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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Amar até o fim...




Amar é a capacidade de dar,
Mesmo que seja o último pedaço,
O último recurso...
Sem reservas...
Sem condições...

Amar negocia a própria vida,
Empenhada em salvar outra ou
Outras vidas...
Amar é a ação indelével,
De ter o coração 
Batendo fora do próprio corpo...

Amar é irromper da tempestade,
Com o que resta em suas mãos...
E conceder a si mesmo,
No último suspiro,
O prazer de haver dado tudo...

Com alegria...

Carlos Sherman

Desafetos que nos Unem: por que gostamos de quem não gosta de quem nós n...

Nice Lobão




NICE LOBÃO:

UMA VERGONHA NACIONAL, UM ESCÂNDALO POR ONDE QUER QUE SE OLHE... UMA LARANJA DO PRÓPRIO MARIDO, O CORRUPTO, LADRÃO, SEM-VERGONHA, EDSON LOBÃO...

‘Os ‘amigos do povo’ contra o mérito’, por Demétrio Magnoli

PUBLICADO NO ESTADÃO EM 16 DE AGOSTO DE 2012

A assinatura da deputada Nice Lobão ─ campeã em faltas na Câmara e esposa do ministro Edison Lobão, protegido de José Sarney ─ no projeto de lei de cotas nas instituições federais de ensino superior e médio é um desses acasos repletos de significados. Por intermédio de Nice, a nova elite política petista se abraça às elites tradicionais numa santa aliança contra o princípio do mérito. Os aliados exibem o projeto como um reencontro do Brasil consigo mesmo. De um modo perverso, eles têm razão.

Nunca antes uma democracia aprovou lei similar. Nos EUA as políticas de preferências raciais jamais se cristalizaram em reservas de cotas numéricas. Índia e África do Sul reservaram parcelas pequenas das vagas universitárias a grupos populacionais específicos. O Brasil prepara-se para excluir 50% das vagas das instituições federais da concorrência geral, destinando-as a estudantes provenientes de escolas públicas.

O texto votado no Senado, ilustração acabada dos costumes políticos em voga, concilia pelo método da justaposição as demandas dos mais diversos “amigos do povo”. Metade das vagas reservadas contemplará jovens oriundos de famílias com renda não superior a 1,5 salário mínimo. Todas elas, em cada “curso e turno”, serão repartidas em subcotas raciais destinadas a “negros, pardos e indígenas” nas proporções de tais grupos na população do Estado em que se situa a instituição. Uma extravagância final abole os exames gerais, determinando que os cotistas sejam selecionados pelas notas obtidas em suas escolas de origem.

Gueto é o nome do jogo. Só haverá uma espécie viciada de concorrência entre “iguais”: alunos de escolas públicas concorrem entre si, mas não com alunos de escolas privadas. Jovens miseráveis não concorrem com jovens pobres. “Pardos” competem entre si, mas não com “brancos” ou “negros”, detentores de suas próprias cotas. Cada um no seu quadrado: todos têm um lugar ao sol ─ mas o sol que ilumina uns não é o mesmo que ilumina os outros. No fim do arco-íris, cada cotista portará o rótulo de representante de uma minoria oficialmente reconhecida. O “branco” se sentará ao lado do “negro”, do “pardo”, do “indígena”, do “pobre” e do “miserável” ─ e todos, separados, mas iguais, agradecerão a seus padrinhos políticos pela vaga concedida.

Nice Lobão é apenas um detalhe significativo. O projeto reflete um consenso de Estado. Nasce no Congresso, tem o apoio da presidente, que prometeu sancioná-lo, e a bênção prévia do STF, que atirou o princípio da igualdade dos cidadãos à lixeira das formalidades jurídicas ao declarar a constitucionalidade das cotas raciais. O Estado brasileiro desembaraça-se do princípio do mérito alegando que se trata de critério “elitista”. Na verdade, é o avesso disso: a meritocracia difundiu-se no pensamento ocidental com as Luzes, junto com o princípio da igualdade perante a lei, na hora do combate aos critérios aristocráticos de promoção escolar e preenchimento de cargos no serviço público. Naquele contexto, para suprimir a influência do “sangue azul” na constituição das burocracias públicas, nasceram os concursos baseados em exames.

