todos os ventos contrários... 


E aplaudiram... 
- DIVINO...


E depois:
- FATO...


Comentei: 
- Fato? O único fato na imagem é tratar-se um montagem... Sobre a apologia da força interior, como seria? Seria uma impulsão Genética? 


Retorquiram: 
- Boa pergunta... A Física deve ter uma explicação convincente... 


Fechei: 
- Sim, isso se chama montagem fotográfica, e muito bem feita... Seguida de um aforismo de auto-ajuda... Seria inofensivo, se não fosse um engodo... Não recomendo... A realidade é maravilhosa, não precisamos de fantasias e sim poesia... E a realidade pressupõe a luta contra todos os ventos, mas sem vender milagres...


Quem havia retorquido curtiu a resposta, e fez-se um maravilhoso silêncio, para a serena contemplação da belíssima 'montagem'... 


Carlos Sherman

Grande Russell



Sobre um post com aforismos e pensamento do grande Bertrand Russell (1872-1970), comentei:

Grande Russell, sempre genial, mas nesta coletânea cometendo duas gafes, e que apontam diretamente para o mesmo grave equívoco... Lamento... Primeiro Russell diz "Penso que se deva admitir que os males do mundo são devidos (...)" e depois "Um homem retirado de um ambiente e posto subitamente em outro talvez (...)"... O grave equívoco foi pensar - durante boa parte de sua vida, e conforme o pensamento corrente de seu tempo, meio vitoriano, meio era da utopias sociológicas - que o homem era produto do meio... Esta ideia antiga, conhecida também como doutrina da tábula rasa, está completamente equivocada, e foi embalada pelo behaviorismo e pela engenharia sociológica na primeira metade do século XX... 

Mas, isso não diminui a minha admiração por Russell, e nem me impede de beber da fonte de onde emana o seu conhecimento, e aprender com a sua integridade intelectual... Assim como Russell Wallace, que terminou a vida tentando contato com os mortos, ou Darwin que declarou até o fim acreditar em um tipo de deísmo, Russell 'acreditou' na 'tábula rasa'... Este foi um grande empecilho em seu caminho... Lamento, mas é verdade... Este último, Darwin, foi ainda mais exemplar em não permitir que suas 'ditas' crenças interferissem em sua integridade intelectual, e finalmente em suas proposições científicas... Outros trilharam sendeiros similares como Galileu e Newton... 

Mas os homens livres de hoje dispõe de vertiginoso acervo de conhecimento cumulativo, devidamente submetido ao escrutínio da 'pensabilidade',  da epistemologia, e do método científico... Por isso, com a lição aprendida de Russell, mantenho-me em estado de vigília com respeito à integridade intelectual e avaliando sempre a minha 'pesabilidade'; e com as lições aprendidas também com os equívocos cometidos por grandes homens, mantenho-me afastado do culto à personalidade... A Integridade Intelectual exige que sejamos Iconoclastas...

Ético, logo Cético... 

Carlos Sherman