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terça-feira, 14 de maio de 2013

Pão, circo... e estatística...



Um amigo fez um justo protesto:

Os problemas sociais estão gritando. A saúde, segurança e educação estão à míngua. Nosso país é dirigido por ladrões corruptos e incompetentes. Nossas crianças se afogam na alienação, nossos jovens nas drogas e a violência é quem dita as regras, em paralelo com a corrupção policial e o despreparo de tantos outros militares. Os direitos humanos acoitam e passam a mão na cabeça de homicidas, enquanto condena o coitado, o pobre, o "ladrão de galinha". O preconceito e as ditas "fobias" invadem nossas casas através do lixo da televisão e do coração pútrido de muitas pessoas. A igreja não forma caráter, apenas engana e molda viciados dependentes pagadores de dízimo, presos às correntes de sua própria ignorância. Tudo está caro, menos a mão de obra escrava do nosso povo. Quem tem a barriga cheia, não quer saber de quem não tem nada na barriga. Perdemos a linha tênue que separa a caridade da solidariedade. Tudo, sem exceção, está um caos! Mas a real preocupação dessa gente, é a porra da novela e do futebol!
Me taxem de chato, de idiota, do que quiserem! 
É isso o que eu penso!
Pão e circo é o que merecem!


Um lugar comum... Mas, tenho algo a dizer:

E com todo este 'merdeiro' bem descrito por você, ESTAMOS MELHORANDO DIA APÓS DIA...  Duvida??? Desvio cognitivo de confirmação pelo lapso temporal, e problema com o gene MAOA, rsrsrsrsr... Não te digo mais, apenas leia as 1.087 páginas de 'Os Anjos Bons de Nossa Natureza', de Steven Pinker, e depois conversamos!!! Aqui o tenho aberto, na página 503...... Um dos livros mais importantes da História, escrito por um dos pensadores mais espetaculares que a humanidade pariu... 

Carlos Sherman


P.S.: Rsrsrsrs, respeito sua impressão da realidade, mas explico que 'mesmo assim, em perspectiva, estamos muito melhores, como humanidade', para amenizar a 'mágoa', rsrsrsrsrs... Ou seja, 'percebemos' a realidade à nossa volta, os movimentos individuais, de grupos, de povos, e temos o direito de particularizar o problema, e protestar... Aliás, está uma merda mesmo... Mas sugiro, em seguida, que não permaneçamos 'aí', vítimas, e que tratemos de entender os fenômenos e a vida, através de uma perspectiva mesmo 'pessoal'... É isso... Um elogio no sentido de que, faço das suas minhas palavras, e uma advertência séria de que, ainda assim, estamos melhorando como humanidade, de forma contingente, convergente, etc... Também não estou nivelando por baixo, nem sugerindo o mero 'fatalismo', estou sugerindo a investigação do problema...Um abraço...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bases Neurológicas para a tomada de decisões




Bandidos, terroristas em defesa de um regime totalitário...



Carlos Augusto Marighella, aproveitando a estada em Havana, redigiu Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil, dedicado à memória do comandante Che Guevara e tornado público pelo Jornal do Brasil em 5 de setembro de 1968. Foi expulso do partido em 1967 e em fevereiro de 1968 fundou o grupo armado Ação Libertadora Nacional. Em setembro de 1969, a ALN participou do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em uma ação conjunta com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro [MR-8] ( no livro ele é "exemplo de complexidade do povo brasileiro, mãe afro-descendente e pai europeu. Estudante de engenharia e menino pobre, homem amoroso e combatente destemido, amante de samba e ópera).



José Dirceu, conhecido comandante do mensalão do Governo Lula é retratado no livro como um dos maiores líderes estudantis que "corajosamente" retornou ao Brasil como clandestino após exílio em Cuba. Sua trajetória é quase uma "síntese de sua geração.


A força do último abraço




"A força desse último abraço é o que está além do gesto. É a humanidade resgatada que os arranca não dos escombros, mas dos números, para lembrar o que não fomos capazes de ver – ou não quisemos – quando ainda eram vivos e respiravam e sonhavam. Agora os enxergamos, e eles não apenas nos comovem, mas nos assombram. E é crucial que nos assombrem."