O princípio do mérito não produz, magicamente, a igualdade de oportunidades, mas registra com eficiência as injustiças sociais. Os vestibulares e o Enem revelam as intoleráveis disparidades de qualidade entre escolas privadas e públicas. Entretanto, revelam também que em todos os Estados existem escolas públicas com desempenho similar ao das melhores escolas particulares. A constatação deveria ser o ponto de partida para uma revolução no ensino público destinada a equalizar por cima a qualidade da educação oferecida aos jovens. No lugar disso, a lei de cotas oculta o fracasso do ensino público, evitando o cotejo entre escolas públicas e privadas. Os “amigos do povo” asseguram, pela abolição do mérito, a continuidade do apartheid educacional brasileiro.

O ingresso em massa de cotistas terá impacto devastador nas universidades federais. Por motivos óbvios, elas estão condenadas a espelhar o nível médio das escolas públicas que fornecerão 50% de seus graduandos. Hoje quase todos os reitores das federais funcionam como meros despachantes do poder de turno. Mesmo assim, eles alertam para os efeitos do populismo sem freios. O Brasil queima a meta da excelência na pira de sacrifício dos interesses de curto prazo de sua elite política. Os “amigos do povo” convertem o ensino público superior em ferramenta de mistificação ideológica e fabricação de clientelas eleitorais.

No STF, durante o julgamento das cotas raciais, Marco Aurélio Mello pediu a “generalização” das políticas de cotas. A “lei Lobão” atende ao apelo do juiz que, como seus pares, fulminou o artigo 208 da Constituição, no qual está consagrado o princípio do mérito para o acesso ao ensino superior. Mas a virtual abolição do princípio surtirá efeitos em cascata na esfera do funcionalismo público, que interessa crucialmente à elite política. As próximas leis de cotas tratarão de desmoralizar os concursos públicos nos processos de contratação, nos diversos níveis de governo.

A meritocracia é o alicerce que sustenta as modernas burocracias estatais, traçando limites ao aparelhamento político da administração pública. Escandalosamente, a elite política brasileira reserva para si a prerrogativa de nomear os ocupantes de centenas de milhares de cargos de livre provimento, uma fonte inigualável de poder e corrupção. A ofensiva dos “amigos do povo” contra o princípio do mérito tem a finalidade indireta, mas estratégica, de perpetuar e estender o controle dos partidos sobre a administração pública.

O país do patrimonialismo, do clientelismo, dos amigos e dos favores moderniza sua própria tradição ao se desvencilhar de um efêmero flerte com o princípio do mérito. Nice Lobão é um retrato fiel da elite política remodelada pelo lulismo.

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Os gastadores


O campeão de gastos:

Encerrado o primeiro semestre, o amazonense Silas Câmara lidera o ranking dos deputados que mais gastam com a chamada cota de atividade parlamentar nesta Legislatura.

Entre fevereiro do ano passado e junho, Câmara usou 593 000 reais para cobrir as despesas do seu mandato. Ficou na frente de Moreira Mendes (570 000 reais) e Teresa Surita (566 000 reais), irmã de Emílio Surita do Pânico.

Do lado oposto do ranking estão aqueles que fecham a mão na hora de gastar o dinheiro público. José Antônio Reguffe é o que menos gastou no período – 14 000 reais -, seguido de Nice Lobão (46 000 reais) e Miro Teixeira (111 000 reais).

Por Lauro Jardim

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A mais ausente

Deputada conquistou o titulo de mais ausente novamente:

Nice Lobão manteve o título de deputada mais ausente de 2010 no ano passado. A deputada do PSD faltou a 172 sessões no plenário – ou seja, esteve presente em apenas 14,9% das votações na Câmara. Eduardo Gomes e Henrique Eduardo Alves ficaram em segundo lugar com 27,2% e 44% de presença no plenário respectivamente.

Treze deputados compareceram a todas as 202 sessões, sendo que apenas um também esteve em todas as reuniões de comissões: o pedetista José Antônio Reguffe participou de 89 encontros em 2011.

Por Lauro Jardim

domingo, 27 de janeiro de 2013

100.000


[Eu] LUTO sem LUTO...



[Eu] LUTO sem LUTO...
Por que a luta é pra valer...


Carlos Sherman

Sobre a Tragédia de Santa Maria




Sobre a Tragédia de Santa Maria:

LUTO SEM LUTO... 
LAMENTO A PERDA - destas, e de toda vida quando chega ao fim precocemente ou tragicamente...



Carlos Sherman

Apologia...



Amigos estou muito preocupado... 

Símbolos, logos, estandartes, 'ismos', são recursos da propaganda e do aparato hipnótico e apologético... Não precismos disso... Não entremos nessa... 