- Eliane Brum -

Ceticismo, Extraterrestres e Ufologia


Ceticismo, Extraterrestres e Ufologia

Ceticismo, Extraterrestres e Ufologia
“Ceticismo é Não Acreditar em Nada?”
Não, não é! O cético acredita que não se deve obter certeza alguma entre verdades absolutas, tudo que é tratado como verdade absoluta deve ser questionado, duvida sem rejeitar na possibilidade de poder aceitar e crer em algo, tem uma posição crítica em determinada situação, conhecido por empregar princípios do pensamento crítico e do método científico para verificar a validade de idéias.
“Extraterrestres Existem? Se Existem, Eles nos Visitam?”
O fato é que não temos evidências nem de que extraterrestres existemtão pouco de que estamos sendo visitados, (obviamente o universo é grande, é provável que haja vida em outros planetas, de micróbios até mesmo vida inteligente, civilizações tecnologicamente avançadas – mas são apenas especulações se baseando pela imensidão do universo, se baseando nos elementos químicos que surgem com a morte de estrelas, que por sinal são os mesmos elementos químicos que estão presente no nosso corpo) o que existem são falsas evidênciasalguns casos que não foram concluídos devido a falta de informaçõescasos ufológicos que não tiveram uma investigação científica adequada – “Então, o que sobra?” – Relatos,documentosmas são apenas documentos que não provam que tal OVNI (objeto voador não identificado) era de origem extraterrestre.
Charlatões como Erich von Däniken tentaram/tentam sustentar suas hipóteses com falsas evidências, às vezes, dando um significado secundário a uma determinada coisa que não há uma explicação (mas não é porque não temos uma explicação para algo extraordinário que ela deve ser de origem extraterrestre, é apenas porque faltam mais informações, faltam evidências para se chegar a uma conclusão adequada).
Já faz tempo que a ufologia deixou de ser levada a sério por causa da ufolatria (digamos que seria uma aplicação religiosa na área ufológica, aonde prevalece o fanatismo).
Ai fulano diz: “Mas eu vi um OVNI” – “Mas eu vejo OVNIs” – “Eu assisti um documentário no History Channel que dizem que os aliens eram tratados como deuses pelas civilizações antigas.” – “O ser humano não teria capacidade de construir pirâmides, portanto foi aliens.” – “A NASA esconde as evidências.”
Pois bem, irei tentar apresentar algumas explicações menos fantasiosas, e racionais para vocês.
“Mas eu vi um OVNI” – “Mas eu Vejo OVNIs.”
Você afirma que viu um OVNI quando você observa algo no céu e não consegue identificar, muitas vezes é por falta de conhecimento em astronomia, falta de costume em observar o céu, ou desconhecer fenômenos naturais como por exemplo: Halo Solar(es)Sun dog(s), e até mesmo desconhecer os efeitos que a lente de uma câmera pode reproduzir em uma foto, como o Lens Flare.
“Eu Assisti um Documentário no History Channel que Dizem que os Aliens Eram Tratados Como Deuses Pelas Civilizações Antigas.”
Primeiro que os documentários do HC não tem muita credibilidade em questões científicas. Voltando ao assunto, pode até ser mesmo que aliens nós visitaram, porém, não há uma única evidência para sustentar essa alegação.
E se eles conseguissem viajar até a Terra: (provavelmente eles teriam conseguido achar um atalho no espaço, até porque as distâncias entre estrelas são enormes. A distância do Sol até a Centauri (estrela mais próxima) é de 4,22 anos-luz, ou seja, igual a quarenta trilhões de quilômetros).
“O Ser Humano não Teria Capacidade de Construir Pirâmides, Portanto Foi Aliens?”
Sério? Lógico que não! Existem (sim) evidências de que os humanos naquela época tinham a capacidade de erguer pirâmides, basta pesquisar no lugar certo, e não em blogs e sites que divulgam pseudociência.
“E os Círculos Ingleses? Círculos em Plantações?”
Os crop circles (círculos ingleses) foram feitos por um grupo inglês (os circlemakers), existem vídeos no YouTube mostrando como eles fazem esses círculos complexos, e a mania já se espalhou no Brasil e no mundo, porém com círculos “menos” complexos do que os ingleses.
“A NASA Esconde as Evidências?”
Eu amava essa alegação (porém quem afirma isso não apresenta provas, apenas especulações pela necessidade de crença em algo/alguma coisa). E porque eu amava? Porque eu fui um dos pesquisadores que já chegou a utilizar tal alegação. – “Mas porquê você mudou de opinião?” – Porque a NASA é formada por grupo de cientistas, pesquisadores sérios, que seguem rigorosamente o método científico, o primeiro que descobrir alguma evidência de vida extraterrestre (mesmo que seja um micróbio), com certeza entrará para a história da ciência, e provavelmente a notícia será dada por um astrobiólogo, e não por um ufólogo. Existe até o programa SETI@home, no qual eu contribuo, que é a busca por vida inteligente de maneira cientifica.
Por último, a ufologia é considerada sim pseudociência, pois não segue rigorosamente o método científico, o principal objeto de estudo, o OVNI, não é experimentável. Ninguém nunca apresentou evidências para comunidade científica de que naves extraterrestres nos visitam (houve um ufólogo brasileiro, cujo o nome não vou citar, que teve a oportunidade de apresentar provas concretas para calar a boca de alguns cientistas! – “E o que esse ufólogo (famoso) brasileiro fez?” – Fugiu, não compareceu).
Na história da ufologia tivemos inúmeros casos de avistamentos de OVNIs (objetos voadores não identificados), relato de contato com seres extraterrestres, supostas abduções alienígenas, entre outros casos. Porém todos esses casos são sustentados apenas por evidências anedóticas (evidências anedóticas é aquela evidência que você viu algo, mas não tem como provar).
Assim como Carl Sagan, eu penso que: “Alegações extraordinárias, exigem evidências extraordinárias”, o fato é que a ufologia não tem uma base científica para sustenta-la entre as ciências, ela é totalmente baseada em crenças irracionais, e experiências pessoais.
“E Algumas Pessoas que Afirmam/Afirmaram Serem Abduzidos por Seres Extraterrestres?”
Ai eu te pergunto, porque essa pessoa então não apresenta uma evidência (ao mesmo tamanho da alegação) de que foi realmente abduzido? Creio eu que uma amostra de DNA seria suficiente, não? A maioria das abduções se encaixam perfeitamente nas mesmas experiências da paralisia do sono (inclusive eu já escrevi um artigo completo sobre a paralisia do sono).
Para finalizar eu gostaria de explicar rapidamente o argumentum ad ignorantiam (argumento da ignorância), no qual o argumentador (exemplo: um ufólogo) afirma que por não ter uma explicação plausível para um “autêntico” OVNI, portanto ele é de origem extraterrestre… Perceberam a contradição? Se o objeto voador não é identificado, então não podemos atribuir um significado secundário sem a conclusão da primeira premissa, caso contrário é falácia, e sua alegação não é válida!
Enfim, eu não quero que ninguém pense igual a mim, eu só quero que pensem, questione e usem o ceticismo (agora que vocês sabem a verdadeira definição de ceticismo, e não a definição que algumas pessoas dizem que é).
Fontes:

Douglas Rodrigues

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Eu sou ateu, cético (com ênfase no ceticismo científico), livre pensador, e pesquisador. Eu sou fundador do blog, página, e site do Universo Racionalista, membro da Organização Livres Pensadores (uma organização ateísta sem fins lucrativos), e membro do Centro de Ufologia Brasileiro.

Sobre ETs, Pirâmides, Deuses, 'von Daniken' - de novo -, e a Profunda Ignorância...



O meu amigo Douglas Rodrigues, escreveu um belíssimo trabalho sobre "Ceticismo, Extraterrestres e Ufologia"... Um tal 'Sergio' retorquiu, indignado, porque Douglas chamou Erich von Daniken de charlatão:

Chamar o Erich von Denichen de charlatão, é muita pretensão, prá fazer isso vc teria que provar qu as evidências expostas por ele são falsas, o que até hj ninguém conseguiu, nem o cientista chinês que disse que construiria uma pirãmide com as condições da época, mas só ficou no papel, portanto como pesquisador que vc diz que é, acho que deveria medir tuas palavras e realmente começar a fazer pesquisas antes de intitular erroneamente pesquisadores verdadeiros de charlatões, mas pelo menos vc tem uma coisa boa: tem coragem e não mede as consequencias do que escreve, boa vida p vc...
'Sergio'

Desembainhei:

Um tratado sobre o tema... Parabéns, Douglas...

'Sérgio', sobre 'Erich von Daniken' - e não 'Denichen' -, comento que 'charlatão' é pouco... Trata-se de um vigarista, mau caráter, e já foi devidamente refutado por todos os cientistas sérios, e que perderam o seu tempo em confrontar esta abjeta crendice... Pretensão é a sua, em questionar a unanimidade de toda a classe científica dedicada à astrofísica e à astrobiologia... Você confunde as baboseiras de EvD com 'evidências científicas'... Não 'Sérgio', Erich não provou NADA, absolutamente nada, e ninguém provou nada... 
A construção das pirâmides está devidamente entendida, como um 'mero', embora gigantesco, trabalho de engenharia... Não temos culpa se você prefere a seção 'Sobrenatural'... Estude mais, muito mais...