Homens livres, pensantes, céticos, façam apenas a sua parte!!! E sejam humanos, troppo umanos, acima de tudo... 

Carlos Sherman  

Chuck Norris vs música sertaneja

(ORIGINAL) Chuck Norris se revolta com Valdemiro Santiago

Chuck Norris ao ver RR Soares. Dízimo em débito automático [ORIGINAL]

E quanto a ti, Morte...




E quanto a ti, Morte...
Walt Whitman

"E quanto a ti, Morte, e a ti, amargo abraço da mortalidade, é inútil tentarem alarmar-me.
A parteira acorre ao seu trabalho sem demora,
Vejo a mão pressionado, recebendo, sustendo,
reclino-me nos umbrais das delicadas portas flexíveis,
E observo a saída, e observo o alívio e a libertação.

E quanto a ti, Cadáver, penso que és bom adubo mas isso não me ofende,
Aspiro o doce perfume das rosas brancas crescendo,
Toco as folhas como lábios, toco o peito lustroso dos melões.
E quanto a ti, Vida, reconheço que és o resíduo de muitas mortes,
- não duvido que eu próprio já morri mil vezes.
Escuto o vosso murmúrio, ó estrelas do Céu,
Ó sóis, ó erva dos túmulos, ó perpétuas transferências e promoções,
Se não dizeis nada que poderei eu dizer?

Do turvo charco na floresta do Outono,
da lua que desce os precipícios do crepúsculo sussurrante,
Caí, centelhas do dia e do acaso, caí sobre as hastes negras que apodrecem no estrume,
Caí sobre o lamento incoerente dos ossos secos.

Levanto-me da lua, levanto-me da noite,
Percebo que a luz débil é o reflexo do meio-dia,
E desemboco no que é firme e central desde o rebento grande ou pequeno."

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E lá vou eu, rsrsrsrsrs... Tenho os meus argumentos contra a 'auto-ajuda', mas não posso desmerecer o imenso valor desta reflexão:

"Se Você não gostar do meio em que está, se estiver infeliz, se sentir só, se achar que as coisas não estão acontecendo, mude de ambiente. Pinte um novo pano de fundo. Rodei-se de novos atores." - Leo Buscaglia... 

Busque novas testemunhas para a sua vida, e um novo cenário, para um novo papel... 

Whitman, inefável, indelével... 


Carlos Sherman

Mais sobre a 'moral cristã' e a Tragédia de Santa Maria...




Mais sobre a 'moral cristã'... Leiam a Bíblia, a fonte de tais sandices está lá... Ao alcance de todos... A inspiração bíblica depende diretamente da ignorância e das características neurológicas de quem lê... Triste destino...





Comentaram:

"Olhando as meninas que estavam lá, como esse infeliz me faz um julgamento desses?"

Objetei:

Não importa quem eram as meninas, o incêndio poderia ter sido em um bordel...

O 'José Agustoni' curtiu e comentou:

Empatia é o que nos move.
Talvez o que mais me aproxime dessa tragédia é que eu tenho uma filha de 20 anos, também universitária. Mas mesmo sem filhos, será que não é possível entender quem teve um filho lá dentro?

Complementei:

Perfeito 'José Agustoni', mas a empatia é uma característica neural e bioquímica, dependente de nosso embaralhamento genético, e não podemos escolher tê-la ou não... O problema da religiões, é que a mensagem hipnótica justifica imbecilmente que 'eles', os diferentes, os que pensam de forma diferente, podem e devem ser eliminados... Tal mensagem acentua o 'nós', cristãos, tementes, em detrimento da vida 'deles', os infiéis... E outra característica neural é a tendência a manter-se no bando, no rebanho, e prezar a tradição da zona de conforto... Existe uma Biologia para a Crença... Evidentemente, existem boas pessoas que creem, e muitas destas pessoas possuem a genética da empatia... Mas também estão mais suscetíveis a crer, seguir, tem mais dificuldade em separar ficção e realidade, entre outros aspectos correlatos...


Carlos Sherman

Então, só me resta desligar a TV e fazer logout no Facebook...



LUTO SEM LUTO... 
LAMENTO A PERDA - destas, e de toda vida quando chega ao fim precocemente ou tragicamente...

Uma terrível tragédia, e lamento profundamente a perda... Dirijo a minha solidariedade aos amigos e familiares dos mortos e vítimas... Não posso dimensionar vossa dor... 