A sua imaginação, debruçada sobre a imaginação comercial de Daniken, nada mais é do que um CULTO... Cabe a quem propõe o enunciado o ônus da prova, e a única apresentada por Daniken é que ele sabe muito bem como enganar trouxas e ganhar muita grana - coisa que evangélicos em geral também conhecem muito bem... Você também confunde a seguinte questão, 'a vida é finita, de forma que precisamos escolher como aplicar o nosso tempo'... Sandices estratosféricas como as propagadas por EvD, não merecem o tempo de quem tem mais o que fazer... Lamento que, se em sua profunda ignorância e inerrância, sobre o tema, você ainda considere este vigarista como pertencente à área de Ciências... 'Sergio', como diria Einstein, somos todos ignorantes, mas não sobre as mesmas coisas...


O fantástico trabalho de Douglas, investiga outras fronteiras, enquanto você tateia cego, pela divisão de 'Sobrenatural & Esotéricos', e ainda acha que, em sua incrível 'pretensão', tenha alguma relevante para dizer.. Pois escute, e aprenda com Douglas... Inscreva-se na Royal Society of London, assine a Science, estude, leia autores sérios, como Lawrence Krauss, Sagan, Feynmann, Shermer, etc... Avance sobre as fronteiras da sua própria ignorância, e talvez, em um futuro distante, possa entender a perspectiva de Douglas... Faça o seu dever de casa, para não parecer tão patético á luz do dia...


Mais uma vez, prezado Douglas, um belíssimo trabalho... Um forte abraço...


Carlos Sherman

A ilusão do livre-arbítrio



NIETZSCHE:

À BEIRA DA CASCATA — Contemplando uma queda-d'água, acreditamos ver nas inúmeras ondulações, serpenteares, quebras de ondas, liberdade da vontade e capricho; mas tudo é necessidade, cada movimento pode ser calculado matematicamente. O mesmo acontece com as ações humanas; poder-se-ia calcular antecipadamente cada ação, caso se fosse omnisciente, e, da mesma maneira, cada progresso do conhecimento, cada erro, cada malvadeza. O homem, agindo ele próprio, tem a ilusão, é verdade, do livre-arbítrio; se por um instante a roda do mundo parasse e houvesse uma inteligência calculadora omnisciente para aproveitar essa pausa, ela poderia continuar a calcular o futuro de cada ser até os tempos mais distantes e marcar cada rasto por onde essa roda a partir de então passaria. A ilusão sobre si mesmo do homem atuante, a convicção de seu livre-arbítrio, pertence igualmente a esse mecanismo, que é objeto de cálculo. 

('Humano, demasiado humano', 2000)

Muito barulho por nada...



Um amigo publicou:


Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.
- Jack Kerouac -

Objetei:

Brother, não vejo nenhuma procedência... Criadores de caso, rebeldes, e desajustados, não são necessariamente transformadores... Considero Darwin, Cajal, Sagan, Feynmann, transformadores, e não aplicaria nenhum dos predicados acima a tais pensadores... Não considero que fazer barulho seja transformador... Não considero Jack Kerouac, Bokowski, Guevara, transformadores... Considero perturbadores, como um fim em si mesmos...

Carlos Sherman

Diana, a caçadora, o Curupira, e o Deus judaico-cristão-islâmico...

Por que as igrejas, todas elas, tem para-raios???


Por Perce Polegatto

As pessoas que creem pensam que as que não creem vivem mal – e mil outras coisas relacionadas. Pensam que, no momento do sofrimento, os descrentes devem repensar a fé e se apegar a algo.
Mas não, isso não funciona assim.

Se estou perdido numa floresta, não espero a ajuda de Diana, a caçadora, ou do Curupira.
Para quem não crê, não há hipótese alguma de ser salvo por uma entidade sobrenatural, seja ela qual for.
E não adianta dizer: “Peça uma graça. Não custa nada. Quem sabe...”
Não, não funciona assim.