Mas situações dramáticas como esta, e pelo número de mortos, abrem caminho para toda sorte de manifestações, mais ou menos dignas de respeito... Uns manifestem a sua tendência ao sentimentalismo, outros exacerbem o pessimismo - 'porque no Brasil, as autoridades...' -, outros inundam a rede com - pasmem - 'pedidos de oração', sem considerar que o 'tal deus' foi o autor do atentado; afinal ele criou o universo - o 'U-NI-VER-SOOOOOOOO' -, e todas as leis da natureza... Ele sopra o oxigênio na combustão, e acendeu e manteve a chama... De forma que, em tragédias como essa, onde a maioria das pessoas redescobre a morte, que teimam em afastar de suas mentes, uma horda de crentes vem falar em orações... Orações pra quê??? Cobrem explicações de seus deuses, o deus sumério-judaico-cristão-islâmico, ou Tupã, ou do 'Grande Jujú da Montanha', em seus 'papos com ele', e perguntem por quê? 

Mas o ato mais deplorável e cretino, é a horda de 'crentes' que sustenta - em seu 'amor cristológico' -, tratar-se de uma punição de Deus, de Cristo, contra os 'depravados, drogados, pervertidos, prostitutas, etc'... Esta é a condição mais execrável que existe, destes abutres que tripudiam, covardes, sobre o sofrimento de inocentes, e com a cara de pau de invocar a palavra 'amor'... Isso enquanto destilam toda a sua sandice vingativa, crística, apocalíptica... Sempre lembrando que Cristo é o comandante em chefe do humanicídio do Apocalipse, e os que serão salvos, assistirão de camarote a vingança sádica e cruel de Deus/Jesus...

Mas seguindo em frente, tragédias e acidentes acontecem... As autoridades brasileiras costumam ser negligentes, sim, mas estes incidentes acontecem em Oslo, Madri, Roma e New York... Existem entre os humanos, humanos ambiciosos e inescrupulosos, que muitas vezes dirigem tais casas noturnas, e a corrupção existe, é real, e o Brasil não é o campeão neste quesito, mas padece deste mal... Mas as diferentes personalidades humanas encaram tal tragédia de formas diferentes... Uma cadeia de eventos será disparada por esta tragédia, envolvendo investigação, responsabilização, mobilização das vítimas sobreviventes e parentes dos falecidos, seguradoras, autoridades públicas, e espero que aprendamos com o acontecido, melhorando as nossas leis, a respectiva fiscalização, e evitemos tragédias como essa... Conscientemente... Além de punir os respectivos responsáveis... 

As reações de luto e de verdadeiro sentimento, por parte dos amigos e familiares dos mortos, são realmente legítimas, e mais uma vez envio os meus pêsames, seguro de que não posso avaliar a imensidão desta dor... Mas o exagero que ecoa pela rede, remete a outros fenômenos neurológicos, complexos e perniciosos, e merecem também a minha atenção, e não a minha sensibilidade... 

Qual é a diferença entre uma vida perdida na discoteca, e todas as vidas perdidas na mesma noite em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no Brasil, na América do Sul, no Mundo??? Qual??? A tragédia produz uma reação coletiva, que produz uma reação em cadeia, e desencadeia a comoção pública... Trata-se de nossa tendência solidária, e isso é muito bom... Trata-se da empatia em ação, além de muitas outras obscuras emanações... Por isso pergunto, o que as vidas perdidas na 'Kiss', diferem de qualquer vida perdida - precocemente ou tragicamente?


LUTO sem LUTO...
Porque a luta é séria...

Aí vem o Carnaval!!! Uma tragédia anunciada, com data marcada... Pensem nisso... O número de mortos, apenas nas estradas federais, em 2012, foi de 176 mortos, 18,1% menor em relação à 2011, onde 216 perderam a vida... Isso significa que o número de pessoas viajando cresceu, o número de carros nas estradas aumentou, e o número de mortos - em termos absolutos - caiu... Em termos relativos mediríamos uma queda ainda maior, isto significa que estamos aprendemos com a morte, e com os nossos mortos... Isso sem contar as mortes nas rodovias estaduais, sem contar os casos não documentados, sem contar o incrível número de feridos -  2.001 em 2012, contra 2.690 em 2011 -, o incrível número de acidentes - 3.346 em 2012, contra 4.312 em 2011... Em 2012 154 mil veículos foram fiscalizados, quase o dobro de 2011 - 81 mil -, com 1.319 autuações e 494 prisões, contra 1.049 e 479 em 2011... Mas se considerarmos o números de homicídios durante o Carnaval, a tragédia vai longe, muito longe, e o número de mortos chega aos 4 dígitos, em um fim de semana prolongado... 

Não digo isso para diminuir a dor daqueles que perderam os seus entes queridos, e nem para que levantemos mais bandeiras de luto, ou coloquemos o nosso perfil em 'negro' no Facebook - o que não significa absolutamente nada -, mas para que lutemos pelo melhoramento consciente deste quadro, antes de contar os mortos... Digo isso para que cuidemos de nosso filhos e entes queridos que passarão pelo risco 'injustificado' do vergonhoso e primitivo evento do Carnaval... 

Programas de auditório como o Faustão, entre outros, deitam e rolam sobre a tragédia, a rede fica inundada, a televisão não fala de outro assunto, mas o comportamento é estranho e despropositado... e sintomático... Não estou de LUTO - mas estou solidário na dor -, porquanto não posso medir com a minha angústia a verdadeira dor de quem 'realmente' sofre a perda; seria piegas e teatral da minha parte... Mas lamento profundamente a dor, assim como lamentaria se o número de mortos fosse '1', e assim como lamentaria se este jovem fosse indiano... Este é o ponto... 

E 'LUTO', CONSCIENTEMENTE, pelo melhoramento contínuo da vida, ampliando a abrangência de meus atos, insistindo em manter-me de pé, ativo, quando inserido na cena, quando vivo a tragédia, quando posso perceber que o problema está na iminência de eclodir... Sempre que presencio um acidente trato de prestar socorro e indicar os responsáveis, e já 'prendi' algumas pessoas na rua - não sendo policial... Já dei voz de prisão à pessoas embriagadas que provocaram acidentes no trânsito, evitando que evadissem do local, e garantindo que fossem responsabilizados... Já prendi pessoas por agressão física na rua... Já impedi a ação despropositada de policiais... Já denunciei uma discoteca por falta de condições para operar, e em especial por não dispor de segurança em caso de emergência -, quando vivi uma noite de terror durante uma pane no sistema elétrico, e estivemos na iminência de um severo caso de pisoteamento... 

Luto na cobrança sobre as autoridades, e sobre a responsabilização, mas luto também pela adequação do discurso dos apologetas, pessimistas e sentimentalistas, que também nos conduzem na direção errada... Triste tragédia, triste destino... Solidariedade sim, tristeza também, mas sem exageros e arroubos oportunistas, como no caso da mídia, como no caso do 'sentimento nacionalista' - que não coloca em perspectiva as tragédias pelo mundo -, e o pior dos oportunismos: o proselitismo religioso... 

Uma banda decide soltar fogos dentro de uma boate e provoca um incêndio, seguranças despreparados e truculentos decidem impedir a saída - evidentemente não conheciam as consequências -, e só havia uma saída, o que é uma falha estrutural na segurança... A causa das mortes foi asfixia, em sua maioria... Que o inquérito seja completo e as responsabilidades sejam apuradas, e que isso sirva para que aprendamos com a experiência... Lamento pela perda... Lamento também pelos abusos em relação ao acidente... Sem mais comentários, afinal, a televisão já está apinhada de especialistas em tudo, além dos 'opinólogos' de plantão... O assunto vai longe... Uma verdadeira tragédia, mas que suscita discussões mais superficiais do que profundas... E isso me preocupa... Muito... 

Então, só me resta desligar a TV e fazer logout no Facebook...

Aceito as pedras, de bom grado, mas precisava dizê-lo... 

Boa noite!!!


Junior Guarani Kaiowá: "Bateu forte e certeiro."

Karoline Sherman: "Fantástico, sem faltar nenhuma informação, 'completíssimo' e muito bem feito, como sempre, só resta assinar embaixo de tudo o que disse."

Obrigado meu amigo - Júnior, um guerreiro da liberdade total -, e obrigado filhota linda... Você sabe o quanto eu LUTO, sem estar de LUTO... Mais uma vez lamento a dor, e não ouso, nem por um instante, tencionar entender a dor daqueles que perderam o seus entes queridos, a morte é uma luta diária... E luto sim, e você testemunha isso... Mas não posso ser piegas... Não mais...

[eu] LUTO SEM LUTO... 

LAMENTO A PERDA - destas, e de toda vida quando chega ao fim precocemente ou tragicamente...



Carlos Sherman