Pode ser que uma pessoa não se sinta bem com sua descrença, que decline a alguma tristeza ou viva menos motivada, consciente de sua condição. Mas não passa a crer em anjos por causa disso. Não por teimosia ou recusa, mas porque simplesmente não lhe é possível. Sua mente rejeita o sobrenatural, a fantasia, o absurdo, e trabalha naturalmente com o que entende e sente como possível, como disponível, como real, custe-lhe a dor que custar – se por acaso lhe custar alguma dor, se for esse o caso, bem entendido.

O resumo da Ópera...



O meu amigo Douglas Rodrigues publicou:

Toda ciência possui um certo grau de complexidade, muitas pessoas tendem a dar opiniões superficiais sobre a ciência, principalmente quando analisamos aspectos fundamentais na evolução das ciências sociais em contraste com as ciências naturais, e exatas. Um pouco de estudo sobre a filosofia da ciência seria fundamental para entender melhor a distinção entre as ciências. Uma pessoa com aptidão nas exatas, na minha opinião, tende a olhar para as ciências sociais com um certo desprezo, alguns dizem que as ciências sociais não são uma ciência, mas eu diria que não são exatas, mas que continuam sendo uma ciência. Não quero definir o conceito de cada uma, mas se as ciências sociais não são ciência, então o que são? Ou melhor dizendo: você sabe definir o que é ciência? A mesma coisa acontece quando algumas pessoas tentam definir e diferenciar ciência de pseudociência (tendo um conhecimento superficial de ambas as áreas do conhecimento) - o exemplo mais comum é cometido em diferenciar a psicanálise da psicologia.

Alguns citaram a astrologia, como mais antiga que a astronomia, entre outras informações desencontradas... Respondi:

Mas a Astronomia, como ciência, nada tem a ver com a Astrologia... A menos que você considere o Sol como uma planeta, assim como a Lua... Aristarco nunca foi astrólogo, nem Galileu... A química não decorre da alquimia, nem a farmacologia da homeopatia... São rompimentos de paradigmas, novas disciplinas, a partir de um novo pensar... 

Douglas, Psicanálise não é ciência, trata-se de uma crendice, não importa a formatação pseudo-acadêmica... Psicanálise é crença, pura e simples... Se quiser podemos dizer apenas que a Psicanálise é 'acientífica'... Estamos falando de uma 'crença doentia', um caso de charlatanismo e fraude.... O freudismo foi descartado pela Psicologia em todo o mundo... Freud foi exumado e teve o seu diploma cassado por Michel Onfray - entre outros... 

Segundo Paul Bloom, na aula inaugural de Introdução à Psicologia em Yale: 

"Vocês não encontrarão Freud no curso de Psicologia desta universidade, e já faz algum tempo. Talvez encontrem Freud na Sociologia, Filosofia ou Literatura."... 

Acho que isso responde à questão... Cursos sérios de Psicologia no Brasil não trazem Freud nem como 'história', afinal, trata-se de uma história a ser esquecida.... Os principais conceitos freudianos estão no lixo, como o Complexo de Édipo, o modelo hidráulico da mente - id, ego, superego -, fases do desenvolvimento, inconsciente, sonhos, etc... O inconsciente freudiano e junguiano, nada tem em comum com a inconsciência neurocientífica, e da Teoria da Mente moderna... Nada... A correspondência de Freud mostrou sua conduta desonesta, inescrupulosa, e ambiciosa... 

Lacan fez a 'mea culpa', em uma conferência proferida em Bruxelas em 26 de Fevereiro de 1977, transcrita na íntegra pela revista Le Nouvel Observator, no. 880, de Setembro de 1981, p.88:

"Nossa prática é uma trapaça, blefar, fazer as pessoas pestanejarem, impressioná-las com palavras astuciosas, é de qualquer forma o que se costuma chamar de engodo. [...] Do ponto de vista ético, nossa profissão é insustentável; é, aliás, justamente por isso que eu fico doente só de pensar nela, porque eu tenho um supereu como todo mundo.[...] Trata-se de saber se Freud é ou não um acontecimento histórico. Acredito que ele fracassou no seu golpe. É como eu; em muito pouco tempo ninguém mais se importará com a psicanálise"
Jacques-Marie Émile Lacan

Este é o resumo da Ópera...

Carlos Sherman

El derecho a no creer




El derecho a no creer

Por MIGUEL BAYÓN 2 JUN 2007

"La religión es un derecho de cada cual, pero no un deber de nadie", afirma el filósofo Fernando Savater en esta conversación con el teólogo y sacerdote José María Castillo. La relación entre las dimensiones privada y pública de las religiones, el rebrote violento del fundamentalismo y el debate sobre las raíces cristianas de Europa son algunos de los temas abordados por ambos ensayistas. Dios, que sigue dando que hablar, protagoniza una verdadera avalancha de nuevos libros.

No había muerto? En las librerías, Dios ha vuelto. Tema inagotable para polemistas como el teólogo católico José María Castillo (que acaba de dimitir de la Compañía de Jesús), autor de Espiritualidad para insatisfechos (Trotta) y el filósofo no creyente Fernando Savater, que publica La vida eterna (Ariel).

PREGUNTA. Si oyen hablar de Dios, ¿qué primera imagen les viene?

FERNANDO SAVATER. Que es una institución cultural, y en ese sentido existe igual que por ejemplo el Banco Español de Crédito. Y que, más ontológicamente, no me lo imagino; la idea de un ser que a la vez tiene los atributos humanos y además es infinito, eterno, al margen de los avatares... Nietzsche decía que había conceptos que tenían definición y otros historia. Dios me parece que es un concepto que puede tener historia pero no definición.

Castillo: "La existencia de Dios no es evidente, pero sí su utilidad"
Savater: "Más que opio, a veces la religión es cocaína"
Castillo: "El cristianismo tendría que ser la religión que fomentara la laicidad"
MÁS INFORMACIÓN
Inquisiciones acorraladas
JOSÉ MARÍA CASTILLO. A mí me provoca a botepronto respeto, porque soy creyente, y peligro. Peligro porque en su nombre se cometen las barbaridades más grandes. Esa misteriosa relación entre religión y violencia. Una relación que en el cristianismo se agrava, porque profesa su fe en un Dios que necesita el sacrificio, y por lo tanto la muerte y la sangre de su hijo, para que la gente se pueda acercar a él. Nietzsche hablaba del Dios vampiro. En lo metafísico, el concepto de Dios no tiene salida, porque se trata de armonizar la suma bondad con el sumo poder, o la infinita bondad con el infinito poder, con este mundo que tenemos, y eso es estrictamente contradictorio. No es evidente la existencia de Dios, ni puede serlo nunca, pero sí la utilidad: lo vemos ahora en España. La Iglesia y la derecha utilizan a Dios, pero desde mi punto de vista es una actitud intolerable. En España se está usando el nombre de Dios constantemente para lo que se traduce en pelotazos urbanísticos, para todo lo que se quiera.

P. ¿Sigue sirviendo Dios como consuelo ante la muerte?

F. S. Las funciones de vertebración social que cumplen las constituciones u otras leyes laicas, las cumplían antaño las religiones. Pero a partir del XVII la religión ha ido pasando a un plano más íntimo, más privado, con el cual también tuvo que ver desde el principio, y eso, más que el miedo a la muerte, es el rechazo a la idea de perdición, que es el gran enigma y la gran espina de la condición humana: sabernos mortales es lo que nos lleva a pensar. La idea de la muerte es inasimilable, ya decía La Rochefoucauld que: "Ni al sol ni a la muerte se les puede mirar de frente". Pues uno de los cristales ahumados para mirar a la muerte es la idea de Dios y de salvación, de alguien que se ocupará de nosotros, aunque sea castigándonos; que no estaremos perdidos del todo. Eso sigue funcionando de un modo o de otro, porque negociar nuestra relación con la muerte nunca ha sido fácil.

J. M. C. Ante el sufrimiento la religión sigue cumpliendo un papel positivo para mucha gente, para hacerle más soportable la enfermedad, la vejez, la pérdida de un ser querido. Ahora bien, ofrecer una evidencia y una seguridad, no puede, porque no hay evidencia ninguna. Y esta esperanza en la otra vida que a algunas gentes les ayuda, en otras puede ser un verdadero peligro: el terrorista que se inmola pensando en...

F. S. En las huríes.

J. M. C. Claro, en ese caso la esperanza en la otra vida es un auténtico peligro. O eso otro tan terrible, la resignación, el aguante y el silencio ante injusticias que no se deberían de tolerar. Siempre recuerdo la afirmación del gran defensor de los derechos humanos de los negros en Estados Unidos, Martin Luther King: "Cuando se recuerden las grandes atrocidades que han ocurrido en el siglo XX, se verá que lo peor no han sido las fechorías de los malvados, sino el silencio de las buenas personas". Y eso es terrible. Y a eso está llevando de hecho la religión.

F. S. Bueno, la idea de Marx de la religión como el opio del pueblo, como un adormecedor... Hoy la religión puede ser efectivamente el opio para algunos, porque les da resignación y les hace que soporten los males naturales y el poder establecido como si fueran parte de la voluntad divina; pero en otros casos no funciona como el opio, sino como la cocaína, porque para el terrorista más bien la religión para él es un terrible excitante. Aquello que decía don Pío Baroja de que el requeté era un animal que, una vez confesado y comulgado, atacaba al hombre. La religión no funciona como el opio, todo lo contrario.

J. M. C. Los casos actuales de terrorismo están ahí, pero recordemos que por ejemplo San Bernardo, en el siglo XII, escribió un tratado, Exhortatio ad milites Templi, para los cruzados, y empieza: "Donde se demuestra que matar al infiel no es pecado".

F. S. Lo curioso es que es una exclusiva del monoteísmo. El Antiguo Testamento es una recomendación al genocidio cada cuatro páginas. El Corán, se lea como se lea, está lleno de incitaciones al exterminio del infiel y a extender una tierra dominada por los creyentes y tal. E incluso la figura de Cristo, que es el más manso de los profetas: también dijo que venía a traer la espada y la división.

P. Ha habido o hay otras religiones no monoteístas. ¿Qué se ganó y se perdió con la victoria del monoteísmo sobre el paganismo? Y ahí está el budismo, sin Dios.

F. S. De hecho, la propia expresión de religión no existe en todas partes: hay muchos pueblos que tienen culto, pero no saben que ellos tienen una religión. En el paganismo las tradiciones religiosas estaban ligadas a cosas, instituciones, lugares, árboles, fuentes, a la familia... a cosas concretas que tenían como una dimensión simbólica. La religión, por ejemplo, de los romanos, que era de tipo cívico, un refuerzo espiritual de las instituciones. Los emperadores que perseguían el cristianismo lo hacían escandalizados porque los cristianos, en vez de limitarse a tener un Dios como todo el mundo, y a no dar la lata, negaban los dioses de los demás, y sobre todo los aspectos divinos de las instituciones, y eso era lo intolerable. El gran mérito, por decirlo así, del cristianismo fue separar definitivamente el mundo de lo objetivo, de lo cívico, del mundo de lo espiritual y lo religioso. De ahí que uno no entienda muy bien cuando hoy en la UE hay algunos que en la Constitución quieren mencionar las raíces cristianas de Europa... Es que precisamente las raíces cristianas de Europa son la desaparición de la religión del espacio público: ése fue el mérito del cristianismo. Reintroducir la religión como justificación del espacio público sería paganizar el cristianismo.

J. M. C. Lo que pasa es que el cristianismo nació con esa originalidad sorprendente, hasta el punto de que la gran acusación contra los cristianos en el siglo II y III es que eran ateos. Porque no se atenían a lo que se consideraba como creencia en Dios o religión. Si adoraban a un crucificado, era la blasfemia más fuerte.

F. S. Y descartaban a todos los demás dioses. Eran ateos de todos los demás dioses menos de uno, el suyo propio.

J. M. C. Lo más peligroso que tienen los monoteísmos es que creen en dioses excluyentes: mi Dios es el único, y por tanto los demás están fuera de la legalidad, de la verdad, y del camino de salvación. Porque ya es una violencia decirle a alguien que está en un error, o que está en camino de perdición. Eso ya es una forma de humillarle

... Y también quiero añadir, por intentar ser muy honesto desde mis creencias, que la mayor aportación del cristianismo fue presentar un Dios encarnado. El Evangelio de Juan dice que Dios se ha hecho carne, Logos sarx egenito, la Palabra se hizo carne, y eso en aquella cultura era debilidad, el trastorno más fabuloso en la historia de las tradiciones religiosas. El cristianismo nació con esa originalidad, que duró hasta el siglo IV. A partir del invento de que Constantino vio la cruz y se dijo: "Con este signo vencerás", se hizo la peor perversión de la cruz. Y a partir del edicto de Teodosio, en el 381, cuando declaró al cristianismo como la única religión verdadera, todas las demás pasaron a la clandestinidad. Y eso explica que el continente más cristiano, Europa, sea el más violento.

F. S. Amamos lo perecedero precisamente porque va a perecer; no amamos lo eterno, lo invulnerable, nadie ama el universo, todos sabemos que el universo se pasa muy bien sin nuestros cariños. Amamos a aquellas personas que quisiéramos perpetuar y no podemos; es su fragilidad lo que suscita nuestro amor. Y claro, Dios es lo contrario: la idea de amor a Dios, por ejemplo en el planteamiento tan hermoso de Spinoza, en su Ética, él habla del amor a Dios, que sólo puede ser un amor intelectual, no podemos esperar que Dios nos ame. Esa vinculación afectiva que introduce el cristianismo necesitaba que Dios hiciera una concesión a la carne, a la muerte, a la fragilidad, al temor, al abandono... Esa idea del Dios hecho hombre es una aportación de la religión cristiana, pero también un paso hacia la salida de la religión, porque en cuanto divinizamos la figura frágil, doliente, del hombre, estamos acercándonos a empezar a divinizar sencillamente al hombre, sin necesidad de lo sobrenatural. De ahí que algunos expertos como Marcel Roché hablen del cristianismo como de la religión para salir de la religión. Así que, para que la figura de Cristo adquiera toda su capacidad de identificación con nosotros, suprimámosle esa otra dimensión mágica que le aleja aún de nosotros.

J. M. C. Teniendo en cuenta, además, que Jesús fue enormemente conflictivo. Pero resulta que su conflicto fue con los dirigentes de la religión y de algún modo con la religión. No hay contradicción entre el cristianismo, y por lo tanto la Iglesia, y la laicidad, sino que la Iglesia tendría que ser, y el cristianismo tendría que ser la religión que fomentara la laicidad. Porque a fin de cuentas Jesús fue un laico, un laico que entró en conflicto con el poder.

F. S. Cuando se habla de cómo los países europeos han logrado escapar, en la medida que han logrado escapar, que tampoco es del todo cierto, de la tentación teocrática que vemos en países musulmanes, que ésos sí que no han logrado separar las instituciones civiles de las religiones, ahí está la aportación del cristianismo: gracias a él se sentaron las bases; incluso cuando la Iglesia constituyó un poder terrenal, lo hizo separado de otro poder que era el civil, mientras que eso no ocurrió en países musulmanes, y eso lo lamentamos ahora todos.

P. ¿Cómo ven el estado de las relaciones entre ciencia y religión?

F. S. No hay contradicción más que si la religión pretende dar lecciones científicas. Hombre, para cualquier ser racional, la idea de que los acontecimientos naturales tienen una explicación sobrenatural es incomprensible; se pretende explicar una cosa que no entendemos con algo que entenderíamos mucho menos todavía. Einstein decía: "Yo sólo creo en el Dios de Spinoza". Quería decir que si hay un Dios es lo que llamamos el conjunto de las causas naturales. Pero ése no es el Dios de las religiones, de la salvación. Pero creo que en Europa no hay mucho enfrentamiento normalmente entre religión y ciencia, eso queda un poco para Estados Unidos.

J. M. C. El problema entre ciencia y religión se ha introducido falsamente desde el momento en que la religión ha querido meterse donde no tenía que meterse. Por otra parte, la moral de la religión se ve muchas veces amenazada por los avances científicos. En el XIX el papa Gregorio XVI prohibió las vacunas, por aquello de una ley natural: hay una ley natural y según ese principio yo me debería de quitar las gafas y tirarlas porque esto contradice la ley natural, porque lo natural es que yo tenga la vista cansada.

F. S. Y el islamismo prohibió la imprenta. En buena medida el retraso en la aparición del pensamiento crítico en el mundo musulmán se debe a que hasta muy avanzado el XVIII no autorizó la impresión de ningún libro. He tratado de proponer en mi libro que, lejos de ser la religión la que funda la ética, más bien parece que son las éticas las que justifican las religiones. Si hoy elegimos entre una religión y otra, y nos parece que la Madre Teresa de Calcuta es preferible a Osama Bin Laden, es por razones éticas.

J. M. C. Hablando de religión y violencia, hay una violencia que a mí me parece de lo más peligroso, la violencia del silencio. El silencio es de los factores más terribles que ha habido en el siglo XX. Si quienes debieron hablar hubieran dicho lo que sabían por ejemplo de los campos de concentración nazi, o en España de las atrocidades cometidas no sólo en la guerra, sino en años inmediatamente posteriores...

F. S. Y en el País Vasco, también se ha guardado silencio por parte de la Iglesia.

J. M. C. Sería muy importante una campaña para que la gente que, sabiendo lo que pasa, se lo calla, comprendiese que comete violencia.